quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fundação Joaquim Nabuco lança Documentário inédito sobre Hermilo

LANÇAMENTO DIA 5 - DEZEMBRO

Documentário inédito Hermilo no Grande Teatro do Mundo

Reedição da Tetralogia Um Cavalheiro da Segunda Decadência

Hermilo no Grande Teatro do Mundo é o primeiro documentário realizado sobre o múltiplo artista Hermilo Borba Filho (1917 - 1976). É parte do DVD Coleção Teatro Volume 3 - Hermilo Borba Filho, da Fundação Joaquim Nabuco / Massangana Multimídia Produções. Dirigido e roteirizado pela jornalista e dramaturga Carla Denise, apresenta os principais aspectos da vida e obra de Hermilo, com trechos de depoimento filmado em 1973 e redescoberto pela diretora.

Exibição seguida do lançamento da Tetralogia Um Cavalheiro da Segunda Decadência, pela Editora Bagaço. Dia 5 de dezembro, às 19h, na Fundação Joaquim Nabuco (Edf. Ulysses Pernambucano. Rua Henrique Dias, 609, Derby, Recife-PE). ENTRADA FRANCA.

Programação
Dia 5 Dez

19h - Cinema da Fundação: Exibição de Hermilo no Grande Teatro do Mundo (Cor, 52 min, 2010)

20h - Jardim interno do Edifício Ulysses Pernambucano: Lançamento do DVD Coleção Teatro Volume Três - Hermilo Borba Filho e da reedição da Tetralogia
Coquetel

Carla Denise
Coord. Direção e Criação - MMP
Fundação Joaquim Nabuco

MY SWEET LORD...(10 ANOS SEM GEORGE HARRISON)

Dez anos depois da morte de George Harrison, que se completam nesta terça-feira, a reedição de sua música e o olhar de um de seus admiradores mais ilustres, o cineasta Martin Scorsese, contribuem para libertar o beatle mais enigmático da sombra de John Lennon e Paul McCartney.
Harrison morreu de câncer aos 58 anos no dia 29 de novembro de 2001 em um hospital de Los Angeles. Sua longa batalha contra a doença lhe permitiu cumprir seu objetivo de preparar a consciência "no momento em que devia abandonar seu corpo", relata sua viúva, a mexicana Olivia Trinidad Arias, no documentário recentemente lançado por Scorsese, "Living in the Material World".
Vamos a 1965. Os Beatles rodam com Richard Lester seu segundo longa-metragem, "Help". A disparatada trama inclui uma cena em um restaurante indiano, onde a banda saboreia a refeição ao som de músicas tradicionais.

Harrison que, quando terminaram de filmar a cena, começou a tocar os instrumentos deixados pelos músicos indianos e que se sentiu atraído por aquele som diferente. Não pensou duas vezes e foi a uma loja comprar um sitar.
Teve a oportunidade de utilizá-lo logo após as sessões do álbum "Rubber Soul", quando buscavam uma correção para "Norwegian Wood", composição de Lennon que não emplacou no início. Foi uma grande descoberta: com esses sons orientais, a música pop dava um salto para horizontes insuspeitados.
Harrison encontrou na música indiana um caminho de afirmação artística para se destacar dos colossais Lennon e McCartney e de busca espiritual, num momento em que começava a sofrer os efeitos da asfixiante fama do grupo.
Foi guiado por Ravi Shankar, o grão-mestre da música tradicional indiana, que lhe introduziu nas técnicas do sitar e na meditação transcendental.
Harrison não se conformou em incorporar novos sons aos discos dos Beatles - em temas como "Love You To", do álbum "Revolver", e "Within You Without You", do álbum "Sgt. Pepper" -, mas arrastou todo o grupo à Índia em 1968 para seguir as doutrinas do guru Maharishi Mahesh Yogi sobre meditação.
As contribuições do "pequeno George", o "irmão caçula" do grupo, ganharam em consistência nos últimos álbuns dos Beatles.
Em sua recente biografia do grupo, o engenheiro de som Geoff Emerick, que reconhece que nunca teve boa química com Harrison, destaca que o guitarrista manteve uma trajetória artística ascendente que o levou a compor obras-primas do período final dos Beatles, como "Something" e "Here Comes The Sun".
Nos últimos tempos, o produtor artístico dos Beatles, George Martin, lamentou não ter prestado mais atenção às composições do guitarrista, que foi acumulando material à espera de poder emplacar seus temas entre os que levavam a assinatura Lennon-McCartney.
Harrison se vingou após a dissolução do grupo, quando deu rédeas soltas a toda sua criatividade em "All Things Must Pass" (1970), o monumental triplo LP que é considerado a melhor obra de um beatle sozinho.
Em 1971, promoveu em Nova York o primeiro megashow beneficente da história, em favor das vítimas das inundações em Bangladesh. O chamado The Concert for Bangladesh reuniu estrelas como Eric Clapton, Bob Dylan e até o ex-beatle Ringo Starr.
Sua poliédrica personalidade não o impediu de misturar o material e o espiritual. Harrison comprou um palácio inglês para viver e percorreu circuitos de todo o mundo guiado por sua paixão pelos carros de corrida.
Seus problemas com cocaína e sua personalidade mulherenga são revelados de maneira sutil por Scorsese, que apresenta o guitarrista também como um catalisador artístico capaz de reunir nos anos 1980 as lendas Bob Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne no quinteto dos sonhos Travelling Wilburys.
Nos últimos anos, também veio à tona sua faceta de produtor cinematográfico, que financiou os arriscados e ousados projetos de humor dos Monty Phyton.
Harrison nunca abandonou sua paixão pela música, mas jamais se sentiu tão à vontade em um palco como o hiperativo Paul McCartney. Sofreu o lado mais obscuro da fama quando foi atacado com uma faca por um doente mental em sua própria casa em 1999, quase 20 anos depois do assassinato de John Lennon.
Sobreviveu, mas os ferimentos complicaram o câncer de pulmão que já sofria. Morreria dois anos depois, convencido, como dizia em sua canção, de que "todas as coisas devem passar".
Desde então, as reedições dos álbuns dos Beatles e de seus discos solo facilitaram novas leituras do legado de um artista que buscou um caminho além da fama e que abriu ao mundo sua fascinante vida interior.

Na luta contra o arbítrio oculto

> Oi,
>
> Segue resenha de minha autoria publicada domingo na Editoria de
> Política do Estadão:
>
> Livro de Gilmar Mendes esmiúça luta contra arbítrio oculto
>
> Em Estado de Direito e Jurisdição Constitucional, ministro expõe
> posições que tomou no Supremo em nome do Estado de Direito
>
> José Nêumanne
>
> O livro ]Estado de Direito e Jurisdição Constitucional 2002-2010, do
> ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, publicado
> pela Editora Saraiva em parceria com o Instituto Brasiliense de
> Direito Público (IDP), relata um momento de capital importância para a
> cidadania no Brasil de hoje. Trata-se de um cartapácio de 1.451
> páginas, impresso em papel bíblia em formato 16/23, a R$ 160, e não
> pode ser lido como uma peça de ficção nem um manual de autoajuda.
> Aliás, autor e editores não devem sequer esperar que o volume seja
> lido do começo ao fim, como qualquer outro livro. É tipicamente um
> compêndio de consultas e foi feito para que o leitor tenha acesso a
> julgamentos relevantes feitos no STF nos oito anos que abarca. A
> vantagem é que o texto não foi lavrado em “jurisdiquês”, idioleto que
> dificulta sua compreensão, mas na velha flor do Lácio que Camões
> engendrou.
>
> Com clareza e erudição, Gilmar Mendes expôs no livro as posições que
> tomou em nome de conceitos fundamentais à sobrevivência do Estado
> Democrático de Direito, mesmo pondo a cara para bater em temas de
> pouco agrado e até de desagrado total da maioria, motivando, por isso,
> ondas de protestos de seus críticos. A obra é enciclopédica, ao
> abordar temas como os riscos da instalação de um Estado policial pela
> intromissão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em
> investigações da PF, crimes ambientais, liberdade de imprensa e
> profissão de jornalista, moralidade administrativa e nepotismo,
> demarcação de terras indígenas, plano Bresser, trabalho escravo,
> célula tronco, renúncia de mandato parlamentar e sucessão pelo
> suplente, papel do Senado Federal, estatuto da criança e do
> adolescente, foro especial por prerrogativa de função, liberdade de
> expressão e crime de racismo, direito à saúde, abuso no uso de algemas
> e exposição vexatória do preso (suspeito ou não), além das operações
> Castelo de Areia, Navalha, Furacão e Satiagraha.
>
> A democracia foi uma dura conquista do povo brasileiro depois de
> conviver anos com o arbítrio de uma ditadura militar e tecnocrática e
> convivido com a demagogia do populismo nos interregnos democráticos de
> uma história republicana em que o arbítrio foi a regra e a liberdade,
> exceção. O desmoronamento da ditadura e a instalação de um Estado
> Democrático de Direito digno desta denominação, contudo, levaram à
> ilusão de que este passado não voltaria. Mas os agentes do Estado,
> mesmo sob a vigência das liberdades políticas, buscam sempre impor uma
> espécie de arbítrio oculto na tentativa permanente de reduzir os
> direitos do indivíduo em detalhes de aparente insignificância no
> dia-a-dia. A manutenção da democracia pelo respeito aos direitos
> soberanos do cidadão é tão difícil quanto a derrubada da ditadura e o
> livro de Mendes esmiuça os bastidores destes conflitos permanentes
> neste nosso período de transição.
>
> Trata-se, portanto, de um relato histórico de dentro e do alto da
> resistência do Estado Democrático de Direito às sedutoras investidas
> do absolutismo e da “democratice” demagógica. No texto, fluente apesar
> de embasado em profundo conhecimento da técnica jurídica, o cidadão
> comum - e não apenas os profissionais do Direito, para os quais sua
> leitura é indispensável, e historiadores e sociólogos, pelo que contém
> de informação séria -, conhecerá a guerra renhida travada diariamente
> para que os direitos que conquistou sejam mantidos e respeitados.
>
> O leitor precisa ter sempre presente o fato indiscutível de que os
> julgamentos proferidos por Gilmar Mendes no STF de 2002 a 2010 não são
> perfeitos e indiscutíveis, pois o ministro é um ser humano e, como
> tal, passível de erro como qualquer um de nós. No entanto, a defesa
> que fez de suas convicções e de alguns direitos inalienáveis das
> partes dos processos que julgou na última instância foram coletados e
> impressos numa ajuda à compreensão do tempo em que vivemos. E neste é
> necessário preservar a memória da luta pela liberdade do indivíduo,
> ameaçada pelo peso e pela força repressora e invasiva do Estado.
> Concordando ou discordando com as ideias  do autor, o leitor deve ter
> em conta que a democracia não persegue a perfeição, mas o convívio
> civilizado com o imperfeito.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde
>
> (Publicado na Pag.A12 do Estado de S. Paulo de domingo 27 de novembro de 2012)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

PREMIADO ROMANCE AMAZÔNICO GANHA VERSÃO E-BOOK - O BRA JÁ FOI LANÇADA EM LISBOA

Escrito por Carlos Correia Santos, "Velas na Tapera" tem como pano de fundo o polêmico projeto que a Cia. Ford desenvolveu em plena Amazônia nos anos 20. Livro está à disposição de leitores da França, Alemanha e Reino Unido.

A literatura produzida na Amazônia chega ao suporte virtual de modo pioneiro. O premiado romance "Velas na Tapera", do escritor Carlos Correia Santos acaba de ganhar versão em e-book publicada pela Pubon Soluções Editoriais. Já lançada em Lisboa, no início deste ano, a obra agora pode ser adquirida por internautas na loja virtual Amazon.com. O e-book está disponível na Amazon francesa, alemã e do Reino Unido.
Emoldurado por referências sobre um dos mais polêmicos projetos industriais já realizados na História recente, "Velas da Tapera" foi autografado por Correia na capital lusitana no dia 06 de junho em um recital lítero-musical promovido pela FNAC Chiado, com apoio da Embaixada do Brasil em Portugal e produção de Fercy Nery e Rita Pestana, representantes na Europa do escritor brasileiro. O evento contou com mostra de música a cargo de Fercy Nery (na voz e violão) e Attila Argay (na bateria). A programação incluiu ainda um bate-papo com o autor. O livro também integrou uma ação de fomento à leitura promovida pela ONG lisboeta EpDAH e foi enviado a leitores do Timor Leste.
Resultado de seis anos de pesquisa, "Velas na Tapera" tem como pano de fundo a colossal história de Fordlândia, núcleo urbano erguido pela Cia Ford nos anos 20, em plena selva amazônica, para produção de látex destinado à fabricação de pneus que seriam utilizados pela poderosa empresa automobilística. O projeto acabou abandonado depois que a plantação de seringueiras foi atacada por uma praga. É pelo cenário da abandonada cidade americana, em meio ao ermo da mata, que transitam os personagens da narrativa. Em especial, Rita Flor.
O DRAMA
Rita perde sua filha de seis anos. Após um misterioso incêndio em sua tapera, ela acredita que sua menina virou uma milagreira e decide construir uma capela em sua homenagem. A jovem não tem dinheiro para cumprir seu intento. O único caminho que lhe resta é prostituir-se. O sagrado e o profano deitam-se na mesma cama.  Em meio ao vazio e ao desencanto que transformam Forlândia numa vila fantasmagórica, Rita vende seu corpo para santificar a filha.
"Velas na Tapera" venceu em 2008 o Prêmio Dalcídio Jurandir, promovido pela Fundação Tancredo Neves (FCPTN), um das mais importantes entidades culturais da região amazônica. A obra tem prefácio assinado pelo romancista José Louzeiro (autor de clássicos da literatura brasileira, como Pixote e Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia) e orelha assinada por Olga Savary (uma das mais importantes poetas brasileiras, considerada a introdutora do hai-kai nas letras nacionais.
"Sinto que é uma honra em todos os sentidos poder ver meu livro lançado em Portugal, encaminhado ao Timor Leste e agora transformado em e-book distribuído em lojas virtuais na França, Alemanha e Reino Unido. Primeiro porque consigo provar que, mesmo sem a cobertura de mercado de uma grande editora, é possível fazer circular a produção literária. O romance chegou aos leitores graças a um prêmio. Foi editado por uma fundação amazônica e está trilhando um caminho sólido", ressalta Correia. E ele complementa: "Essa possibilidade de intercâmbio também é sempre fascinante. Para quem cria narrativas em língua portuguesa é uma experiência emocionante poder levar seus ditos não apenas ao país berço do idioma com o qual labuta como a diversos outros lugares do mundo".
Em breve, o trabalho de Correia também chegará à África. Em 2009, o romancista e dramaturgo venceu o concurso Literatura para Todos, promovido pelo Ministério da Educação do Brasil, com a peça infantil "Não Conte com o Número Um no Reino de Numesmópolis". O trabalho está sendo editado numa coleção com tiragem de 300 mil exemplares que serão distribuídos em escolas brasileiras e africanas.
NOVO ROMANCE
Já na esteira dos êxitos de "Velas", Carlos se prepara para divulgar outra de suas narrativas longas. Seu novo romance "Senhora de Todos os Passos", foi um dos vencedores do Prêmio IAP de Edições Literárias 2011 (Prêmio Haroldo Maranhão). A obra será editada e lançada até o fim deste ano. O livro conta a saga da ousada e espirituosa Maria Xavier, personagem inspirada na avó do autor. A trama faz um imenso passeio por episódios importantes da História nordestina e amazônica. Do Recife dos anos 20, passando pelas ladeiras de Olinda na década de 50, até o barro da Transamazônica dos idos de 1970, seres fictícios e várias personalidades reais cruzam o infindável caminho de Maria Xavier. Correia transfor ma em personagens do livro figuras como Bajado, Catulo da Paixão Cearense, Irmã Dulce, Corisco, Dadá, Dulcina de Moraes e até Dorothy Stang.
Esta é a terceira vez que Carlos ganha o Prêmio IAP. Em 2003, ele venceu a categoria dramaturgia com o texto da peça "Nu Nery" (cuja montagem já foi apresentada em várias cidades brasileiras, graças à Caravana Funarte Petrobras de Circulação Nacional). Em 2008, outra peça sua foi laureada: o texto "Batista".
ANO BOM
O ano de 2011 tem sido produtivo para Correia. Além do recente prêmio do IAP, da edição em e-book de "Velas na Tapera" e de seu lançamento em Portugal, além de ter duas peças suas apresentadas com bastante êxito em São Paulo ("Perfídia Quase Perfeita" e "A Fábulas das Águas", montadas pela Cia. Fé Cênica), Correia conquistou o segundo lugar geral da quarta edição do concorrido Seleção Brasil em Cena, edital de fomento à nova dramaturgia brasileira, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB). Carlos foi o único autor da região Norte escolhido para o projeto. O certame selecionou também um escritor do Nordeste. Os demais foram das regiões sul e sudeste. A obra com que Carl os Correia foi destacado é o monólogo "Um é Multidão". Essa foi a segunda vez que o paraense participou da iniciativa. Em 2007, o escritor também foi selecionado para o concurso justamente com sua comédia "Perfídia Quase Perfeita".

Dilma: Salve a Amazônia!

Caros amigos do Brasil,


Esta semana, a Presidente Dilma Rousseff tem o futuro da Amazônia em suas mãos. Ela pode aprovar o novo Código Florestal, que abriria extensas áreas da floresta para o desmatamento e aumentaria dramaticamente a violência na região. Somente a pressão massiva do público vai forçá-la a vetar o novo texto e proteger a Amazônia. Já fizemos isso antes -- clique aqui para encher a caixa de emails da Dilma com mensagens e para salvar nossas florestas!

Sign the petition
Esta semana nossa Presidente pode aprovar o novo Código Florestal que colocaria a Amazônia e seus protetores em grande perigo.

Ativistas ambientais foram assassinados e os ruralistas no Congresso estão fazendo uma campanha desavergonhada para que a Presidente Dilma Rousseff sacrifique nossas florestas. Mas quando mais de 1.2 milhões de pessoas se mobilizaram, conseguimos adiar o texto no Congresso, e convencer conselheiros presidenciais a se pronunciarem. Agora o futuro da Amazônia está na caneta da Dilma. Somente uma pressão massiva do público pode fazer com que ela proteja nossas florestas e rejeite a política de ameaças e intimidação.

Os próximos dias são cruciais -- vamos mostrar à Dilma que várias pessoas em todo o Brasil querem que ela vete esse texto retrógrado e preserve o Brasil como um lugar lindo. Clique para enviar uma mensagem diretamente para a caixa de emails da Dilma, para impedir o desmatamento e salvar a Amazônia -- em seguida encaminhe esse email para todos:

http://www.avaaz.org/po/save_the_amazon_sam/?vl

79% dos brasileiros querem que a Dilma vete as mudanças no Código Florestal. Ambientalistas dizem que a nova lei pode levar a perda de 175 milhões de acres de floresta, quase o tamanho dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro juntos, e garantiria anistia para fazendeiros que destruiram florestas ilegalmente no passado. É o sinal verde para a destruição total da Amazônia.

Os ruralistas jogaram pesado no Congresso, e a tensão já aumentou nas áreas da floresta, ao passo que madeireiros ilegais e fazendeiros ameaçam, agridem e até mesmo assassinam indígenas e ativistas ambientais. A aprovação do Código Florestal pode aumentar sem medidas estes confrontos e criar uma era sombria de exploração e descuido.

Nossa nação goza de uma boa reputação climática, mas a aprovação do Código Florestal pode danificar seriamente a liderança global do Brasil -- particularmente chocante devido ao fato de que hospedaremos a Conferência da Terra Rio+20 no ano que vem. Se a Presidente Dilma assinar o Código Florestal, ela vai tornar impossível o cumprimento das nossas metas internacionais de redução do desmatamento em 80% em 2020, tornando-se a atriz principal na destruição dos pulmões do planeta.

Temos apenas alguns dias para dar à Dilma o apoio público que ela precisa para se posicionar contra a pressão política. Tanto agora como em outras ocasiões, mostramos que nossas assinaturas são mais fortes do que a maioria dos interesses corruptos e egoístas -- vamos lembrar a Dilma do poder de sua caneta para salvar as florestas e a saúde do futuro do mundo. Envie sua mensagem para Dilma agora -- e em seguida compartilhe esse email com todos!

http://www.avaaz.org/po/save_the_amazon_sam/?vl

Nos últimos três anos, os membros da Avaaz no Brasil deram grandes passos em direção ao mundo que queremos. Amanhã nos juntaremos a corajosos líderes indígenas, movimentos sociais e crianças para entregar nossa massiva petição de 1.2 milhões de assinaturas para o gabinete da Dilma. Mas, nossa força será duplicada se todos nós enviarmos mensagens diretas para Dilma proteger a Amazônia, nosso mais precioso recurso global.

Com esperança e determinação,

Stephanie, Diego, Alice, Ricken, Wissam, Caroline, Wen-Hua e toda equipe da Avaaz

Mais informações:

Bancada ruralista se reúne com ministro para discutir reforma do Código Florestal (Portal R7)
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/bancada-ruralista-se-reune-com-ministro-para-discutir-reforma-do-codigo-florestal-20111122.html

Entenda as principais polêmicas do Código Florestal (BBC Brasil)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111122_codigo_florestal_qa_mdb.shtml

Novo texto do código florestal desagrada a ambientalistas e ruralistas (Época)
http://colunas.epoca.globo.com/ofiltro/2011/11/22/novo-texto-do-codigo-florestal-desagrada-a-ambientalistas-e-ruralistas/

Marina critica relatório de Jorge Viana sobre Código Florestal (Último Segundo) http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/marina-critica-relatorio-de-jorge-viana-sobre-codigo-florestal/n1597380475633.html

Brasil perde para outros Brics na hora de proteger suas florestas (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1010629-brasil-perde-para-outros-brics-na-hora-de-proteger-suas-florestas.shtml

Risco de perda de área florestal no Brasil é do tamanho da Alemanha, Itália e Áustria (em inglês) (Telegraph)
http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/8910675/Brazil-risks-loss-of-forest-area-equal-to-Germany-Italy-and-Austria.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Coordenação divulga programação do festival de teatro

O Grupo Teatral Ariano Suassuna, filiado à Artepe, promoverá, no período de 1º a 5 de dezembro de 2011, o 
3º FESTIG – Festival de Teatro de Igarassu.

O evento é uma ação cultural voltada para o município de Igarassu/PE, localizado na Região Metropolitana do Recife, objetivando divulgar a produção teatral realizada na cidade e no estado de Pernambuco, assim como no país, dando continuidade a duas versões anteriores registradas com grande sucesso.

O 3º FESTIG – Festival de Teatro de Igarassu homenageia, em sua terceira versão, o dramaturgo Vital Santos, nome respeitado na cultura do país, defensor da cultura do Nordeste e detentor de diversos prêmios, acumulando em seu currículo o Prêmio Mambembe.

O festival conta com o Incentivo da Prefeitura de Igarassu e da Ondunorte, além do Apoio Cultural da Escola Santos Cosme e Damião (Igarassu), ARTEPE, Livraria do MEC (Abreu e Lima), Produtos Carreteiro, Deputado Federal NINHO, Usina são José, Guilherme Uchoa e João Paulo Uchoa.

Acesse a grade de apresentações do festival clicando aqui.

II Seminário FAVCompassos - INFORMAÇÕES

INFORME
 II Seminário FAVCompassos
Hibridismo e Mestiçagem.

               A Pós Graduação Latu-Sensu em Dança 2011, uma parceria entre a Faculdade Angel Vianna do Rio de Janeiro e a Compassos Cia de Danças, de Recife. Realizará no período de 04 a 07 de dezembro de 2011, o II Seminário FAVCompassos, que tem com o tema Hibridismo e Mestiçagem.
                O Seminário conta com o apoio do Centro Cultural Correios e do Centro Apolo Hermilo.

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INSCRIÇÃO

                Preenchimento da ficha de inscrição enviada para o email: seminariodedanca_favcompassos@hotmail.com.
No Espaço Compassos, a Rua da Moeda nº93, 1ºandar Entrada em frente ao Salão de cabeleireiros YOU, de segunda a sexta feira das 08:00 as 13:00 horas.
               No dia do Seminário a partir das 09:00 horas do dia 04 de dezembro de 2011, no Centro Cultural Correios.
               INFORMAÇÕES: 81 – 4101.1640 / 8529.6361.


INVESTIMENTO:
Seminário.............. R$10,00 - com direito a kit com sacola e garrafa
01 oficina............... R$10,00
02 ou 03 oficinas.... R$20,00
Camisas................. R$20,00

Clique aqui para programação completa!

Fundação de Cultura promove I Encontro de Teatro em Recife

Convido vocês a participarem do I Encontro de Teatro, promovido pela Gerência Operacional de Artes Cênicas- GOAC da Fundação de Cultura Cidade do Recife, que ocorrerá no dia 29/11 às 19h no Salão Nobre do Teatro de Santa Isabel.

Nesse primeiro encontro estarei apresentando o Plano de Ações 2011/2012 elaborado pela nova equipe da GOAC.

A sua presença é de fundamental importância para estabelecermos desde já esse diálogo, com a perspectiva de construirmos uma gestão partilhada das Artes Cênicas no Recife.

Conto com a presença de vocês e peço ajuda a divulgarem esse encontro.

Qualquer dúvida, é só ligar.

Um abraço,

Maria Clara Camarotti
Gerente de Serviço de Teatro
Fundação de Cultura - PCR

domingo, 27 de novembro de 2011

Fundação de Cultura promove I Encontro de Circo

Convido todos vocês a participarem do I Encontro de Circo, promovido pela Gerência Operacional de Artes Cênicas (GOAC) da Fundação de Cultura Cidade do Recife, que ocorrerá no dia 30 de novembro (quarta-feira), às 14h, no Espaço Pasárgada (Rua da União, nº 263, Boa Vista, Recife, por trás do edifício-sede da Fundarpe).

Nesse encontro, estarei apresentando o Plano de Ações 2011/2012, elaborado pela nova equipe da GOAC.

Sua presença é de fundamental importância para estabelecermos desde já esse diálogo, com a perspectiva de construirmos uma gestão partilhada das Artes Cênicas no Recife.

Saudações circenses,

Maria Luiza Lopes
Gerente de Serviços de Circo
Fundação de Cultura Cidade do Recife
Prefeitura do Recife

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Verdades e mentiras

Afinal, quem tem
>
> medo da mentira?
>
> José Nêumanne
>
> Quem cobra verdade da ditadura extinta não deve perdoar mentiroso nem
> destruir provas
>
> A verdade não é, nunca foi, um valor absoluto, um bem em si. Verdades
> podem ferir, magoar, prejudicar. Assim como mentiras, a depender de
> como são contadas e para que são usadas, podem se tornar até
> edificantes. Gabriel García Márquez imagina que Jonas saiu, à noite,
> para a farra, dormiu fora de casa e, quando recuperou a clarividência,
> contou à mulher a aventura que teria vivido dentro do ventre de uma
> baleia. A imaginosa invenção do bebum salvou a paz familiar e
> tornou-se pedra fundamental da ficção, gênero literário que, como
> qualquer obra humana, pode servir ao bem e ao mal, ser inútil e
> desagradável ou útil e prazeroso. Do ponto de vista filosófico, há
> controvérsias sobre a existência da verdade absoluta, assim como se
> discute a existência da mente superior que a criou. Quase sempre é
> relativa e pode ser contraditória.
>
> Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff
> sancionou a lei que cria a Comissão da Verdade, uma instituição
> imperfeita, como o são todas as criações do ser humano, para buscar a
> memória que a ditadura militar brasileira tentou sepultar em covas
> rasas de cemitérios clandestinos. Nada contra. A revelação de uma
> verdade pretérita não poderá fazer mal algum porque, se “malfeitos”
> foram executados no arbítrio, o Estado Democrático de Direito já os
> absolveu na figura jurídica clássica da prescrição. Saber-se-á que
> determinado oficial ou policial torturou e pelo hediondo crime ele
> será sempre execrado e apontado na rua como um réprobo por suas
> vítimas, agora no poder. Entre eles, a presidente mesma, que guerreou,
> foi presa e maltratada.
>
> Para ser digna da pomposa denominação a comissão teria de ser bifronte
> como o deus romano Juno, que tem duas faces, uma voltada para um lado
> e outra, para o lado oposto. Nas escolas de Jornalismo ensina-se que o
> relato dos fatos será tanto mais imparcial quanto contiver os dois ou
> mais lados da questão. É a teoria Rashomon da narrativa: como no filme
> clássico do japonês Akira Kurosawa, cada fato permite uma gama
> múltipla de relatos, assim como o delito testemunhado por várias
> pessoas com pontos de vista diferentes do mesmo ocorrido. A comissão
> de Dilma, contudo, dificilmente abrigará as versões dos que venceram a
> guerra suja e acabaram alijadas do poder.
>
> A questão da multilateralidade da verdade relativa, contudo, não é a
> única que se apresenta no debate sobre a comissão que o governo
> esquerdista criou para julgar os crimes da direita derrotada nas
> urnas. Fica em aberto também a limitação cronológica da apuração. Por
> que limitá-la ao prazo da ditadura?
>
> Não será a verdade um valor positivo a ser perseguido também no Estado
> Democrático de Direito? A pergunta ganha força quando se sabe que no
> mesmo dia o País foi informado de que o chefão do Partido Democrático
> Trabalhista (PDT) – no qual Dilma militou –, Carlos Lupi, mentiu com
> loquacidade e desfaçatez. E, ao desmentir, mentiu mais numa vez,
> desmoralizando a natureza redentora da mentira, consagrada no mais
> popular e sagrado dos livros, a Bíblia.
>
> E, só para Dilma não ficar com a responsabilidade inteira pelo desafio
> ao relato veraz dos fatos, convém lembrar que na dita quinta-feira 17
> o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou uma vez mais a decisão sobre um
> assunto de altíssima relevância para a transparência indispensável ao
> exercício da Justiça na vigência da democracia. O pedido do Ministério
> Público Federal (MPF) para que o Supremo autorize a eliminação de
> todas as provas referentes à Operação Satiagraha, empreendida por seus
> membros e pela Polícia Federal (PF), deverá ser julgado amanhã a
> partir de decisão a ser tomada e prolatada pela ministra Cármen Lúcia.
> Mas também poderá ser adiado mais uma vez.
>
> Tudo é, no mínimo, bem estranho. Da operação resultaram muitas
> notícias e nenhuma punição. O economista baiano Daniel Dantas, gestor
> de fundos do Opportunity, responsável pelo comando acionário da
> Telecom Brasil e denunciado pelo sócio hostil, a Telecom Italia,
> chegou a ser preso, assim como muitos de seus executivos. Homens
> públicos, como o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor no mercado de
> capitais Naji Nahas, foram tirados da cama e algemados, mas o assunto
> terminou, como muitos outros que foram alvo de investigações da PF
> “republicana” no governo Lula, mergulhando no buraco negro do
> ostracismo. Nenhum indício, entre os inúmeros levantados na
> investigação e divulgados com estardalhaço, passou pelas instâncias do
> Judiciário sem que em algum momento se verificassem abuso de
> autoridade, produção ilícita de provas, etc.
>
> Neste caso, não se trava uma batalha filosófica entre relato e
> invenção, mas está em questão um dos fundamentos do Estado de Direito,
> o da transparência. Réus, agentes da lei, promotores e juízes são
> todos súditos do mesmo império, o da norma legal. E não há nenhuma
> explicação plausível para a destruição de provas que tanto podem
> incriminar os acusados quanto pôr em dúvida a lisura de quem os houver
> investigado. Como provas não incriminam quem não tenha cometido
> delito, é de estranhar que logo os acusadores estejam interessados na
> sua eliminação. Se não é ético manter ocultas as práticas da ditadura,
> será muito menos sensato agir com a investigação da Operação
> Satiagraha com o zelo duvidoso atribuído a Ruy Barbosa de providenciar
> a remoção da mancha da escravidão pela queima dos documentos que a
> registravam.
>
> A Nação espera que Dilma não dê a Lupi o mesmo crédito dado pela
> mulher de Jonas ao marido inventivo. A presidente que criou a Comissão
> da Verdade não pode temer a mentira. Assim, também cabe ao STF provar
> que a força de possíveis implicados nas provas produzidas por PF, MPF
> e Justiça não será suficiente para imobilizar o Poder Judiciário,
> tornando-o cúmplice da destruição de provas, sejam estas contra
> investigados, acusadores ou investigadores.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde.
>
> (Publicado na pág. A2 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 23 de
> novembro de 2011)

NOTA DE ESCLARECIMENTO...

O Garganta Magalhães,vem a seu público para esclarecer que a charge do baterista dos Beatles o Ringo Starr é de autoria do curintiano(arghhhh!!) e Paulistano WALTER TEIXEIRA,um apreciador de boa música e do bom e velho Rock'n'roll,queremos nos desculpar,por não ter colocados os créditos de sua bela charge,um abraço
Flávio Magalhães

sábado, 19 de novembro de 2011

II Mostra Pedagógica IMPERDIVEL!!!

Uma Lenda do Rock em Recife...

Ringo Starr supera injustiça histórica e confirma habilidade como músico
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
18/11/2011 | 10h53 | Ex-Beatle
Quando um jornalista perguntou a John Lennon se Ringo Starr era um dos melhores bateristas do rock, o autor de Imagine não perdeu a piada. “O Ringo? Mas ele não é nem o melhor baterista dos Beatles!” A brincadeira, hoje antológica, diz muito sobre a reputação de Richard Starkey nos anos 1960. Na época, ele era tratado mais como um ídolo pop e menos como um músico habilidoso. Uma injustiça que o tempo tratou de corrigir. Músicos como Phil Collins e Phil Rudd (AC/DC) se declaram fãs de Starr. “Os trechos de bateria de uma canção como A day in the life são complexos. Hoje em dia, um baterista não saberia como fazer”, comentou Collins. Na história da música pop, poucos artistas se tornaram tão populares.

Ringo sempre riu de si mesmo — temperamento que produziu uma série de estigmas em torno de um “popstar” irônico, generoso, que parecia tratar o rock como uma brincadeira. Numa época em que bandas criavam arte, era uma imagem dissonante. Um estado de inadequação que, por sinal, não parecia incomum para um rapaz que, desde adolescente, destoava do ambiente em que vivia. Quando criança, entrou em coma após uma cirurgia para tirar o apêndice. Pouco tempo depois, na adolescência, perdeu vários anos de escola ao ser abatido por uma pneumonia. E isso bem antes do início do “sonho beatle”—  que começou como que por um golpe de sorte, num show em Hamburgo, Alemanha, em outubro de 1960.

Diz a lenda que, naquela época, George Harrison e Paul McCartney contavam os dias para dispensar o baterista Pete Best — que preferia ficar trancado no quarto quando os amigos de banda saíam para se divertir. Resolveram o dilema ao dividir o palco com Ringo, que, na época, integrava o grupo Rory Storm and the Hurricanes. Dois anos depois,  tornou-se um beatle “oficial”, e assumiu o desafio com a energia que lhe era típica: nas primeiras gravações com o grupo, surpreendeu o produtor George Martin ao tocar bateria e percussão simultaneamente. “Nós achávamos que a banda não duraria. O Paul queria ser escritor, por exemplo”, contou, em entrevista ao The Daily Mail.
Dificuldade
Ringo, no entanto, sabia muito bem o que queria. Antes dos Beatles, ele era uma pequena celebridade de Liverpool. Nos shows, tinha até um segmento para que brilhasse: o “Starr-time”. Quando convocado para o quarteto, exercitou outros dons: interferia nas composições de Lennon e McCartney (colaborou em Eleanor Rigby, por exemplo), criou frases amalucadas que se transformaram em nomes de canções (como “tomorrow never knows” e “a hard day’s night”) e interpretou o narrador de faixas como Yellow submarine. Queria mais: no meio das gravações do “álbum branco”, lançado em 1968, abandonou o estúdio, inconformado com a dificuldade de emplacar composições próprias. No “exílio”, escreveu a ótima Octopus’s garden, que entrou no disco Abbey Road, de 1969.

Caminho solo
No ocaso dos Beatles, a carreira de Starr tomou uma direção não muito típica. Em vez de se isolar em projetos solitários — como fizeram Lennon e McCartney —, criou discos que soavam como reuniões informais de amigos. Em Ringo (1973), conseguiu agregar todos os ex-integrantes dos Beatles, ainda que não numa mesma música. Experimentou em diversas searas — do country aos standards da música pop — e, se não concebeu álbuns memoráveis (são 15, até agora), manteve intacta a condição de “mascote” preferido dos fãs de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Nos shows com a All-Starr Band (que já teve 11 versões, desde o fim dos anos 1980), ele coloca em prática o lado altruísta: todos os músicos têm o mesmo direito ao holofote.

Casado há mais de 30 anos com a ex-“bondgirl” Barbara Bach, Ringo vive um cotidiano compatível com a nobreza do pop: entre duas mansões (uma em Los Angeles, a outra em Monte Carlo, Mônaco), é a 56ª pessoa mais rica do Reino Unido, com um patrimônio estimado em 150 milhões de libras. Muito inferior ao de Paul (475 milhões), mas engordado ano a ano pelos direitos autorais da antiga banda, do sonho que acabou nos anos 1970. “É difícil ser um beatle na minha idade, porque as pessoas não querem que você cresça”, afirmou, numa entrevista recente (e rara). No palco, nem parece que o tempo passou: a jovialidade de Ringo ainda permite ao fã o privilégio da ilusão.

Por Tiago Faria, do Correio Braziliense

Serviço
Ringo Starr se apresenta no Recife com sua All Star Band neste domingo, às 20h30, no Chevrolet Hall (abertura dos portões às 18h). Ingressos: R$ 180 (pista inteira) e R$ 90 (pista meia-entrada); R$ 450 (frontstage inteira) e R$ 225 (frontstage meia-entrada), à venda na bilheteria do Chevrolet Hall e nas Lojas Renner dos shoppings Recife e Guararapes, além da Rua Imperatriz, no bairro da Boa Vista. Os camarotes estão esgotados. Venda a grupos: 3427-7506. Mais informações: 3427-7500

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Um Beatle em PE

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Jorgina-a protegida

LEMBRAM DA JORGINA ?
EU NÃO POSSO ACREDITAR !!!!

Pois ela tá aí de volta, e com cargo no governo do Rio.
Esta é a prova mais evidente de que o crime compensa.

Obs: A CEDAE - Cia de Águas e Esgoto, pertence ao Governo do PMDB do
Estado do Rio de Janeiro!

Não há mais a mínima vergonha na cara ou respeito com a opinião pública!

A notícia:
Fraudadora condenada sai da cadeia durante o dia e é nomeada assessora de
órgão público do governo do Estado do Rio!

Pasmem! Jorgina de Freitas a maior FRAUDADORA do INSS já identificada, foi
nomeada ASSESSORA do Presidente da CEDAE, Wagner Victer. Inacreditável !

Essa "senhora" é a maior fraudadora da Previdência Social que o Brasil já
conheceu.

Trata-se da ex-procuradora do INSS, Jorgina de Freitas, que em 1992, foi
condenada junto com o juiz Nestor José Nascimento e o advogado Ilson
Escóssia por fraudes que desviaram R$ 310 milhões do INSS. Posteriormente,
Jorgina foi condenada a devolver aos cofres públicos R$ 200 milhões (sobre
os R$110 milhões faltantes, não se falou mais...).

Ela fugiu do Brasil e foi presa na Costa Rica em 1997.

Agora, embora continue cumprindo a pena, Jorgina de Freitas passou ao regime
semi-aberto, porque conseguiu um emprego. Adivinhem onde? Foi contratada
pela CEDAE como assessora do presidente da empresa, Wagner Victer.
Acreditem se quiserem!Com certeza ela esta recebendo uma recompensa por
não ter entregue toda a quadrilha. Só pode ser!

É obrigatória uma justificatica do Sr. Wagner Victer e do Governador.

BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS. E DE PULHAS TAMBÉM !

É óbvio que ela não se beneficiou sozinha com as fraudes !!!  É óbvio
também que os homens públicos que foram seus “sócios” agora prestem-lhe
socorro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

NOITE DOS HORRORES

Não percam nesta terça-feira,dia 15 de novembro(feriado nacional),haverá a NOITE DOS HORRORES, a noite mais mal assombrada do ano,local Estação Ferroviaria(em frente a Praça de Eventos),às 20:00

realização Cia. Primeiro Traço,Direção Flávio Magalhães, Não Percam !!!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PÓS EM DANÇA COMO PRÁTICA TERAPÊUTICA

 

clique na imagem para ampliar!


PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO LATO SENSU
FACULDADE ANGEL VIANNA (R.J) E COMPASSOS CIA DE DANÇAS (PE)

Início:
Abril de 2012 - Duração -16 meses  
PÓS EM DANÇA COMO PRÁTICA TERAPÊUTICA

INFORMAÇÕES 


INSCRIÇÕES ABERTAS
Pelo email 


 (81) 4101-1640 e 8529-6361  

AUGUSTO por ele mesmo DE CAMPOS


AUGUSTO por ele mesmo DE CAMPOS

A nossa utopia tem raízes
no CONSTRUTIVISMO russo e na Bauhaus.
Um RACIONALISMO SENSÍVEL que visava à
clareza de idéias, tanto estéticas quanto sociais.
Em suma, a nossa posição, como poetas e
pintores, não era de remar a favor do vento,
mas, ao contrário, CONTRA A MARÉ,
beneficiados pela distensão democrática
do pós-guerra e pelo novo surto industrial
que repercutia na difusão da cultura.
PODE UM POETA VIVER DE SUA POESIA?
Ingressei na carreira de Procurador do Estado
por concurso público, em 1962.
Num quadro de injusta distribuição social,
como o nosso, em que o lucro e o mercado
são os motores da vida, os POETAS são
os SEM-TERRA culturais.
Foi a relação estrutural e sintática
entre as palavras que os concretos
buscaram modificar, adotando uma nova
sintaxe gráfico-espacial e antecipando
as fulminantes articulações que as novas
tecnologias iriam propiciar, algumas
décadas depois, entre o VERBAL e o
NÃO-VERBAL, o espacial e o temporal.
Há sempre gente interessante fazendo
poesia interessante, à margem da
maioria de gente desinteressante que
faz poesia desinteressante.
Não acredito - é óbvio - que toda poesia
deva virar concreta ou experimental
para ser válida. Mas o ECLETISMO
predominante nas novas gerações

NÃO ME ENTUSIASMA.

Parece-me uma solução FÁCIL DEMAIS,
e a POESIA É UMA ARTE DIFÍCIL.

Persigo a poesia sob o signo dessa
ESTÉTICA de RECUSAS, que me leva
a uma produção relativamente pequena.
Tento compensar-me dialogando com os
poetas que admiro através das traduções
e "intraduções", que ocupam 2/3 da
minha atividade poética.
Não me cabe dizer qual foi o LEGADO
da POESIA CONCRETA.
As novas gerações que nos sucederam
é que devem dizê-lo.
PULSAR. POESIA É RISCO.
Transcriações.  SEM SAÍDA.
- Fragmentos retirados da Revista
 POESIA SEMPRE. Ano 12. Nº 19.
Dezembro 2004.
Pela transcrição e maiúsculas,
Jomard Muniz de Britto, in Balada Literária,
SP/ 2011
Foto:
http://daniellathompson.com/Texts/Reviews/Brizzi.htm

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

JOÃO CACHEIRO em Sertânia...

Nas  comemorações do Centenário do mestre Waldemar Cordeiro, esteve em Sertânia, o grande João Cacheiro, ex dirigente do mais querido e da maior torcida de PE, o Santa Cruz,  é óbvio.  Uma honra para todos nos...

A revolução dos filhinhos do papai

>
> Oi, aqui está meu artigo para a página 2 do Estadão de amanhã, abraço,
> tudo de bom, Nêumanne:
>
> A revolução dos “bichos
>
> grilos” mimados da USP
>
> José Nêumanne
>
> É proibido fumar maconha na nave da Sé, na rua, nas boates e no câmpus
> da Universidade
>
> A Universidade de São Paulo (USP) é a maior instituição de ensino
> superior do Brasil. Com 11 câmpus e 89 mil alunos matriculados, dos
> quais 50 mil na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira,
> figura também entre os mais reconhecidos centros de excelência em
> pesquisa científica e produção de pensamento filosófico do
> subcontinente latino-americano. No entanto, nenhum de seus mais
> respeitáveis mestres de Matemática será capaz de explicar de que tipo
> de legitimidade foram ungidos os 73 vândalos que ocuparam dois prédios
> – um da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
> Humanas (FFLCH) e outro da Reitoria – para merecerem do reitor anistia
> “administrativa” pelos danos cometidos contra o patrimônio, de
> propriedade da cidadania brasileira, que sustenta suas atividades de
> aprendizado. Nem sequer o grego Aristóteles, preceptor de Alexandre, o
> Grande, encontraria alguma lógica na concessão dada a, digamos, 600
> estudantes para decidirem sobre a permanência de jovens turbulentos e
> estranhos ao expediente nos dois prédios, a pretexto de protestarem
> contra a presença da Polícia Milita (PM) no câmpus, que consideram
> “território sagrado” e inviolável..
>
> Quem se depara com a informação de que os invasores dos prédios só
> admitiam negociar com a Reitoria se os policiais fossem afastados da
> Cidade Universitária pode ter a falsa ideia de que, de repente, num
> pesadelo inimaginável, tivéssemos voltado à ditadura, que reprimia a
> liberdade acadêmica. Nada disso! Entre janeiro e abril deste ano, os
> roubos no câmpus aumentaram 13 vezes e os atos de violência – entre os
> quais estupros e sequestros relâmpagos – cresceram 300%. Em maio, um
> estudante de Economia foi morto num assalto. O sangue dele foi a gota
> que fez o cálice transbordar e a direção da USP assinar um convênio
> com a PM para que soldados fizessem o papel que vinha sendo
> desempenhado por 130 agentes de segurança patrimonial, que, em dois
> turnos, vigiavam dezenas de prédios e vários estacionamentos e
> garantiam a segurança de 100 mil pessoas que circulam todo dia pelas
> ruas da sede da USP. Em quatro meses de policiamento, os furtos de
> veículos caíram 92,3%; os sequestros relâmpagos, 87,5%; os roubos,
> 66,7%; e os delitos de lesão corporal, 77,8%.
>
> Tudo corria muito bem até o dia em que policiais militares que
> patrulhavam as ruas amplas e arborizadas do aprazível local abordaram
> três alunos que fumavam maconha no prédio da História e da Geografia.
> Quando tentaram levá-los para o 91.º Distrito Policial (DP) para
> registrar a ocorrência, os agentes da lei foram atacados por uma horda
> de cerca de 200 estudantes. Do entrevero resultaram policiais feridos
> e seis viaturas apedrejadas. Minorias radicais que controlam
> diretórios acadêmicos e sindicatos de servidores e professores  usaram
> o incidente como pretexto para um violento protesto contra a presença
> da polícia “repressora” em “seu” câmpus. Os rebeldes ocuparam um
> prédio da FFLCH, transformado em QG de sua guerra contra a
> “neorrepressão”.
>
> A congregação da faculdade cujo prédio foi invadido apoiou a invasão e
> a reivindicação dos amotinados. Mas, numa demonstração de que,
> felizmente, é possível estudantes aprenderem certo, mesmo quando seus
> mestres ensinam errado, a maioria dos alunos aprovou, em duas
> assembleias, a imediata desocupação dos prédios e o policiamento das
> ruas. A decisão era de uma sensatez cristalina. Afinal, as únicas
> prejudicadas com a presença de policiamento no local foram as
> quadrilhas instaladas nas favelas que cercam a sede da universidade,
> os quais tiveram reduzidos seus lucros no furto de bens, na sevícia de
> pessoas e na venda de drogas. A serviço dessas quadrilhas – da mesma
> forma que as Farc, na Colômbia, se tornaram a guarda pretoriana dos
> traficantes de cocaína e o crime organizado no México se aliou ao
> terrorismo internacional patrocinado pelo Irã –, os grupelhos
> esquerdistas desprezaram a decisão democrática dos colegas, ocuparam a
> Reitoria e exigiram a retirada da polícia para negociar a retirada.
>
> Ao invadirem os prédios, mascarados, os ativistas da revolução dos
> filhinhos dos papais da USP mostraram que não tinham vergonha de se
> comportar como os assaltantes de diligências no Velho Oeste americano.
> E que contavam com a possibilidade de não ser identificados na hora de
> terem de pagar por seus crimes. Ao aceitar sua exigência de que os
> anistiaria desses delitos, o reitor João Grandino Rodas agiu com a
> pusilanimidade com que habitualmente os administradores universitários
> enfrentam esses delinquentes.
>
>
>
> Desde que a escolha dos reitores passou a ser feita pelo voto de
> alunos, funcionários e professores, a politicagem vem sendo a moeda de
> troca que tem permitido esse tipo de baderna, nociva ao livre
> aprendizado e à pesquisa que a sociedade paga caro para manter em
> instituições como a USP. Felizmente, contudo, a autoridade policial
> não precisa dos votos dos baderneiros e fez o que devia ser feito:
> numa operação espetacular e exemplar, retomou os prédios dos invasores
> e os levou em ônibus para a delegacia, da qual cada “bicho grilo”
> mimado só saiu depois de pagar fiança de R$ 545, valor razoável para
> as famílias de privilegiados de elite que não frequentam aulas que
> poderiam estar sendo ministradas a filhos de pobres, que pagam as
> contas da USP e não têm chance de frequentar seus cursos caros e
> disputados.
>
> O câmpus de qualquer instituição acadêmica é sagrado para a
> transmissão do saber, não para o consumo de drogas. É proibido fumar
> maconha na nave da Sé, na rua, em boates e na Cidade Universitária. Os
> “bichos grilos” mimados que se disseram “torturados” por terem sido
> levados de ônibus – e não nos carrões dos pais – para a delegacia
> devem ser fichados como bandidos comuns e expulsos da universidade
> para outros que querem e precisam estudar recebam a educação que eles
> desprezam.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde
>
> (Publicado na Pág. A02 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 9 de
> novembro de 2011)

Sentar ao lado de um negro???

." Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos ainda haverá guerra."



Simplesmente Fantástico ,
Parabéns TAM !



Aconteceu na Tam, pessoal, é verídico !!!
Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar
na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.
Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária..
'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui.  Você precisa me dar outra cadeira'
'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe
econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar  na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um  passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão,  pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...'
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.
Se você é contra o racismo, envie esta mensagens aos seus amigos, mas não a delete sem ter mandado pelo menos a uma pessoa.
'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...'

EU APLAUDO DE PÉ.

Triste realidade

Uma análise da evolução da relação de conquista e do amor do homem para a mulher,
através das músicas que marcaram época.
Não é saudosismo, mas vejam como os quarentões, cinquentões tratavam seus amores.

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Década de 30:
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor,
de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."

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Década de 40:
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para Rádio Nacional e,
manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"

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Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:
" Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema.
É a coisa mais linda que eu já vi passar."
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Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço,
ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:
"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem
mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."

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Década de 70:
Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão,
abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:
"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar....
Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."
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Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias,
luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."
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Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"
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Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão!
Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"!
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Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:
"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu!
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!
As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"
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Em 2003:
Ele oferece uma música no baile:
"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó!
---------------------------------------------------------
Em 2004:
Ele a chama p/ dançar no meio da pista:
"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!
Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!"
--------------------------------------------------------
Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!"
---------------------------------------------------------
Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!
Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!" ----------------------------------------------------------
Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:
" Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer"

ONDE FOI QUE NÓS ERRAMOS?
SERÁ QUE AINDA É POSSÍVEL PIORAR?

Karl Marx é Cabra de Lampião na Funarte

O Produtor Cultural Karl Marx Santos Souza, do Ponto de Cultura Cabras de Lampião, que também é ator e dançarino do GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO  (filiado à Artepe), estará participando do I Encontro Funarte de Políticas para as Artes, que acontecerá entres os dias 08 e 10 de novembro/2011, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro/RJ.
 

Karl Marx interpreta Lampião no grupo de xaxado de Serra Talhada

 
 
Karl Marx participará de uma das Mesas de Exposições de Trabalhos, cujo tema é “Experiências de Gestão e Democratização”, apresentando seu artigo “As Políticas de Fomento e Incentivo à Cultura no Sertão Pernambucano: O caso dos Pontos de Cultura do Sertão do Pajeú”.

São as experiências positivas vivenciadas pelos CABRAS DE LAMPIÃO no Sertão do Pajeú, que estão servindo de exemplo para todo Brasil.

Isto é um orgulho para Serra Talhada, para Pernambuco e para o Brasil.

Saiba mais detalhes no blog:  www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com 

Saudações cangaceiras.

Festival de Teatro de Igarassu: inscrições abertas

O Grupo Teatral Ariano Suassuna, filiado à Artepe, torna público que fará realizar no período de 1º a 10 de dezembro de 2011, o 3º FESTIG - Festival de Teatro de Igarassu, na Região Metropolitana de Recife.

As inscrições ocorrerão até 18 de novembro de 2011.

A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no endereço eletrônico:  http://festig.blogspot.com 

CONTATOS
Fones:  (81) 8765 6633 / 9155 8317 (Albanita Almeida)
E-mail:  grupoteatralarianosuassuna@hotmail.com 

É PRECISO SABER VIVER...

Feijões ou ProblemasReza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava
encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais
aptos, mas apenas
um poderia sucedê-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um
desafio, para colocar a
sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão
que deveriam colocar
dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já
sangravam, causando
imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.

Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge
o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele
havia conseguido subir e
descer com os feijões nos sapatos:

- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina...

APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES!!!

MAIS UMA VEZ AS ONG COMO BODE EXPIATÓRIO DOS EQUÍVOCOS DO ESTADO

Abdalaziz de Moura é filósofo, teólogo, especialista em educação popular e educador.

O conceito de Bode Expiatório tem sua origem descrita no capítulo 16 do livro dos Levíticos do Antigo Testamento da Bíblia. De acordo com a tradição de Moisés, uma vez por ano os hebreus se juntavam para fazer a expiação dos seus pecados, ou seja, uma penitência pública para ter os pecados perdoados. Segundo a Bíblia, dois bodes eram escolhidos e a sorte era lançada sobre eles pelo sacerdote. Um era sacrificado e com seu sangue o sacerdote aspergia o altar e o povo, o outro era posto vivo no meio da assembléia e o sacerdote impunha as duas mãos sobre ele e passava para o bode todas as iniqüidades dos israelitas, todas as suas desobediências, todos os seus pecados (Lev.16,20) e depois uma pessoa encarregada levava o bode para o deserto[1]para um lugar que não tivesse retorno. Assim, o bode pagava pelos pecados das pessoas e essas se libertavam da culpa e das conseqüências do pecado.

Esse rito religioso é uma tradução do sentimento e da experiência da humanidade em transferir para os mais fracos e mais pobres a responsabilidade pelos atos mal conduzidos dos mais fortes. Encontrando um mais indefeso, fragilizado, vulnerável social, política e economicamente esse paga pelos pecados dos mais fortalecidos. É a tradução do provérbio popular que repete “o pau sempre cai em cima dascostas dos mais fracos!” É um dado comum às religiões trazerem para o rito o que a humanidade experimenta na vida. Com as denúncias sobre o Ministro dos Esportes que saiu aparecem na imprensa e nos meios políticos desses dias, as ONG como os bodes expiatórios.

No meu tempo de juventude, década de 60, circulava nos meios literários o livro Vigésima Quinta Hora do autor romeno, Virgil Georghiu. Era a história de um jovem do campo que, por circunstâncias totalmente alheias a sua vontade, terminou sendo confundido com os judeus perseguidos por Hitler e peregrinou sofrendo em sua terra Romênia, Polônia, Tchecolosváquia, Áustria e Alemanha até o final da segunda guerra mundial. O autor descreve como os judeus na época se tornaram o bode expiatório para canalizar todos os ódios, todas as carências, todas as fragilidades do regime nazista e serviu de pretexto para Hitler entrar nesses países com as tropas alemãs.

O regime para se sustentar precisava ter um bode bem identificado, conhecido, capaz de receber a canalização das frustrações das populações sedentas, de desviar a atenção da opinião pública, de ofuscar outros problemas, sob pena da revolta do povo voltar-se para seus governantes. Quanto maior as mazelas, mais pecado para transferir para o bode. Esse deveria morrer para pagar, compensar e perdoar os pecados dos reais atores dos pecados ou ser condenado a viver em um lugar distante do deserto, sem possibilidade de retorno ao seu lugar de origem. Com o distanciamento de um e com sangue do outro, os reais pecadores sentiam-se purificados para continuar suas lidas. Assim, aquietava-se a opinião pública, que em vez de se revoltar contra seus líderes, despejava sua indignação sobre o bode.

Desde que meu professor de Bíblia, Padre Nércio Rodrigues explicou em sala de aula e alguns anos depois eu li o romance romeno, passei a entender com mais clareza e evidência inúmeros fatos da vida cotidiana da convivência humana e da vida política. É incrível como acontece e se repete e as pessoas não se apercebem desse jogo, que é sutil, porém, não deixa de ser evidente. Quando os pecados dos grandes aparecem na mídia a opinião pública cobra esclarecimento do Estado ou do Governo. Esses se apavoram, sofrem um pouco e depois apresentam um bode para que de agora em diante, o bode pague pelos pecados.

No caso do Ministério dos Esportes o bode expiatório da vez são as ONG. Aliás, não é a primeira vez, nem a segunda, nem a terceira. Hoje é um bode fácil de encontrar, com endereço conhecido, financeiramente vulnerável e indefeso. Na primeira oportunidade de falar para a imprensa o novo Ministro dos Esportes Aldo Rabelo foi logo falando que “não iria fazer convênio com as Ong”. Logo identificou o bode para sacrificar e para distanciar. O rito estava definido, de agora em diante a opinião pública pode ficar tranqüila (pelo menos, por um bom tempo!), os atores, autores e agentes responsáveis podem pecar de novo ou continuar pecando, porque já foi encontrado o bode para pagar pelos pecados. O seu sangue os limpará dos pecados e falcatruas! Já tem para quem a opinião pública destinar sua indignação e os jornalistas vão nos deixar quieto para ir atrás desse bode!

Imediatamente, as suspeitas espalharam-se por todos os ministérios do governo federal e vai respingar sobre os estaduais. É preciso apresentar para a opinião pública os bodes expiatórios para pagar esses pecados. As ONG na conjuntura atual apresentam-se como a presa fácil. Vamos refletir um pouco nesse texto sobre essa situação, tentar contribuir para esclarecer o quadro, que é muito mais complexo do que se apresenta e se pinta na mídia e nos meios políticos.

2. Esclarecendo a categorização

O conhecimento popular utiliza provérbios tais como “cuidado para não jogar a criança fora com a água suja que a banhou!”, “é preciso distinguir e separar o joio do trigo, se não,  confunde e ao arrancar o joio, arranca também o trigo”. Um dos equívocos de interpretação sobre as Organizações Não Governamentais é considerá-las como se fosse uma categoria social única, um monobloco, uma expressão que engloba todas as entidades que não são estatais ou privadas. Como se todas fossem resultado da mesma conjuntura, da mesma época, das mesmas motivações e tivessem os mesmos objetivos.

Apesar de todas as resistências, o Estado e uma parte de políticos da situação, da base do governo e da oposição teimam em tratar as ONG dessa forma. Nas chamadas públicas e editais repetem o mesmo equívoco, colocam todas as ONG no mesmo saco e ainda misturam com empresas de consultorias, institutos de responsabilidade social de empresas, prestadoras de serviço, Organizações Sociais de Interesse Público (Oscip), Universidades ou Associações de Professores, organizações sociais (Os). As ONG concorrem nas chamadas públicas com essa identidade diversificada, diferente e têm que dar conta das mesmas condições para ganhar a chamada.

Exemplificando, para qualquer ONG concorrer a editais de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER têm que concorrer com as mesmas condições de empresas privadas de ATER, empresas públicas e trabalhar meses e meses com seus próprios recursos para poder receber depois. Para as pessoas do governo, isso é isonomia, oportunizar a todos as mesmas condições. Para os que se sentem desiguais é ampliar as desigualdades sobre o equívoco de que os diferentes devem ser tratados igualmente. Tratar os desiguais igualmente éaumentar as desigualdades.Ong só é igual com todas essas outras instituições para o governo. Na prática elas enfrentam mil dificuldades quando assim são tratadas.

3. Um pouco de resgate histórico

Boa parcela das ONG nasceu para dar conta de tarefas que o Estado não conseguia dar. Ou por que essas tarefas não eram contempladas nas suas agendas, nem em seus orçamentos. Ou porque na região o Estado era ausente. Ou por que era uma tarefa muito inovadora, não reconhecida, nem legitimada ainda. Ou por que pretendia defender um território, um bioma, uma etnia que se sentia menosprezada. Ou por que assumiu um compromisso histórico com uma causa, uma população que não se sentia contemplada. Ou por que o serviço público prestado a uma categoria ou a uma população era insuficiente, ineficiente, ineficaz. Ou por que queria fazer um trabalho social com autonomia das igrejas, dos governos.

Essas ONG nasceram com missão, compromisso histórico em alguns casos, até sendo perseguidas, renegadas, incompreendidas por lideranças locais ou ignoradas. Com os impactos de sua intervenção pedagógica os resultados foram aparecendo e a democratização do país veio contribuir para o reconhecimento, a visibilidade nos meios de comunicação. Os empresários também passaram a se aproximar, as organizações internacionais cobravam dos governos locais o reconhecimento dessas entidades.

Para manter suas ações as ONG buscavam recurso na CooperaçãoInternacional da Europa, América do Norte, que mantinha também meios de captação de recursos para esse fim. Com a Cooperação Internacional os recursos vinham em geral com planos trienais e eram renovados se as ações dessem resultados positivos, a prestação de conta fosse aprovada. Essa forma de repasse de recursos permitia planejamento de curto, médio e longo prazo, compromisso com os públicos das ações, monitoramento junto aos participantes dos projetos e alguns valores como a confiança, autodeterminação, autonomia eram cultivados. Os doadores tinham um código de ética para reconhecer até onde ia sua capacidade de intervenção.

No período da repressão da ditadura nem se cogitava dialogar com o Estado, nem com o Governo. Com a redemocratização foi ficando mais fácil e com a filosofia de um estado mínimo as ONG foram se firmando cada vez mais. Passaram a dialogar com o governo e até a receber recursos públicos para cuidar de sua missão original, de seu trabalho específico. Foi o tempo também que a Cooperação Internacional diminuiu ou transferiu seus recursos para outros continentes e países e o Brasil começou a entrar em cena como país emergente. O debate sobre Responsabilidade Social das empresas levou os empresários também a apoiarem projetos de ONG, criar seus institutos e patrocinar projetos.

Desde as mobilizações sociais para a Constituinte de 1988 e, sobretudo, após, e mais ainda a partir do Governo de Lula, as ONG e os Movimentos Sociais passaram a influenciar o Estado e os Governos a adotarem políticas que antes eram bandeiras das ONG e Movimentos Sociais. As Políticas Públicas para Criança e Adolescente, antes de serem assumidas pelos Governos, foram ações das ONG e Movimento como o de Meninos e Meninas de Rua. O mesmo aconteceu com as Políticas Públicas para as mulheres e de gênero; foram práticas das ONG feministas, dos Centros de Mulheres, de Movimentos de Mulheres Trabalhadoras.

E assim, veio acontecendo com inúmeras outras políticas. A sociedade civil foi fortalecendo seu campo de influência e o Estado foi aos poucos reconhecendo, legitimando e trazendo para si as tarefas que eram realizadas por ela. Quem não se lembra da campanha contra a fome pela vida liderada por Betinho! Hoje tem outro nome, Brasilsem fome e Brasil sem MisériaOs últimos governos assumiram e deram status de Política Pública. Com esse programa, Lula tornou-se referência internacional de políticas contra a desigualdade. Ele executou o que Dom Helder Câmara pregava como Arcebispo de Olinda e Recife por onde teve oportunidade de viajar e falar e o que Betinho praticou.

Os exemplos são muitos e nos mais diversos campos da atividade humana: etnia, raça, sexo, índios, negros, povos da floresta, catadoras de coco babaçu, pescadores, recicladores de lixo juventude, meio ambiente, tecnologias apropriadas ou alternativas, agroecologia, reflorestamento, biomas, economia solidária, mercados alternativos, microcrédito, comunicação, arte e cultura, direitos humanos, cidadania, deficientes físicos, educação contextualizada, educação do campo, educação popular, educação de jovens e adultos, saúde alternativa, fitoterapia, medicina popular, moradia, agricultura familiar, de igualdade racial, segurança alimentar e nutricional.

Para essas políticas há poucos anos esquecidas, hoje o Estado e os Governos consagram uma série de instâncias públicas (ministérios, secretarias especiais, diretorias, gerências), programas e projetos, órgãos de gestão democrática (conselhos nacionais, estaduais, municipais), conferências nos mesmos níveis e orçamentos. Há pouco tempo eram iniciativas das ONG e Sociedade Civil organizada.

Foi um movimento ascendente, de baixo para cima, do local para o regional e nacional, de conquista, de mobilização social, de militância aguerrida, com pouquíssimos recursos financeiros, com muitaconcertação enegociação políticas, com profissionalização, com compromisso histórico com os envolvidos até chegar ao ponto que está hoje. Os governos de Dilma e Lula se beneficiaram e muito desse processo. Muitas das lideranças das ONG e Movimentos Sociais migraram para os dois governos e os da base aliada nos Estados. Muitos se tornaram também militantes partidários.

4. De um movimento ascendente para um descendente.

No processo ascendente de reconhecimento e legitimação continuou nascendo ONG, mas dessa vez, num contexto já diferente. Não era mais motivo de perseguição, e sim de reconhecimento.  Era a bola da vez, da criação de negócios, de empreendimentos, de “fim da era do emprego”. Participar de ONG passou a ser chic! A ser um bom negócio! A ser um serviço profissionalizado e não tanto de militante. Acrescente a essa conjuntura o crescimento do terceiro setor em todos os países mais desenvolvidos, que também favoreceu muito o surgimento de ONG.

O Governo atual e o Estado, agora muito mais equipados de instâncias, de serviços, de braços, por estarem já atendendo às grandes bandeiras antes das ONG e dos Movimentos Sociais querem as ONG do seu lado, como aliados, como braço para executar as políticas do Estado. E agora a direção do movimento é inversa. Não é mais as ONG que influenciam o Estado, que lhe aportam valores, que lhe sugerem pistas para a solução dos problemas, que lhe oferecem capital social e humano. É o Estado que oferece seus recursos financeiros e dita todas as regras, impõe as crenças e os valores, define as metas, os serviços, as normas de gestão, o que as ONG podem pagar ou não pagar, a forma de contratação de seu pessoal.

As ONG, por piores ou melhores que sejam viraram braços doEstado. São executores baratos das políticas do Estado, mão-de-obra. Os editais e as chamadas públicas cada vez mais retiram o uso da inteligência, da capacidade intelectual, da “cabeça-de-obra” para se tornarem apenas mão-de-obra. E o que é mais grave, mão-de-obra barata, sem compromisso trabalhista, sem inchar a folha dos Governos, descartáveis. Só servem enquanto executam tarefas do Estado e dos Governos. Esses não querem nenhum compromisso em mantê-las, em cuidar de suas estruturas como teriam de fazer se fossem eles próprios que tivessem de fazer.  Tornaram-se um exército de reserva de mão-de-obra barata para os Governos e o Estado.

Uma inversão histórica de papéis como essa traz inúmeras outras conseqüências. Os princípios éticos que comandavam as ONG e seus militantes e suas ações passam a ser diferentes. O compromisso deixa de ser com o público, com as bases, com os resultados e impactos efetivos. Os técnicos, os dirigentes, os educadores da ONG deixam de estar nas atividades junto ao público para estar diante dos computadores, do SICONV e dos sistemas informatizados que o governo exige para ser preenchidos pelas ONG. Produzem pouco intelectualmente, porque seu tempo agora só dar para atender a burocracia das chamadas públicas e dos editais. Como esses são sempre tangenciais, nunca incorporam a atividade e a missão de uma ONG, os dirigentes e técnicos têm que ficar atrás de novos editais, de novas chamadas, formando um círculo vicioso de dependência e de insustentabilidade.

Os critérios de avaliação e hétero avaliação mudam. Antes uma ONG eficiente era a que tinha a confiança de seu público, o envolvimento com a causa, a que produzia resultados nas pessoas, no entorno, que tinha presença junto às comunidades... Agora a ONG eficiente é aquela que seus dirigentes têm e sabem fazer articulação política, as que têm a confiança dos dirigentes partidários, a que é bem articulada politicamente (para não dizer partidariamente!), as que forneceram quadros para o aparelhamento dos governos, as que fazem campanha para partidos políticos.

As ONG que tentam ser autônomas têm dificuldade de conquistar chamadas, de captar recurso, são vistas atravessadas pelo Estado e pelos Governos. É como se não merecessem a confiança deles, mesmo que tenha o melhor trabalho do mundo! Boa é aquela que faz a campanha do deputado do partido! Que perdeu a capacidade de criticar. Os dirigentes políticos não reconhecem uma ONG autônoma e independente, com pensamento próprio, com atividade própria. Só aceitam se for a favor ou de oposição.

5. Para continuar

Exemplos como o do caso do Ministério dos Esportes é típico desse movimento avassalador, descendente, de Brasília para os Estados, como um rolo compressor sobre as ONG, exigindo que as ONG se comportem como o Estado, inversamente ao anterior que era as ONG influenciando o Estado e os Governos. Há uma mudança histórica, que sugere re-significação do papel das ONG, dos Governos, do Estado, da sociedade civil.

Precisamos de um mutirão de idéias, de pontos de vista, de produção intelectual, de intercâmbio. A necessidade de um debate mais amplo, mais aberto é urgente. Há muitas concepções de sociedade, de estado e de governo subjacentes ao fenômeno que precisam vir a tona, serem mais explicitadas, sob pena de ficarmos ao sabor das emoções, dos acontecimentos e do imediatismo.

Esse texto pretende ser apenas um tijolo nessa construção. É um ponto de vista particular do autor, aberto a complementações, críticas, sugestões. Se servir como uma oportunidade de aprofundar a temática o autor se dá por satisfeito.

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