Temos a honra de convidá-lo para o lançamento do livro "Reis do Futebol em Pernambuco - Técnicos".
Escrito por Carlos Celso Cordeiro, Lucídio José de Oliveira e Roberto Vieira na Fundação Joaquim Nabuco, Casa Forte, no dia 3 de fevereiro de 2012 durante o I Encontro "Memória do Futebol" - Reis do Futebol de Pernambuco: Técnicos.
O prefácio da obra ficou a cargo do Mestre e Doutor José Renato Sátiro Santiago, autor entre outros livros da "Enciclopédia dos Campeonatos Brasileiros".
O depoimento sobre Umberto Cabelli contou com o prestigiado jornalista da ESPN e professor Celso Unzelte.
O escritor e antigo goleiro Valdir Appel, autor dos livros "Na Boca do Gol" e "O Goleiro Acorrentado" foi o responsável pelo depoimento sobre Gentil Cardoso.
A orelha do livro é de Geraldo Freire, repórter de futebol no passado e atual craque do rádio pernambucano.
Enriquecem a narrativa com suas lembranças imortais: Lenivaldo Aragão, Sebastião Orlando, Ivan Brondi, Arsenio Meira de Vasconcelllos Júnior, João Guerra e Nancyldo Nepomuceno.
A coordenação do evento está sob a responsabilidade do Professor Túlio Velho Barreto e do NESF - Núcleo de Sociologia do Futebol (UFPE/Fundaj).
Dia 3 de fevereiro 9/12h e 14/18h.
Local: Fundação Joaquim Nabuco, 2187 - Casa Forte.
Mãos a obra!
Abraços,
Carlos Celso Cordeiro, Lucídio José de Oliveira e Roberto Vieira
Apoio: http://www.onordeste.com/

O olhar de Verissimo sobre o BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.
 
Luis Fernando Veríssimo
É cronista e escritor brasileiro

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.


Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.


Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.


Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas
, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas
pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.


Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Marcos Cordeiro ganha Prêmio Elpídeo Câmara com História do Cão do Piutá

(legenda da foto: Na foto Marcos Cordeiro(de cavanhaque) suas irmãs, Wilson Freire e Josessandro Andrade)
O escritor, poeta , contista, dramaturgo e artista plástico Marcos Cordeiro , filho do poeta Waldemar Cordeiro e de D. Iracy Gomes venceu pela 4ª vez o Prêmio Elpídeo Câmara, da Fundação de Cultura Cidade do Recife, que premia anualmente o melhor texto teatral. Anteriormente Marcos já havia ganho o mesmo prêmio em anos anteriores com "Nação Pernambuco", que conta em versos a história de lutas libertárias do povo de Pernambuco, " Capibaribe do sol ",(2003) narração da vida de Gregório de Matos em Pernambuco e "Orfeu em África",(2007)onde é contada a experiência do famoso poeta baiano no exílio em Angola, na áfrica.

Agora, Marcos Cordeiro venceu pela 4ª vez, desta feita com "O parvoso e astuto cão do Piutá", uma história que durou muitos anos assombrou a Zona Rural de Sertânia (Coqueiros, Fazendinha , Cacimba de Cima, Riacho Verde, Recanto , Caroá , Algodões, etc). na peça algumas figuras de Sertânia são personagens como o cantador de viola Gato Velho, já falecido e o escritor e poeta Zé Carneiro.

Já há interesse da obra ser adaptada para o cinema e virar filme. A proposta está sendo discutida pelo poeta e cineasta Wilson Freire (Bida) e Marcos Cordeiro, que são primos.

Por Josessandro Andrade

Sertaniense eleito para Academia Pernambucana de Ciências

Antônio Jorge de Siqueira, Doutor em História do Brasil pela USP- Universidade de São Paulo, professor de História da Universidade Federal de Pernambuco, é sertaniense filho de Jorge  Siqueira e D. Verônica, da zona rural de Sertânia. Foi orientador do professor e escritor Fernando Patriota, no seu Doutorado na USP. Autor do livro "Sertão sem fronteiras", que lançou em 2011 em Sertânia, na festa de reinauguração da Casa da Cultura, Na Rua Velha.
Antônio Jorge de  Siqueira tomou posse na Academia Pernambucana de Ciências, no último dia 15 de Dezembro
, Coroando assim uma longa trajetória-litero-científica, que inclui títulos de Doutor honoris causis de algumas das melhores Universidades do Mundo. Depois do Prof. Gilberto Farias ser escolhido para Academia Pernambucana de Educação, Luiz Carlos Monteiro para Academia Pernambucana de Letras e Artes (a qual nem chegou a tomar posse, pois faleceu) e da premiação (pela 4ª vez) de Marcos Cordeiro no Prêmio Elpídeo Câmara. A Posse de Jorge  Siqueira é mais um prova do potencial cultural de Sertânia  enquanto terra de poetas, escritores e artistas.
Por: Matéria retirada do  Blog de Juca de Acilon

Lula dá nó em pingo d'água, mas oligarcas ainda mandam

> Clã Coelho manda em Pernambuco desde a Primeira República até o
> socialismo à la Arraes
>
> O cinismo está em alta na República. A organização não governamental
> (ONG) Contas Abertas fez uma descoberta estarrecedora: o ministro da
> Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, encaminhou para seu
> Estado de origem, Pernambuco, 90% das verbas disponíveis no orçamento
> para prevenir e socorrer catástrofes naturais. Com destaque para
> Petrolina, seu curral eleitoral. Diante da estupefação natural de
> qualquer brasileiro com massa encefálica disponível para uso no
> cérebro, o governador do Estado aquinhoado, Eduardo Campos, chefão
> nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) por herança do avô,
> Miguel Arraes de Alencar, atribuiu o abuso a absurdo maior: as verbas
> federais caíram no seu colo porque os técnicos pernambucanos tiveram
> competência para produzir projetos que justificaram o dispêndio. Se
> assim fosse, 90% da competência técnica da administração pública
> brasileira atuaria sob suas ordens. Não é uma gracinha? Ei, não me
> refiro a Sua Excelência, apelidado de Dudu Beleza, mas a sua conclusão
> estapafúrdia.
>
> A bazófia foi repetida por personalidades ilustres: o presidente
> nacional do PT, Rui Falcão, e o líder no Senado, Humberto Costa,
> também pernambucano, entre outros, chamaram a atenção para o fato de
> não pesar contra Coelho nenhuma acusação de malversação de recursos
> públicos. Faltou-lhes o mínimo de intimidade com o vernáculo, pois, na
> verdade, diariamente os meios de comunicação noticiam evidências de
> “má administração” e “má gerência” do erário praticadas pelo comparsa
> defendido. E esta é a primeira definição para malversação, dada pelo
> linguista Antonio Houaiss no dicionário que anda fazendo falta na mesa
> dos maiorais deste País. A segunda definição, aí, sim, refere-se à
> “apropriação indébita de fundos”, a velha e malfadada corrupção.
> Então, pernambucanos amigos, na flor do Lácio cultivada pelo caolho
> Luís de Camões, má gestão e corrupção habitam o mesmo verbete nos
> melhores dicionários.
>
> O senador petista foi além ao acusar a denúncia de discriminatória.
> Seu Estado não estaria sendo criticado por ter ficado com quase toda a
> verba do ministério do bom filho que ama tanto seu torrão, mas por
> ficar no Nordeste. Nordestinos ao desabrigo de mamatas e mutretas
> foram usados para justificá-las.
>
> Tão absurdo quanto um Estado entre 27 abocanhar quase toda a verba
> destinada a prevenir ou reparar desastres causados por intempéries
> naturais foi constatar que a Nação tomou conhecimento do despautério
> pelo trabalho independente de uma ONG do bem – enfim, uma ONG do bem
> no noticiário. Mas, meu Deus, que presidente da República é a sra.
> Dilma Rousseff se não dispõe de instrumentos de informação capazes de
> dar-lhe conta em tempo real de como um ministro que nomeou para cuidar
> de integrar a Nação entrega quase toda a verba disponível para acudir
> a famílias que tiveram todo o seu patrimônio carregado pelas
> enxurradas de verão para cevar a própria capitania partidária, na
> perfeita definição do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), parentes e
> afins.
>
> A desfaçatez da justificativa técnica para o privilégio e a desculpa
> sórdida da discriminação regional, acompanhada de comentários
> estúpidos do gênero “ninguém amaldiçoou um Estado do Sudeste por
> isso”, como se já tivesse sido registrado “antes na História deste
> país” (como diria o chefão de todos, Lula) algo sequer similar a tais
> despropósitos, manifestam um velho vezo de arrogância. Essa arrogância
> tem origem na mentalidade oligárquica que prevalece na condução
> política brasileira desde que ela começou a existir.
>
> A Coroa portuguesa inventou as capitanias hereditárias e, depois,
> apelou à força da imposição da língua da metrópole pelo marquês de
> Pombal para garantir seu domínio sobre rincões distantes de um
> território imenso e hostil. Também para conservar a integridade
> territorial, incomum no subcontinente sul-americano, o Império
> distribuiu patentes de coronel da Guarda Nacional a latifundiários do
> interior. Os militares que erigiram a República remexendo no lixo de
> destroços de nosso trono nativo absorveram o sistema de domínio
> recorrendo ao semifeudalismo que deu certo e entregando baraço e
> cutelo nos ermos da Pátria a oligarquias locais. O mando dos Coelhos
> em Petrolina, depois estendido a Pernambuco inteiro, data da Primeira
> República, assentada nas bases do pacto do café com leite, que
> instituiu o rodízio de presidentes paulistas e mineiros até a
> Revolução de 1930, deflagrada para pôr fim ao poder oligárquico. Só
> que, ao bel-prazer do caudilho Getúlio Vargas, esta fortaleceu as
> oligarquias substituindo os oligarcas.
>
> A historiadora americana Linda Lewin constatou num estudo a
> sobrevivência oligárquica no Brasil ao ilustrar na saga da família
> Pessoa, de Umbuzeiro, na Paraíba, a sobrevivência às mudanças de
> regimes na sucessão dos governadores daquele Estado: até publicá-lo,
> em 1975, todos os governadores paraibanos vinham de famílias com
> membros na primeira Constituinte do Brasil independente. Os Pessoas,
> protagonistas da Revolução de 1930 e de Politics and Parentela in
> Paraíba, de Lewin, não mandam mais no País nem no Estado como no tempo
> de Epitácio e João. Mas os Coelhos confirmam que a força oligárquica
> descrita pela professora de Berkeley continua. O clã sobreviveu ao
> destronamento das oligarquias pela Revolução de 1964 e ao projeto
> socialista do Partido dos Trabalhadores (PT) hoje.
>
> E os Coelhos não estão sós: o chefão socialista Eduardo Campos
> descende da família Alencar, de José, não o vice de Lula, mas o
> romancista de Iracema. O que Dilma Rousseff tem com isso? Afinal, ela
> pegou em armas para pôr fim aos velhos vícios patrimonialistas que
> sequestram o Estado brasileiro desde sempre. E entrou no PT para
> “acabar com tudo o que está aí”. Mas serve aos oligarcas de antanho a
> pretexto de empregá-los em seu projeto de poder. A luta acabou, mas a
> oligarquia detém a força.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde
>
> (Publicado na Pag.A02 do Estado de S. Paulo de 18 de janeiro de 2012)
>
>
>
> E lhe encaminho também texto de Assis Angelo em seu blog sobre meu
> livro O que sei de Lula:
>
> Lula dá nó em pingo d’água
>
> Assis Angelo
>
> Blog da segunda-feira 16 de janeiro de 2012
>
> Lendo O Que Sei de Lula, lembrei de uma passagem que tive como
> repórter da Folha com o personagem principal do novo livro de José
> Nêumanne.
> Foi na madrugada da intervenção federal do Sindicato dos Metalúrgicos
> de São Bernardo do Campo e Diadema, ali nos fins dos 70.
> Esperávamos o interventor, que enquanto não chegava jogávamos conversa
> fora em torno de uma mesa sentados e de pernas cruzadas, com Lula e
> Ricardo Kotscho que um dia assumiria a Secretaria de Imprensa da
> Presidência da República. Quando, enfim, o interventor apresentou-se,
> brinquei com Lula cantarolando um trecho de música de Roberto Carlos:
> - O show já terminou...
> Com olhar fulminante, irritado, ele reagiu com a rapidez de um raio:
> - Show, que show? Aqui não tem show nenhum!
> Logo depois, diria em entrevista que iria abandonar a liderança sindical.
> Lembro isso para dizer que o personagem que dá título ao livro de
> Nêumanne não é sopa e nunca esteve pra brincadeira. E tal camaleão
> acuado, sai-se bem de qualquer parada, sempre.
> Amigo de Deus e do Diabo, Lula aprendeu tudo o que sabe na escola da vida.
> É um ás da política, capaz de dá nó em pingo d´água até em figurões já
> varridos pela morte da cena política nacional, como o general Golbery
> do Couto e Silva.
> Um dia o general, diz a lenda, sonhou ter em Lula um aliado.
> Lula, que faz da política um jogo de xadrez mortal, riu quando o general partiu.
> O Que Sei de Lula é um livro bem-feito, bem escrito. Poderia ser
> confundido com um romance policial se não tivesse o título que tem,
> tamanha a quantidade de personagens inescrupulosas, inclusive, que se
> movimentam serelepes no virar de cada página.
> É um enredo e tanto!
> Dá filme

HOJE

"Só existem dois dias no ano nos quais nada pode ser feito.
Um se chama ontem e o outro, amanhã.
Portanto, hoje é o dia certo para amar,
acreditar, fazer, e, principalmente, viver."

Dalai Lama
  


      
       


...lembrei-me agora daquele poema lindíssimo de Fernando Pessoa que não resisto a enviar novamente (e devia ser lido todos os dias... e em voz alta, para o "ouvirmos" melhor!):

Posso ter defeitos, viver ansioso

e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida

é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.


Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.


É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .


É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.


Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.


É ter coragem para ouvir um 'não'.


É ter segurança para receber uma crítica, 

mesmo que injusta.

 Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

Vozes Femininas a palavra em movimento

O Grupo de Poesia Vozes Femininas, lança seu mais novo projeto: A Palavra em Movimento. O evento acontecerá no dia 18 de janeiro, às 19h, na Casa Mecane (Av. Visconde de Suassuna, 338, Boa Vista) com muita recitação por parte das integrantes do grupo Susana Morais, Silvana Menezes, Mariane Bigio e Cida Pedrosa contando ainda com a participação especial de Kerlle de Magalhães, Miró, Renata Santana, Rita Marize e a discotecagem de Milla Bigio.

O projeto é apoiado pelo Funcultura e o Grupo vai realizar 20 recitais em Recife, Olinda, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho, sempre para um público variado, pois a proposta é atingir a maior diversidade possível, sendo essa uma das características do Vozes Femininas.

Saiba mais sobre o projeto.  

 

Silvana, Cida, Mariane e Susana

TRISTE JUDICIÁRIO

 MARCO ANTONIO VILLA
               O Globo
               Publicado em 13/12/2011

               O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?
               Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.
               O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.
               Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.
               Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins - que, presumo, devem estar muito bem conservados - o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.
               Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.
               Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram "menos aquinhoados", um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil.
               Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como "remuneração paradigma") também as "vantagens eventuais", além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado "Agente 86").

               Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: "Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você." E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio - recebia R$750 -, foi sumariamente demitido.
               Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.
               MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).

ENQUANTO TIVER BBB, ESSE CORDEL VAI SAIR NO GARGANTA...

MuiAntonio Barreto
Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

FIM

ENTREVEROS dentro e fora da INTERPOÉTICA

Jomard Muniz de Britto, jmb
Ai se você me  l a r g a!  Todo cuidado com as TERCEIRAS OPÇÕES.  Sem remorsos.
Qualquer escolha, leitura, escuta pode ser COMprometedora. Eu sou neguinha? Ou menino do rio sem antenas parabólicas? Neguinho cruzando alternativas para a POP FILOSOFIA. Entre populares e eruditos salve-se quem souber da pergunta: O QUE É ISSO? Ai se você finge entender! Filhos de Santo convivendo com Filhos de Comte ainda curtindo a Religião da Humanidade pelas cinzas carnavalescas. Ai se você me pega sem licitações! Entreveros  de alternativos e acadêmicos sem editoras. TUDO DÓI. NADA CORROI. Um novelho  Sarau Filosófico pode ser um exercício TRANS: além do bem e do mal, da escrita gritante e da surdez pensante, dos paradoxos e patrocínios, do Esquenta no aquecimento global, do MORCEGO CEGO ao VERANEIO nos entrelugares.
Ressignificação do MARXUMBANDISMO pela mais valia dos memorialistas. Ai se você me pergunta: o que significa o NADA? Sem culpas nem perdões.
CONVOCAÇÃO para o 7° SARAU FILOSÓFICO do Bloco do Nada no próximo dia 8 de fevereiro, na Livraria Cultura do Recife, a partir das 19 horas.
Ai se você não aparecer, se você me pegar, se você se autoexcluir!

[SIMESPE] FRATERNIDADE

Transformar o coração
em pouso que se descerra
para o serviço na Terra
Eis a tarefa, alma irmã!...
Haja céu de azul e ouro,
Faça aguaceiro violento,
Ao sol, à garoa, ao vento,
Partamos, cada manhã.
 
Sair de nós, esquecer-nos,
Aproveitando os instantes,
No socorro aos semelhantes
Que clamam em derredor...
Pela mensagem da fé,
Ouve o Céu a conclamar-te,
Pede o mundo, em toda parte,
A paz da vida melhor.
 
Encontrarás em caminho,
Atados à dor imensa,
Os que perderam a crença
Em rebeldia ou torpor;
De cérebro em luz e treva,
Nobres enfermos da vida,
Tropeçam de alma ferida,
À mingua de paz e amor.
 
Em outros pontos da estrada,
Por vezes, de canto a canto,
As retaguardas de pranto
Fazem apelos sem voz;
São mães, aguardando apoio,
Sem saberem como e quando,
Crianças tristes em bando
Que se arrastam junto a nós.
 
Surpreenderás outra mágoa
De pesado e estranho porte,
Dor dos que viram a morte
Roubando a forma de alguém;
São prisioneiros da angústia,
Quase sempre na agonia
De quem roga à pedra fria
A luz que brilha no Além.
 
Registrarás, onde estejas,
Toda a escala dos gemidos
Em companheiros caídos
Que julgam chorar em vão
E nos irmãos fatigados
De ânimo semimorto,
Suplicando reconforto,
Refúgios e libertação.
Sejamos para quem sofre,
Entre a sombra e o desalinho,
Novo amparo no caminho,
Alívio, socorro e luz;
Doemos auxílio e benção,
Na Terra insegura e aflita,
Nessa tarefa bendita,
O companheiro é Jesus.

 
 
Fonte:  livro “Marcas do Caminho”
Psicográfia: Francisco Cândido Xavier; pelo espirito de: Maria Dolores
 
 
 
"É melhor morrer de pé que viver de joelhos."( Dolores Ibarruri )

Convocatória do Teatro Arraial - Teatro

A SECULT-PE e a FUNDARPE comunicam a todos a abertura da Convocatória de Ocupação de Pautas do Teatro Arraial para espetáculos de Teatro e Dança, este ano com uma mudança significativa para o Incentivo à Manutenção de Temporada. 

Inscrições abertas até o dia 27 de janeiro.

Acessem o link para conferir a convocatória na íntegra:

Estamos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas através do email e telefone abaixo.

Atenciosamente,
Rúbia Lopes
Auxilar Técnica de Cultura
Coordenadoria de Artes Cênicas
Secretaria de Cultura do Estado
Tel.: (81) 3184-3077

Espetáculo de Ariano Suassuna no 18º JGE em Olinda

A INCONVENIÊNCIA DE TER CORAGEM, uma trama de enganos e traições de
Ariano Suassuna.


De amanhã (11) até o dia 29 será realizado o Janeiro de Grandes Espetáculos (JGE). Em sua 18ª edição o festival está agendado para acontecer nos palcos do Recife, Olinda, Caruaru.

Dentre os selecionados se apresenta no próximo sábado (14), às 16h, na Praça do Carmo (Olinda) o espetáculo A Inconveniência de Ter Coragem, de Ariano Suassuna, pelo Centro de Criação Galpão das Artes / Pontinho de Cultura (Limoeiro/PE),  filiado à Artepe.

Como numa opereta de rua ao som de cocos e emboladas, na qual os atores, além de investirem na estética mamulengueira, tocam instrumentos musicais, a cena apresenta as presepadas do malando Benedito, negro esperto que, tentando conquistar sua amada Marieta, é capaz até de desmoralizar dois valentões da pequena cidade de Taperoá.

É conferir tudo isso e um pouco mais ao lado de Mano de Baé e o seu pandeiro que vem lá de Tracunhaém.

SERVIÇO
Espetáculo:  A INCONVENIÊNCIA DE TER CORAGEM
Texto: Ariano Suassuna
Dia: 14 de janeiro de 2012 (sábado), às 16 horas.
Local: Praça do Carmo (Olinda)
Acesso gratuito. Classificação livre.
Comédia em 40 minutos

1ª atualização de 2012 da Interpoética sai com poemas de Flávio Magalhães

Primeira atualização do ano  
 


2012 está iniciando e o Interpoética traz as primeiras novidades do ano. Nas nossas colunas, Cícero Belmar apresenta o conto UFC, Cleyton Cabral o microconto Romance, Cyl Gallindo nos apresenta a 1ª parte de PERESTROIKA OCIDENTAL, Elisabet Gonçalves Moreira pergunta se Literatura tem jeito, Geórgia Alves mostra A luz Azul e Lara fala sobre ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012.

Confira o texto A GEOGRAFIA MITOLÓGICA NA POESIA DE LUCILA NOGUEIRA, de André Cervinskis e para quem ainda não leu, indicamos os artigos: O texto teatral de Joaquim Cardozo, de João Denys de Araújo e Origens da literatura de cordel, de Meca Moreno.

E para fechar a edição, diretamente de Sertânia, Moxotó pernambucano, a poesia de Flávio Magalhães. Até a próxima.

Fraterno abraço.

Os editores

A bonita Maria do capitão Virgolino

> JOSÉ NÊUMANNE
>
> Nascida e criada na Malhada da Caiçara, no sertão baiano, Maria de
> Déa foi destinada ao casamento, celebrado em plena adolescência, e a
> uma vida pacata. Aos 16 anos, casaram-na com o sapateiro Zé de Nenê,
> mas o lar do casal, que foi morar no povoado de Santa Brígida, ali
> perto, logo desmoronou, segundo as más línguas porque o varão era
> pacato demais para a inquietação fabril da mulher. Além do mais, o
> marido era estéril e a diferença de temperamento gerou conflitos que
> levavam o par a se separar e se reconciliar até o dia em que, no final
> de 1929, cruzou a soleira dos pais dela, Zé Filipe e Dona Déa, o
> temível Rei do Cangaço no sertão, Virgolino Ferreira da Silva, o
> Lampião, aos 32 anos.
>
> O chefe de bando era vingativo, cruel e destemido, mas também tinha lá
> seus laivos de herói romântico. Dos saques das fazendas dos ricaços do
> sertão furtava perfumes franceses de boa cepa e o melhor uísque
> escocês. Ao relento nos acampamentos no zigue-zague das fugas para
> escapar da perseguição policial, puxava um fole de oito baixos e a ele
> foi atribuída a autoria de um dos maiores sucessos do cancioneiro
> sertanejo e nacional, Muié rendeira, de cuja autoria se apropriaria,
> no Rio, o malandro Zé do Norte. Não era de estranhar que fizesse corte
> à morena e começou por lhe encomendar que bordasse suas iniciais CL
> (Capitão Lampião) em 15 lenços de seda, o que permitiu a abordagem e,
> depois, serviu de pretexto a novo encontro, que terminou com a
> retirada da morena separada do marido da casa dos pais. Foi, então,
> que a beleza da escolhida do Rei lhe deu a alcunha com que morreu na
> Grota do Angico, Sergipe, ao lado do amante, e que se fixou na memória
> do povo: Maria Bonita.
>
> Expedita, filha do casal real da caatinga, criada no Estado em que os
> pais morreram, Sergipe, sobreviveu à carnificina e gerou, entre outros
> filhos, Vera Ferreira, que, professora universitária em Aracaju, tem
> mantido viva a memória dos avós e empreendeu obra de vulto para
> comemorar o centenário da avó. Bonita Maria do Capitão, livro trazido
> a lume pela Editora da Universidade do Estado da Bahia, lançado em São
> Paulo na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915), por R$ 100, é
> obra de fôlego O volume de 328 páginas, organizado pela neta,
> jornalista e escritora, com a cumplicidade da desenhista paraibana
> Germana Gonçalves de Araújo, reproduz o legado da personagem lembrada
> pelos caprichos e vontades, mas também pelo bom humor e descontração
> quase infantil, com esmero e bom gosto.
>
> A aventura da menina que saiu de casa aos 19 anos para percorrer o
> sertão nordestino a pé num bando de cangaceiros até tombar, aos 27,
> humilhada a ponto de ter a cabeça, decepada quando ainda vivia,
> exposta à curiosidade popular, tem sido narrada em prosa, verso,
> imagem e som.
>
> O casal, evidentemente, foi tema de muitos romances de cordel. Num
> deles, Sabóia, chamado de Marechal de Cordel do Cangaço, registrou:
> “Cupido fez passatempo / com Maria e Lampião/ ela Rainha ele Rei /
> governou nosso sertão / cangaço e amor viveu / não foi uma
> ilustração”. Rouxinol do Rinaré e Antônio Klévisson Viana versejaram:
> “Maria Gomes de Oliveira / amou muito a Lampião / decidiu ser a
> primeira / cangaceira do sertão / ignorando o destino / acompanhou
> Virgolino / pela força da paixão”. O livro reproduziu a capa de um
> cordel de Sávio Pinheiro sob título O arranca-rabo de Yoko Ono com
> Maria Bonita ou A desaventura de John Lennon e Lampião, editado em
> 2008.
>
> Seu apelido famoso também foi muito cantado. “Acorda, Maria Bonita, /
> levanta pra fazer café, / que o dia já vem raiando / e a polícia já
> está de pé” - esta é uma estrofe de Muié Rendeira, que ou foi
> acrescentada depois ou se tornou, como mofou Bráulio Tavares em seu
> texto registrado no livro, o caso de premonição mais espetacular da
> história da música popular, de vez que o casal foi morto, de fato, ao
> amanhecer.
>
> Seu nome também foi muitas vezes lembrado em funções de repentistas
> pelo sertão afora. Certa vez, Otacílio Batista glosou: “Virgolino
> Ferreira, o Lampião, / bandoleiro das selvas nordestinas / sem temer a
> perigo nem ruínas / foi o rei do cangaço no sertão, / mas um dia
> sentiu no coração / o feitiço atrativo do amor / a mulata da terra do
> condor / dominava uma fera perigosa. / Mulher nova, bonita e carinhosa
> / faz o homem gemer sem sentir dor”. Zé Ramalho pôs música nos versos
> e a canção virou tema da minissérie Lampião e Maria Bonita, na Rede
> Globo.
>
> A beleza de Maria, mostrada em foto e cinema por Benjamin Abrahão,
> fascinou artistas plásticos como Mino e virou tema obrigatório de
> xilogravadores como J. Borges, Mestre Noza, J. Miguel e Marcelo
> Soares. Suas peças de vestuário e as joias que usava foram
> reproduzidas no livro, que também se refere à peça de Rachel de
> Queiroz sobre ela e a filmes do gênero dito nordestern que a adotaram
> como personagem. Como resumiu Maria Lúcia Dal Farra em poema: “Maria
> de Déa, Maria Bonita, minha Santinha! / Mulher de tantos nomes / tão
> poucos para contê-la”.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde
>
> Recriações
>
> Artes plásticas
>
> A permanência de Maria Bonita como personagem emblemática se fez
> presente nas diversas recriações feitas por artistas, reproduzidas no
> livro, como a retratada na xilografia de Humberto Araújo.
>
> Cinema
>
> A cantora Vanja Orico de Maria Clódia caracterizada como Maria Bonita
> no filme Lampião, o Rei do Cangaço, de 1964, dirigido por Carlos
> Coimbra, uma das muitas adaptações de sua história para a tela grande.
>
> Teatro
>
> Croqui do “vestido de caatinga”, feito pelo artista plástico Aldemir
> Martins em 2006 para a montagem da peça Lampião, escrita nos anos 50
> por Rachel de Queiroz, encenada no Teatro Leopoldo Fróes, em São
> Paulo.
>
> Bonita Maria do Capitão, Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, 915,
> tel. 3813 5811, segunda-feira 9 de janeiro de 2012, às 18h30.
>
> (Publicado na Pág D1 do Estado de S. Paulo de segunda-feira 9 de
> janeiro de 2011)

Centro de Pesquisas da Inglaterra coloca Brasil como sexta maior economia do mundo: E daí ?

Não deixa de ser uma notícia interessante de final de ano. Para quem viveu um “milagre” nos anos de 1970 e chegou a ser a sétima economia do mundo naquele período, fechar 2011 em sexto lugar vai dar panos pras mangas.
Chegar a essa condição pode refletir muitas coisas. Crescimento de investimentos estrangeiros, crescimento do PIB nacional, desenvolvimento tecnológico, melhor distribuição da renda… embora a sexta posição ainda possa esconder graves desequilíbrios sociais e, até mesmo, econômicos.
Em 28 de novembro último, no Rio de Janeiro, no Hotel Novo Mundo, coordenei uma Mesa de debates da qual participaram Tânia Bacelar, Marcio Pochmann, Nelson Barbosa e Wilson Cano. O evento, iniciado pela manhã, com uma outra Mesa na parte da tarde, convocado pelas Fundações de estudos do PT, PSB, PC do B e PDT, buscou refletir a atual Crise do Capitalismo no mundo e as alternativas de desenvolvimento a esse processo. Tânia destacou o atraso educacional crônico do país, mesmo em momentos de crescimento da economia e de estabilidade monetária. Pochmann ressaltou a necessidade da recuperação do papel do Estado como condutor do processo de desenvolvimento. A intervenção mais aguda foi a do Professor da UNICAMP, Wilson Cano, um de nossos maiores pesquisadores sobre o tema da industrialização. Cano ressaltou a longa trajetória de queda da participação da industria de transformação no PIB nacional, culminando com a perda de 50 pontos percentuais no PIB em dez anos. Vale ressaltar que parte desse período coincidiu com a supremacia da política de combate à inflação ( orientada pela adoção do regime de metas de inflação ) assentada em permanente elevação da taxa básica de juros, a SELIC.
Coincidentemente, em 2009, depondo na CPI da Dívida Pública, da qual fui Deputado Titular, a Economista e Professora da Universidade de Brasília, Maria de Lourdes Rolemberg Mollo mostrou que durante os anos de elevação das taxas de juros, o investimento empresarial em máquinas e equipamentos (formação bruta do capital fixo) se reduziu sensivelmente, sendo menor que nos anos de 1980, a chamada década perdida, permanecendo em baixo percentual do PIB, menos de 20%. A preferência foi aplicar o patrimônio empresarial nos papéis do tesouro nacioonal, dinheiro gerando mais dinheiro, sem produção.
No mesmo período em que se registrou um férreo controle da inflação o país assistiu ao fracasso da concretização de seu Plano Nacional de Educação aprovado em 2001 e que deveria atingir metas até 2010. Apenas 33% de suas metas seriam atingidas, segundo avaliações publicadas agora em 2011. Não nos faltaram receitas fiscais para financiar a educação mas essa área foi submetida à prioridade do pagamento da dívida pública, turbinada pela elevação dos juros no combate à inflação, os mesmos juros que chegaram a pagar a rentabilidade de, em média, 48% do total de papéis da dívida, entre 1999 e 2010.
Além dessa precariedade chegamos ao final de 2011 com um aumento de 75%, em dez anos, da população que vive em condições urbanas precárias, habitações insalubres, favelas, encostas de morros, áreas alagadas, sem regularização fundiária, como revelou recentemente estudo do IBGE publicado aqui no site.
Ser a sexta economia do mundo revela intensa atividade, considerável volume de investimentos e, como vem sendo o caso brasileiro, concentração produtiva e expressiva internacionalização de nossa economia. Revela também, em contradição, setores da economia que, puxados pelo comércio internacional, mantem-se intensivos em produtos primários, agrícolas e minerais, nos dando saldo positivo na balança comercial quando só dependemos deles mas sendo largamente superados pelo déficit comercial quando entram no cálculo a importação e exportação de produtos de média e alta tecnologia.
Em www.ppge.ufrs.br/akb , nos Anais da IV Conferência internacional da Associação Keynesiana Brasileira, realizada em agosto de 2011, você encontrará o trabalho de André Modenesi, Salvador Werneck Viana e Miguel Bruno ( “Macroeconomia do desenvolvimento: Uma agenda de pesquisa” ), onde os autores destacam esse desequilíbrio na balança comercial.
Também no Ipea, em http://www.ipea.gov.br/, você encontrará, na edição 13 do Boletim Radar, um estudo de Fernanda de Negri destacando dados que sinalizam para uma possível reprimarização da pauta de exportações brasileiras.
Por isso o posto agora revelado da economia brasileira deve ser analisado com serenidade, sem a euforia que se gerou na época da ditadura militar, quando se atribuiu ao nosso crescimento o pomposo título de “milagre brasileiro”.
Há muito que se estudar sobre esses números, sobre nossas contradições, sobre nossos modelos de desenvolvimento e consumo, sobre nosso padrão de acumulação de riquezas e de desenvolvimento ambiental e regional. Nossas cidades estão inchadas, sem mobilidade, mas a indústria automobilística bate recordes de vendas e de incentivos fiscais patrocinados pelo governo federal. As grandes empreiteiras brasileiras de obras públicas estão internacionalizadas mas o país não universalizou água, saneamento e moradia com dignidade. Somos agora a sexta economia mas nossos indicadores de educação estão atrás de mais de 50 países no mundo, até mesmo atrás de países da América Latina, com economias muito mais frágeis que a nossa. Sem falar na violência e na criminalidade que atinge nossa juventude e nas precárias condições de atenção à saúde da população, com atendimento de 50% pelas equipes de saúde da família, desde a criação do SUS, cobertura que chega a apenas 20% nas cidades acima de 500.000 habitantes.
Que essa revelação não seja usada pelo governo Dilma nem pelos oportunistas de uma economia dissociada da face humana da sociedade para se gerar mais euforia, mais endividamento das famílias e mais crescimento sem qualidade de vida para nossa população. Sermos a sexta economia não quer dizer, de modo algum, que estejamos no caminho certo nem que tudo está em boas mãos. Muito que pensar, muito que refletir, des-velar esse número, submeter a economia, como ciência social, ao interesse público.

Deputado Federal Paulo Rubem ( PDT-PE )

Vestibular da ETE

As inscrições para a seleção dos 5.445 alunos que estudarão em nas Escolas Técnicas estaduais (ETEs) espalhadas pelo Estado já estão abertas.

A Escola Técnica Estadual Arlindo Ferreira dos Santos oferece vagas para os cursos de Agropecuária, Redes de Computadores e Enfermagem distribuídas da seguinte forma:

Curso: Técnico em Agropecuária
Vagas: 90 / Modalidade Médio Integrado
Vagas: 45 / Modalidade Subseqüente (Manhã)

Curso: Técnico em Redes de Computadores
Vagas: 90 / Modalidade Médio Integrado
Vagas: 45 / Modalidade Subseqüente (Noite)

Curso: Técnico em Enfermagem
Vagas: 90 / Modalidade Subseqüente (Noite)

Os interessados em ingressar nas unidades, seja na modalidade médio integrado ou no subseqüente, devem fazer seu cadastro, no seguinte endereço: www.fadurpe.com.br/seep2012.

As inscrições seguem até o dia 09 de janeiro de 2012. Na ocasião da inscrição, os candidatos deverão informar o número da identidade, além do endereço completo e um e-mail para contato.

Para a modalidade subseqüente (quem já terminou o ensino médio) o candidato pagará uma taxa de inscrição no valor de R$ 18,00. Já para os candidatos aos cursos de formação integrada, que concluíram o Ensino Fundamental nos anos de 2010 ou 2011 em escolas públicas, serão isentos da taxa de inscrição. Esses candidatos deverão entregar na escola do curso escolhido, a ficha 18 ou Declaração de Conclusão do Ensino Fundamental Completo até o dia 09 de janeiro (final do período das inscrições).

A prova escrita objetiva na organização subseqüente será realizada no dia 22 de janeiro. Já a organização integrada será realizada no dia seguinte, ou seja, 23 do mesmo mês. Os exames terão duração de quatro horas.

Paradoxo do Nosso Tempo

Paradoxo do Nosso Tempo
George Carlin

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluimos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do “fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!!!!!

As primeiras diatribes de 2012

> Agentes da impunidade
>
> nos Três Poderes
>
> José Nêumanne
>
> Quem beneficia Arruda, Waldomiro, mensaleiros e “aloprados”, evitando
> que sejam  processados?
>
> Há algo em comum e, da mesma forma, uma grande diferença entre o
> militante petista Waldomiro Diniz e seu adversário político José
> Roberto Arruda, desalojado do governo do Distrito Federal e do partido
> pelo qual fora eleito, o DEM, além do fato de este ser um partido de
> oposição ao governo do PT.
>
> Em fevereiro de 2004, a revista semanal Época revelou a existência de
> um vídeo no qual o citado Waldomiro, encarregado do relacionamento
> entre a chefia da Casa Civil do presidente Luiz Inácio da Silva, que
> havia celebrado um mês antes um ano em seu primeiro mandato, e o
> Congresso Nacional, achacava um empresário da jogatina, Carlos Augusto
> Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, para financiar campanhas eleitorais
> de aliados do grupo no poder federal nas eleições estaduais de 2002.
> Seus beneficiários seriam Rosinha Matheus, que tinha passado pelo PSB
> e, à época do achaque, estava no PMDB; Benedita da Silva, do PT, ambas
> no Estado do Rio; e o petista Geraldo Magela, do Distrito Federal. O,
> digamos, “bingueiro” foi escolhido para a abordagem porque o militante
> ocupava, à época, a presidência da Loteria do Estado do Rio de Janeiro
> (Loterj) e lhe oferecia em troca da propina favorecimento em
> concorrências.
>
> O achacado não se fez de rogado, gravou e filmou o encontro, tendo o
> vídeo chegado às mãos dos jornalistas da revista, que reproduziu seu
> conteúdo e ainda obteve do denunciado confissão cabal do delito
> cometido. Waldomiro Diniz foi demitido de seu posto e despejado do
> gabinete que ocupava no Palácio do Planalto a reduzida distância de
> seu chefe, o então todo-poderoso titular da Casa Civil José Dirceu, e
> do superior hierárquico dos dois, Luiz Inácio Lula da Silva. A
> reportagem está para completar o sexto ano de sua publicação e, embora
> afastado das prerrogativas e benesses do poder na República, o
> indigitado continua gozando plena liberdade, numa prova viva e
> circulante de que o Brasil oficial merece o apodo do título do livro
> do jornalista paraibano Sebastião Barbosa: “o país da impunidade”. Por
> incrível que pareça, desde então a Polícia Federal (PF), partindo de
> uma gravação inequívoca e de uma confissão que não deixa dúvidas, não
> conseguiu produzir um inquérito que pudesse ser aceito como válido
> pelo Ministério Público Federal (MPF).
>
> Numa dessas circunstâncias que podem até ser assustadoras, mas não são
> surpreendentes, essa é exatamente a justificativa que o Ministério
> Público dá para outra efeméride. Quatro anos depois do escândalo na
> Casa Civil de Lula, caso bastante similar explodiu no gabinete do
> então governador José Roberto Arruda. Sua Excelência foi filmada e
> teve sua voz gravada recebendo explicitamente pacotes de dinheiro de
> seu ex-secretário Durval Barbosa, que fez o vídeo por ele produzido
> com o flagrante chegar às mãos da mesma PF em troca de delação
> premiada. Ao contrário de Waldomiro, contudo, e aí está a primeira
> diferença entre os dois, Arruda não foi pilhado sozinho com a boca na
> botija. O deputado distrital Leonardo Prudente também o foi e guardou
> a propina na meia.
>
> Tal como Waldomiro, Arruda perdeu seu valioso emprego público, obtido,
> no caso dele, por sufrágio universal, secreto e soberano da população
> do Distrito Federal. Mas, da mesma forma como o adversário e
> antecessor em recebimento flagrado de suborno, até agora não se viu
> obrigado a responder pelo delito perante a Justiça. Para tanto, ambos
> não precisaram de álibis nem padrinhos fortes no Judiciário. Assim
> como ocorreu no escândalo quatro anos mais velho, a investigação do
> “mensalão do DEM” foi prejudicada, segundo o MPF, pela falta de
> “vários documentos” no relatório encaminhado pela PF. De acordo com a
> Procuradoria, sem esses documentos seria “impossível o oferecimento da
> denúncia por causa da técnica própria da ação, que obriga o membro do
> Ministério Público Federal a apresentar as provas dos fatos que
> afirma”. Essa conclusão impediu que o procurador-geral da República,
> Roberto Gurgel, cumprisse a promessa de que denunciaria o
> ex-governador e seus cúmplices “sem falta” no ano passado, feita logo
> após a sabatina a que foi submetido para ser reconduzido ao cargo, em
> agosto. Agora ele pediu mais tempo para evitar delongas no processo
> judicial e, assim, apresentar uma denúncia que chamou de “robusta”.
> “Embora seja frustrante a demora, seria ainda mais frustrante a
> precipitação de oferecer uma denúncia que acabasse por não estar à
> altura da gravidade daquela situação”, disse ele. Em 2006 a
> Procuradoria levou dez meses para denunciar o esquema do mensalão
> federal do PT, revelado em 2005.
>
> Mas como a impunidade no Brasil tem muitos agentes nos três Poderes,
> convém anotar que de pouco serviu a presteza do procurador-geral há
> cinco anos, que é louvável, pois o esquema que o ex-chefe de
> Waldomiro, José Dirceu, é acusado de comandar tornou réus do Supremo
> Tribunal Federal (STF) 38 políticos, doleiros e empresários. Pois
> desde 2006 e em via de chegar ao sexto ano, só agora o relator do
> caso, ministro Joaquim Barbosa, entregou a seus pares seu parecer a
> respeito do episódio, às vésperas da eventual prescrição dos
> principais crimes de que são acusados os denunciados como chefes do
> esquema, o de formação de quadrilha. E o revisor do processo, Ricardo
> Lewandowski, avisou que vai levar um bom tempo para tomar conhecimento
> de um caso do qual qualquer cidadão brasileiro conhece praticamente
> tudo o que ocorreu, e isso, por si só, levanta dúvidas quanto à
> punição dos eventuais culpados.
>
> Waldomiro, Arruda e os mensaleiros, bem como os ditos “aloprados”, que
> produziram um dossiê falso contra o tucano José Serra na eleição
> paulista de 2006, têm-se beneficiado da impunidade que, pelo visto,
> depende da incúria da PF, que, assim, não seria tão “republicana”
> quanto se proclama, ou do MPF, que, então, não seria a palmatória do
> mundo que garante ser.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde
>
> (Publicado na Pág. A02 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 4 de
> janeiro de 2011)

Assassino procurado - Victor Souto da Rosa / João Pessoa-PB

Assassino procuradoVictor Souto da Rosa
Victor Souto da Rosa_Procurado.jpg
Enviado por Família Freitas Patriota - 16/12/2011
Este indivíduo é o principal suspeito de ter assassinado dois rapazes no Cabo Branco em João Pessoa na manhã de ontem, RAFAEL PATRIOTA E DANIEL, passando por cima dos dois com o veículo Camioneta Frontier placas MNV-6391. O veículo pertence a sua irmã CAROLINE OLIMPIA SOUTO DA ROSA (que está se omitindo em prestar informações à polícia e por isso deveria estar presa como principal suspeita).

Segundo informações dos amigos, os rapazes viajavam em uma motocicleta em direção às suas residências, quando foram perseguidos, atropelados e mortos por este monstro, em razão de um desentendimento de somenos importância, havido anteriormente em um bar da Orla Marítima. Suspeita-se que estava no momento do crime altamente embriagado. A pancada foi tão violenta e intencional, que não há marcas de frenagem do carro no asfalto e a placa da camionete ficou presa na motocicleta. Após passar por cima dos rapazes, evadiu-se tomando rumo ignorado.

Por favor, façam circular este email. A próxima família a ser atingida por essa tragédia perpetrada por este monstro poderá ser a sua.

Qualquer informação poderá ser enviada para este endereço ou entrar em contato através do Celular : 8823-8811 ou Fixo: 35760314, falar com José Patriota.
A família enlutada agradece o apoio.
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Dados de Victor Souto da Rosa
Mãe: Maria Olímpia Souto da Rosa- Rua Francisco Carneiro de Araújo, 101, Apto. 102, Cabo Branco, João Pessoa/PB.
CPF- 885.179.004-30
Data Nascimento: 22/05/1977
Rua Joaquim Nabuco, 144, Roger, João Pessoa/PB

AMIGO E AMIGA - FELIZ 2012 - ABRAM-SE AS PORTAS ( LAILTON ARAÚJO )

A porta é a passagem entre dois ambientes. Dizem que divide várias dimensões: o que se vê e o oculto; o sagrado e o profano; o claro e o escuro; o coerente e o absurdo. É o caminho para a busca da perfeição ou imperfeição - da lapidação ou não, de pedra bruta em diamante. Também pode ser - ou não ser - a curta estrada da experimentação ao inusitado. Pode ainda ser o atalho para a monotonia, improdutividade, marasmo e deselegância com o conhecimento. A porta está para o ser humano, como a equação para um possível equilíbrio. O referencial pode ser o “x” ou “y” da questão.

Abrir a porta ao conhecimento é navegar em mar aberto, monitorado por moderno GPS - Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global). É entender que a cada novo conhecimento adquirido, pouco se sabe sobre outros conhecimentos. Abrir a porta da humildade é lição de sapiência. O sábio sabe distinguir a frase repetida da frase pensada. A humanidade torna-se homogênea e intolerante ao fechar a porta da Filosofia. A imaginação é a porta da fertilidade do gene da inteligência.

Abrir a porta ao diálogo é beber na fonte de água, com ou sem contaminação de quaisquer agentes. Saciar a sede de poder - com água destilada - é esperar que as reações químicas do líquido aconteçam ou não, por aglutinação. Quando a diplomacia humana torna-se insuportável, pode-se romper a fórmula H2O (água) por eletrólise (passagem de corrente elétrica), tendo como resultado: H (Hidrogênio - explosivo) e O (Oxigênio - essencial à respiração do ser humano). Abram-se as portas das fronteiras, para a paz e harmonia entre os povos. A energia do Hidrogênio deve ser usada apenas como fonte ecológica, opcional à queima de combustíveis fósseis. A bomba de Hidrogênio não pode ser colocada na balança diplomática, para intimidar algumas nações. A água - fonte da vida - pode ser a nova fonte da discórdia, e combustível para a destruição em massa. Quando começarão os novos conflitos pela posse das bacias hidrográficas?

Abram-se ainda todas as portas religiosas e se revise as noções de que moral, amoral e imoral dependem da ótica e cultura local. A liberdade de se acreditar em divindades, ou ateísmo, não deverá ser a fonte da discórdia e protocolo de Estado, para a justificativa de autodefesa e agressão, com conseqüências para o início de uma nova guerra mundial. Viva o Cristianismo e Islamismo! Viva o Budismo e Hinduísmo! Viva todas as crenças e descrenças, no Deus ou deuses, batizados ou pagãos, com caras ou sem caras, do bem ou do mal, mas, que propagem a união e tolerância entre os habitantes do planeta Terra. Falam por aí que somos viajantes em evolução ou cavalheiros espaciais monitorados contra um possível apocalipse! Parem: abram-se as portas...


Abraços e Feliz 2012!

Lailton Araújo
 
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