UMA HISTÓRIA LINDA DE AMOR !

UMA HISTÓRIA LINDA DE AMOR !


Este conto faz parte de um livro que ficará pronto em fevereiro (capa abaixo), junto com outros contistas.

Contos Fantásticos 2011. Mais uma conquista da CBJE. Se desejar comentar, ficarei feliz
.

http://www.camarabrasileira.com/cf11-003.htm

A moça das flores e o tropeiro



Francisca nasceu no século XIX em uma fazenda do interior paulista. Aprendeu a costurar e bordar. Naquela época uma boa moça tinha que possuir tais habilidades. Mas o que ela realmente apreciava era cavalgar pelos campos, contemplar a beleza da região, sentir o vento em seu corpo, em seus longos cabelos. Gostava de observar pássaros e flores, vivia em harmonia com a natureza. Todos os jarros do casarão eram abastecidos com flores que ela cuidadosamente escolhia e colhia, por isso a chamavam carinhosamente de “a moça das flores”.


Certo dia quando Francisca foi colher flores, próximo de um rio que cortava a fazenda, percebeu a aproximação de um tropeiro que lhe despertou atenção. Apesar do traje rústico dele e da aparência cansada, observou profundamente seus olhos azuis, parecia um príncipe.


Por alguns instantes os dois se entreolharam, foram tomados pela magia do encantamento, se sentiram magnetizados um pelo outro. Os dois ficaram apaixonados, um caso de amor a primeira vista. O tropeiro chamava-se Joaquim, estava conduzindo gado do sul de Minas para uma fazenda em São Paulo.


Dali em diante o tropeiro jamais parou de pensar na moça das flores. Com ela aconteceu o mesmo. Era raro ele entregar mercadorias ou gado naquela região mas, depois da fulminante paixão, ele passou a alterar alguns itinerários somente para vê-la. Da parte dela, vivia contando os dias.


Havia um abismo entre ambos. A moça das flores era rica, o pai (um autoritário português) não permitia o namoro de sua única filha com um tropeiro. Tanto Francisca quanto Joaquim tinham conhecimento da realidade, ainda assim ele pediu permissão para namorá-la, sem sucesso.


A moça das flores tinha esperança que seu pai pudesse voltar atrás, com o tempo, mas isto não aconteceu. Ela disse para sua mãe Thereza que iria para um convento, se tornaria uma freira se não casasse com o tropeiro. Não desejava outra pessoa a não ser ele. O recado foi transmitido ao pai, que preferia ver a filha reclusa, se assim ela decidisse. Por precaução paterna, o tropeiro foi proibido de chegar perto do casarão. Se fosse apanhado na região seria alvejado com a certeira pontaria do português Antonio. A espingarda tinha inúmeras serventias para ele, inclusive espantar indesejados.


Alguns meses se passaram, até que certo dia o tropeiro recebeu uma encomenda especial para entregar justamente na fazenda do português Antonio. A carga era de querosene, sal , trigo, sementes e algumas ferramentas O português não gostou de encontrar-se novamente com o tropeiro Joaquim. Foi objetivo, conferiu a encomenda, pagou a importância negociada e ordenou que o tropeiro Joaquim partisse rapidamente. Com um jeito bem humilde, o tropeiro solicitou ao português permissão para repousar algumas horas, alegou que estava cansado, seu cavalo e mulas também. Foi atendido a contragosto.


Era a oportunidade caída dos céus. O tropeiro instalou-se em um local reservado, e enquanto descansava , imaginou inúmeras possibilidades para conversar com sua amada. Como ele conhecia os costumes dela, sabia que em um determinado momento ela iria apanhar seu cavalo no estábulo para buscar flores.


Com muita cautela o tropeiro conseguiu aproximar-se dela. Coração acelerado, ansioso, mesmo assim conseguiu declamar uma poesia de amor para ela. E depois disse que a amava mais que tudo, desejava casar, ter filhos, fez as juras de amor de um apaixonado. A moça das flores ficou com a face avermelhada, as pernas ficaram tremulas e o coração palpitava desesperadamente. Ela nem conseguia falar, não precisava. Diante da recíproca daquele amor, o tropeiro sugeriu algo para ela :

- Vamos fugir Francisca ? Ela respondeu ...“sim”!


A solução para a união daquele amor havia sido encontrada, não havia outro jeito, tinha que ser imediatamente. Como na fazenda todos tinham o costume de adormecer cedo para economizar querosene das lamparinas, assim que sentiu ser o momento adequado, a moça das flores pulou por uma janela, se acomodou no cesto de uma das mulas do tropeiro, saíram da fazenda sem alarde. Ninguém percebeu, a não ser horas depois, quando os dois estavam a léguas de distância. Na época foi um escândalo.


Para quem não sabe, os cestos artesanais (cassuá, jacá) eram muito utilizados para entregar mercadorias. Eram confeccionados com fibras resistentes, suportavam peso. Alguns eram revestidos com couro, para que as encomendas não ficassem visíveis.


Francisca “a moça das flores” foi deserdada, nunca mais teve contato com seu pai e sua mãe. Foi o preço que pagou para estar ao lado de seu amor. Dizem que os dois tiveram muitos filhos, constituíram um lar feliz, na base do respeito e amor. Os dois se fixaram em Minas Gerais, na região de Alfenas, Paraguaçu. Dizem que por lá existem jardins maravilhosos !



autora Marina Gentile

À MARGEM DA MARGEM



À MARGEM DA MARGEM,
AUGUSTO em OITENTAÇÃO
Jomard Muniz de Britto, JMB

Primeiro a FOLHA de SP comemorou, com o
neologismo acima, os 80 de Décio Pignatari.
Agora é hora e vez da Balada Literária, criação
EXtasiante de Marcelino Freire, anunciar para
2011 os oitenta maiores desafios por Augusto
de Campos. EX-TUDO. PÓS-TUDO.
INVENÇÃO para todos e, como sempre, por
ninguém do rol dos recatados. MUDAR.
Pai e filho, Cid Campos, sua banda, e a mais
fina estampa da mãe Lígia na platéia.
Desafios em múltiplas CONCRETUDES do
olhouvido, intersemiose de linguagens, no
palco da Biblioteca Alceu Amoroso Lima.
Por que À MARGEM DA MARGEM?
-"Díspares. Diversos. Dispersos.O que
têm eles em comum? A marginalidade dos q
buscaram caminhos não balizados, abriram
sendas novas, estranhas ao território habitual
da poesia ou da literatura". Quereres.
Dissonância dos sociologismos aguçados pelo
nacional-popular, pelas infraestruturas
regionalistas e cosmopolitismos
tão melancólicos quão ilusionistas.
À margem dos saudosos surrealismos,
dos hiperrealismos televisivos, querer MUDAR.
TENSÃO DE PALAVRAS-COISAS NO
ESPAÇO-TEMPO. Rupturas deflagradas de
1956 desacatando o coral dos automatismos.
Agora, mineiros do Chile percorreram o mundo
em lição de concreta solidariedade.
Dentro e fora da sociedade do espetáculo.
Raridades bibliófilas concedidas por Letícia e
José Paulinho Cavalcanti para a superexposição
de Fernando Pessoa no Museu da Língua
Portuguesa. Tudo mudando.
Transposições libertárias do WikiLeaks sempre
bem interpretadas por Joaquim Falcão.
Contra a mudez dos medrosos democratas.
AQUELE ABRAÇO em louvor da dialética da
amorosidade mutante-intergeracional.
Recife, dezembro 2010

HUMANSCAPES...


HUMANSCAPES...



Nós que fizemos o Arte na Escola, estivemos no Centro Cultural dos Correios(29/10) e vimos o trabalho de Fernando Ferreira de Araújo,esse Caruaruense,que morou um tempo em Nova York....e entre os professores causou inquietações,alguns perguntavam “o que significa essas abstrações?”,gostei das cores,etc. Isso mostrou que sua Mostra HUMANSCAPES, causou sensações,impactos...em mim particularmente,capturou minha imaginação,como se ela escorresse dentro de um sonho através de suas cores intensas em um momento pensei ter visto Bob Dylan e essa ruptura com o mundo real,essas metáforas pintadas com um gosto onírico,uma espécie de mimese concreto com seus signos e que nos leva a uma sinestesia-poética,esse processo de desconstrução ante a percepção das formas como em “ My Marilyn is a Drag”, que nos releva o mito derramado na poética urbana do Modernismo,lamentamos apenas a Mostra não circular pelos nossos in(teriores),mas quem foi ver,ficou com todas as imagens tatuada em suas paisagens da mente.

DA RELIGIOSIDADE AO ATEÍSMO NIILISTA

DA RELIGIOSIDADE AO ATEÍSMO NIILISTA

Márcio Lima*
A Idade Média foi um período histórico em que o cristianismo se tornou a crença predominante em toda Europa Ocidental.1 Em quase todo continente, a maior parte da vida social, moral e política das pessoas era determinada pelos ensinamentos e pela ação da Igreja Católica Romana.

A disseminação dos dogmas cristãos era tão intensa que no século IX, não existia na Europa Ocidental ninguém que não acreditasse em Deus. A Igreja controlava a fé, normatizava os costumes, a produção cultural, o comportamento e, sobretudo, a ordem social. Até mesmo o tempo era controlado pela religião cristã, pois, as pessoas marcavam o ritmo de suas vidas pelo toque dos sinos das igrejas. Como eram completamente voltados para as práticas religiosas, acreditavam que a vida na terra seria apenas um momento antes da eternidade, que seria vivida ao lado de Deus.

A influência da Igreja também se fazia presente nas relações políticas, onde os Papas sagravam os Reis e legitimavam o poder dos senhores feudais. Como a sociedade era constituída por pessoas iletradas e desprovidas de conhecimento, mantinha o controle do saber erudito, pois detendo informações e conhecimentos importantes, garantia de forma inabalável a extensão de seu domínio ao longo de vários séculos.

Aqueles que questionavam ou discordavam das práticas impostas pelos dogmas religiosos, eram considerados adversários da Igreja de Deus, chamados de hereges. Contra os hereges, a religião desencadeou uma guerra sem tréguas. Como forma de repressão, criou a Excomunhão e o Tribunal do Santo Ofício, conhecido como Santa Inquisição. A excomunhão era o ato que impedia o cristão receber os benefícios da salvação, concedidos por seu intermédio. Nesse caso, era preferível para muitos homens medievais, morrer a ser excomungado. A Inquisição julgava os hereges dissidentes e, os que recusavam a se retratar eram condenados à morte na fogueira.

Na Filosofia, os pensadores medievais, chamados doutores da Igreja, voltaram-se para as questões relativas aos dogmas e aos preceitos da fé, combinando por vezes elementos da filosofia greco-romana com ensinamentos cristãos. A Escolástica foi à filosofia predominante e representava uma tentativa de conciliar fé e razão à luz do pensamento aristotélico, agregando elementos da filosofia pagã com a doutrina cristã.

No campo do conhecimento científico, grande parte dos historiadores, afirmam que a Igreja pouco, ou nada, favoreceu ao seu crescimento. Aqueles que tentaram produzir um saber científico sem o aval da religião cristã foram reprimidos. Roger Bacon, monge franciscanos, foi condenado à prisão, Galileu foi reprimido e Giordano Bruno foi condenado à fogueira. (sendo os dois últimos pós-medievais)

[...] O cristianismo rompeu a união entre o homem e a natureza, entre o espírito e o mundo carnal, potencialmente distorcendo o relacionamento entre os dois em direções opostas e atormentadas: o ascetismo e o ativismo. [...] Ambrósio de Milão expressou a nova opinião oficial ao condenar como ímpias até as puramente teóricas ciências da astronomia e da geometria. [...] 2

Até meados do século XVII, a fé cristã permeava toda e qualquer parte da organização social, política e econômica da Europa e dos Países por ela colonizada.3 Porém, novos acontecimentos mudaram o rumo da história. A partir do Renascimento,4 deu-se início ao embate entre Deus, (teocentrismo) representado pela Igreja e o homem. (antropocentrismo) O mercantilismo incentivou as Grandes Navegações, onde foi percebido a possibilidade de se navegar diretamente pelos mares, já que a terra tinha a forma esférica e não plana como se acreditava na Idade Média. O Capitalismo foi tomando lugar na economia, contrariando a Igreja que condenava o lucro e a usura. A própria Reforma Protestante5 representou a possibilidade de se questionar contra os dogmas da Igreja Romana. No século XVIII, o Iluminismo,6 com suas idéias críticas e libertárias, propiciou o avanço da racionalização na sociedade. A produção cultural se deslocou do domínio da Igreja (o sagrado) para o das pessoas comuns (o profano, o leigo). Começava-se a laicização ou dessacralização, era a chamada Idade Moderna. Deus, tendo a Igreja como seu principal representante na terra, começava perder seu espaço e sua autoridade entre os homens, que pouco a pouco se desprendia da dogmática religiosa.

A Modernidade é marcada, principalmente, pela nova concepção do pensar. A rejeição de Deus, dos dogmas e instituições eclesiásticas; o individualismo; a crítica das ilusões; o desenvolvimento das técnicas e o fortalecimento do Estado democrático. A ruptura do indivíduo com o bloco sócio-religioso, aparece logo no início da modernidade, tendo conseqüências em todos os segmentos: cultura, economia, direito e política.7 Para os modernos, a vida moral deverá desprender-se da religião. A Igreja terá que renunciar ao governo e ao controle da vida política.

No pensamento moderno, Descartes rompeu com o aparato escolástico e iniciou o discurso racional. Kant, com sua visão agnóstica, afastou a fé de qualquer entendimento racional. (fé e razão atuam distintamente) Straus identificou a vida de Cristo com a Teoria do Mito, entendendo o Evangelho como algo historicamente datado, longe de qualquer caráter sobrenatural ou divino. Feuerbach assegurou ser Deus uma projeção dos desejos de perfeição do homem. Para ele, era a alienação do homem que havia criado a crença no Ser Supremo. Marx afirmou que a religião seria o ópio do povo. Darwin, com sua "Origem das Espécies",8 abalou a teoria bíblica da criação do homem e da natureza. Por fim, Freud mostrou que as ações humanas são determinadas pelo inconsciente e que Deus seria uma projeção da imagem paterna impregnada desde cedo na mente do homem.

A modernidade destruiu toda totalidade da religião, ou seja, separado o que era revelado por Deus e codificado pela Igreja, daquilo que era percebido pelos homens e por eles transformado em teorias. A religião autorizou a Ciência, como também à Arte, à Política e, mais tarde, à Ética a adquirir sua autonomia e constituir sua própria escala de valores. Uma distinção encontrada no próprio livro sagrado cristão, (daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus) 9 divisão direta entre poder temporal e poder espiritual. A partir daí, uma nova visão vai marcar o pensamento do homem moderno. Se antes era tarefa da religião oferecer uma consciência a sociedade, agora cabia as Ciências apresentar explicações racionais para os fenômenos ocorridos no mundo (dentro e fora dele).

Essa forma de pensamento teve seu ponto culminante no século XX, quando não só a Ciência desagregou, de forma definitiva, qualquer apelo ao sobrenatural, como também, a maioria das constituições políticas que surgiram, afirmaram sua posição secular e agnóstica, separando-se das crenças. O próprio regime socialista soviético chegou a se declarar um Estado Ateu. Desta forma, mesmo que a religião ainda constitua um poderoso fator de mobilização das massas e um, insubstituível apoio ético e moral, faz-se necessário o reconhecimento de que as elites modernas deram as costas para Deus.

Diante desse contexto, e analisando de forma reflexiva a sua volta, Nietzsche (1844-1900) declarou, nas palavras do personagem Zaratustra, A morte de Deus.

Zaratustra, porém, ao ficar sozinho falou assim ao seu coração: "Será possível que este santo ancião ainda não ouviu no seu bosque que Deus já morreu?"10

A morte de Deus é a constatação do niilismo na modernidade, è a percepção cada vez maior da ausência cada vez maior de Deus no pensamento e nas práticas do Ocidente moderno. Para ele, o homem moderno perdeu a confiança em Deus e suprimiu a crença no "mundo verdadeiro", o mundo perfeito que vem após a morte do corpo material, originário da metafísica e do cristianismo. A substituição da Teologia pela Ciência e, o ponto de vista de Deus pelo ponto de vista do homem, provocou a ruptura com os valores absolutos, com a essência e com o fundamento divino. Na verdade, a morte de Deus já se fazia presente na consciência do Europeu desde o século XIX, o que ainda não haviam percebido, era que esse fato implicava a desvalorização dos valores morais, ou seja, o fim do Deus cristão também foi o fim da moral por ele estabelecido, através do cristianismo. O culto do progresso, a proclamação da igualdade e o crescimento do conhecimento científico, transformaram a humanidade numa massa de indivíduos indefinidos ainda mais escravizados, sem força e sem autenticidade. Ao perder a legitimidade provinda de suas origens tradicionais e as suas garantias exteriores, representada pelos deuses, heróis e as monarquias de instituição divina, a sociedade moderna é condenada a tomar a si mesma como fundamento, pois não existe mais proteção divina (ela é auto-suficiente, atéia). Terá agora que reinventar seus próprios valores.

A modernidade apreende então, uma critica aos seus próprios valores. As grandes Guerras, os Estados totalitários socialistas, nazistas e fascistas, fizeram, por si só, as críticas práticas. A crítica agora não é feita apenas aos antigos valores, às hierarquias do antigo regime, a moral religiosa nem às autoridades hereditárias. A crítica visa agora os próprios valores modernos, a liberdade, a igualdade e a razão.

O século XX foi a época em que a razão se propôs a guiar a humanidade. O triunfo das ciências iluminou as zonas de incertezas e ilusão que atormentava os homens. A modernidade se apresentou como um começo absoluto de uma nova era, a instituição de um novo mundo e de novos valores edificados sobre o reino da Razão. Até que o totalitarismo desenfreado e as duas Guerras Mundiais puseram em contradição a sociedade moderna. Em 1914, a primeira Grande Guerra deu início à barbárie. As forças criadas para a organização e para a técnica, contraporam-se às forcas da razão e da ciência que outrora lhes haviam produzido. A partir deste momento, a Europa (e o Ocidente) entra em estado de convulsão. Em plena guerra, a Revolução Bolchevique assume o poder na Rússia, onde mais tarde se transformara numa ditadura socialista, influenciando também, outros países. Em 1933, o nazismo chega à Alemanha e, a partir daí, grande parte da Europa vai permanecer sob o domínio de ditaduras nazi-fascistas. Em 1936, começa a Guerra Civil espanhola que antecede a Segunda Guerra Mundial, tendo como conseqüência o holocausto de judeus. Na atualidade, o terrorismo globalizado, seguido da violência brutal contra os direitos humanos, evidencia um novo surto de barbárie.

O homem moderno agora faz pergunta tipo: Como ser um santo sem Deus? Ou como substituir Deus? Os primeiros modernistas responderam que seria através da moral da humanidade, baseada na razão. Mas, esta razão é fria, seca e individualista. Na medida em que os valores se contradizem, os fatos e a realidade demonstram inconsistência, como fugir da barbárie? A segunda fase da modernidade, iniciada com a primeira Grande Guerra, faz a humanidade tomar consciência que é frágil e de que sua salvação, encontra-se na sua própria capacidade de recriar, sem cessar, seus valores e suas instituições. Deverá o homem moderno agora, relançar permanentemente a democracia. A pergunta talvez seja a seguinte: Recriar valores e relançar democracia, baseado em que? Na fé ou na ciência? O homem moderno parece perdido, solitário e desprotegido.

[...] parece, pelo menos a esses, que um sol acaba de se pôr, que uma antiga e profunda confiança se tornou dúvida: o nosso mundo parece-lhes fatalmente todos os dias mais vesperal, mais desconfiado, mais estranho, mais ultrapassado. [...] 11

Nietzsche percebeu a humanidade em sua elevada pretensão de aumentar seu conhecimento e seu poder, sem perguntar sobre os fins (mais tarde, a bomba atômica foi o exemplo). O moderno, acreditando que tudo seria explicado, descobre que há uma falha na explicação. Agora, tudo se afunda, nada mais tem sentido. Percebe-se que nada é visado, não existe objeto futuro, instalou-se o niilismo. O homem será agora uma consciência infeliz, sabe que o mundo, tal como imaginara, não existe, e o que existe de fato, não deveria existir.

A proposta nietzscheana é a transmutação dos valores, no qual surge o (Übermensch) super-homem, aquele que através da vontade de poder, rompendo com os valores cristãos, superará o niilismo e criara novos ideais.

Eu vos apresento o super-homem! O Super-homem é o sentido da terra. Diga a vossa vontade: seja o Super-homem, o sentido da terra. 12

Para Nietzsche, o niilismo tem início ainda na antiguidade a partir da teoria socrático-platonica que inventa um mundo ideal, onde a verdade pode ser encontrada, e condena o mundo real, dito das aparências e ilusões. Esta teoria é mantida pelo cristianismo. Porém, se esse mundo em que vivemos não existe, toda filosofia desenvolvida em nome dele é um erro, o que remete ao niilismo do homem moderno. Após a morte de Deus, a interpretação moral da vida e do mundo se esfacelou, abrindo caminho para a propagação do niilismo.

A morte de Deus marca o fim da dualidade entre o sensível e o supra-sensível, o mundo que sobrou parece falso e desprovido de valor. Ao eliminar o mundo ideal, formulado pelo cristianismo, a morte de Deus elimina também o mundo real em que estamos. Como conseqüência, se o mundo verdadeiro não existe, tudo em que se acreditou até aqui, era mentira. A morte de Deus criou um vazio na modernidade. Este vazio pode ser preenchido, segundo Nietzsche, pelo super-homem, produto da manifestação de novos valores.

Noutros tempos, blasfemar contra Deus era a maior das blasfêmias; mas Deus morreu, e com ele morreram tais blasfêmias. Agora, o mais espantoso é blasfemar da terra, e ter em maior conta as entranhas do impenetrável do que o sentido da terra. 13

Diante dos fatos, o homem moderno se encontra cansado da vida, sua vontade deseja o nada, pois há muito, já está esgotada. A morte de Deus representa a falta de perspectiva para criar novos valores e superar o estado niilista em que se encontra. Até este acontecimento, toda moral era divina, aceitava-se e obedecia-se sem questionar, mas, e agora? A desvalorização desses valores trouxe o niilismo, a falta de sentido. Porém o niilismo possibilita também, como dizia Nietzsche, a possibilidade de criar novos valores, uma mudança na mentalidade, que só a partir daí seria possível. A questão é: qual a base para fundamentar esses novos valores, a fé representada pela religião, ou a razão representada pelas ciências? Na contemporaneidade o homem tem bastante o que refletir. Só através da reflexão analítica a razão poderá prevalecer sobre o niilismo.
(*) Graduando em História e Filosofia
1. Exceto na península ibérica, ocupada pelos árabes de religião muçulmana.
2. ANDERSON, Perry. Passagem da Antiguidade ao Feudalismo, Brasiliense. p.128
3. Os países colonizados seguiam a religião oficial das Metrópoles.
4. Movimento cultural que teve início na península itálica ainda no século XIV.
5. Movimento de transformação religiosa representado inicialmente por Martinho Lutero.
6. Movimento cultural que se desenvolveu na Inglaterra, Holanda e França, nos séculos XVII e XVIII.
7. Sendo fato de objeção entre alguns pensadores contemporâneos, a total laicização do Estado.
8. Livro em que Darwin propõe a teoria de que os organismos vivos evoluem gradualmente através da selecção natural.
9. Bíblia Sagrada - Mateus 22:21
10. NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra, tradução Pietro Nassetti. São Paulo. Martin Claret, 2002. p.25
11.A Gaia Ciência, tradução Jean Melville. São Paulo. Martin Claret, 2007. p. 181
12. NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra, tradução Pietro Nassetti. São Paulo. Martin Claret, 2002. p.25
13. Ibidem. p. 25
Referencias:
ALMEIDA, Giuliano Cézar Mattos de. Revista Ética & Filosofia Política, Volume 8, Número 1, junho/2005.
CARVALHO, José Jackson Carneiro de. A modernidade e os caminhos da razão: ensaio de Filosofia social e política, 2ª. ed. Atual, amp. – João Pessoa: Editora Universitária / UFPB, 2006.
NIETZSCHE, Friedrich. Breviário de citações ou para conhecer Nietzsche, seleção, tradução e notas de Duda Machado. 2ª ed. São Paulo, Landy, 2001, Friedrich. A Gaia Ciência, tradução Jean Melville. São Paulo. Martin Claret, 2007. Friedrich. Assim falou Zaratustra, tradução Pietro Nassetti. São Paulo. Martin Claret, 2002.

SEXO VIRTUAL

SEXO VIRTUAL


Lélia Almeida.





Escrevi um romance que se chama Anêmona Bristol e que conta a história de uma blogueira tão ruim, mas tão ruim que a personagem termina, por este motivo, ganhando grande popularidade. Anêmona Bristol é o pseudônimo de Ítala Açucena, uma escritora fracassada que se pergunta por que as mulheres têm tanta dificuldade de escrever humor e erotismo.

Para a construção da personagem criei em algumas redes sociais, durante muitos meses, o perfil de Anêmona Bristol, que é uma espécie de piriguete retardada, gostosa e popozuda, e assim pude teclar com marmanjos de todo o país, noites inteiras e conheci um universo peculiar. Peculiar e familiar, se me faço entender. Porque o que tem na rede é o que tem na vida real, na mesa do bar, do boteco, do trabalho, de qualquer lugar onde as pessoas habitam e convivem. E mesmo tendo lido muitos especialistas sobre namoros e encontros na internet, não sou capaz de teorizar sobre o tema. A minha pergunta, a mesma de Ítala Açucena, é simples: por que as mulheres não escrevem humor e não falam sobre sexo.

Descobri algumas coisas que todo mundo que navega sabe. Você passa a ser chamada, imediatamente, por nomes super originais como gata, princesa, linda e querida, o que por si só já é uma retardadice. Estou falando dos homens, mas quero dizer que também conversei com muitas mulheres e a idiotice é a mesma, com seus queridos, gatinhos, meu príncipe, gotoso, etc. A cordialidade no diálogo dura segundos, o tempo da criatura perguntar de onde vc está tc, você aprende a escrever naum, te kero, humm, nesta outra língua que as pessoas da minha idade precisam aprender e que qualquer pessoa de 30 anos domina à perfeição, intercaladas com carinhas com sorriso pra cima, pra baixo, corações vermelhos latejantes de muito mau gosto, vídeos de beijos de língua completamente artificiais, fodas horrorosas e vídeos do youtube com músicas como Have You Ever Really Loved A Woman?, do Bryan Adams, Titanic (LIVE), da Celine Dion, Leviana, do Reginaldo Rossi ou Toda Mulher, do Wando. A cordialidade dura segundos, você diz de onde está teclando, o outro também, ele vai dizer que a sua cidade é linda e que tem muita vontade de conhecer, pergunta se você é casada, ele quase sempre diz que está casado, mas que conta com a imponderabilidade do destino e que por isto está ali babando no seu perfil. Alguns ainda se arvoram a certo grau de sofisticação espiritual dizendo que sentem a sua energia e especulam sobre o quanto é mágico identificar-se com uma pessoa sem conhecê-la, afinal, nada é por acaso, apelando para expedientes relativos à sincronicidade junguiana ou para o repertório astrológico.

Passados os breves segundos da cordialidade vai-se, então, diretamente para a putaria deslavada onde você lê pérolas originalíssimas como toma rola, toma pica, me dá a tua bundinha, te chupo toda, e o procedimento é meio padrão. Há um padrão, do tempo do término da cordialidade até o começo do embate e, imediatamente, o senhor pergunta pelas suas mais secretas fantasias e, sem sequer ler o que você possa ter escrito, declara que deseja, sem mais delongas, o seu rabo. Porque a única e maior transgressão sexual do macharedo brasileiro, de qualquer idade, do Oiapoque ao Chuí, é comer um cu. Pensem o que quiserem, eu não interpreto nada, eu sou uma escritora, eu só ouço e escrevo. Indo para o âmbito internacional, os portugueses clamam por comer-te a gatas (de quatro) e querem traçar a tua rata. E foi neste momento que tive de alinhar o vocabulário, com alguns, porque, além das diferenças regionais, mesmo transcontinentais, havia outras de ordem diversa que me broxavam e impediam de continuar a conversa com homens adultos que falavam do seu pintinho e com mulheres velhas que falavam da sua coisinha.

Alicia Steimberg, uma das escritoras mais geniais da atualidade, argentina, escreveu uma verdadeira obra-prima chamada Amatista, que ganhou um importante prêmio de literatura erótica, La sonrisa vertical, e que, lamentavelmente, nunca foi traduzido ao português.

Steimberg, em Amatista, cria um diálogo entre uma psicanalista e um paciente que faz com que gente leia o livro, de cabo a rabo, sem respirar, uma perfeição. Também é dela uma reflexão sobre literatura erótica onde ela diz que os argentinos não têm o menor problema de dizer que são muito liberais e que trepam muito e com quem lhes apetece, mas que são incapazes de dizer, com o mesmo desprendimento e orgulho, que são grandes punheteiros. Para ela escrever literatura erótica e ter um público leitor interessado significaria mais ou menos isso, uma grande masturbação coletiva. Difícil é fazê-lo com a perfeição que ela alcança. Porque se pensarmos no ato em si, há uma mecânica simples que obedece e movimentos de entra e sai, levanta e sobe, e não há como transformar esta dinâmica simples em algo interessante ou excitante.

Consta que a população brasileira, dos quase 300.000 verbetes do Houaiss, faz uso de uma média de apenas 4.000 deles, e eu garanto a vocês que no quesito putaria-na-rede o vocabulário deve estar restrito a muito menos de 50 palavras, já que a prática me permitiu contabilizar também esta precariedade quantitativa. Eu e Anêmona Bristol buscávamos poses, posições, e, principalmente, vocabulário, entendendo que há maravilhas na língua portuguesa, palavras mimosas e sugestivas como côncavo, baba-de-moça, vara, pomba, rombudo, badalo, rola, ferro, estojo, urna, cava, cona, bainha, vagem, berbigão, castanha, carlotinha, crica, dedo-sem-unha, dente-de-alho, espia-caminho, hastezinha, pevide, pito, pinguelo, sambico, mitra, três ou três-vinténs, cabaça, monte-de-vênus, larga, aguada, apertada, arrombada, bela, perseguida, bochechuda, cabeluda, crespa, pentelhuda, preta, suada, boca-do-mato, brecha, caixinha de segredos, canoinha, cova, devora cobra, lanho, cofre, ninho-de-rola, rego, escrínio, aranha, bacalhau, barata, bichana, lacraia, mosca, passarinha, perereca, pomba, rola, ursa, touceira, cebola-quente, barbiana, romã, rosinha, xexeca, xoxota, breba, buça, búzio, ferrolho, ganso, rodela, bronha, mastruço, gruta, porongo, estrovenga, bagos, bimba, pimbinha, bilola, bilunga, bastão, fole, bífida, entre outras.

Em se tratando do vocabulário erótico na rede podemos concluir que nada é surpreendente ou instigante e o que temos é de uma pobreza atroz.

Importante esclarecer que o que me interessava era a narrativa da coisa, o palavreado mesmo, e que, portanto, o embate durava o tempo exato que as criaturas suportavam o meu espichado cu doce, sem webcam porque com ela, as palavras, que era o que eu buscava, desapareciam imediatamente.

Fiquei, nas primeiras semanas, estarrecida com a naturalidade que os bofes perguntavam, vc que ver o meu pau? Nossa! Como os homens amam os seus membros, isso é realmente digno de nota e estudo, não conheço nenhuma mulher que tenha tamanha obsessão e genuíno afeto por suas partes íntimas.

E aprendi outras coisas importantes que vou levar para a vida e que como sou generosa vou dividir com você, leitor. Na rede, como na vida, há sempre um que ama mais que o outro, um que se dedica mais, que se esforça mais. Reconheço que no meu exercício literário, onde o espírito da puta se mesclava ao da antropóloga-assistente social em campo, propiciei momentos maravilhosos para algumas criaturas, com a riqueza de detalhes que requer a descrição de um bom fellatio ou de uma eficiente cunilíngua, e a criatura gozava com um simples kasdhjoiwqfksfiowyhwndkshoaidiwhdlwqn! Dá licença, é muita preguiça né! Na vida real deve ser daqueles preguiçosos que deixa uma mulher com LER (Lesão por Esforço Repetitivo) em determinadas situações onde se requer empenho e constância. O sexo na rede é uma debiloidice, eu garanto, assim como na vida real, onde quase sempre também é complicado.

E sobre a minha busca posso dizer que foi um flagrante desastre, uma decepção. Larguei a rede e voltei aos clássicos literários, porque o erotismo não tem a ver com a coisa em si, mas com o contexto e este segredo, sabido por muitos, é facilmente esquecido, tanto na vida, como na rede e na literatura. O que nos excita não é o que se mostra, mas o que se esconde.

A pergunta sobre por que as mulheres não escrevem humor e erotismo continua, para mim, sem uma resposta satisfatória. A revolução sexual, que liberou as mulheres para a farra com anticoncepção, não destravou, devidamente, as suas línguas e isso é sintomático. Raras exceções merecem ser mencionadas, relembrando aqui alguns poucos nomes que me são caros como as imbatíveis Hilda Hilst e Márcia Denser, a própria Steimberg, as históricas Anaïs Nin e Collete e duas senhoras brasileiras, sucesso absoluto de público de sua época, a quem Anêmona Bristol homenageia, Adelaide Carraro e Cassandra Rios, dignas de séria e urgente revisitação.

Despeço-me contando sobre um fenômeno que lanço como desafio e charada para os entendidos de sexo na rede. Depois de despachar alguns marmanjos inconvenientes recebi vários vídeos do youtube com trechos do Pequeno Príncipe que reclamavam, através daquela raposa imbecil, que eu era responsável pelo que tinha cativado, eram os mesmos destemidos comedores de rabo, rejeitados e ressentidos, transformados em queixosas misses, choramingando pela foda perdida. Só me atrevo a pensar que uma queixa deste tipo anuncie o fim da civilização, o fim do mundo mesmo, uma tristeza sem precedentes na história das relações, tema que entrego de bandeja para os estudiosos da crise da masculinidade de plantão e das feministas doutoras em gênero, porque eu agora vou cuidar de terminar o meu romance, Anêmona Bristol, que será mais um na fila de outros que não consigo publicar em lugar nenhum deste país.

Aniversário do NÓS PÓS.

Confira o blog do NÓS PÓS http://nospos.blogspot.com/


Grupo Totem convida:

A Produtora Nós Pós comemora 3 anos de atividades e produção de mais de 160 artistas com dinâmico evento envolvendo literatura, artes cênicas, audiovisual e música, dia 18/12, a partir das 20h no Espaço N.A.V.E.

Neste noite o Totem apresentará a performance Fendas Nas Calçadas, apropriação livre de poemas de Bukowski e Artaud
Encenação: Fred Nascimento
Com as performers: Gabi Cabral, Inaê Veríssimo, Lau veríssimo, Taína Veríssimo e Tatiana Pedrosa.
Na paisagem sonora: Fred Nascimento e Mário Sérgio.
Desenhos eo jogo de projeções: Eduardo Souza.
Designer de luz: Catarina Brandão.

Confira o roteiro das apresentações

ROTEIRO ANIVERSÁRIO:

20h a 20h45 - Exibição vídeos (curtas)
21h a 21h30 - Diáspora Uma Pó-s-ética da Humaanidade (Poesis)
21h30 a 21h40 - Renata Santana (poeta)
21h50 a 22h00 - Claudia Trevisan (poeta)
22h00 a 22h30 - Diaton (banda)
22h30 a 23h00 - Totem (grupo de teatro performático)
23h10 a 23h50 - Das margens para o centro (banda)
00h a 01h - Helton Moura e o Cambaio.


Então, seja bem vindo!

Estudante da EREM ficou em terceiro lugar na Olimpíada Pernambucana de Química na modalidade 1º ano do Ensino Médio.

A aluna do 1º da EREM Olavo Bilac, Aluno Cibele Hellena Alves de Araujo ficou em terceiro lugar na Olimpíada Pernambucana de Química na modalidade 1º ano do Ensino Médio.
Cibele teve como professores orientadores Gustavo Henrique Veras e Abraão Romão Batista
A Escola de Referência em Ensino Médio Olavo Bilac - EREMOB depois ganhar o prêmio Viva Leitura (prêmio nacional), ficar nas semifinais da Olimpíada de História organizado pela UNICAMP, agora recebe mais uma ótima notícia: a aluna do 1º Aluno Cibele Hellena Alves de Araujo Andrade, filha do professor Josessandro Andrade, acaba de fica em terceiro lugar na Olimpíada Pernambucana de Química na modalidade 1º ano do ensino médio. Em meio a tantas escolas particulares da região metropolitana, agreste e sertão, A EREMOB se destaca com a aluna Cibele, que inquestionavelmente eleva o nível de qualidade do nosso ensino, deixando a educação sertaniense no nível de grandes escolas, basta somente observar quem ficou em primeiro e em segundo lugar (Colégio Motivo, GGE. Colégio Militar do Recife e Colégio Damas). Não podemos esquecer que a EREM Olavo Bilac é uma escola pública e que anda a passos largos para se colocar entre as melhores escolas do Estado de Pernambuco.
Cibele Helena, aluna do 1º EM B, teve como professores orientadores Gustavo Henrique Veras e Abraão Romão Batista, que ao tomarem conhecimento do resultado não escondiam a satisfação de colocar a EREM Olavo Bilac em lugar de destaque no Estado. "Este resultado mostra que estamos no caminho certo, primando por uma educação de qualidade e buscando bons resultado para fazer de nossos alunos, não só ótimos profissionais amanhã, mas, sobretudo cidadãos pensantes para que possam fazer desse país, um país muito melhor", disse o professor Abraão demonstrando toda alegria pela obtenção desse resultado. Completou o professor Gustavo que é o professor da aluna “Começamos a colher os frutos das sementes que plantamos com tantas dificuldades”.
De parabéns, portanto, a EREM Olavo Bilac por dar mais este passo importante na busca de uma educação de qualidade. De parabéns também os professores Gustavo e Abraão e por fim a aluna Cibele Hellena. O caminho é este.

A música que vinha da casa

A música que vinha da casa

Como sempre fazia na véspera de Natal, o rei convidou o primeiro ministro para um passeio. Gostava de ver como enfeitavam as ruas – mas para evitar que os súditos exagerassem nos gastos com o objetivo de agradá-lo, os dois sempre se disfarçavam com roupas de comerciantes que vinham de terras distantes.
Caminharam pelo centro, admirando as guirlandas de luz, os pinheiros, as velas acesas nos degraus das casas, as barracas que vendiam presentes, os homens, mulheres e crianças que saiam apressados para juntar-se a seus parentes e celebrarem aquela noite em torno de uma mesa farta.
No caminho de volta, passaram pelo bairro mais pobre; ali o ambiente era completamente distinto. Nada de luzes, velas, ou o cheiro gostoso de comida pronta para ser servida. Não se via quase ninguém na rua, e como fazia todos os anos, o rei comentou com o ministro que precisava prestar mais atenção aos pobres do seu reino. O ministro acenou positivamente com a cabeça, sabendo que em breve o assunto estaria de novo esquecido, enterrado na burocracia cotidiana, aprovação de orçamentos, discussões com emissários estrangeiros.
De repente, notaram que de uma das casas mais pobres vinha o som de uma música. O barraco mal construído, com várias frestas entre as madeiras apodrecidas, permitia que vissem o que se passava lá dentro, e era uma cena completamente absurda: um velho em uma cadeira de rodas que parecia chorar, uma jovem completamente careca que dançava, e um rapaz de olhar triste que tocava um tamborim e cantava uma canção do folclore popular.
- Vou ver o que está acontecendo – disse o rei.
Bateu à porta. O jovem interrompeu a música e veio atender.
- Somos mercadores em busca de um lugar para dormir. Escutamos a música, vimos que ainda estão acordados, e gostaria de saber se podemos passar a noite aqui.
- Os senhores encontrarão abrigo em algum hotel da cidade. Infelizmente não podemos ajudá-los; apesar da música, esta casa está cheia de tristeza e sofrimento.
- E podemos saber por que?
- Por minha causa – era o velho na cadeira de rodas que falava. – Durante toda a minha vida, procurei educar meu filho para que aprendesse caligrafia, de modo a ser um dos escribas do palácio. Entretanto, os anos se passavam e as novas inscrições para o cargo jamais foram abertas. Até que esta noite tive um sonho estúpido: um anjo aparecia e me pedia para que comprasse uma taça de prata, já que o rei iria me visitar, beber um pouco, e conseguir emprego para o meu filho.
“A presença do anjo era tão convincente que resolvi seguir o que dizia. Como não temos dinheiro, minha nora foi hoje de manhã até o mercado, vendeu seus cabelos, e compramos esta taça que está ai na frente. Agora eles tentam me alegrar, cantando e dançando porque é Natal, mas é inútil”.
O rei viu a taça de prata, pediu que servissem um pouco de água porque estava com sede, e antes de partir, comentou com a família:
- Que coincidência! Hoje mesmo estivemos com o primeiro ministro, e ele nos disse que as inscrições seriam abertas na semana que vem.
O velho acenou com a cabeça, sem acreditar muito no que ouvia, e despediu-se dos estrangeiros. Mas no dia seguinte, uma proclamação real foi lida por todas as ruas da cidade; procuravam um novo escriba para a corte. Na data marcada, o salão de audiências estava cheio de gente, ansiosa para competir por tão cobiçado cargo. O primeiro ministro entrou, pediu que todos preparassem seus blocos e canetas:
- Eis o tema da dissertação: por que um velho homem chora, uma mulher careca dança, e um rapaz triste canta?
Um murmúrio de espanto percorreu toda a sala: ninguém sabia contar uma história como essa! Exceto um jovem com roupas humildes, em um dos cantos da sala, que abriu um largo sorriso e começou a escrever.
(baseado em um conto indiano)

Plano de Educação buscará investir 7% do PIB, diz Lula

Plano de Educação buscará investir 7% do PIB, diz Lula
Por GUSTAVO URIBE, estadao.com.br, Atualizado: 13/12/2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou de hoje que enviará ao Congresso Nacional na quarta-feira o novo Plano Nacional de Educação (PNE), referente ao decênio 2011-2020. O conjunto de diretrizes para a área substitui o atual, que vigora até 31 de dezembro, e era aguardado por entidades de ensino, que pediram urgência ao Ministério da Educação para que fosse apresentado antes do período de recesso parlamentar.
No programa semanal Café com o Presidente, Lula antecipou que uma das metas do novo plano é alcançar até 2020 um investimento de 7% ano do Produto Interno Bruto (PIB) na área. 'A minha expectativa é que ao enviarmos esse projeto, na quarta-feira, para o Congresso Nacional, nós estaremos deixando público o compromisso do governo brasileiro até 2020', disse o presidente, lembrando que o plano tem um prazo de dez anos para que todas as metas contidas nele sejam cumpridas.
Convidado pelo presidente, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também participou do programa de rádio e explicou que o novo PNE tem como objetivo dar sequência ao trabalho iniciado nas duas gestões de Lula à frente do Palácio do Planalto. 'Agora, trata-se de acelerar o passo, de garantir que, na próxima década, nós possamos fazer ainda mais pela educação brasileira, que, no século XX, foi relegada a segundo plano.'
O titular da pasta destacou que o novo plano contempla todos os níveis de ensino e antecipou que o foco está no professor. 'O professor brasileiro ainda ganha, em média, 60% do que ganham os demais profissionais de nível superior, e nós queremos encurtar essa distância para que a carreira do magistério não perca talentos para as demais profissões', afirmou. 'A valorização do professor é o eixo central do próximo plano.'
O presidente ressaltou que um dos desafios do governo de sua sucessora, Dilma Rousseff, será reforçar a qualidade do ensino no Brasil, promovendo o que chamou de 'uma maior evolução' no ensino fundamental. O esforço, segundo Lula, estaria na ampliação das parcerias com Estados e municípios. 'Nós sabemos que é preciso evoluir, sabe, construir parcerias com prefeitos, construir parcerias com governadores para que todos nós assumamos definitivamente a responsabilidade de que a educação é a nossa prioridade.'
Lula destacou que a área será uma das beneficiadas com os recursos advindos da exploração da camada do pré-sal e disse acreditar que Dilma Rousseff dará prioridade à educação em seu governo. 'A Dilma também teve na sua campanha, também tem na sua cabeça e também tem o compromisso de fazer com que a educação no Brasil seja cada vez mais de qualidade.'

Todos os dias o povo come veneno.

Todos os dias o povo come veneno.
Quem são os responsáveis?

João Pedro Stedile*

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O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.

Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer,a Basf, Syngenta, Monsanto,Du Pont, Shell química etc.
O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente nesse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.

Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos países de suas matrizes. A ANVISA conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no "neutral poder judiciário" brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos... e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Em minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas a desovarem seus estoques.

Os fazendeiros do agronegócio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem, esse veneno secante vai para a atmosfera e depois retorna com as chuvas, democraticamente atingindo toda a população, inclusive das cidades vizinhas.
O Dr. Vanderley Pignati, da Universidade Federal do Mato Grosso, tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto, e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.

Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade Federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.
A ANVISA - responsável pela vigilância sanitária de nosso país-, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados, somente neste ano, produzido por grandes empresas transnacionais. Ou seja, além de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a fórmula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.
O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista CARAS escreveu em sua coluna de que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estômago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes, 12 mil vão a óbito.

Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que têm lucros astronômicos é de que é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira. A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos sem usar venenos. Estamos usando veneno apenas depois da Segunda Guerra Mundial, para cá, como uma adequação das fábricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietnã. E agora suas fábricas produzem o glifosato, que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estômago.

Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.

* Economista. Integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da Via Campesina Brasil

SOBRE O DESAFIO DO DISSENSO

  SOBRE O DESAFIO DO DISSENSO
Antonio Carlos Secchin propõe leitura crítica como ponto de partida do discurso criativo
JOSÉ NÊUMANNE
O gosto pessoal parece ter caído de vez em desuso. Se alguém quiser ter sua opinião respeitada num ambiente intelectual – na sala de aula ou num botequim de esquina – não convém afirmar que gostou do filme novo de Arnaldo Jabor ou do primeiro romance de Kathryn Stockett. Assim, correrá até o risco de perder o respeito na roda de amigos ou de alguém impressionado com alguma citação de seu filósofo favorito. O romance Afinidades Eletivas, de Goethe, praticamente deixou de ser lembrado, embora não necessariamente só por causa disso. O realismo socialista abomina o gosto, porque é uma manifestação do individualismo burguês: György Lukács já o tornou um anátema faz tempo. A predileção não cabe também na voga estruturalista sob Nicos Poulantzas ou Roland Barthes. Convém, então, esclarecer logo de saída que gostei muito de Memórias de um Leitor de Poesia, coletânea de aula, discurso acadêmico, ensaios e críticas do poeta e professor de literatura Antonio Carlos Secchin, editada pela Topbooks. E, pior do que isso: gostei mais porque concordo muito. E ainda: fui encontrando ao longo da leitura pontos de apoio para velhas convicções que sempre tive e, afinal, recebi aval acadêmico para delas continuar a dispor.
Para começo de conversa (ou melhor, deste texto), o autor em questão autorizou e legitimou (da cátedra), em sua aula inaugural do ano letivo, em 15 de março de 2004, na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio (UFRJ), que intitula o livro, o desafio do dissenso. “A palavra do outro – professor, escritor – tende a carregar-se de um paralisante poder de verdade. Ainda assim, é importante ouvi-la – não para repeti-la, mas para iniciarmos nosso discurso a partir do ponto onde ela se cala, e, desse modo, evitar que nos transformemos em meros bonecos de ventríloquos do pensamento alheio”, escreveu ele. O exercício da leitura crítica que proponho para o livro de Secchin não é por aprovação ou aplauso, mas por reconhecimento e apropriação: a repetição pelo avesso.
Veemência crítica. Acho, por exemplo, que já passou da hora de pular o muro construído pelos modernistas para obstruir leitura, apreciação e usufruto da obra parnasiana. Em 88 anos de veemência crítica contra seus antecessores, compreensível pela natureza rebelde do movimento, os modernistas, cultores do verso branco e do ritmo dissoluto, fizeram tal alarde contra a poética de rimas ricas e métrica rigorosa de seus antecessores parnasianos que terminaram por sepultá-la sem permitir que sua contribuição gerasse frutos na produção literária herdada e aprendida pelos pósteros.
Secchin reconhece que o Parnasianismo “pagou o preço do próprio sucesso, na medida em que se propagou em versões edulcoradas e anódinas, epidêmica e epidermicamente disseminadas por todo o país. Ocorreu-lhe, assim, o que de pior pode suceder a um estilo: ser confundido com a diluição que dele faz a multidão de epígonos”. De idêntica praga livrou-se um dos temas favoritos do poeta, professor e crítico, João Cabral de Melo Neto, que, tal como Augusto dos Anjos, atingiu o ápice da glória sem contar com o apoio de devotos de igrejinhas ou de coleguinhas de escola. Nenhum dos dois escapou, contudo, nem haveria como, da praga dos epígonos, cuja ação é normalmente medíocre e esterilizante. A obra singular do paraibano sobreviveu a mais de um século de declamadores descabelados e deprimidos profissionais. A “educação pela pedra” do pernambucano, que teve em Secchin um elogiado exegeta, ainda precisa ser salva deste mal avassalador dos imitadores sem talento nem graça.
O trabalho do autor do livro aqui comentado tem o mérito de tomar água direto nas fontes, seja para resgatar Cecília Meireles dos devotos exclusivos de suas filigranas, seja para reconhecer em Vinicius de Morais o “maior poeta lírico da poesia brasileira no século 20”, ou seja, um poetaço, e não o poetinha sambista e mulherengo. Secchin pertence à estirpe de críticos que se empenham em remover a pátina do tempo e, sobretudo, a baba dos áulicos e a o veneno dos desafetos de ocasião para restaurar o que de bom e de útil leitores, críticos e autores atuais podem encontrar direto nas obras, deixando de lado esse vício bem brasileiro de folclorizar tudo: Castro Alves, o abolicionista apaixonado; Augusto dos Anjos, o tétrico tísico; João Cabral, o inimigo da música; Cecília Meireles, a alienada emotiva; Vinicius, o bom de papo, pandeiro e copo. Mercê deste esforço, o leitor destas suas Memórias encontra bons motivos para visitar o passado sem temer a alergia a ser provocada pelo bolor.
Poeta de talento, Secchin fez na aula, em ensaios e resenhas de cadernos literários e no discurso de posse na Academia Brasileira de Letras trabalho similar ao de historiadores que vão direto aos documentos originais, em vez de se valerem somente de interpretações de extintos colegas ilustres. Dissecou, por exemplo, o lirismo de Tomás Antônio Gonzaga, árcade da Inconfidência Mineira. E praticamente redimensionou a fortuna crítica do Romantismo brasileiro a partir das diferenças que registrou em suas antologias. Além disso, o autor tirou de letra o maior desafio a que se pode propor um crítico: definir poesia. “A poesia é o lugar do imponderável, onde, portanto, até o ponderável pode acontecer. Mas nada disso vale, se o delírio não se submeter ao imperativo da forma”, escreveu. Amém.
MEMÓRIAS DE UM LEITOR DE POESIA E OUTROS ENSAIOS
Autor: Antonio Carlos Secchin
Editora: Topbooks (273 págs., R$ 39)
José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde e prêmio Senador José Ermírio de Moraes da Academia Brasileira de Letras pelo romance O Silêncio do Delator, “melhor livro” de 2004.

IV FLIS (FESTIVAL LITERÁRIO DO SERTÃO)

Pelo quarto ano consecutivo o Festival Literário do Sertão, aconteceu nos dias (23 a 26 de novembro) “De Saramago a Ulisses Lins”  Nobel de fato e de direito” este ano o III FLIS Infantil, homenageou A Escritora de Literatura Infantil,Vanuza Silva e o o FLIC (Festival de Literatura de Cordel) In Memorian de Gato Velho e Manoel Soares dois ícones da poesia popular em nossa cidade,além de Gato Velho ser o eterno parceiro de Pinto do Monteiro,um dos maiores repentista de todos os tempos  o homenageado foi Gato Novo pelos seus 60 anos ,filho de Gato Velho,justa homenagem a que faz tanto pela Cultura Sertaniense.
E o festival contou também com oficinas,palestras,shows musicais,etc.Vale destacar as belíssimas homenagens a Ulisses Lins,com a presença de sua filha Teresinha Lins,netos,bisnetos amigos e familiares e a presença da escritora e Psicóloga Antonia Krapp,autora de" PÃES,HISTÒRIAS E AFETOS",além do prêmio Ulisses Lins,feito para os alunos da Escola Olavo Bilac, no qual foram premiados com um Notebook,cada,um belo incentivo para leitura,que faz jus a Academia Verde e Branca,tivemos a brilhante apresentação do Monologo “Anjo de Espinho” de Zito Jr. Com a Cia. Primeiro Traço,encenação brilhante do ator Erivaldo (Konda),e Direção de Flávio Magalhães, A Mesa redonda com Marcos Cordeiro(Membro da Academia recifense de Letras)João Lúcio(Prof. Da Escola Ténica Estadual(ETE),foi um dos pontos alto do FLIS o encontro dos Cabeças de Rato, (Zito Jr.,Flávio Magalhães, Josessandro Andrade,Álvaro Góis),jornal literário de mais antigo em circulação da América Latina,onde aconteceu uma roda de poesia,com os integrantes do Jornal,o desfile das musas do IV FLIS,este ano a musa vencedora será chamada de Siboney em homenagem ao grande Waldemar Cordeiro,tudo isso sob a batuta do genial professor e torcedor do Fluminense,Gilberto Cosme de Farias(GIBA).Depois descemos as ruas de Sertânia, recitando poesias até a calçada da Igreja Nossa Senhora da Conceição,onde tudo começou e para o ano tem mais...

HUMANSCAPES...

Nós que fizemos o Arte na Escola, estivemos no Centro Cultural dos Correios(29/10) e vimos o trabalho de Fernando Ferreira de Araújo,esse Caruaruense,que morou um tempo em Nova York....e entre os professores causou inquietações,alguns perguntavam “o que significa essas abstrações?”,gostei das cores,etc. Isso mostrou que sua Mostra HUMANSCAPES, causou sensações,impactos...em mim particularmente,capturou minha imaginação,como se ela escorresse dentro de um sonho através de suas cores intensas em um momento pensei ter visto Bob Dylan e essa ruptura com o mundo real,essas metáforas pintadas com um gosto onírico,uma espécie de mimese concreto com seus signos e que nos leva a uma sinestesia-poética,esse processo de desconstrução ante a percepção das formas como em “ My Marilyn is a Drag”, que nos releva o mito derramado na poética urbana do Modernismo,lamentamos apenas a Mostra não circular pelos nossos in(teriores),mas quem foi ver,ficou com todas as imagens tatuada em suas paisagens da mente.
 
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