Doloroso, mas VERDADEIRO!:Falência educacional: complô ou lógica?

"Quem coloca seus filhos em escolas particulares (12% do total das matrículas da educação básica) comete um grave equívoco: acredita que essas escolas são boas apenas porque são melhores do que as escolas públicas. Assim, despreocupa-se da educação dos filhos e da qualidade da escola pública"

Quando se fala em educação no Brasil, algo não faz sentido. Todos exaltam o benefício da educação e apontam-na como a solução de nossos problemas. Todos parecem engajados em sua melhoria. Apesar desse consenso e da boa vontade, nossas escolas patinam, e sua qualidade só tem decaído. Para explicar essa curiosa dissonância, era comum ouvir, dez anos atrás, a ideia de que nosso fracasso na área se devia à falta de "vontade política" de nossos governantes, ou ainda ao complô das elites pela alienação do proletariado, ou, finalmente, às imposições do Fundo Monetário Internacional (FMI), que supostamente exigia o corte de gastos na educação em seus acordos com o país.

De lá para cá, os dotados de "vontade política" chegaram ao poder, as elites de antanho deram lugar à república dos sindicalistas e o Brasil já não precisa mais da tutela do FMI, ao qual não deve nada. Mas a melhora esperada não veio. O resultado do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2005 é mais baixo que o de 1995. Apesar disso, o discurso da área educacional continua o mesmo. Será que eles estão certos, e que há um complô tão poderoso a favor da nossa ignorância que nem os próprios atores da nossa tragédia percebem a sua insignificância? Estariam as "forças ocultas" de Jânio Quadros rondando novamente os palácios, de onde talvez jamais tenham saído? Ou será que nosso atraso é mais compreensível à luz de uma análise racional dos envolvidos na área, presumindo-se que eles agem de maneira lógica e maldosa? Creio que a segunda hipótese é a mais provável: nossa inércia é compreensível se entendemos a economia política dos grupos envolvidos.

Comecemos pelos alunos. Eles aprendem muito pouco, e são os maiores interessados em seu próprio sucesso acadêmico. Por que não protestam? Há, em primeiro lugar, a questão etária: não é possível imaginar que crianças de 10 ou 12 anos se mobilizem em passeata pública por um ensino de melhor qualidade. Quando os alunos se dão conta das deficiências do seu ensino, costuma já ser tarde demais, e a própria carência educacional dificulta a reclamação: é improvável que um semiletrado escreva um artigo cativante ou uma carta pungente ao seu congressista. Em segundo lugar, os alunos são condicionados pelo seu sistema de ensino a acreditar que o culpado pelo insucesso do aluno é ele mesmo. Nessa missão, seus mestres são extremamente efetivos: em pesquisa recente da Unesco, 82% dos alunos ouvidos dizem que, se o aluno não passa de ano, a culpa é sua, muito mais que da escola (mencionada por apenas 5%) ou dos professores (3,7%). Para piorar, os próprios pais culpam o filho pelo insucesso na escola: pesquisa publicada no livro A Escola Vista por Dentro indica que 63% dos pais da escola municipal e 54% dos da estadual culpam o filho por sua repetência. Cercados por esse mar de desconfiança e assolados pelo próprio desconhecimento, os alunos protestam mais com os pés que com a cabeça: quando entendem que a escola lhes consome muito tempo sem dar muito em troca, abandonam-na.

Juca Varella/Folha Imagem

O FMI SE FOI

E as elites saíram do poder, agora ocupado por governantes com "vontade política", mas a esperada melhora da educação não veio

O próximo grupo de interessados pela educação é o dos pais dos alunos. Por que eles aceitam bovinamente uma péssima educação para seus filhos? Aqui devemos dividir esse universo em dois: há o grupo de classe média e alta, que coloca os filhos em escola particular, e o restante da população, que usa a escola pública.

Quem coloca seus filhos em escolas particulares (12% do total das matrículas da educação básica) comete um grave equívoco: acredita que essas escolas são boas apenas porque são melhores que as escolas públicas. Assim, despreocupa-se da educação dos filhos e da qualidade da escola pública. O problema é que a escola particular é também muito ruim – basta ver os resultados dos alunos de alto nível socioeconômico em testes internacionais como o Pisa, em que nossos alunos ricos têm desempenho pior que o dos alunos mais pobres dos países desenvolvidos. E o segundo problema é que, como a escola pública forma, via de regra, os professores da escola particular, enquanto não melhorarmos todo o sistema, não teremos educação de qualidade para ninguém. Mas os pais das escolas particulares não entendem isso; afastam-se da questão educacional por acreditar que essa problemática não os afeta.

Esperar-se-ia, porém, que os pais de alunos da escola pública (os outros 88% das matrículas) estivessem profundamente descontentes com a educação dos filhos e bradando por sua melhoria. Mas não estão: as pesquisas apontam que, pelo contrário, estão satisfeitos com a escola das crianças. Essa visão não é causada por preguiça ou desinteresse, mas por despreparo. Pesquisa do Inep mostrou que quase 60% dos pais do ensino público não completaram nem o ensino fundamental, 73% têm renda inferior a três salários mínimos, três quartos nunca ou raramente leem jornal. Pesquisas qualitativas mostram que esse pai compara a escola da sua época – em que faltava vaga, não havia merenda nem transporte – com a escola do filho. Vendo todas as benesses materiais que o filho recebe, associa-as a uma educação de boa qualidade. Reclama quando o professor falta à aula, mas é só. Se o pai acha a escola boa e o filho vai mal, então é natural que o pai culpe o filho e exima a escola, perpetuando o sistema roto.

Depois dos pais, temos os diretores escolares. Destes, segundo o MEC, 60% são indicados pelo Poder Executivo de sua cidade ou estado. Menos de 10% são concursados, outros 19,5% são eleitos. É provável que a maioria, indicada por políticos, não esteja disposta a bancar grandes revoluções em suas escolas, que poderiam levar à sua destituição – especialmente se prescrevessem aos seus professores as medidas impopulares que estão associadas ao melhor desempenho acadêmico, como uso constante de dever de casa, avaliação de alunos, redução do absenteísmo docente, uso intensivo de material didático e utilização do tempo de aula para tarefas expositivas, e não cópia do quadro-negro ou realização de exercícios. A maioria dos diretores é composta de ex-professores, o que reforça o corporativismo, e não há no Brasil instituições de ensino que preparem uma pessoa para o ofício de diretor escolar, de forma que mesmo os diretores bem-intencionados são frequentemente despreparados.

Vejamos o professor. Por que ele não produz uma educação de melhor qualidade? Em primeiro lugar, porque não consegue. O professor brasileiro tem uma péssima formação e não é preparado para encarar uma sala de aula do Brasil real, especialmente em áreas de vulnerabilidade social. Em segundo lugar, porque é tomado por um viés ideológico que torna o sucesso acadêmico insignificante. Em pesquisa da Unesco, só 8,9% dos professores indicaram "proporcionar conhecimentos básicos" como uma das finalidades importantes da educação. "Formar cidadãos conscientes" ficou com 72,2% das preferências. Confrontados com o seu fracasso, então, nossos professores têm duas respostas-padrão: ou culpam o aluno e seus pais, ou culpam a visão neoliberal e reducionista de quem reclama da escola que forma analfabetos, porque a educação "é muito mais do que isso".

Finalmente, chegamos à última peça dessa engrenagem, aquela que é paga e eleita para administrar o sistema e zelar pelo bem comum: os políticos. Se o político for desonesto, a educação será um ótimo lugar para tirar dinheiro: não só concentra uma parte grande do orçamento (no mínimo 25%) como ainda é cheia de transferências do governo federal. Tem uma grande vantagem: se o sujeito rouba da saúde e faltam remédios ou médicos, a população chia; se rouba dos transportes e faltam ônibus, os eleitores reclamam; se rouba da educação e os alunos não aprendem, ninguém se importa. Mas, mesmo que o político seja honesto e comprometido com o progresso da sua região, é confrontado com uma decisão indigesta: se ele quiser mesmo reformar seu sistema educacional, terá de parar de investir em merenda ou em prédios e investir na formação de diretores e professores, terá de cobrar o seu desempenho, terá de mobilizar pais e alunos, terá de remanejar professores e funcionários incompetentes. Tudo isso causa des-conforto. Se a experiência de estados reformistas na área, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais ou Sergipe, servir de exemplo, o descontentamento descambará em greve. Os professores são uma das categorias profissionais mais numerosas e vocais em suas reclamações. Os beneficiários dessas reformas mal sabem que têm um problema e, portanto, não reconhecerão a melhoria. Se tiverem de deixar de trabalhar para cuidar dos filhos sem aula por causa da greve, perigam ser contrários às reformas. O lógico, nesse caso, para os políticos, é fazer o quê? Exatamente: nada. Assim vamos ficando, ano a ano, mais ignorantes e despreparados.



Matéria enviada pelo Professor Daniel José Filho

PROGRAMAÇÃO DO POO DE ARTE E CULTURA

Clique na Imagem para ampliar!

PALESTRA DO DRº NELSON NORBERTO

Esteve em nossa cidade, no início desse mês, o Dr. Nelson Norberto, professor do curso de direito em algumas faculdades do PE e de vários cursinhos também em nosso estado...

O Dr. Norberto deu dicas importantes de como nos prepararmos e estudarmos para concursos públicos. O mesmo veio especialmente a convite de nosso amigo Ricardo, estudante de Direito em Recife.

A palestra contou com a participação dos alunos que frequentam o Cursinho Preparatório para o ENEM e Concursos Públicos na Escola Isaura Xavier. 

Está sendo vista, a possibilidade do mesmo está de volta em nossa cidade através do apoio da prefeitura, o que será ótimo para os alunos.

SOBRE O CURSINHO

O Cursinho Preparatório para o ENEM e Concursos Públicos na Escola Isaura Xavier está sendo uma importante preparação para o aluno enfrentar as bancadas organizadoras dos concursos e do ENEM. O mesmo está sendo administrado pelos professores Flávio Magalhães, Edineide Patriota e profº Chico.

Gostariamos de parabenizar a Prefeita Cleide Ferreira e ao Secretário de Educação Washington Passo pela iniciativa, e ainda reforçar o pedido de uma Biblioteca aberta anoite pelo menos duas ou três vezes na semana.


Profº Flávio Magalhães, Dr. Nelson Norberto e Ricardo


Estamos aguardando um novo encontro!

Fonte: Sertânia na Net

IMAGEM DA SEMANA

"Ao passo que amar eu posso até à hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera."


Clarice Lispector

O POETA NUNCA MORRE

(In Memorian de Luiz Carlos Monteiro)

O Poeta nunca morre
porque tem a impossibilidade
de plantar palavras,criar versos
nos infindáveis alpendres da saudades...

O Poeta nunca morre
dormes profundamente em letras
reluzentes dos sertões estrelados
com musas fragmentadas...

O Poeta nunca morre
sai pelos becos da insônia
nos desmontes das dores
na solidão de Neón...

O Poeta nunca morre
personifica a canção perfeita
nas vigilias das pedras
nas mágoas dos mangues...

O Poeta nunca morre
mesmo exposto ao caos
inspirado na fumaça
do solitário cigarro...

O Poeta nunca morre
quando versos brancos
dançam nas cores
das despedidas...

O Poeta nunca morre
na visão ininterrupta
dos teus óculos transfigurando
as falacias da vida...

O Poeta nunca morre.
(Flávio Magalhães)

E O POETA SE FOI...

É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do poeta e crítico literário sertaniense Luiz Carlos Monteiro, ocorrido por volta as 21 horas desta segunda feira, 25 de julho de 2011, no Hospital Memorial Arcoverde, na cidade de Arcoverde. Luiz nos deixa num momento em que desfrutava de grande prestígio no meio literário do Recife, no auge da podução e da maturidade intelectual e ainda curtia a recente eleição para a Academia de Artes e Letras de Pernambuco. Ele foi internado na noite do domingo(24.07) e foi diagnosticado com pancreatite a paralisia dos rins, vindo a sofrer diversas paradas cardíacas a partir das 16 horas e não mais resistiu. Pessoalmente, perco meu e amigo de muitos anos anos. À família os pêsames de todos que fazem o Movimento cultural de Sertânia

Flávio Magalhães.

CARTEL E MONOPÓLIO

No Brasil, ainda existem muitas empresas praticando ações anticoncorrenciais e lesivas aos consumidores, como cartéis e monopólios.

O cartel é um acordo ilegal entre empresas que dominam determinado setor econômico, no intuito de neutralizar os concorrentes, já o monopólio é uma forma imperfeita de dominar um mercado de determinado produto ou serviço impondo preços aos que comercializam.

Um exemplo desses dois perigosos substantivos é o que ocorre com os preços dos combustíveis em várias cidades brasileiras. Em Pernambuco, cito apenas duas, dentre outras dezenas que praticam ações anticoncorrenciais e lesivas aos consumidores, Recife e Petrolina. Os donos de postos de combustíveis desses municípios cegam os órgãos de defesa do consumidor, como o PROCON, o Ministério Público, a Secretaria de Direitos Econômicos, com preços de combustíveis idênticos, R$ 2,60 e R$ 3,00 respectivamente, a um litro de gasolina, quando em outras cidades próximas, a diferença é de até 0,40 centavos por litro.

Onde estão o Ministério Público e os demais órgãos fiscalizatórios que não agem por meio de provas, de perícias, de gravações telefônicas e de outros meios policialescos para identificarem e processarem os responsáveis por esses cartéis, em defesa do consumidor? Por que esses órgãos não fazem como foi feito em Teresina, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília, dentre outros municípios brasileiros que tiveram revendedores de combustíveis e sindicatos da categoria julgados e punidos por essa danosa prática de cartelização nos preços dos combustíveis.

Já que isso não está sendo visto pelos órgãos de defesa do consumidor, o Congresso Nacional vai instalar uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar esses vergonhosos cartéis de alguns revendedores de combustíveis no Brasil.

GONZAGA PATRIOTA,

Líder da Bancada do Nordeste.


REDAÇÃO QUE VENCEU CONCURSO DA UNESCO

Como Vencer a Pobreza e a desigualdade"

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases. REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ


'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.

Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

[SIMESPE] Dar e Receber!

Há os que tatuam cruzes no braço
Mas não conseguem tatuar no coração
Hás os que colam o plástico Jesus no carro
Mas plastificam seus corações
Há os que lêem bíblias em voz alta
Mas a bondade do coração está muda
Há os que oram de joelhos
Mas o orgulho reina em pé em seus corações
Há os que freqüentam templos
Mas não freqüentam a prática do amor
Há os que louvam os anjos e santos
Mas são surdos para os seus conselhos
Há os que professam lindas doutrinas
Mas sequer as praticam no próprio lar
Há os que pregam a humildade
Mas não se dobram diante do irmão de outra ideologia
Há irmãos que doam valores materiais
Mas não doam a boa ação que transforma
No entanto,
Há irmãos que não doam nenhum bem
Mas doam a si próprios
Há irmãos que vivem no silêncio
Mas seus corações gritam amor
Há irmãos que são discretos em sua humildade
Mas são gigantes fraternos
Há irmãos sem cultura e ignorantes
Mas praticam a sabedoria da caridade
Há irmãos que nem conhecem doutrinas religiosas
Mas já são sua própria religião no dia a dia

Há amores e paixões, abrangência e limitações, vontade e má fé,
humildade e orgulho…

A cada um segundo suas obras.


Não importa o que a boca fala, mas o que o coração pratica .

DALAI LAMA

Mais uma do Jô Soares...

"O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!




Se É jovem, não tem experiência. Se É velho, está superado. Se Não tem automóvel, é um pobre coitado. Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'. Se Fala em voz alta, vive gritando. Se Fala em tom normal, ninguém escuta. Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'. Se Precisa faltar, é um 'turista'. Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos. Se Não conversa, é um desligado. Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno. Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos. Se Brinca com a turma, é metido a engraçado. Se Não brinca com a turma, é um chato. Se Chama a atenção, é um grosso. Se Não chama a atenção, não sabe se impor. Se A prova é longa, não dá tempo. Se A prova é curta, tira as chances do aluno. Se Escreve muito, não explica. Se Explica muito, o caderno não tem nada. Se Fala corretamente, ninguém entende. Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário. Se Exige, é rude. Se Elogia, é debochado. Se O aluno é reprovado, é perseguição. Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.



É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!"

Kseniya Simonova. G-E-N-I-A-L.

Kseniya Simonova foi a ganhadora da edição Ucraniana do Got Talent.

No final, ao vivo, fez uma animação da invasão da Alemanha na Ucrânia, durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.

Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público.

Foram 8 minutos que demonstraram um talento especial e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações de sua pátria.

Clique no endereço abaixo e confira.
http://pelapapas.com.mx/htmls/animacion-arena-2.html

Quais são mesmo os porcos nesta história?

> Quais são mesmo os porcos nesta história?
> ( Matéria enviada por José Nêumanne)
>
> Até agora Dilma demitiu todos os subordinados sobre os quais imprensa
> lançou alguma suspeita
>
> Antônio Palocci não era um burocrata qualquer quando a presidente
> Dilma Rousseff dispôs de seu emprego na alta cúpula do governo
> federal. Ele tinha sido o avalista do padrinho e ex-chefe dela Luiz
> Inácio Lula da Silva no crédito de confiança que a classe média deu à
> adesão do Partido dos Trabalhadores (PT) ao rigor fiscal e à
> estabilidade da moeda. Isso o credenciou a se tornar o todo-poderoso
> ministro da Fazenda do primeiro governo do patriarca. E foi com essa
> missão que também costurou o apoio da burguesia nacional à candidatura
> de Dilma à sucessão presidencial, reunindo cacife para coordenar a
> equipe de transição e ocupar a chefia da Casa Civil.
>
> Tampouco o sanitarista de Ribeirão Preto era um “ficha-limpa” quando,
> empossada na Presidência, Dilma recorreu ao seu talento de
> articulador. Pois Sua Excelência já havia caído do alto, envolvido num
> escândalo – a frequência habitual de uma mansão suspeita – e numa
> violência contra a cidadania: a violação do sigilo bancário do caseiro
> Francenildo Santos Costa. A revelação pela Folha de S.Paulo da posse
> de um apartamento de R$ 6,6 milhões e da multiplicação por 20 do
> patrimônio acumulado como “consultor” enquanto ocupava uma modesta e
> quase anônima carreira na Câmara dos Deputados indicava uma óbvia
> reincidência. E pela segunda vez o condestável desabou do topo.
>
> Na chefia da Casa Civil, para a qual nomeou Palocci, Dilma havia
> substituído José Dirceu, acusado de chefiar uma quadrilha em processo
> que tramita nos escaninhos do Supremo Tribunal Federal (STF). No posto
> conviveu – segundo consta, às turras – com o então ministro dos
> Transportes, Alfredo Nascimento, senhor do castelo do Partido da
> República (PR), da base de apoio parlamentar do governo. Em nome da
> “governabilidade”, ela lhe devolveu o posto e foi levada a dele
> afastá-lo depois de o referido ter protagonizado caso de corrupção
> denunciado pela revista Veja. E nas páginas desse semanário o
> diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de
> Transportes (Dnit), José Luiz Pagot, mereceu idêntico tratamento.
> Antes de ser demitido, como chegou a ser anunciado, contudo, Pagot
> tirou férias, das quais se afastou para elogiar no Congresso o zelo da
> comandante e o comportamento de seu futuro chefe, na esperança de ter
> a boquinha de volta.
>
> Voltará? É aí que está o busílis. Dilma jura que não. Mas Paulo Sérgio
> Passos garante que nada há que pese contra o retorno do antigo
> companheiro de cúpula no Ministério dos Transportes. O benefício da
> dúvida pode favorecer Dilma quanto à atuação de todos esses senhores
> ao longo do mandato de Lula, em que chefiou a Casa Civil com fama de
> “gerentona” dura e de trato pessoal pouco delicado. Dela, porém, não
> se noticiou nenhuma reação pública contra a conduta dos dois
> ministros, o que saiu e o que o substituiu. Se se furtou no Ministério
> dos Transportes, é de imaginar que ela confiasse que Alfredo não sabia
> e Paulo, muito menos. Se ela soubesse, como justificar que os nomeasse
> para o primeiro escalão do governo ao qual foi içada pela maioria dos
> eleitores?
>
> A guilhotina continuou – e, ao que parece, continuará – funcionando no
> prédio que os aliados do PR ocupam na Esplanada dos Ministérios. Rolou
> a cabeça de José Henrique Sadok de Sá, que ostentava duas coroas: de
> diretor executivo e diretor-geral interino nas “férias” de Pagot. Sá
> foi denunciado por favorecimento a uma empresa da mulher pelos
> repórteres deste Estado. No rastro sangrento dessa execução, já foram
> previamente anunciadas as demissões do petista Hideraldo Caron, também
> do Dnit, e de Felipe Sanches, presidente interino da empresa estatal
> suspeita de figurar no lamaçal, a Valec - Engenharia, Construções e
> Engenharia S. A.
>
> No ostensivo loteamento político realizado pelo governo federal,
> Palocci e Nascimento, os expoentes dos denunciados que caíram em
> desgraça sob Dilma, têm em comum a proteção do paraninfo dela, seu
> antecessor Lula. Este chegou a se deslocar, sem ser chamado, de seu
> retiro em São Bernardo do Campo para o Planalto Central para tentar
> resgatar o então chefe da Casa Civil. Em vão! O malogro no intento não
> o impediu, contudo, de deitar falação contra o que ele e os soldados
> dos blogs financiados de alguma forma pelo governo e pelo PT chamam de
> “Partido da Imprensa Golpista” (PIG, em inglês porco). Na troca de
> presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) em congresso
> bancado por empresas públicas, o ex disse que os grandes jornais de
> São Paulo nem chegam ao ABC e que a população sabe que não precisa
> mais de “intermediários” para ter acesso à informação.
>
> Por causa da enxúndia de notícias disponíveis, talvez ele tenha alguma
> razão. O afastamento de alguns de seus amiguinhos mais chegados da
> cúpula federal, contudo, demonstrou que sua sucessora tem precisado –
> e muito – dos meios de comunicação para saber o que alguns de seus
> subordinados fazem “debaixo dos panos”, lembrando aquele sucesso
> junino de Antônio Barros e Cecéu. A exemplo das cobaias de Pavlov que
> salivavam ao toque de sinetas, a presidente tem demitido regularmente
> todos os auxiliares cujas atividades heterodoxas têm sido reveladas
> por órgãos de comunicação. Até agora nenhum denunciado escapou da
> degola. E até agora ninguém foi degolado antes de vir a ser denunciado
> no noticiário.
>
> Noves fora a mágoa de Lula por estar perdendo poder no governo da
> protegida, o que ele omitiu na meia-verdade aplaudida por um público
> cuja simpatia foi patrocinada revela uma trágica e perigosa distorção
> da democracia brasileira atual: o Poder Executivo não dispõe de
> informações para sanear a máquina pública. Ou, se dispõe, não tem
> como, ou não quer, fazer a faxina que tais informações preceituam.
> Dilma age sob pressão da opinião pública, que, à falta de uma oposição
> de respeito, só conta mesmo é com a liberdade de informação e opinião
> como aliada.
> ( Matéria enviada por José Nêumanne)
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde.
>
> (Publicado na Pág. A2 do Estado de S. Paulo na quarta-feira 20 de julho de 2011)

ENTREVISTA NO JÔ SOARES - Marcelino Freire está lançando o livro de contos `Amar é Crime`



OLHARES SOBRE LILITH

Neste 16/07, no Festival de Inverno de Garanhuns, 24 mulheres celebram um encontro especial entre cinema e literatura. O projeto Olhares sobre Lilith promete ser um dos pontos altos do Festival, levando para as telas – no ângulo de 23 cineastas – todas as mulheres reunidas no abecedário poético de Cida Pedrosa em As filhas de Lilith.

Com apoio do Funcultura, os 26 curtas – duração média de 3 minutos cada – são resultado do desafio de transportar para as telas, a linguagem poética de Cida, que lançou Lilith em 2009. Esses olhares múltiplos serão mostrados ao público durante todo o Festival e depois seguem uma trajetória de exibição em outras cidades de Pernambuco.

Neste sábado, acontece uma mesa redonda sobre o projeto, com a presença de Cida, Marcelino Freire e as diretoras dos 26 curtas. São elas: Alice Chitunda, Alice Gouveia, Andréa Ferraz, Camila Nascimento, Clara Angélica, Cecília Araújo, Deby Mendes, Eva Jofilsan, Geórgia Alves, Hanna Godoy, Kátia Mesel, Luci Alcântara, Márcia Mansur, Mariana Lacerda, Mariana Porto, Mariane Bigio, Mannuela Costa, Manuela Piame, Maria Pessoa, Silvana Macedo, Séphora Silva, Sandra Ribeiro e Tuca Siqueira.

Depois do FIG, Olhares sobre Lilith já tem exibição confirmada em Arcoverde, Pesqueira, Buíque, dentro da programação da Mostra Literária. E no Recife, no SESC Casa Amarela, em outubro. Já em novembro a videoinstalação segue para São Paulo, a convite da curadoria da Balada Literária.

Olhares sobre Lilith: edição imagética do livro As filhas de Lilith

Quando: Sábado, 16.07

Horário: 15h

Visitação: De Segunda a sexta - 9h às 21h. Sábados – 9h às 14h

Endereço: Atelier de Artes Plásticas SESC Garanhuns - Rua Manoel Clemente, 136 – Centro – Garanhuns – Pernambuco

Contatos: SESC Garanhuns (87) 3761.2658 / sescgaranhuns@sescpe.com.br www.olharesobrelilith.wordpress.com

O 13º Salário NUNCA Existiu...

Nunca tinha pensando sobre este aspecto. Brilhante, de fato!

Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente!
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso!

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.

Porquê? Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual)
+ R$ 700,00 (13º salário)
= R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário)

... e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo que mandou o patrão pagar o 13º.

Façamos agora um rápido cálculo aritmético:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas, significa que ganha por seman a R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal)
dividido por 4 (semanas do mês)
= R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!). Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (número de semanas anuais)
= R$ 9.100,00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário

Surpresa!!

Onde está, portanto, o 13º Salário?

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que não existe nenhum 13º salário. O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.



13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO.
É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

TRABALHE PELA CIDADANIA!
CIRCULE ISSO!
(Enviado por JOSIENE MATOS)

15 de Julho: Dia Mundial do Rock

Hoje é o Dia Mundial do Rock – a data é alusiva à realização do Live Aid, em 1985. O estilo está cada vez mais variado e, como tudo na vida pós-internet, oferece novidades a cada instante. Mais uma vez, aliás, o rock esteve à frente de uma revolução, ao despertar a onda de compartilhamento de arquivos pela rede, a partir do Napster. Como sempre, as guitarras continuam provocando fascínio e desejo – e se tudo mudou, ser um rock star ainda tem lá seu status. Abaixo, uma lista dos 10 discos mais importantes, influentes os melhores de todos os tempos, o gênero quase sessentão em plena forma. Long live to rock and roll!
OS DEZ MAIORES DISCOS PELA CRÍTICA DE TODOS OS TEMPOS:

  1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (The Beatles)
  2. Pet Sounds (The Beach Boys)
  3. Revolver (The Beatles)
  4. Highway 61 Revisited (Bob Dylan)
  5. Rubber Soul (The Beatles)
  6. What's Going On (Marvin Gaye)
  7. Exile on Main St. (The Rolling Stones)
  8. London Calling (The Clash)
  9. Blonde on Blonde (Bob Dylan)
  10. The Beatles (Álbum Branco) (The Beatles)

A Revolta do Ipê!


Clique na imagem para ampliar!
Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco

foi transformado em um poste.

Após o poste ser fincado na rua,

foram instalados os fios da rede elétrica.
Eis que a árvore se rebela contra a maldade

humana e resolve não morrer.
Mas a reação foi pacífica, bela e cheia de amor.

Rebrotou e encheu-se de flores.

Assim é a natureza...vencedora !



Porto Velho - Rondônia - Brasil

NOVA LIÇÃO DE MORAL: Professora do RN que criticou a educação recusa prêmio de empresários

A professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, acaba de emplacar mais uma aula de compromisso com a luta por uma educação de qualidade. A educadora que há alguns meses fez um pronunciamento para deputados do RN criticando a falta de prioridade dos governos para com a educação, agora lecionou nova aula de críticas à classe empresarial.

Amanda Gurgel foi escolhida pela classe empresarial para receber o prêmio PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais). A premiação é uma das maiores do País e é destinada a personalidades ligadas a defesa de várias categorias no Brasil. A professora negou o prêmio alegando que sua luta seria outra.

Confira abaixo a carta de recusa da educadora e saiba por qual motivo o cobiçado prêmio foi negado por ela.

Natal, 02 de julho de 2011

Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,

Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, "pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação". A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.

A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE.

Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.

Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas "organizações da sociedade civil de interesse público" (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.

Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.

Saudações,

Professora Amanda Gurgel

39ª Exposição de Caprinos e Ovinos de Sertânia - PE - EXPOCOSE 2011 - 20/07 a 24/07

IMPERDÍVEL!!!


22/07 - SEXTA-FEIRA - 21:00h
NICO BATISTA
ARREIO DE OURO
FÁBIO JR.

23/07 - SÁBADO - 21:00h
CÉSAR AMARAL
CALANGO ACESO
MATRUZ COM LEITE
LIMÃO COM MEL

24/07 - DOMINGO - 17:00h
CHICO ARRUDA
FIVELA DE PRATA
FLÁVIO JOSÉ
JOTA QUEST

Todos
os shows serão gratuitos.

Serra Talhada celebra o centenário de Maria Bonita

A cidade de Serra Talhada, no sertão pernambucano do Pajeú, respira a cultura, a arte e a história. Dessa vez tem lugar a realização do SEMINÁRIO SERTÃO, BEATOS E CANGACEIROS celebrando o Centenário de Maria Bonita.

O evento será realizado nos dias 15 e 16 de julho de 2011 no Museu do Cangaço.

Vale ressaltar a participação de Expedita Ferreira, filha de Lampião e Maria Bonita, e a palestra "Vida e modos de Maria Bonita" com Vera Ferreira (neta dos Reis do Cangaço).

Confira a PROGRAMAÇÃO:

Dia 15 – Sexta Feira
Abertura.

14 h - Rota Turística NAS PEGADAS DE LAMPIÃO, guiado pelos condutores Cabras de Lampião, saindo do Museu do Cangaço:
• Pedras onde incidiu o primeiro confronto armado entre Zé Saturnino e os irmãos Ferreira.

• Escombros da antiga Casa Grande da Fazenda Pedreira, de José Saturnino;

• Sítio Passagem das Pedras, onde nasceu Lampião.

20 h – Palestra – O CANGAÇO, LAMPIÃO E MARIA BONITA NA LITERATURA DE CORDEL, com Adriano Marcena.

21 h – Palestra – BEATOS E CANGACEIROS : FONTE DE INSPIRAÇÃO DE LUIZ GONZAGA, com Wilson Soraine.

22 h – Apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião.

Dia 16 – Sábado

10 h – Rota Turística da SERRA GRANDE, na fazenda Barreira, onde aconteceu o maior combate da história do cangaço, envolvendo o grupo de Lampião e a volante. Com depoimentos de contemporâneos testemunhos do ocorrido. Saída do Museu do Cangaço.

16 h - Exibição do Documentário VIRGOLINO: DO HOMEM AO MITO, onde é mostrado a saga de Lampião e Maria Bonita pelos sertões, a influência do cangaço na cultura popular, com depoimentos de vários historiadores, imagens reais de Lampião e depoimentos de cangaceiros e volantes.

20 h – Palestra – MARIA BONITA: UMA MULHER NO MUNDO DOS HOMENS, por Wanessa Campos. Jornalista e pesquisadora do cangaço.

21 h – Palestra – VIDA E MODOS DE MARIA BONITA, por Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, jornalista, historiadora e escritora do cangaço. Participação de Expedita Ferreira, filha do Rei e da Rainha do Cangaço.

22 h – Show Gosto do Xaxado, com o Quarteto Musical Cabras de Lampião.

LOJINHA DO MUSEU
Durante o Seminário a Lojinha do Museu do Cangaço está disponibilizando livros de diversos autores, cordéis, filmes e documentários, artesanatos regionais, suvenís para o público.

Realização:
PONTO DE CULTURA CABRAS DE LAMPIÃO
SEBRAE/PE.

Apoio: Prefeitura Municipal de Serra Talhada

Escritor sertaniense é o mais novo membro da Academia de Artes e Letras de Pernambuco

O escritor sertaniense Luiz Carlos Monteiro foi eleito para a cadeira nº 10 da Academia de Artes e Letras de Pernambuco. A eleição ocorreu no dia 30 de junho do corrente.

Luiz Carlos Monteiro é e Sertânia, cidade do Sertão do Moxotó, radicado no Recife desde 1972. "Não pude me esquivar à condição e ao destino de ser poeta, por isso persisto ainda em escrever poesia. Como derivações da atividade poética, faço crítica literária e atuo também na área da ensaística. Formado em Pedagogia e mestre em Teoria da Literatura pela UFPE. Publiquei os livros de poesia Na solidão do neon (Pirata, 1983), Vigílias (Fundarpe, 1990), Poemas (Ed. Universitária da UFPE, 1999), O impossível dizer e outros poemas (Bagaço, 2005) e de ensaios Para ler Maximiano Campos (Bagaço, 2008) e Musa fragmentada - a poética de Carlos Pena Filho (Ed. Universitária da UFPE, 2009). Organizei, em colaboração com Antônio Campos, o livro de contos do Prêmio Maximiano Campos nas versões 2, 3 e 4 (IMC/Bagaço, 2008). Tenho poemas publicados em antologias diversas, além de artigos e resenhas espalhados em sites, jornais e revistas de Pernambuco e de outros estados", diz o poeta sertaniense novo membro da Academia Pernambucana de Artes e Letras do Estado de Pernambuco.



Informações: Tribuna do Moxotó/Moxotó da Gente

UM GOLE DE JIM

Há exatos 40 anos, o rock e a música pop perdiam um dos seus grandes símbolos. No dia 3 de julho de 1971, James Douglas Morrison, ou simplesmente Jim Morrison, foi encontrado morto na banheira de sua residência em Paris. Considerado um grande poeta do rock na época, o lendário vocalista e letrista do The Doors,nessa metamorfose pública, cruzou o Atlântico e fez de Paris o seu último endereço. A sua morte ficou envolta em mistério. O atestado de óbito revelou problemas cardíacos. No entanto,outras versões falam de uma overdose, em um bar da cidade, que o deixou em coma e,nesse estado, fora levado para casa. Essa morte mal explicada deu origem a lendas acerca do xamã dos anos 1960. Entre elas, encontra-se a seguinte:[...] Jim teria sido visto, bem vivo, em qualquer parte do mundo. Este rumor fez-se sentir vivamente em New Orleans onde um romance bizarro foi mesmo (mal) escrito sob o seu nome. Reaparece sob a forma de uma espécie de Banqueiro-hippy e o seu livro foi publicado por uma filial do Bank of America... Certamente que ele teria apreciado esta última homenagem do absurdo americano.

Jim Morrison nasceu em 08 de dezembro de 1943, em Melbourne, Flórida.Filho de um oficial de alta patente na marinha americana, foi, na opinião do produtor musical Paul Rothchild, um intelectual renascentista à sua maneira. Como vocalista do conjunto musical The Doors, construiu uma trajetória singular e, fundamentalmente, deu ao cenário do rock uma qualidade teatral.

As apresentações do The Doors transcendiam a expectativa de um mero entretenimento musical. Por seu comportamento, opiniões e idéias, aliados a uma voz personalíssima e uma beleza incontestes, Morrison tornou-se figura emblemática de um tempo em que se acreditou nas infinitas possibilidades de viver: não fazemos a própria vida, ela mesma se faz.

Difícil encontrar respostas que dêem conta da complexidade que envolve o homem, o cantor e poeta Jim Morrison. Fruto de sua época e de suas angústias, ele se envolveu profundamente com as questões de seu tempo: vivemos em uma época em que para ser superstar é preciso ser político ou assassino. Leitor ávido, devorou a produção dos poetas beats e ficou fascinado por Dean, o herói sem destino de On the road de Jack Kerouac. De acordo com seus biógrafos (Jerry Hopkins e Daniel Sugerman) os livros lidos por Jim revelam muito de seu universo cultural e de suas expectativas para com o

mundo. Além dos poetas beats, Morrison sorveu a poesia de Rimbaud, os escritos de Norman O. Brown, Honoré de Balzac, Jean Cocteau e Molière, juntamente com a produção dos filósofos existencialistas franceses. Entretanto, foi a obra do poeta filósofo Friedrich Nietzsche, em particular, as teorias sobre estética, moralidade e

dualidade apolínea-dionisíaca que o marcaram definitivamente.

Em seu último ano de colégio, Jim começou a guardar os seus apontamentos, e

a noção romântica de poesia tornou-se mais presente em sua maneira de compreender o mundo.



Jim Morrison entusiasmou-se com a proposta de formar uma banda de Rock, mudou-se para a casa de Manzarek e começaram a trabalhar. Mais à frente, conheceram John Densmore e Robby Krieger. Surgiu, assim, The Doors. O nome escolhido para o grupo revelava outra grande influência de Morrison, os românticos ingleses, em especial Willian Blake, que por meio de um livro de Aldous Huxley (As Portas da Percepção), inspirou o nome do conjunto. Morrison também foi amigo no curso de cinema da UCLA do contemporâneo, Francis Ford Coppola, que significativamente realizou uma das mais belas homenagens a Morrison e ao The Doors, ao iniciar o seu notável Apocalypse Now(Considerado o maior filme de Guerra de todos os tempos) com imagens de uma floresta incendiada ao som de The End.



É o fim, amigo querido,

é o fim, amigo único, o fim

dos planos que forjamos, o fim

de tudo o que era firme, o fim

sem apelo ou surpresa, o fim.

Nunca mais te olharei nos olhos.

Vê se imaginas o que vai ser de nós,

ilimitados e libertos,

desesperadamente necessitados da mão dum estranho

num mundo desesperado?

Perdidos num romano deserto de mágoas,

com todas as crianças atacadas pela loucura,

todas as crianças atacadas pela loucura,

à espera da chuva de Verão.

É perigoso passar ao pé da cidade,

segue a direito pela estrada real.

Cenas mágicas dentro da mina de ouro;

segue pela estrada do oeste, amor.

[...]

É o fim, amigo querido,

é o fim, amigo único, o fim.

Custa-me deixar-te, mas

nunca irás para onde eu for.

O fim da risada e das doces mentiras,

o fim das noites em que fizemos por morrer,

é o fim.



O início da década de 1970 marcou a presença do poeta Jim Morrison no cenário cultural norte-americano. Ele fez de seu tempo e da história a matéria-prima de sua poesia.



Sabem do febril progresso

sob as estrelas?

Sabem que nós existimos?

Esqueceram porventura as

chaves do Reino?

Já foram dados à luz

& estão vivos?

Vamos reinventar os deuses & os mitos

das idades

Celebrar símbolos do mais fundo das antigas florestas

(Esqueceram as lições

da guerra pretérita)

[...]

Sabem que temos sido levados à

matança por almirantes plácidos

& que gordos & calmos generais se tornam

12 MORRISON, Jim. Auto-Entrevista. In: ______. Abismos (escritos inéditos). Enfim Jim Morrison,junto com John Lennon,Bob Dylan,consta com os maiores poetas do Rock...

Foi listado como o nº 4 a morrer misteriosamente, depois das mortes de Jimi Hendrix,Janis Joplin e Brian Jones, guitarrista dos Rollings Stones. Coincidentemente, todos morreram com 27 anos e em situações que deixaram algumas dúvidas até os dias de hoje.



Flávio Magalhães

JOGOS de SEDUÇÃO da CRÍTICA CULTURAL

Entre o capitalismo tardio, a flutuante
modernidade, eternas fórmulas de mecenato
das instituições aos aparatos mercadológicos,
quais jogos de sedução nos restariam?
O que, nos anos de chumbo, era COOPTAÇÃO
tornou-se para o neon-liberalismo Geopolítica
da Cafetinagem? Moralidades à deriva.
Esquecendo bodes expiatórios e ursos
conspiratórios, onde encontrar e devastar
espaços de experimentação?
Jornalismo enquanto resenha de espetáculos?
Livros, revistas, documentos que jamais seriam
lidos além das orelhas alheias?
É preciso muita dis-po-ni-bi-li-da-de para
encarar tantos jogos sedutores?
Se tudo já foi dito, persuadido, reinventado
por Mário Pedrosa e Hélio Oiticica, o que
fazer da crítica em trânsito?
Meios de comunicação como extensões
demasiadamente humanas da carência?
Se desejamos jogar com os limites, por
que não imaginamos a crítica cultural
como exercício de análise dentro das obras?
Críticos cúmplices dos processos de autoria
pela criticidade nas e das linguagens.
Sem temer o ECLETISMO de conceitos e
metodologias, reler Roger Bastide como
fonte questionadora do experimental.
Para manter o estado de VIGÍLIA nas
MARGENS do enfrentamento sem culpas.
Por que não encarar a crítica plural das
culturas em Viagem de Joseph Língua
de Pedro Américo de Farias (Ateliê Editorial)?
Quando O Corvo de Edgar Alan Poe por
Mão Maltez (Ed.Scipione) oferecerá
lições de tempo e espaço para as
visualidades contemporâneas?
As Técnicas Modernas do Êxtase
indicarão Armando Lôbo no roteiro
oswald/nietzsche/wagneriano de
transfigurar a música em crítica de
nossas dormências argumentativas?
Jogos de sedução do mais erudito ao
pop transgressivo e ao que sempre poderia
tocar nas emissoras antes e depois da Frei
Caneca, sem cafetinagens da geopolítica.
Jomard Muniz de Britto/ julho/2011

ESCLARECIMENTO URGENTE

O FORUM REGIONAL DE CULTURA - RD SERTÃO DO MOXOTÓ não será mais no dia no dia 06 de julho,como estava previsto,aguardem a nova data,um abraço.


Flávio Magalhães

Jornada Intensiva de Inverno no Espaço Totem

VIEW POINTS: UMA POSSIBILIDADE DE PROCESSOS CRIATIVOS PARA A CENA - de 18 a 22 de julho de 2011 com Nara Salles

A MUSICALIDADE DO CORPO DO ATOR : CAMINHOS PARA A COMPOSIÇÃO CÊNICA - 25 a 29 de julho com Diana Ramos



Contatos: (081) 88679316; (081) 87324678; (081) 34363739

Informações e inscrições pelo e-mail: grupototem@hotmail.com


Material completo aqui http://nospos.blogspot.com/

ou aqui http://grupototemrecife.blogspot.com/

AMOR E DISCERNIMENTO

A mensagem de Jesus revela ao mundo um Deus amoroso e cheio de compaixão.

O Mestre afirma que toda a lei divina resume-se no ato de amar a Deus, ao próximo e a si mesmo.

Conclui-se que a vivência do amor liberta e pacifica as criaturas.

Certamente por isso é instintivo no ser humano o desejo de amar e ser amado.

Nada é mais prazeroso do que passar algumas horas junto às pessoas que nos falam de perto ao coração.

Nossas afeições mais caras, as que cultivamos com mais carinho, constituem consolo nas provações da vida.

Proporcionar alegria a alguém querido causa grande deleite.

Cada qual desenvolve e demonstra afeto na conformidade de seu entendimento e possibilidades.

O cientista que gasta a vida buscando descobrir a cura de doenças evidencia amor à humanidade.

Talvez ele não tenha palavras doces e afáveis para os seus auxiliares.

Pode ser que a preocupação em bem cumprir sua tarefa o torne desatento às expectativas dos que o rodeiam.

Mas nem por isso sua extrema dedicação deixa de ser valiosa demonstração de amor.

O professor sinceramente dedicado ao ensino também exemplifica o amor.

Quiçá seus pupilos o considerem rígido e preferissem alguém menos exigente.

É que identificamos mais facilmente o amor com manifestações de ternura.

A mãe que abraça um filho nos parece amorosa.

Já um pai com postura de educador não transmite essa impressão de candura.

Mas urge reconhecer que a lei do amor não se resume em afagos, sorrisos e pieguices.

Nossos companheiros de jornada, amigos e parentes, são, antes de tudo, filhos de Deus.

Seria pretensão nossa imaginar que possuímos maior capacidade de amar do que a divindade.

E o Pai celestial, embora seu infinito amor, não deixa de permitir que as criaturas cresçam mediante seu próprio esforço e trabalho.

Uma análise criteriosa da vida revela que ela está em permanente transformação e aprimoramento.

As espécies animais, as plantas, a conformação do próprio planeta terra, tudo reflete movimento e metamorfose.

As sociedades terrenas gradualmente vão aperfeiçoando seus códigos e valores.

Assim, a lei do amor inclui a necessidade de burilamento dos seres.

O amor a Deus deve pairar acima de todos os outros sentimentos, pois ele é a origem e o sustentáculo do universo.

Se amamos a Deus, e o mundo que ele criou está em aprimoramento contínuo, devemos nos esforçar para entender as leis que o regem e nos aprimorarmos também.

Do mesmo modo, ao manifestar amor por nosso semelhante, não podemos pretender furtá-lo das experiências necessárias ao seu adiantamento.

Essa compreensão da vida leva-nos a admitir a necessidade de mesclar nosso afeto com parcelas de racionalidade e discernimento.

O amor a um filho, aluno ou amigo, nem sempre implica concordância com suas fantasias e aspirações.

Com freqüência é necessário renunciar à alegria imediata de agradar nossos amores, em prol de seu progresso e de sua felicidade vindoura.

A mãe que se abstém de educar o filho desobediente demonstra mais tibieza do que amor.

Por outro lado, o mestre que exige dedicação é mais precioso para os alunos do que um professor relapso.

O exercício do amor às vezes exige sacrifícios, por contrariar os impulsos mais imediatos do coração.

Esse sentimento é feito de carinho e ternura, mas também de firmeza e retidão de caráter.

Afinal, sendo uma energia sublime, o amor não pode provocar a queda moral do ser amado.



Semíramis Alencar

Campanha Salarial no Brasil!

BOPE R$ 2.260,00 Para arriscar a vida;Bombeiro R$ 960,00 Para salvar vidas;Professor R$ 1.187,00 para preparar para a vida;
Médico R$ 1.260,00 para manter a vida;
E o deputado federal? Ganha R$ 26.700,00 para Fuder a vida dos outros!!!! ISSO AÍ  Ô,Ô...  É SÓ UM POUQUINHO DE BRASIL AI, AI!

A ARTE INDÍGENA DE VICTOR BRECHERET - CENTRO CULTURAL CORREIOS - RECIFE - VISITA GUIADA

Clique na Imagem para ampliar!

VOCÊ É BRANCO? Que azar, hein?

Ives Gandra da Silva Martins*
 
 

 
Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem

 
Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles!
Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado.
Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios,
uruguaios, que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.
Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

Aos "quilombolas", que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências (algo que um cidadão comum jamais conseguiria!)

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse "privilégio", porque cumpre a lei.

Desertores, assaltantes de bancos e assassinos que, no passado participaram da guerrilha,
garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para "ressarcir" aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

(* Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Convite Moxotesco

Convidamos a todos os colegas moxotesco, para o lançamento do livro, ESSA GENTE SERTANEJA, de Luiz Pinheiro Filho, que será realizado hoje 01/07 (sexta-feira) no Mandacaru Clube de Sertânia, às 20;00hs.
 
 Contamos com a participação de todos,
 
um abraço,
 
João Henrique Lúcio
 
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