CHICO CITY ANISYO

Não, chico.
Diz que é não é verdade.

Não faz isto.

Que palhaçada é esta?
Volta, Chico.

Precisamos de você
em nossa casa.

Não, chico.
Diz que é não é verdade.

Não faz isto.

Que palhaçada é esta?
Volta, Chico.

Precisamos de você
em nossa casa.

Não nos mate.

Não nos deixe com esses caras
do stand-up comedy.

Argh!

Vazios e frios.
Tão sem graça.

Precisamos de sua humanidade.

Ficar apenas com essa piada forçada,
com essa realidade burra, amigo,
será de doer.

Cadê você, mestre,
para nos elevar, para nos salvar,
para nos socorrer?

Sabe?
 
Não aguentaremos por muito tempo
a vida sem você.

Esse humor-horror
em que tudo se tornou.
Essa ofença pública.

O que fazer?

Puta que pariu, Chico.
Pô!

Ressuscita agora, vai.
Traz-nos de volta a paz,
a arte, o riso.

Repito:
vai ser difícil ficar por aqui
tendo de ouvir esses caras
do stand-up.

Meu Cristo!
Estamos sozinhos.

Chico, por favor.

Ficamos todos órfãos,
pobres demais.

Tristes,
sem seu humor-amor.

(Marcelino Freire,poeta Sertaniense)

Paixão do Sertão "Uma Odisseia no Moxotó"

 Desde 1999, o espetáculo a Paixão do Sertão é encenado anualmente em Sertânia, atraindo centenas de expectadores. O espetáculo é encenado na quadra da Escola Olavo Bilac, que se ajustou como local apropriado para esse,belo espetáculo.

           A Paixão do Sertão utiliza recursos tecnológicos, tais como sonorização,iluminação, um telão com uma abertura cinematográfica e um show pirotécnico no final na ressurreição. São 10 cenários e uma equipe de 120 pessoas entre diretores, equipe técnica e atores autodidatas, semi-profissionais, jovens de programas sociais e pessoas da comunidade e profissionais da imprensa vivem  “A Paixão do Sertão”num momento de religiosidade e fé cristã.

           A encenação vai desde “A Gênesis à Ressurreição” com textos baseados no Evangelhos de Lucas e Mateus, também recebe sua dosagem regional com adaptações do texto Jesus e Judas do teatrólogo pernambucano Adriano Marcena e a cena do batismo baseado no livro Jesus de Nazaré do autor Paraibano José Maria Rodrigues,além do texto de Josessandro Andrade e adptações de Flávio Magalhães

           Este ano completamos quatorze anos de encenações inenterruptas, o crescimento do espetáculo proporciona a necessidade de aumentar sua estrutura e como os apoios são poucos e com o descaso da FUNDARPE,estamos fazendo uma campanha S.O.S. Paixão do Sertão para continuarmos com o espetáculo mais um ano e por isso quem poder contribuir aqui vai como colaborar,esperemos que todos possam nos ajudar.

Para eventual depósito em Conta Corrente, favor considerar os dados abaixo:
Agência: 1146-0        C/C Nº 8.443-3
Banco do Brasil – Sertânia (PE)

Novo disco na área do Moxotó Aguardem!

Tudo vai ser diferente

 ( Erl Adams )

Sei que tudo vai ser diferente
nunca este sonho vai ter fim?
o vento não apaga todo o tempo
quem sabe a pura essência do doce amor?

sei que tudo pode acabar
isso nunca vai apagar
nada desse mundo mais me importa
isso nunca vai acabar

sei que tudo vai ser diferente
todos estão felizes por aqui
alguém colhe frutos do passado
você sabe quem é o seu amor?

Advaldo Emídio Alves

S.O.S. PAIXÃO SERTÃO ANO XIV

A Paixão do Sertão, por suas 14 apresentações consecutivas, já se tornou roteiro turístico e patrimônio cultural da cidade de Sertânia e do Estado de Pernambuco, pois com um número maior de visitantes que vêm de vários lugares do Estado e do País o espetáculo cresce gradativamente a cada ano, levando a magia do cênico e da Fé para diversos lugares do nosso país. O espetáculo realizado ao ar livre tem alcançado projeção na imprensa regional e estadual, pela alta qualidade técnica do trabalho e pelo conteúdo social do Evangelho Cristão que é evidenciado no espetáculo, cuja mensagem assumem uma função transformadora, exibindo as desigualdades, injustiças e preconceitos, despertando o senso crítico das pessoas para que estas formem nova consciência de cidadania.    

         A Paixão do Sertão encara as artes como instrumento de desenvolvimento social das comunidades, por isso garante a participação de crianças, adolescentes, jovens e adultos, que fazem parte de comunidades em situação de risco e vulnerabilidade social e, que emanam um brilho no olho e muita esperança quando estão encenando a história mais conhecida do mundo e que mexe com o que o ser humano tem de mais a sagrado (a fé) para uma média de 04 mil pessoas.

         É gritante a importância artística e social da Paixão do Sertão para as micro-regiões do Moxotó e Pajeú e para todo Estado de Pernambuco, principalmente para uma cidade que não dispõe de equipamento cultural, como é o caso de Sertânia, onde o povo tem, no ano, apenas este espetáculo cênico garantido. Dessa forma, torna-se imprescindível que a FUNDARPE apóie, a Paixão do Sertão, Edital Pernambuco de Todas as Paixões,que infelizmente desde de 2010,quando fomos aprovados nos Editais de 2010 e 2011 e que nunca nos pagaram e esse ano fomos eliminados,mostrando assim que a FUNDARPE não tem nenhum compromisso com a cultura das cidades menores do interior, mas mesmo assim estamos na luta para que a A Paixão do Sertão não se acabe, como já dissemos,temos pessoas de vários aspectos sociais,(Pessoas da terceira idade,de comunidades de riscos,estudantes de todas as Escolas,pessoas especiais,etc.),este ano estaríamos apresentando em três cidades(Ingazeira,Iguaraci e Jabitacá se o projeto fosse aprovado). A Paixão do Sertão vai para o seu décimo quarto ano consecutivo,sendo a maior atração da Semana Santa em Sertânia,tem a Direção Geral de Flávio Magalhães em um ano em que a Cia. Teatral Primeiro Traço completa 25 anos de resistência e luta no Sertão.


Flávio Magalhães

O que é sucesso ? ? ?

O QUE É SUCESSO?

Com 01 ano sucesso é: conseguir andar.
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Aos 02 anos .. sucesso é: não fazer xixi nas calças.

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Aos 12 anos, sucesso é: ter amigos.

http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeNkM16oI/AAAAAAAAAWM/vcQULEXXKIQ/s200/quando-os-filhos-podem-viajar-com-os-amigos-57-36.jpg
Aos 18 anos, sucesso é: ter carteira de motorista.


http://2.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeO627zRI/AAAAAAAAAWU/V-G41TVbrfk/s200/Renova%C3%A7%C3%A3o-CNH-Poupatempo.jpg
Aos 20 anos, sucesso é: fazer sexo.

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Aos 35 anos, sucesso é: dinheiro.

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Aos 50 anos, sucesso é: dinheiro.

http://2.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeMEzmWPI/AAAAAAAAAWE/teDwIRwr3Bs/s200/livro-o-empreendedor-roberto-justus1.jpg
Aos 60 anos, sucesso é: fazer sexo.

http://4.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeQUy7lII/AAAAAAAAAWc/eXWJ2cAzS8Y/s200/terceira_idade_2_jpg.gif
Aos 70 anos, sucesso é: ter carteira de motorista.

http://1.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeE9jCp2I/AAAAAAAAAVc/Z3tXzBeHdcQ/s200/Carteira+de+motorista.jpg
Aos 75 anos, sucesso é: ter amigos.

http://1.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeRbAg3pI/AAAAAAAAAWk/B8AhPQeMlAU/s200/terceira-idade-internet.jpg
Aos 80 anos, sucesso é: não fazer xixi nas calças.

http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeGbGy7oI/AAAAAAAAAVk/bPBih2sPEvY/s200/d624f5f4fda475c1ecc99da51bd28de0.jpg
Aos 90 anos, sucesso é: conseguir andar.

http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeAhmFd_I/AAAAAAAAAVE/HOQSA36khTc/s200/54277886_1.jpg
ASSIM É A VIDA....

"NÃO LEVAMOS NADA DESSA VIDA, PARA QUE PERDER TEMPO COM MALDADE, COM FALSIDADE, COM FALTA DE AMOR...
TODOS TEREMOS O MESMO DESTINO, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO FINANCEIRA, DA CLASSE SOCIAL;

PORTANTO , AME , BRINQUE , PERDOE E APROVEITE A VIDA....
Na mocidade aprendemos, na velhice compreendemos.”

[SIMESPE] O Próximo Amanhecer.


Coragem, às vezes, é desapego.
É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta.
É permitir que voe sem que nos leve junto.
É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho.
É aceitar doer inteiro até florir de novo.
É abençoar o Amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.

Ana Jácomo

Aos mestres, sem carinho (piso salarial sem piso)

Zuenir Ventura, O Globo
 
Por experiência própria, alguns dos países mais bem colocados no ranking de qualidade da educação — China, Coreia do Sul e Finlândia, principalmente — sabem que a isso se deve muito do seu desenvolvimento socioeconômico, sem falar no cultural.
O Brasil, ou parte dele, parece não saber. Bastou o Ministério da Educação divulgar o novo piso salarial dos professores da rede pública, a fortuna de R$ 1.451,00, para que governadores e prefeitos protestassem e alegassem falta de recursos para adotar uma lei que já fora confirmada pelo STF.
 
Onze deles se deslocaram até Brasília para pressionar pela mudança do parâmetro usado nos reajustes.Choraram miséria, falaram em nome da austeridade, mas acharam natural gastar na viagem, com passagens e diárias, o que dava para pagar um mês do novo salário de dezenas de profissionais de ensino. O caso mais gritante é o do Rio Grande Sul, que ostenta o piso mais baixo, 791,00 (o de Roraima é R$ 2.142,00), e onde foi preciso que a Justiça obrigasse o governo a cumprir suas obrigações legais.
 
Como observou o colunista Carlos Brickman, o governador petista Tarso Genro, “cuja função certamente não é tão útil quanto a de um professor, recebe quase R$ 30 mil mensais, fora casa, comida e muitas mordomias”.
 
E parece não concordar com a opinião de seu colega de partido, o ministro Aluizio Mercadante, de que “a valorização do professor começa pelo piso”.
 
Por essas e outras é que quase ninguém mais quer ser docente aqui, enquanto em outros lugares acontece o contrário. Numa recente entrevista a Leonardo Cazes, o finlandês especialista em educação Pasi Sahlberg informou que “o magistério é a carreira mais popular entre os jovens do seu país”.
 
Não por acaso, a Finlândia ocupa o terceiro lugar no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e o Brasil o 53 entre 65 países.
 
Talvez não seja coincidência também que o Distrito Federal, com o piso mais elevado (R$ 2.315,00), apresente o melhor resultado, segundo os critérios do Pisa.
 
É bom saber que o Brasil acaba de ser declarado a sexta economia mundial. Mas é triste constatar que em qualidade de educação estamos lá embaixo, atrás de Trinidad e Tobago, Bulgária e México.
 

Sir Paul McCartney-Welcome! to Recife

O show de Paul McCartney em Recife já está movimentando o estádio Arruda, conforme publicação no site oficial do Santa Cruz (clube proprietário do site):

O Show do cantor Internacional Paul McCartney está confirmado no Arruda. O LPS flagrou a Equipe Luan Promoções, que cuida do show do cantor no Recife, já dando início aos trabalhos para que o evento seja realizado com sucesso nos dias previstos, 21 e 22 de abril. Hoje fazem parte 3 funcionários, amanhã (16/03) esse quantitativo aumenta para 12 e com eles, começarão a chegar os equipamentos.

Agora, resta-nos aguardar pela entrevista coletiva da Planmusic anunciando preços dos ingressos.

Roda de diálogo sobre a Produção Teatral em Pernambuco

A atriz e pesquisadora Eliz Galvão convida para uma roda de diálogo sobre a cadeia produtiva de teatro no Estado.



Na ocasião serão expostos os resultados da pesquisa cultural intitulada Produção Teatral em Pernambuco - Perfil, Desafios e Perspectivas da atriz e pesquisadora Eliz Galvão. Este projeto teve incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura - Funcultura.

Serão realizados 04 encontros, um em cada Macrorregião de Pernambuco nas seguintes datas e locais:

20/03/12 - Escola Jayme de Castro Montenegro (Palmares) - 20h

21/03/12 - Teatro Arraial (Recife) - 15h

22/03/12 - Galpão das Artes (Limoeiro) - 19h

25/03/12 - Centro da Juventude (Serra Talhada) - 19h

Sobre a Pesquisa
Produção Teatral em Pernambuco – Perfil, Desafios e Perspectivas é um trabalho de pesquisa sobre a cadeia produtiva do teatro em Pernambuco, objetivando traçar o perfil socioeconômico, os desafios enfrentados e as formas de sustentabilidade utilizadas pelos profissionais da área.

A amostragem da pesquisa cultural contou com 210 profissionais do setor teatral de 24 cidades do Estado, representando as quatro Macrorregiões de Pernambuco (Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão).

Informações:
Eliz Galvão

Mais um artista se revelando em Sertânia...

Um pontapé no Estado Democrático de Direito

> Um chute no traseiro
>
> da Constituição
>
>
>
> José Nêumanne
>
>
>
> Está valendo a paródia da frase de Bernardes: “ao político, tudo; ao
> cidadão, o rigor da lei”
>
>
>
> Ao decidir que o Instituto Chico Mendes não podia existir legalmente
> por ter sido criado por lei baseada em medida provisória (MP) que
> havia transitado pelo Congresso sem obediência à premissa, prevista na
> ordem jurídica vigente no País, de passar por comissão especializada
> antes de ir ao plenário, o Supremo Tribunal Federal (STF) cumpriu sua
> tarefa comezinha de julgar o que é constitucional ou não. E nessa
> condição estão todos os efeitos jurídicos e práticos de cerca de 500
> MPs vigentes e ilegítimas. Ao recuar da decisão tomada no dia
> anterior, consciente de que, embora acertada, a jurisprudência poderia
> criar um caos jurídico sem precedentes na História da República, o
> órgão máximo do Poder Judiciário mostrou equilíbrio, sensatez e
> humildade, três virtudes políticas que faltam ao Executivo e ao
> Legislativo, cujos representantes são... políticos eleitos pelo povo.
>
> Mas o STF não tinha alternativa à decisão que tomou de restabelecer o
> primado legal que havia sido abandonado por parlamentares e
> presidentes que, mesmo redigindo, votando, promulgando e assinando
> leis ou decretos, não podem descumprir cânones neles fixados. Deu,
> então, prazo de 14 dias para uma comissão especial composta por
> senadores e deputados analisar antes de encaminhar à votação final a
> providência administrativa que o governo federal considere urgente e
> de alta relevância e Câmara e Senado com isso concordem. Com a
> insensibilidade de ofício, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS),
> teve o desplante de reclamar da insuficiência desse prazo, apelando
> para o débil argumento de que questões políticas postas em confronto
> na votação das medidas exigem prazo mais longo. “O Supremo não pode se
> meter nesse assunto”, disse o ex-líder do governo na Câmara, Cândido
> Vaccarezza (PT-SP).
>
> A política, tal como praticada no Brasil, é a arte de submeter os
> fatos aos argumentos. Então, sempre que algum prócer parlamentar ou
> executivo quer mandar a realidade às favas, convém recorrer à História
> para restabelecer a verdade. As medidas provisórias são uma tecnologia
> parlamentar criada para amenizar um velho impasse entre gestão e
> negociação, comum em qualquer democracia, mas mais acirrado em
> sistemas parlamentares, em que cabe ao Parlamento gerir o interesse
> público.
>
> Em princípio, ela foi acrescentada à Constituição como fórmula para
> permitir a instituição do parlamentarismo, alheio à tradição
> presidencialista da condução dos negócios públicos no Brasil. Os
> mandachuvas da Constituinte eram parlamentaristas e a Carta foi
> encaminhada no sentido de permitir um sistema de governo que tornasse
> viável a substituição do estilo americano pelo europeu. No meio do
> caminho, contudo, tinha uma pedra no sapato parlamentarista e esse
> mineral se tornou maior do que o calçado. Convicto de que a guinada do
> sistema de governo lhe furtaria mais poder para transferi-lo a Ulysses
> Guimarães, o então presidente José Sarney submeteu a Constituinte ao
> tacão do velho presidencialismo monárquico, adotando-o explicitamente.
>
> Na prática, preparada para o parlamentarismo, mas entregue ao poder
> presidencial, a Constituição de 1988 permitiu a proliferação dos
> partidos e tolheu o poder do voto do cidadão: este só tem controle
> real sobre a escolha de seu representante nas eleições majoritárias
> para cargos executivos. A mixórdia do voto proporcional instala a
> confusão federativa, ao alterar o peso do voto da cidadania pelo
> conceito inverso na composição da Câmara, jogando no lixo o próprio
> princípio da representatividade. A representação do Estado menor é
> maior do que a do Estado maior, proporcionalmente, anulando o conceito
> elementar da democracia saxônica, de acordo com o qual cada cidadão
> tem direito a um voto.
>
> A composição da Câmara dos Deputados foge ao controle do cidadão e é
> entregue de bandeja às oligarquias partidárias, que recriaram o velho
> esquema do coronelismo da República Velha se aproveitando dessa
> cusparada em Pitágoras e Aristóteles, pois em nosso sistema o mais
> vale menos e o menos vale mais. O neocoronelismo do voto eletrônico,
> instituído no Poder Legislativo tornado Constituinte, inventou o
> conceito cínico da governabilidade. Segundo este, o presidente eleito
> pela maioria real submete-se ao tacão dos oligarcas partidários: só
> lhe é permitido governar se fatiar a máquina pública e distribuir as
> porções da carniça às legendas cuja legitimidade como representação
> popular é, na prática, nula. Por isso estamos sob a égide de uma
> paródia do antigo axioma de Artur Bernardes: “Ao político, tudo; ao
> cidadão, o rigor da lei”.
>
> As medidas provisórias são o pacto do poder constituído no dilema
> entre o voto majoritário e o sufrágio desigual. Para governar o
> Executivo finge que tudo é “urgente e relevante” e encaminha ao
> Legislativo o que lhe convém, certo de que será aprovado em nome dos
> interesses do povo, que nunca chegou a ser cheirado nem ouvido. O
> Legislativo recheia a vontade imperial do governo central com a
> escumalha dos interesses paroquiais dos chefetes das miríades de
> bancadas e, como dizia Justo Veríssimo, “o povo que se exploda”.
>
> Os rompantes de Marco Maia e Cândido Vaccarezza sobre a única saída
> decente que restou ao STF adotar para descascar o abacaxi comprovam
> que, em nossa ordem vigente, na qual se trata a Constituição como
> subalterna ao regimento da Câmara, os barões dos partidos acham que
> têm a prerrogativa de cuspir nas normas que eles próprios redigiram,
> votaram a aprovaram. A cínica substituição da letra da lei pelo pacto
> tácito entre políticos, por eles decretada dos lugares mais altos do
> pódio da representação popular, é o maior chute no traseiro que uma
> Constituição levou em nossa História. Nem os plantonistas no poder do
> Almanaque do Exército haviam chegado a esse ponto. Se nem essa
> resolução do STF for cumprida, só nos resta passar unguento na
> contusão e chorar.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde
>
> (Publicada na Pag. A02 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 14 de
> março de 2012)

POESIA SAUDOSISTA - VALE A PENA LER!

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir

Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras

Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...

EM BUSCA da DELICADEZA PERDIDA

EM BUSCA da DELICADEZA PERDIDA
Jomard Muniz de Britto, jmb

Não do tempo consumido. Muito menos
prometido e ainda reinventado.
Entre o nada e a totalidade dos afetos,
funções e conceitos, continuamos presença
ou nos dissipamos transistóricos?
Exaustos de experimentar o experimental?
No mundo da brutalidade sem jardins, mas
de furibundos preconceitos, vislumbramos
um toque delicado que não se confunde
com a hipocondria mais soberba.
Leitores não carecem de hipocrisia, desde
que nada têm a perder ou alcançar.
Dizem o que pensam e até mentem.
Calam o que o inconsciente clama.
Porisso o tempo nunca foi perdido com
as ficções tardias do pós-modernismo.
A LINHA DE RAIZ  transfigurada por
Aristides Guimarães nos reconstruiu
em labirinto de labirintos. Cantantes.
Procuremos onde HABITAR TEU NOME
em versos de Marize Castro, delicadezas
por nossa veracidade sem temores:
-..." levo comigo
      uma solidão nova e antiga
      que me aproxima
      de mim"
enquanto para nós, amantes da poeticidade,
-" permanece forte tempestade no horizonte
   mas não desisto:
   no meu jardim, Rosa e Pessoa
   reinam"...
Mesmo que nos estremeçam outras torres
trigêmeas: mobilidade, sustentabilidade,
neon-globalizações.
Haja retórica de faxinas!
Tudo muito além e aquém da fé imperante
e dos fervorosos militantes.
Quando Deus quer NÃO é assim. 
A cruel banalidade das mortes.
A perene velocidade NA TAL FUTURISTA
de J. Medeiros entre a Livraria Poty e o
Sebo Vermelho. Ninguém exausto de/para
experienciar o poema processo.
Porém, ai porém... cadê Paulinho da Viola
para nos reconduzir à corajosa delicadeza
de Clarissa Diniz na revista TATUÍ 12,
alertando para benesses bancáriOficiosas?
Para os REleitores do nada à totalidade,
ANTES ARTE DO QUE TARDE por
Bené Fontelles. Antes que o mundo acabe
gozando de nós, além de bi, multipolares
Recife, março de 2012

Dia Internacional da Mulher

Bom dia:
Não precisa ser Gisele Bündchen, nem Margaret Thatcher, nem Maria Bonita ou Maria Mão de Deus,  é suficiente ser MULHER, que trabalha na roça ou desempregada, comerciária ou empresária, prostituta ou freira, todas merecem o ano todo, todos os anos,  nosso carinho, respeito e atenção!
Feliz dia das Mulheres.
Beijos!
Grupo de Xaxado Cabras de Lampião
Anildomá Willans de Souza
Cleonice Maria
Deputado Federal Fernando Ferro

O presente do povo sírio para nós

Caros amigos,



Energizada por milhões de ações online e doações de 75.000 de nós, nossa comunidade está desempenhando um papel central no apoio ao povo da Síria enquanto eles persistem num protesto pacífico contra todas as desigualdades. Juntos, estamos empoderando jornalistas-cidadãos, infiltrando medicamentos e jornalistas ocidentais, e muito mais. Nós estamos fazendo a diferença, mas a coragem impressionante do povo sírio é o seu presente para todos nós. Leia este e-mail para saber a história completa, ou veja a recente cobertura da mídia sobre o trabalho da Avaaz na Síria: BBC, CNN, El Pais, TIME, The Guardian, Der Spiegel, AFP, G1.
Nesta manhã, 4 jornalistas ocidentais estão seguros em suas casas com suas famílias, mas os ecos do horror e heroísmo de Baba Amr ainda ressoam em seus ouvidos. Mais de 50 ativistas sírios, apoiados pela Avaaz, ofereceram-se para resgatar os jornalistas e dezenas de civis feridos da zona de risco do exército sírio. Muitos desses ativistas incríveis não sobreviveram à esta semana.

Abu Hanin é um desses heróis. Ele tem 26 anos, é um poeta, e quando sua comunidade precisou, Hanin assumiu a liderança para organizar os jornalistas-cidadãos que a Avaaz apoiou para ajudar as vozes dos sírios chegarem ao resto do mundo. O último contato com Abu Hanin foi na quinta-feira, quando as tropas do regime se aproximaram de sua localização. Ele leu seu último desejo e testamento para a equipe da Avaaz em Beirute, e nos contou onde enterrou os corpos dos dois jornalistas ocidentais mortos no bombardeio. Desde então, o bairro de Baba Amr onde ele vivia se tornou um buraco negro, e nós ainda não sabemos o seu destino.

É fácil se desesperar ao ver a Síria hoje, mas para honrar os mortos, temos que levar adiante a esperança de quem morreu com ela. Enquanto Baba Amr mergulhava em escuridão e o massacre se espalhava, os sírios tomaram às ruas -- mais uma vez -- por todo o país, em um protesto pacífico que mostrou uma coragem surpreendente.

Sua coragem é uma lição, o presente do povo sírio para o resto de nós. Porque no seu espírito, em sua coragem para enfrentar a pior escuridão que o nosso mundo tem para oferecer, um novo mundo está nascendo.

E, nesse novo mundo, o povo sírio não está sozinho. Milhões de nós de todas as nações os apoiaram diversas vezes desde o início de sua luta. Aproximadamente 75.000 de nós já doaram quase US$ 3 milhões para financiar movimentos populares e entregar equipamentos de comunicação de alta tecnologia para ajudá-los a contar suas histórias, bem como permitir que a equipe da Avaaz ajudasse a infiltrar mais de US$ 2 milhões em suprimentos médicos. Nós organizamos milhões de ações online para pressionar por um ato do Conselho de Segurança e da Liga Árabe e sanções de muitos países, e entregamos essas campanhas online em dezenas de demonstrações, campanhas na mídia e reuniões de alto nível com os líderes mundiais. Juntos, ajudamos a ganhar muitas dessas batalhas, inclusive ações sem precedentes da Liga Árabe, e sanções de petróleo impostas pela Europa.

Nossa equipe em Beirute também forneceu um precioso ponto central de comunicação para corajosos e habilidosos ativistas coordenarem as operações de infiltração complexas e o resgate dos feridos e de jornalistas. A Avaaz não chefiou essas atividades, mas facilitou, apoiou e aconselhou. Nós também estabelecemos esconderijos para os ativistas, e apoiamos a divulgação e envolvimento diplomático do Conselho Nacional da Síria - o corpo representativo do incipiente movimento de oposição política. Muitos dos meios de comunicação mais importantes do mundo cobriram o trabalho da Avaaz de ajuda ao povo sírio, incluindo matérias na BBC, CNN, El Pais, TIME, The Guardian, Der Spiegel, AFP, G1, e muitos mais, citando o nosso "papel central" no movimento de protesto pacífico sírio.

Hoje, mais uma dúzia de pesadelos como os que visitam a cidade de Homs estão se desdobrando na Síria. A situação vai piorar antes de ficar melhor. Será sangrento e complicado, e na medida em que alguns manifestantes pegarem em armas para se defenderem, a linha entre o certo e o errado vai ficar ainda mais tênue. Mas o regime brutal do presidente Assad cairá e haverá paz, eleições, e prestação de contas. O povo sírio simplesmente não vai parar até que isso aconteça - e pode acontecer mais cedo do que todos nós pensamos.

No início, cada especialista nos dizia que uma revolta na Síria era impensável. Mas, de qualquer maneira, enviamos enormes quantidades de equipamentos de comunicação por satélite. Porque a nossa comunidade sabe algo que os especialistas e os cínicos não sabem -- que o poder do povo e um novo espírito de cidadania estão varrendo nosso mundo hoje, que o povo é destemido e imparável, e este espírito vai levar esperança para os lugares mais sombrios. Marie Colvin, uma jornalista americana que cobria a violência em Homs, disse à Avaaz antes de morrer: "Eu não vou deixar essas pessoas". E nem nós.

Com admiração e esperança pelo povo sírio e os cidadãos corajosos em todos os lugares,

Ricken, Wissam, Stephanie, Alice, David, Antonia, Will, Sam, Emma, ​​Wen-Hua, Veronique e toda a equipe Avaaz

Março, mês da mulher

No mês dedicado às mulheres, a primeira página do Interpoética está muito bem frequentada por quatro poetas representando o universo feminino: Jussara Salazar - numa entrevista concedida a Raimundo de Moraes -, Paula Berinson e seus azuis poéticos, Rosângela Ferraz, que está lançando seu livro Águas de chuva agora dia 8 de março, e Santina de Castro Andrade, com o mote “São retratos verdadeiros / Das coisas do meu sertão”, na corda virtual.

Quem também está de livro novo é o poeta Wilson Freire, destaque na resenha do mês. Confira também o conto premiado de Antonio Gueiros, na seção Prosa.

E já visitou o site do Grupo Vozes Femininas? Apareça por lá e veja a programação dos recitais do grupo, fotos, notícias.

Continuando com nossa homenagem às mulheres, um poema da querida Celina de Holanda, que faz parte do nosso Cardápio:

MERIDIANO

Vivemos a grande noite.
Cada amor em seu amor
se oculta.
Quem nos roubou a ternura
escondida? O corpo claro
e diurno?
Como os animais e as crianças
um dia a vida será só vida.


Fraterno abraço e até breve.

[SIMESPE] [Mudando a vista do ponto] O tempo e a saudade






O que é o tempo?

Algo que trabalha a favor da vida sempre.

Dizem que o tempo é o melhor remédio para as feridas. É verdade. Elas cicatrizam.
Dizem que o tempo é o melhor remédio para a saudade. É verdade. Mas nem sempre.

Às vezes a saudade perde apenas a intensidade, mas não deixa de existir. Ela fica lá quietinha, resignada, guardada. Basta uma pequena faísca para ela reacender.

O tempo as vezes assusta. Quando ele passa a ser contado em segundos, minutos e horas para que algo aconteça.

Outras vezes ele é benção. Quando esses minutos e segundos significam que o tempo chegou, que tudo se concretizou, que a vida passou a existir. Que ainda há tempo para viver, aproveitar, refazer e agir.

Às vezes tempo é ansiedade. Quando certas coisas não dependem de nós para serem mudadas.

Outras vezes ele é lamento. Quando sabemos que ele segue em frente e que algumas coisas não mais voltam.

O tempo pode ser companheiro ou carrasco. Dependendo da forma como nos relacionamos com ele.
Quem vive em função da espera, faz do tempo seu algoz.
Quem vive independente do tempo faz dele seu aliado.

Seja qual for o dia ou o tempo, o fato é que a vida pede tempo:
- tempo de parar e refletir;
- tempo de fazer e agir;
- tempo de chorar e pensar;
- tempo de viver e ser feliz.

Não importa qual seja o seu tempo. O que importa é o que você fará do tempo que a vida lhe concede.

E a saudade? Ah, a saudade pede tempo.
Um tempo que não tem definição. Que pode ser pouco ou muito tempo.
Que pode até não dar tempo para que ela deixe de existir.

Tempo e saudade. Parceiros de vida. Resultados do viver.
Fazem parte de minha vida. Isso também é viver.







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Postado por Alexandra Torres no Mudando a vista do ponto em 3/04/2012 04:23:00 PM

6 DE MARÇO E A CONSTRUÇÃO DA PÁTRIA

A história da conquista da liberdade é escrita a tinta-sangue e à custa de muito sacrifício. Qualquer que seja o significado de liberdade, embora aqui me refira a que tem a ver com a emancipação política, com a soberania. No Brasil foi assim. Nas colônias espanholas, nossas vizinhas, também foi assim. A independência se construiu com a vida dos idealistas e heróis que se sacrificaram em nome de uma pátria para seu povo.
 
Não se passe a ilusão de que a independência nos tenha vindo mansa e pacificamente. Não. O nosso sofrimento foi muito grande. A qualquer sonho, a reação da coroa foi impiedosa e imediata. Bernardo Vieira de Melo, em 1710, deu o primeiro grito de república nas Américas, em Olinda, no Senado da Câmara. Não era uma revolução. Era um sonho só ... Terminou seus dias nos calabouços do Limoeiro, sede da metrópole.
 
Felipe dos Santos também teve suas idéias libertárias. Ganhou a morte, com o seu corpo amarrado a cavalos, dilacerado nos calçamentos de sua cidade. Depois, ainda em Minas, o grupo de “Inconfidência”, que falou alto, marcando fundo a história da formação da pátria. Não chegou a realizar o sonho, mas legou às gerações pósteras o exemplo de quanto é sublime lutar pela liberdade, resultando a figura de Tiradentes – Joaquim José da Silva Xavier – enforcado e seu corpo, em pedaços, espalhado na região.
 
Todavia, Pernambuco superou a todos em termos de sacrifício, decerto porque tenha ido mais longe e mais profundo na busca de uma pátria para os brasileiros. A Revolução de 1817 não era apenas um feito pela independência. Era a emancipação política com república. Uma pátria para os brasileiros e por eles governada. Resultado imediato, segundo martirológio escrito pelo padre Dias Martins em 400 páginas (Mártires Pernambucanos, edição de 1853), 628 pessoas oprimidas e sacrificadas. Toda uma geração formada em Universidades européias e no Seminário de Olinda foi eliminada.
 
A Revolução Republicana de 1817 teve seu início no século anterior, a partir do Areópago de Itambé que Arruda da Câmara e vários outros brasileiros intimoratos implantaram, vizinho a Goiana, nos limites com a Paraíba. 6 de março de 1817 foi o produto do que se semeou em Itambé, no Areópago. A liberdade doutrinada por maçons sob a orientação do sábio Arruda da Câmara que se formara em medicina e na Arte Real  em Montpellier na França. Os sonhos de liberdade voltaram com ele que fundou o Areópago em 1796, e que teve as suas portas cerradas em 1801, para que, em seguida, já multiplicado, ressurgisse nas “academias” (Suassuna dos maçons Cavalcanti de Albuquerque e Caneca, e Paraíso dos maçons João Ribeiro e Muniz Tavares), nas “universidades” do Recife e de Igarassu, no Seminário de Olinda (do maçom bispo Azeredo Coutinho), nas Lojas Pernambuco do Oriente e do Ocidente (dos maçons Domingos José Martins e Antônio Gonçalves Cruz, o Cabugá), nos engenhos e nas vilas.
 
O 6 de abril, como estava preestabelecido, não suportou a espera. Antecipou-se para 6 de março, eclodindo a revolução um mês antes, e, por isto, perdendo a oportunidade de participação dos baianos e cariocas.
 
A república sediada em Pernambuco não ficou no sonho. Implantada, presidida por maçom, auxiliado por maçons, foi uma realidade por setenta dias e mais, sendo-lhe crudelíssima a vingança do Rei: humilhação da família pernambucana, prisões e calabouço, matança dos revolucionários inclusive sacerdotes, e mais a mutilação do território da Província. Pernambuco perdeu as planícies férteis que vieram a ser o Estado de Alagoas.
 
A revolução não se exauriu aí. O fermento das torturas fez crescer o pão-de-ló do sonho de pátria. Que se tornou realidade cinco anos depois. Em 1824, novas lutas, a Confederação do Equador. De pronto outras vinganças. Tão cruéis quanto as anteriores, e com elas completa-se o martirológio, onde se deu o sacrifício de Caneca (remanescente de 1817), a partir de quando esteve preso nos calabouços de Salvador, espingardeado, porque os carrascos temeram enforcar o Frei, mesmo chicoteados. Como os Braganças achassem pouco o sacrifico e o sangue de tantos brasileiros, outra vez esquartejaram a Província. Presentearam a Bahia com os vales fecundos da Comarca do São Francisco.
 
Nossa Pátria foi construída, porém, como se percebe, jamais se pagou tão caro, como pagou Pernambuco, por demandar em nome dos brasileiros os caminhos da liberdade.
 
Depois de amanhã, dia 6 de março, a maçonaria realizará Sessão Pública, na Rua da Aurora, 277, em Recife, para a comemorar a Data Magna de Pernambuco e homenagear os Heróis de 1817.

Morre Davy Jones, do grupo The Monkees

O músico britânico Davy Jones, vocalista do grupo The Monkees, morreu nesta quarta (29), aos 66 anos. O cantor, que vivia na Flórida, nos Estados Unidos, teria sido vítima de uma parada cardíaca.

Os Monkees foram criados em 1966 pelos produtores Robert Rafelson e Bert Schneider para estrelar o seriado homônimo, que acompanhava as aventuras de uma banda de rock. Além de Jones no vocal, a banda contava com Micky Dolenz, Michael Nesmith e Peter Tork.

Entre os sucessos emplacados pelo grupo estão "I'm a Believer", "Daydream Believer" e "Last Train to Clarksville". Apesar do cancelamento da série em 1968, o grupo permaneceu ativo até 1970, voltando a se reunir em diversas ocasiões. Sua última aparição conjunta ocorreu em 2011, quando Jones, Dolenz e Tork uniram esforços na turnê de 45 anos da banda.

A última apresentação de Jones aconteceu em 19 de fevereiro, em Oklahoma. Ainda não foram divulgadas informações sobre o funeral do músico, que deixou sua esposa, Jessica, e quatro filhas de casamentos anteriores.
P.S Os Monkees imitavam os Beatles descaradamente,assistimos muitos episódios,uma banda cover muito legal...

ACORDES LANÇA CALENDÁRIO DE EVENTOS CULTURAIS PARA O I SEMESTRE

A Associação Cultural de Sertânia - ACORDES -  em parceria com agentes culturais, sociais e poderes públicos de Sertânia, lança nesse próximo dia 10/03, na Academia das Cidades, na Vila da Cohab, o seu calendário cultural para o primeiro semestre de 2012.
Na ocasião a ACORDES estará retomando seu antigo projeto "Café com Poesia", onde mensalmente serão realizados saráus poético-musicais nos bairros de nossa cidade. Este ano, porém, além do Café com Poesia, será lançado o projeto "Cinema na Praça",  levando a 7ª arte para bairros e distritos do nosso município, trazendo cultura, educação e diversão para as comunidades mais longíquoas de Sertânia.
Além de tudo isso, em parceria com a CIA. Teatral 1º Traço, será encenada nessas localidades a peça "Sem Sentido", com mensagem contra o poder devastador das drogas.
A ACORDES sabe da importância e da necessidade de uma política cultural contra às drogas, pois, as drogas são problemas que integram praticamente todas as sociedades contemporâneas. No Brasil e em Sertânia, as drogas também financiam a violência e o crime, e, grande parte dos usuários é jovem, muitos começam a usar em idade cada vez mais prematura.
Diante desse fator a ACORDES implanta suas atividades nesse semestre vinculadas ao tema, pois, se a função da nossa instituição é preservar e difundir nossa matriz cultural, torna-se necessário ensinar as nossas crianças, adolescentes e jovens sobre o risco que correm no uso de drogas.Essa iniciativa da ACORDES conta com a parceria da Prefeitura Mun. de Sertânia, Secretaria de juventude, esportes e cultura, casa das juventudes,sapecas, CIA. Teatral 1º Traço.
 
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