FESTA DA 51 EM SERTÂNIA

Os agitos literários do poeta Marcelino Freire

Marcelino Freire é um agitador incansável. Passou a última semana percorrendo as estradas desse país, em nome da literatura e da poesia. O périplo começou em Ourinhos, no A(o)gosto das Letras onde tive a oportunidade de ouvi-lo, depois foi para a Jornada de Passo Fundo, e voltou a São Paulo, para dar uma oficina de poesia na Tarrafa Literária. Criador e organizador da Balada Literária, ele anima os bares e livrarias da Vila Madalena, há 5 anos, com  bate-papos e mesas de discussão com autores.
Nesta terça-feira, quem estiver na capital paulista poderá vê-lo ao lado da filosófa e escritora Márcia Tiburi, lendo seus textos no Zona Literária, que já recebeu Lourenço Mutarelli e Fernanda D´Umbra.. Vale a pena acompanhar o sarau.
Impossível ficar imune a sua verve com forte sotaque pernambucano!
Marcelino lê o Poeminha de amor concreto, do recém lançado Amar é crime

Foi em contato com a poesia de Manuel Bandeira que eu pensei eu quero ser poeta
“O primeiro romance que eu li foi São Bernardo de Graciliano Ramos, e o primeiro poeta que eu li foi Manuel Bandeira, aos 9 anos de idade.”
Carismático, Marcelino encantou a platéia ao contar um pouco da sua história, no A(o)gosto das Letras, onde dividiu mesa com o jornalista e crítico Jefferson Del Rios.
Filho de retirantes, nasceu em Sertânia, interior de Pernambuco, depois foi levado para Paulo Affonso e aos 9 anos chegou em Recife. Foi criado pela mâe que teve 9 filhos. “Minha mãe queria que pelo menos os filhos mais novos estudassem… Eu nunca vi uma mãe dizer para o filho, eu quero que quando você crescer, você seja poeta. Ela dizia: Eu quero que você estude pra ser gente. E gente não é poeta! “, completa.

Marcelino fez teatro, queria ser ator, começou escrevendo para teatro, por isso seus textos carregam esse elemento teatral e são procurados  para serem representados.  Angu de Sangue foi  adaptado com sucesso para os palcos: “Meus textos são também muito musicais,  tem sempre uma ladainha, rimas, o tom do cordel. No Contos Negreiros eu  até chamo de cantos: canto número 1, canto número 2…”
Contos Negreiros, foi vencedor do Jabuti em 2006 e tem versão em audiolivro ( Editora Livro Falante ) que eu gosto muito, com Marcelino declamando os cantos, música e voz de Fabiana Cozza.  A cada três anos ele publica um novo livro, seu último é Amar é crime começa com o “poeminha de amor concreto” anti-homofobia e termina com 30 microcontos.

No segundo encontro do projeto Zona Literária, do poeta Ademir Assunção, o escritor Marcelino Freire vai estar com Márcia Tiburi com quem já conversamos aqui diversas vezes. Misturando poesia e música, o evento conta com a participação de músicos. Os espetáculos são como um show musical convencional, em que os poemas são lidos, e não cantados. O projeto vai até o final do ano, com duas apresentações mensais.
Zona LiteráriaColetivo Galeria
Rua Pinheiros, 493
Data: 30/08
Horário: 22h
Ingresso: R$ 8

A ÁGUIA E A RENOVAÇÃO

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie.

Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.

Aos 40 anos está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.

O bico alongado e pontiagudo se curva.

Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!!!

Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... Ou... Enfrentar um dolorido processo de renovação que irão durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho, próximo a um paredão onde ela não necessite voar.

Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede, até conseguir arrancá-lo, sem contar a dor que irá ter que suportar.

Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar as suas velhas unhas.

Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.

E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.

Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação.

Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, e, outras tradições que nos causam dor.

Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

COISA - O Bombril do idioma

Coisa

      A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma
utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
      A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
      Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.
       Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
       Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
       Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
        Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
        Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
        Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
        Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
         Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.         Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava
nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
        Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
        Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
         Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
        A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
         Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
         Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
        Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". 
       ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?

Líbia?! E nós com isso?

Líbia!? E nós com isso? Hoje, gostaria de compartilhar um pouco de minhas inquietações sobre o que temos visto - melhor seria dizer: do que NÃO temos visto -, escutado e lido sobre o massacre da Líbia, do seu povo e do seu território, em nome sua "democratização". 

Alguém poderia objetar fraternalmente: "Com tantos problemas enfrentados por aqui, por que complicar ainda mais esse quadro, pensando nessa tal de Líbia? Onde fica mesmo esse país?"

Mesmo assim, permitam-me compartir algumas inquietações.

Primeiro, em relação ao que nos é passado pela mídia convencional, que costuma ser a versão assimilada e reproduzida pela grande maioria da população.

A exemplo do que se passa em outras partes do mundo, as populações estão se levantando contra os ditadores. Também na Líbia, governada por Kadhaffi, há mais de quarenta anos, o povo cansou, despertou e agora luta pela sua libertação. E para isso conta com a solidariedade do mundo democrático, por meio da ação da OTAN...

Agora, trato de expor algumas dúvidas frente a esse consenso ideológico.

- As grandes potências que hoje aparecem como solidárias ao povo da Líbia mostram o mesmo empenho "libertário" em relação a tantas outras ditaduras com quem convivem tão harmoniosamente? Por que esse interesse repentino e seletivo, justamente em relação à Líbia?

- Sendo, como são, em grande número, os países governados por ditaduras, e não podendo atacar todas as ditaduras ao mesmo tempo, de modo eficaz, não seria mais razoável INICIAR-SE um esforço libertário pelas experiências mais extremadas? A Líbia se encaixaria como das primeiras?


- No combate a essas - e outras! - ditaduras, quem deve ser escutado em primeiro lugar, inclusive como principal protagonista de seu processo de libertação? No caso da Líbia, é o conjunto mesmo do povo que está sendo consultado? Será mesmo o conjunto da população que se põe como protagonista da expulsão de seu ditador?

S

- Qual o contingente proporcional da população efetivamente assumindo a luta de resistência? 

- Por quê, desde o início das manifestações, houve e há tanto interesse das potências ocidentais ditas "democráticas" em tomar a frente desse processo?

- Em relação ao tal ditador, que moral têm essas potências que, não faz muito tempo, tinham como seu aliado a pessoa mesma do ditador?

- Que moral têm essas grandes potências de expulsar um ditador, considerando o modo como se organizam, por mais que se digam "democráticas"?

- Qual o lugar da Líbia no cenário dos países com maiores potencialidades de riquezas, a partir de suas cobiçadas reservas de petróleo?

- Será mesmo o conjunto do povo da Líbia o alvo da suposta solidariedade da OTAN, agindo por meio dessas massacrantes operações de guerra massacrar tanta gente e a destruir vastas áreas daquele território? Será mesmo o povo da Líbia o o protagonista e o beneficiário desse processo?

- A quem interessa arruinar um país e seu povo? Quem ganha com isso? Qual o interesse das grandes empreiteiras? Qual o interesse da indústria de armamentos? 

- Quem garante que, uma vez expulso o ditador, acaba a ditadura?

- Para que(m) tem servido a ONU?

- Quem garante que, calando sobre essa ação de pilhagem travestida até de "ação humanitária", nós estejamos a alimentar a gula assassina do grande capital, e, mais cedo, mais tarde, ela se volte contra nós, devastando nosso próprio território, como aliás já se faz, de tantas formas?

E haja hipocrisia! Mas, até quando?

Contra a farsa democrática! Pelo respeito à autodeterminação dos povos! Contra toda forma de ditadura e opressão!


 Dr.Alder Júlio Calado

INDIGNAÇÃO- veja como está sendo tratada a educação na rede municipal de Monterio/PB (especificamente comigo profa Líbna)

Meu nome é Líbna Naftali Lucena Ferreira, sou professora de Artes Visuais da rede de ensino municipal de Monteiro, cidade localizada na microrregião do Cariri Ocidental da Paraíba, à 300 KM da capital João Pessoa. Pois bem, estou passando por grandes dificuldades, além de constrangimentos, com risco de ser exonerada do cargo de PROFESSORA, agora o motivo é risonho, absurdo: simplesmente pelo fato de ter passado no mestrado em artes visuais na UFPB e requer uma licença para cursar o mestrado. Meu Deus, eu pensei que seria uma satisfação para sistema educacional do município ter no quadro de professores uma mestranda, pelo contrario estão me obrigando a voltar para sala de aula, me atende mal, o discurso deles é que eu não tenho direito, além de dizer na minha cara que não é de interesse público.

Fui na minha inocência falar com a Prefeita do município, depois de dá entrada em muitos requerimentos solicitando a licença e ser todos indeferidos, esta que ganhou o prêmio de melhor prefeito da região Norte/Nordeste, ela falou que não era de interesse da prefeitura e sim meu, pois só iria enriquecer o meu currículo, depois disso eu fiquei sem palavras, só agradeci atenção e sair.

Na minha persistência novamente depois de muitas idas lá, fui falar com a secretaria de Educação, e mais uma vez fiquei abismada com o discurso tão fajuta dos gestores sobre a Educação. A secretaria de EDUCAÇÃO falou: Líbna você está fazendo mestrado em quê? eu Respondi em Artes Visuais, minha área de atuação. E Ela disse: Você sabe que agente dá prioridade para as disciplinas essenciais. Eu disse: disciplinas essenciais!? Ela disse: Sim, Português, Matemática. É para não acreditar, não é mesmo? Mas foi exatamente isto que ela falou, uma secretaria de educação com preconceito com todas as outras disciplinas e principalmente com a minha Artes, lógico que eu repliquei: Secretaria, Artes é uma área de conhecimento, obrigatória em todas as fases do ensino básico de acordo com a LDB 9.394/96, mas neste momento ela exaltou-se, e para evitar mais um constrangimento, cale-me. Novamente, oriento-me fazer um novo requerimento, acho que o 10º, e disse não é mais comigo, agora vai ficar a critério do Secretario da Administração e do judiciário, segui suas orientações. Além disso, ela ainda falou que primeiro pensa no melhor para os alunos depois os professores, pensei comigo mesmo: uma professora qualificada, especializada não será bom para os alunos?

Mas, a novela não terminou recebi um telefonema da secretaria da administração para comparecer na secretaria, ao chegar recebi o despacho da solicitação da licença INDEFERIDO, não era mais novidade para mim, e em conversa com o secretario ele comunicou que não tinha direito a licença e não podia passar por cima da lei, ainda falou que não era de interesse público, eu o questionei e ele explicou que o ministério publico não entende a contratação de uma pessoa para substituir enquanto faço o meu mestrado por 2 anos, e ainda falou que a solução é contratar um advogado, e enquanto não se resolve eu devo permanecer em sala de aula, pois na ausência de 30 dias posso ser exonerada por motivo de abandono de cargo.

Agora eu me pergunto, como vou permanecer em sala de aula se estou a 300 km de Monteiro, fazendo o mestrado? Será que realmente vou perder meu emprego? Isto é o discurso medíocre, hipócrita da valorização do profissional da educação.

Desde o momento que comuniquei que tinha passado na seleção do mestrado, não tive um incentivo sequer, um apoio, felicitação, por parte da administração: educação, administração, ao contrario só muitos não, barreiras, impasses, e constrangimentos, de chegar em casa arrasada.

Espero que todo o Brasil tenha conhecimento deste ABSURDO, que está acontecendo em MONTEIRO/ PARAÍBA, um município que está lutando para conquistar o selo UNICEF, que tem como slogan a cidade da ARTE E CULTURA, que contradição, não acha? Discriminando a disciplina Artes, com o discurso de não ser essencial. Logo sabendo que o UNICEF valoriza tanto a educação e principalmente a Arte. Será que realmente o município de Monteiro irá conquistar o selo UNICEF?


FICA O AQUI O MEU REPÚDIO, E A MINHA INDIGNAÇÃO.
      DIVULGUEM POR FAVOR

Líbna Naftali
Arte/ Educadora - Mestranda em Artes Visuais UFPB

SERTÂNIA NA BIENAL DE 2011

A MESA REDONDA PARA A BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO(2011)

Waldemar Cordeiro - 100 ANOS DE NASCIMENTO DO GÊNIO DO LIRISMO- 


COM :
MARCOS CORDEIRO- POETA, DRAMATURGO E ARTISTA PLÁSTICO
ADRIANO MARCENA- ESCRITOR
JOSESSANDRO ANDRADE- POETA, COMPOSITOR, PROFESSSOR
mais uma conquista não só DE jOSESSANDRO , NEM SÓ DA SAPECAS E DA ACORDES, MAS DE TODA SERTÂNIA!!!
 Valeu Poeta!

VERÍSSIMO É SEM IGUAL

MUDANÇAS

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis

Polícia e ladrão virou Counter Strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV

Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência esta coisa maldita!

A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.

(Luiz Fernando Veríssimo)

A CHINA VAI QUEBRAR O MUNDO - para se pensar...

Há 200 anos Napoleão Bonnaparte fez uma profecia, que está começando a realiza-se atualmente, ao dizer: "Deixem a China dormir porque, quando ela acordar, o mundo vai  estremecer".
  
A China do Futuro - o Futuro é Hoje... A verdade é que agora, tudo o que compramos é Made in China ....... Eis um aviso para o futuro! Mas quem liga para esse aviso? Atualmente ninguém ! Agora é só aproveitar.... E APROVEITAR ...! E depois como será para os nossos filhos ? Que futuro terão ?

JÁ PENSOU COMO FICARÁ A CHINA DO FUTURO?
Por Luciano Pires  (Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e  profissional de comunicação) .
Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma  só fábrica chinesa produz quarenta milhões...
A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.
Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da  região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares: Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo, que  acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem  praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravidão amarela e alimentando-a...
Horas extraordinárias? Na China...? Esqueça !!! O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas  extras sabendo que não vão receber nada por isso... Atrás dessa "postura" está a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia "de poder" para ganhar o mercado ocidental .
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos 'marqueteiros'  ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que  ela "agrega de valor": a marca.
Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos  Estados Unidos da América um produto "made in USA". É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e  vendendo por centenas de dólares...
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que se pode chamar de "estratégia preçonhenta" (preço com peçonhento).
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas e tecnologia, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo. ..
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os “designs”. suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo, estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, gerando um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais. Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.
Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois quem tem o monopólio da produção, manda.
Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos, ela é quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos".
Iremos, nós e os nossos filhos, netos... assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica... chinesa. Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde.

Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas-grifes" aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas, pois, foram todas copiadas....
REFLITAM E COMECEM A COMPRAR - JÁ - OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVÊNCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA... E DE SEUS DESCENDENTES

Liêdo Maranhão lança o livro “Memórias de um sacanólogo”

"Histórias Pitorescas" narradas no "Bar Savoy", dias inesquecíveis, um rosário de sábados. Foram passeios pelos bairros de São José, Santo Antonio, Recife, Pina, etc. Calorosos Encontros e Surpreendentes Paixões. O Recife da Época da Guerra, Cosmopolita, Hollywoodiano, do tempo em que a doença venérea era status. A Cidade ficou pequena e Liêdo atravessou o Atlântico com Zé da Luz e Baudelaire(Mundo Velho), Registrando Aventuras e Memórias Fantásticas. De volta ao Brasil, fez pesquisas, escreveu, fez Cinema "O Folheto" e Esculturas. Uma Obra de Amor e Recordações que é a cara do Recife.


Apoio: Casa da Memória Popular
             Portal http://www.k2mail.com.br/link.php?M=10114765&N=5550&L=91&F=H
Um lançamento que marca o início das comemorações dos 20 anos da Editora Coqueiro.

Lançamento do Livro "Memórias que Eu Guardei de Memória"


Caro amigo ou amiga.

Conto com as suas presenças no  lançamento do 1º Vol. das memórias de Ulisses Lins de Albuquerque, o grande poeta, historiador e memorialista da região do Moxotó. Será no dia 18 do corrente na Academia Pernambucana de Letras, conforme o convite anexo. Quem gosta de história e de coisas do nosso sertão não deve perder. Comunico que o livro será ofertado gratuitamente no dia do llançamento. Depois poderá ser comprado nas livrarias.

O livro é simplesmente imperdível para quem gosta de ler.

Abraços

Marcos Cordeiro

Visite o meu blog: VADEMECUM POÉTICO PERNAMBUCANO

CASA ARRUMADA

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.


Carlos Drummond de Andrade

ESSA É DE DOER… MAS É A PURA VERDADE

A Evolução da Educação:
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...
Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
(  ) R$ 20,00  (  ) R$ 40,00  (  ) R$ 60,00  (  ) R$ 80,00  (  ) R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
(  ) SIM  (  ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(  ) R$ 20,00  (  ) R$ 40,00  (  ) R$ 60,00  (  ) R$ 80,00  (  ) R$ 100,00
7. Em 2010...:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder, pois é proibido reprová-los).
(  ) R$ 20,00  (  ) R$ 40,00  (  ) R$ 60,00  (  ) R$ 80,00  (  ) R$ 100,00
E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.
Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado).
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ! Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!!

Tudo que vicia começa com C

Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.

Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C!

De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.

Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.

Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.

Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?

E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.

Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco.

Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.

Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.


BRUNO LUIZ E O FORRÓ ARRETADO...

Neste sábado dia 06 de agosto à partir das 21:00hs terá muito Forró pé-de-serra no PANELA DE BARRO FEST,com Bruno Luiz,venha gastar o solado do sapato com o Forró autentico e de melhor qualidade.

Imperdível!!!

No Domingo à partir das 12:00hs no Restaurante O CALDISSIMO na Rua Velha ao Lado da Secretaria de Obras,terá Bruno Luiz e um dos maiores Sanfoneiros da Região o Grande LULA seu pai. NÃO PERCAM!!!

Ô, oposiçãozinha de merda!

Este é o suelto de minha autoria que o Jornal da Tarde publicará amanhã:
>
> A opinião de
>
> José Nêumanne
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde
>
> Para que oposição
>
> quer uma CPI?
>
> PSDB e DEM não fizeram uma pergunta incômoda a Pagot, Nascimento e
> Rossi quando foram ao Congresso depor. De que, então, poderia servir
> uma CPI para apurar deslizes que teriam cometido?
>
> A revista Veja denunciou a existência de um ninho de corrupção no
> Ministério dos Transportes, especialmente no Departamento Nacional de
> Infraestrutura de Transportes (DNIT). Até então, a presidente Dilma
> Rousseff não tinha tomado providência nenhuma quanto ao gravíssimo
> acontecimento, embora se possa presumir que fosse mais informada sobre
> ele do que um veículo da “instituição” que os lulistas apelidaram de
> Partido da Imprensa Golpista (Pig, porco em inglês). Depois de muito
> mofarem da “opinião pública”, chamando-a de “opinião publicada”, os
> petistas viram ser exonerados, até o fechamento deste texto, 27
> aliados e desmontado o feudo do Partido da República (PR), a começar
> pelo ministro, presidente da legenda e senador amazonense Alfredo
> Nascimento.
>
> O diretor do DNIT, Luiz Antônio Pagot, foi ao Senado e à Câmara depor
> sobre as acusações que o derrubaram e não há notícia de que algum
> parlamentar lhe tenha feito uma questão constrangedora que fosse. Saiu
> de lá como entrou: ostentando sua incólume caradura. Antes do
> depoimento, tucanos e “democratas” contavam com a disposição de o
> exonerado atirar a esmo contra seus ex-superiores hierárquicos, por
> ter perdido a “boquinha”. Ledo engano! Como era de esperar, o
> humilhado bajulou o quanto pôde os donos do poder, não se sabe em
> troca de quê. Talvez por ter aprendido a verdade elementar de que mais
> vale um ostracismo confortável do que o trágico desfecho de se
> desgraçar com os poderosos. O episódio exibiu o despreparo da oposição
> para cumprir seu dever.
>
> Figura mais abjeta fizeram os oposicionistas quando assomou à tribuna
> do Senado o ex-ministro escorraçado dos Transportes. Ninguém teve a
> lembrança de perguntar o que fazia entre honrados varões republicanos
> um réprobo demitido por suspeita de corrupção de um ministério. Nenhum
> tucano ou “democrata” questionou como pode ser honesto o filho do
> orador que em cinco anos teve o patrimônio aumentado em 86.500%. A
> oposição se recolheu à cômoda omissão de costume.
>
> Só faltou o demitido ser aplaudido. Nem isso, contudo, faltou ao
> ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB-SP), acusado por
> Jucazinho, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
> de comandar um bando que saquearia a Companhia Nacional de
> Abastecimento (Conab). Nada ele teve de explicar e foi aclamado.
> Diante dos exemplos citados, só nos resta fazer duas perguntas. Para
> que cargas d’água PSDB e DEM querem instalar a CPI da corrupção nos
> Transportes? E o que Dilma Rousseff e seus aliados fizeram de tão bom
> para merecerem de Deus uma oposição tão incapaz e inócua?
>
> (Publicado na Pág 02A do Jornal da Tarde da sexta-feira 5 de agosto de 2011)

A formiga estourada!!!!! (SENSACIONAL!!!)

Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.


Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno.



Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada.

Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'.



Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer.

Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.



Então, passados alguns dias, começou a esfriar.

Era o inverno que estava começando.



A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida.

Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca.



Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu.

Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison.



E a cigarra disse para a formiguinha:



- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris.

- Será que você poderia cuidar da minha toca?

- E a formiguinha respondeu:

- Claro, sem problemas!

- Mas o que lhe aconteceu?

- Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?



E a cigarra respondeu:

Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... À propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?



Desejo sim, respondeu a formiguinha.

Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a 'Puta Que O Pariu!!!'



Moral da História:



Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine.



Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é única!!!



Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo, e...



Seja feliz !



Matéria enviada por Airton Romeu (Monteiro-PB)

Juquinha e Jucazinho, a dupla travessa

Oi,


>

>

>

> Eis minha diatribe quinzenal para a página 2 do Estadão:

>

>

>

> Travessuras bilionárias

>

> de Juquinha e Jucazinho

>

> José Nêumanne

>

> Dilma demitiu 28 por suspeita de corrupção. Quantos destes estão sendo

> processados?

>

> Suas endiabradas traquinagens, muitas das quais impublicáveis, fizeram

> do travesso Juquinha o protagonista-mor de piadas de botequim. Mas o

> simples acréscimo do epíteto “da Valec” faz corar nosso assunto

> habitual de mesas de bar como se fosse um inocente coroinha carola. A

> Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S. A. está longe de ser um

> chiste: no ano passado, a empresa foi aquinhoada no Orçamento da União

> com R$ 5,1 bilhões, menos de um terço dos mais de R$ 17 bilhões de que

> ora dispõe para construção ou concessão de obras ferroviárias. A joia

> mais cara da coroa é a Ferrovia Norte-Sul, que ligará a Amazônia ao

> Sudeste por trilhos, com mais de 3 mil quilômetros de extensão.

> Conforme a IstoÉ, o Ministério Público, baseado em perícia da Polícia

> Federal, acusou Juquinha e outros diretores da estatal e empreiteiros

> de terem desviado R$ 71 milhões num trecho de 105 quilômetros.

>

> Jucazinho não tem um apelido tão popular como o de Juquinha, mas esse

> simpático substantivo próprio no diminutivo lhe garantiu sombra e água

> fresca ao longo dos governos federais recentes. Juquinha não mais

> usufrui as vantagens de pertencer à Corte e Jucazinho também caiu em

> desgraça: foi demitido da direção da Companhia Nacional de

> Abastecimento (Conab), acusado de ter autorizado – sem permissão e com

> verba que não poderia ser usada para o fim a que foi destinado – um

> pagamento para suposta empresa de fachada. Oscar Jucá Neto foi

> derrubado após denúncia de outra revista semanal, a Veja, sucumbindo,

> enfim, a pesado bombardeio com fogo concentrado em sua cadeira

> partindo de canhões poderosos da República. A começar do próprio

> chefe, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, aliado notório do

> chefão do PMDB nacional, o vice-presidente Michel Temer. Confirmando a

> lógica implacável do governo Dilma, rola pelo menos uma cabeça coroada

> depois de uma denúncia – a conta no Ministério dos Transportes chega a

> 27.

>

> Guindado do anonimato pelo ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto

> (PMDB), Juquinha tem origem política em Goiás e reclama que seu

> envolvimento no escândalo lhe frustrou o sonho de governar ou ser

> senador por seu Estado de origem. Não é uma gracinha?

>

> Jucazinho, ao contrário, não tem carreira nem pretensões políticas.

> Irmão mais novo de Romero Jucá – pernambucano que fez fortuna em

> Roraima, elegendo-se para o Senado e se tornando figurão de

> administrações federais teoricamente adversárias, de Fernando Henrique

> e Lula da Silva –, sempre atuou sob a vasta e confortável sombra

> fraterna. Não teve de fazer como Juquinha, forçado a mudar de legenda

> para ficar no comando da locomotiva burocrática: do PMDB, pelo qual se

> elegeu deputado federal em Goiás em 1995, para o PSDB de Henrique

> Meirelles e para o PL, que virou PR, tornando-se correligionário de

> Alfredo Nascimento e de toda a cúpula do Ministério dos Transportes.

> Para manter a “boquinha”, Jucazinho só continuou sendo irmão do

> “Jucazão”.

>

> Mas tantas Jucazinho fez que nem o extraordinário talento de

> prestidigitador do mano mais velho logrou evitar sua degola. Só que o

> moço tombou de metralhadora em punho e atirando nas páginas da mesma

> Veja que o desgraçou. À revista que o delatou ele denunciou a

> existência de um esquema de corrupção e desvio de recursos na Conab

> ainda maior que o do Departamento Nacional de Infraestrutura de

> Transportes (Dnit). À cabeça do esquema estaria, segundo garantiu, o

> próprio ministro Wagner Rossi, do PMDB do inimigo. Como sói ocorrer em

> denúncias do gênero, a verrina não foi acompanhada de uma provinha

> qualquer. Nada, nada, nada! Diante disso, o ministro veio a público e

> acusou o irmão do líder de querer transformar a própria queda em caso

> político, “apenas uma retaliação”.

>

> É no que dá o Brasil estar entregue a um regime de governo híbrido

> tocado na base da “governabilidade”: isso implica o loteamento de

> cargos importantes da administração federal (até mesmo Ministérios)

> entre os grupos que controlam os partidos de apoio ao governo, que os

> coopta com cargos para votarem a favor das próprias pretensões.

> Juquinha e Jucazinho protagonizam a tragédia da corrupção tolerada. No

> primeiro caso, a Procuradoria da República, cuja função é zelar pelo

> bom uso do patrimônio público, valeu-se de laudo da Polícia Federal,

> subordinada ao Ministério da Justiça, para acusar o burocrata que

> comandou o destino de um enorme quinhão da poupança nacional de a

> estar dilapidando – acusação que ele tratou com desdém: “No Brasil é

> um remando pra frente e dez remando pra trás”.

>

> Ao se defender da delação do ex-subordinado, o ministro da Agricultura

> apelou para a lógica aristotélica elementar: se na Conab só “tem

> bandido”, conforme disse o irmão do líder do governo, por que ele

> ficou lá um ano e pouco e então só tinha elogios a fazer? Como

> escreveria Nelson Rodrigues, “batata!”

>

> Restam, contudo, outras dúvidas a levantar sobre Juquinha, Jucazinho e

> todos os demitidos do Ministério dos Transportes. Que condições tem

> Alfredo Nascimento de reassumir sua cadeira no Senado se ele teve de

> abandonar a pasta acusado de participar de fraudes? Se Romero Jucá se

> “solidarizou” com Wagner Rossi contra a investida de Jucazinho, por

> que pediu ao ministro que mantivesse o maninho no cargo de assessor?

> Que punição administrativa mais rigorosa espera os demitidos por

> corrupção? Que ações moverá a presidente Dilma contra funcionários que

> traíram sua confiança?

>

> O PR, dizem, está em pé de guerra contra Dilma, mas a guerra é

> congelada: não se ouviu um único disparo verbal. E o PMDB garante que

> toda essa confusão em torno da Conab não passa de tentativa para

> desalojar “Jucazão” da liderança do governo no Senado, pretendida pelo

> PT. Que coisa, hein?! E o cidadão, que, nesta democracia, só tem o

> direito de pagar e o dever de calar? Ora, o cidadão que se dane!

>

> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde

>

> (Publicado na Pág. 02A do Estado de S. Paulo quarta-feira 3 de agosto de 2011)

O pioneiro musical judeu/brasileiro - muito interessante

FRED FIGNER


OS GRAMOFONES

Frederico Figner nasceu em dezembro de 1866 em Milewko, na então Tcheco-Eslováquia.

Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes migrou para os Estados Unidos, chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.

Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.

Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz.

O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo.

Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.

Na Cidade Maravilhosa Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edison, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava esses primeiros fonógrafos.



Comercial da Casa Edison da Rua Uruguaiana



CASA EDISON

Por essa mesma época o cientista judeu Emile Berliner tinha acabado de lançar nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos revestidos com cera, com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison.

Fred Figner percebeu de imediato o potencial da nova invenção e transferiu seu estabelecimento de um sobrado da Rua Uruguaiana para uma loja térrea na tradicional Rua do Ouvidor, onde abriu o primeiro estúdio de gravação e varejo de discos do Brasil, em 1900.



Casa Edison da Rua do Ouvidor

OS PRIMEIROS DISCOS

Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela.

Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas.

O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902.

Era o lundu “Isto é Bom”, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia.

A partir daí mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo.

A procura pelos discos cresceu tanto que em 1913 Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Av. 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon.





Discos Odeon

A MANSÃO FIGNER

Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil empreendedor.

A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac.

É considerada um exemplo arquitetônico raro de “casa burguesa do início do século 20”.

Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola.

Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior.



Mansão Figner Hoje RETIRO DOS ARTISTAS

Fred era um homem generoso e solidário.

Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso.

Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice.

Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje.



Retiro dos Artistas em Jacarepaguá

O FINAL

Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier.

O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”.









 
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