terça-feira, 28 de agosto de 2012

Totem convida - Debate temático Rituais de iniciação

A Performance do humano: da pedra ao caos
Debate temático Rituais de Iniciação

O grupo Totem dando continuidade à pesquisa A performance do Humano: da pedra ao caos, que nesta terceira etapa foca em rituais de casamento e iniciação, teve seu primeiro momento no início do mês de agosto, com foco nos rituais de casamento com a exibição do filme "A Noiva Síria", seguido de um debate com Vitória Amaral e o público presente mediado por Carol Cosentino.

Continuando a 3ª etapa da pesquisa, o foco volta-se para os rituais de iniciação, o grupo realiza novo evento, agora em cima dos rituais de iniciação. Será um debate com o poeta, mestre em filosofia, doutor em educação, professor da UNILAB, Ivan Maia de Mello, e a mestra e doutora em artes visuais, professora de artes plásticas da UFPE Renata Wilner, com mediação de Fred Nascimento, do Totem. O debate abordará a arte contemporânea e os rituais envolvidos nesta, trazendo visões antropológicas e filosóficas dos rituais de iniciação.

Ivan Maia abordará a concepção do corpoema em experiência prática vivenciada no Bacharelado Interdisciplinar de Artes da UFBA quando dirigiu a performance Ritual Antropofágico, baseada em Antonin Artaud, Oswald de Andrade e Nietzsche. Já Renata Wilner partirá da sala pesquisa de dissertação de mestrado, que lança um olhar antropológico sobre a obra do artista visual Cildo Meireles, vinculando a arte contemporânea a rituais, a partir de autores como Victor Turner e Arnold Van Gennep.

Vale destacar que o Totem tem sua base teatral em Antonin Artaud, e filosóficas em Nietzsche e Oswald de Andrade, além do que, sua atual pesquisa de rituais arcaicos em consonância com rituais contemporâneos, tem justamente Turner e Van Gennep, fazem parte dos autores estudados nas pesquisas sobre rituais.

GRUPO TOTEM
Projeto de pesquisa A Performance do Humano: da pedra ao caos
Debate: Rituais de Iniciação
Dia 28 de agosto
Debatedores: Ivan Maia(UNILAB)  e Renata Wilner (UFPE)
Local: Teatro Arraial, 457 – Boa Vista - Recife
19:00 - entrada franca


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CONFRARIA DOS ARCOVERDENSES, PRÓXIMO ENCONTRO: 01/09

CDPST realiza mostra de resultado das atividades do Ponto de Cultura Oficina de Criação

O Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada, exibe a partir de quinta-feira 23 desse mês uma mostra de resultado das atividades do ponto de cultura mantido em convenio com o Governo do Estadual e Federal; será um momento de celebração da arte e da cultura trabalhada por esses abnegados artistas, que aprendem e informam através das oficinas e cursos oferecidos gratuitamente aos interressados em ter uma preparação profissional na áreas das artes, especialmente o teatro e suas vertentes, além de danças e o incentivo a criação e desenvolvimento de suas habilidades, pois cada ser humano é livre pra crescer e viver seus ideais em conformidade com as regras impostas pelo meio em que habita.

Lá no Centro da Juventude (ou Educativo) Bom Jesus como é mais conhecido, que fica localizado à Rua 11 numero 1202 no bairro Bom Jesus; são realizadas uma serie de atividades voltadas para gente de toda as idades, basta apenas ter interresse em aprender algo positivo e construtivo e exercer sua cidadania de forma consciente, cultivando relações de aprendizagem e amizade constante. Segue abaixo a programação completa do evento.

PROGRAMAÇÃO:
Dia 23 (Quinta-feira) - às 19h
Dança: Turma do Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada
Ciranda e Coco-de-Roda - Coreografia de Patrícia Gomes
Performance: O Lixo - Com os atores: Diego Adriano e Vanise Mariano
Peça teatral: Jesus & Judas - Traição ou Missão?
Texto: Adriano Marcena Direção: Carlos Silva
Com os atores: Carlos Silva e Mannoel Lima
Dia 24 (Sexta-feira) - às 19h
Dança: Turma do Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada
Grupo Stily Crew Hip Hop de Serra Talhada
Direção: Julio Cesar
Performance: A Perdida - Com a atriz: Juliana Guerra
Peça teatral: NeuRosE - A cidade e seus sentidos
Direção: Gilberto Gomes Intérprete: Carlos Silva
Dia 25 (Sábado) - às 19h
Funk Dance: Os Envolventes
Com Willian, Irsael, Jean e Jefferson
Recital: A poesia e os adolescentes
Direção: Leandra Nunes e Lila Nunes
Peça teatral: Conversas de Lavadeiras
Texto: Robson Araújo Direção: Carlos Silva
Com os atores: Vanise Mariano, Dany Feitosa, Leandra Nunes,
Carlos Silva, Humberto Cellus e Diego Adriano
Dia 26 (Domingo) - às 19h
Exibição de Documentários das atividades do Centro Dramático Pajeú
Ponto de Cultura - Oficina de Criação - aprender fazendo e formar informando.
Local: Centro educativo - Bom Jesus - Rua 11 Nº 1202
Livro raro sobre centenário de Serra Talhada é adquirido
pelo CDPST para sua biblioteca

    Com recursos do Projeto Vamos ler na Barraca, Gente! O Centro Dramático Pajeú de Serra Talhada/PE – CDPST, acaba de adquirir 2 livros raros no Sebo de Seu Brandão em Recife/PE, trata-se dos títulos: Vila bela, os Pereiras e outras histórias de Luís Wilson e Centenário da Serra Talhada 1851-1951, obras essas a muito almejadas por Modesto de Barros, Presidente do CDPST e que ora consegue adquirir para nosso acervo; é um contentamento ter em mãos essas obras raras sobre a história do município,  sua formação, sua religiosidade e cultura. Diz ele, colocando os livros a serviço da comunidade para fins de pesquisa e estudo, in loco e sobre o olhar dele, já que cada obra tem mais de 60 anos. A biblioteca do CDPST que funciona no Centro da Juventude Bom Jesus à Rua 11, está recheada de livros, revistas, jornais e outros materiais guardando por Modesto e Carlos Silva ao longo dos anos e ora essa riqueza é colocada a disposição dos amantes da literatura e da arte em geral, nesse espaço que vem funcionando desde 2010 com diversas atividades, voltadas para a formação do cidadão/cidadã serra-talhadense.
    O Centro, como o nome já diz é uma entidade Cultural aberta aos interresados em fazer arte (principalmente a Cênica), e manter viva a nossa história cultural, enraizada no homem/mulher desde sua concepção ao legado que deixa após sua morte.
HÁ 23 anos vem desenvolvendo suas atividades e ora como Ponto de Cultura e através de projetos como esse de incentivo a leitura, está colocando pra população sem pedir nada em troca uma gama de serviços, além de promover diversão e formação aos que se propõem participar ou assistir suas encenações região a fora. A aquisição desse e de outros livros vem somar a nossa vontade de vê pessoas cada vez mais cientes e conhecedores de sua história, seus deveres e direitos constituídos e, assim contribuir para construção de um mundo mais justo, humano e acima de tudo repleto de arte. Finaliza Carlos Silva.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quem disse que o povo é bobo?

> “O povo não é bobo”,
>
> lembra-se Lula?
>
> José Nêumanne
>
> Cidadãos acreditam em culpa de ‘mensaleiros’, mas não acham que eles
> venham a cumprir pena
>
> O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto
> Carvalho, que é homem de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula
> da Silva e o mais próximo auxiliar da presidente Dilma Rousseff, já
> pontificou que o “mensalão” não terá influências maléficas sobre os
> candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais
> deste ano. Depois dele, o presidente nacional do partido do governo,
> Rui Falcão, também menosprezou eventuais prejuízos a seus militantes,
> porque o brasileiro comum estaria mais interessado na Olimpíada e no
> arrasa-quarteirão das 9 da noite na Globo, a telenovela Avenida
> Brasil. Um pode ter razão; o outro, não.
>
> De qualquer maneira, se ambos raciocinam de forma correta, perde
> qualquer sentido a cruzada de Lula tentando convencer ministros do
> Supremo Tribunal Federal (STF) a adiar o julgamento a pretexto de não
> “contaminar” o processo eleitoral. Ainda que se acredite na versão do
> ex-presidente de que ele tenha marcado um encontro com o ministro
> Gilmar Mendes no escritório do amigo comum Nelson Jobim para discutir
> o sexo dos anjos ou o que viria a paralisar Fabiana Murer na hora de
> saltar nos Jogos de Londres, não dá para negar o vídeo que Rui Falcão
> inseriu no site do PT fazendo o mesmo apelo. Se os debates no Supremo
> não prejudicam os petistas e o eleitor não está ligando para o que
> neles se debate, por que, então, se pretendeu adiá-los?
>
> Teremos de esperar para saber se, no caso de as eleições serem
> disputadas antes de o julgamento terminar, os candidatos petistas
> serão prejudicados por uma condenação generalizada de seus militantes
> ou ajudados pela absolvição deles. Pelo andar da carruagem, não é
> improvável que o veredicto seja dado depois da consulta às urnas. Mas
> não é impossível – embora seja pouco provável – que, antes da decisão
> do STF, os eleitores votem sob influência do conhecimento adquirido
> com a divulgação dos fatos trazidos de volta a lume. E isso nada tem
> que ver com pressão da opinião pública sobre o Judiciário, certo?
>
> Haja o que houver, o noticiário sobre a acusação do procurador-geral,
> Roberto Gurgel, e a defesa dos advogados dos 38 réus já pode trazer
> uma contribuição efetiva e muito rica para o debate institucional no
> Brasil. É salutar que se exija, como se exige, numa República tão
> assolada pelos surtos autoritários, o respeito ao indivíduo, que só é
> completo com a prática do amplo, geral e irrestrito direito à defesa,
> com base no ancestral favorecimento do réu pela dúvida, como
> preconizavam os romanos e o ex-presidente Lula, neste caso sendo o réu
> um fiel devoto da crença nele. Mas respeitar a presunção de inocência
> não é tornar dogmas argumentos da defesa e estigmatizar como
> diabólicos os da acusação.
>
> Segundo pesquisa do Datafolha, 73% dos brasileiros acreditam na culpa
> dos réus. Isso significa, obviamente, que quase três quartos da
> população consultada pelo instituto entendeu a narrativa lógica e
> encadeada dos fatos que fizeram o ex-procurador-geral Antônio Fernando
> de Souza encaminhar o caso a julgamento e seu sucessor, Roberto
> Gurgel, formalizar a acusação. E também que não se deixaram
> impressionar por volteios retóricos e, às vezes, meramente semânticos
> com que os advogados tentaram desconstruí-la e até desmoralizá-la.
>
> O Zé Mané da favela distingue com mais clareza do que os juristoides
> de plantão a diferença entre plena defesa e impunidade total. Se só
> 11% acham que, inculpados, os réus cumprirão pena em prisão, não é
> porque a quase totalidade acha que eles não mereçam punição, mas por
> conhecimento de causa sobre a justiça real a que todos têm acesso.
> Isso tem o lado positivo de confirmar o que os metalúrgicos sob
> comando de Lula bradavam nas greves do ABC: “O povo não é bobo”. Mas
> também transmite uma inquietante sensação de consciência da
> impunidade, que se alastra pela sociedade. Quem acredita na culpa, mas
> não na pena, pode se perguntar: “E por que não eu?”.
>
> Rui Falcão – cujos companheiros do PT tentam impedir o uso do
> noticiário do julgamento na propaganda eleitoral e chegam ao ridículo
> de querer obrigar os meios de comunicação a trocar “mensalão” por Ação
> Penal 470 – está mais certo, pois, do que seu alter ego. Este aposta
> na Olimpíada, que acabou três meses antes do pleito, e na novela para
> desviar a atenção do eleitor dos “malfeitos” dos companheiros. Os dois
> juntos e Gilberto Carvalho devem ter tomado um susto quando
> descobriram que a crença na culpa de sua turma é semelhante à
> audiência do folhetim eletrônico e à indiscutível popularidade de
> Lula. E este se assustará ainda mais ao perceber que, do rebanho fiel
> que lhe devota amor e fé, quatro em cada cinco entrevistados aceitam a
> tese defendida pelos procuradores-gerais de que foi dinheiro público
> que comprou apoio político. E mais grave: só 7% dizem aceitar a
> hipótese de que foi “só caixa 2”.
>
> Dificilmente a pesquisa mudará o destino dos réus, pois juízes
> experientes como os ministros do STF não deverão se deixar influenciar
> pela opinião da massa inculta e distante. Cada um dos 11 teve sua
> convicção formada ao longo dos sete anos de debate em torno do
> momentoso escândalo. Mas, ao registrar o pulso do brasileiro comum, a
> pesquisa presta o grande serviço de mostrar que o cidadão pode
> sentir-se indefeso e impotente diante de um sistema político que finge
> representá-lo e o despreza, mas não se deixa enganar com facilidade.
>
> E caberá aos supremos julgadores não perderem de vista a oportunidade
> de devolver ao cidadão o protagonismo que o regime diz que ele tem,
> mas na prática lhe nega. A missão do STF, a ser cumprida antes ou
> depois das eleições, será provar que, como o brasileiro comum, não se
> deixa lograr por lorotas políticas e chicanas jurídicas que criam um
> Dirceu inválido na chefia da Casa Civil e um Delúbio inocente útil nas
> mãos de um espertalhão. Sob pena de verem Papai Noel descer do trenó
> na Praça dos Três Poderes para apresentar as alegações finais.
>
> Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde.
>
> (Publicado na Pág.A2 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 15 de agosto de 2012)

100 anos de Luiz Gonzaga

> Lua cheia
>
> José Nêumanne
>
> LP tributo comprova: mais que baião, Gonzagão fez música universal
>
> No “maior São João do mundo” em Campina Grande, em 1988, Luiz Gonzaga
> tocou e cantou sentado numa cadeira ao lado de Fagner no Forrock. No
> dia seguinte, almoçou com o astro e outros amigos, entre os quais o
> autor destas linhas e dois membros do Quinteto Violado, Toinho Alves e
> Fernando Filizola, no Manoel da Carne do Sol.
>
> Filizola recordou os tempos em que fora guitarrista e arranjador do
> conjunto de iê-iê-iê na onda da Jovem Guarda em Recife, os Silver
> Jets, cujo crooner, Reginaldo Rossi, depois, se consagraria como rei
> da dor de cotovelo brega com Garçom. E aí Seu Lua perguntou ao
> violonista violado:
>
> - Então, esse menino, tu és roqueiro, é?
>
> - Fui, seu Luiz – respondeu Filizola.
>
> - Então, é por isso que Zé Nêumanne gosta tanto da Asa Branca de
> vocês, visse? Ele é roqueiro...
>
> E soltou uma sonora gargalhada, com a qual o Rei do Baião encerrou uma
> brincadeira sobre qual seria a melhor gravação do clássico dos
> clássicos da música regional nordestina, que Carlos Imperial divulgou
> que seria gravada pelos Beatles.
>
> - Ora, a música é minha. A melhor gravação só pode ser a minha!
>
> Será? Neste ano em que a Secretaria de Cultura de São Paulo deixou de
> celebrar o centenário do fundador da música regional que embala a
> saudade e a ginga de milhões de nordestinos que ajudaram a construir a
> maior cidade da América do Sul, as duas melhores homenagens feitas a
> ele foram registradas em 51 gravações inéditas de outras vozes.
>
> Há alguns dias, “bomba” no youtube vídeo de versão não gravada em CD
> nem MP3 de Alceu Valença com a vocalista do grupo Clã Brasil, Lucyane
> Alves, de um xote de Zé Marcolino com quem Gonzaga se aparceirou, Numa
> sala de reboco. O sucesso é tal que o astro se faz acompanhar da
> iniciante em temporada de espetáculos pelo interior do País.
>
> Trata-se de uma definitiva celebração da elegância, da finesse e do
> bom gosto no universo de cafajestice, grosseria e pornografia em que
> se têm transformado o Brasil em geral e o negócio da música popular em
> particular. É claro que a versão gravada por Gonzaga no LP A triste
> Partida, de 1964, é insuperável. Mas sua atualidade é reforçada pela
> aposta do pernambucano de São Bento do Una e da paraibana com raízes
> no Vale do Piancó no reino encantado da delicadeza para espantar os
> maus fluidos desta República da baixaria.
>
> As outras 50 versões inéditas constam do CD triplo 100 anos de
> Gonzagão, produção de Thiago Marques Luiz com direção musical de
> Rovilson Pascoal e André Bedurê, recém-lançado pelo selo Lua,
> referência ao satélite da terra e também ao apelido do sanfoneiro
> egresso do Exu, no sertão do Araripe, Pernambuco.
>
> A escolha dos intérpretes resultou numa demonstração sonora do imenso
> território musical invadido pela estética gonzaguiana. Seu Luiz não
> foi só o criador do baião, o gênio que inventou a estética do
> cancioneiro regional nordestino e o marqueteiro que fundou o negócio
> do forró nas festas juninas. Este lançamento fonográfico mostra um
> alcance maior de sua contribuição ao universo musical do Brasil.
> Compositor, parceiro de letristas geniais (como Humberto Teixeira e Zé
> Dantas), cantor e instrumentista, ele imprimiu sua marca na obra e no
> canto num grau que só pode ser comparado com os sambistas que
> inventaram os desfiles de escolas no Rio de Janeiro nos anos 30.
>
> Gonzagão foi uma astro-rei simples, simpático e hospitaleiro que
> lançou estrelas da música regional, tais como Jackson do Pandeiro,
> Antônio Barros, Marinês e Genival Lacerda, só para citar os mais
> importantes. Estes hóspedes de sua casa na Ilha do Governador nos anos
> 50 são representados na coletânea por Dominguinhos, por ele nomeado
> príncipe herdeiro na sanfona, e Anastácia, que foi mulher e parceira
> do sanfoneiro de Garanhuns em obras primas do forró como Eu Quero um
> Xodó. De uma geração posterior, mas dentro da mesma linhagem, são o
> citado Alceu Valença, ausente da homenagem (como também o foram
> Antônio e Genival) e os presentes Geraldinho Azevedo, Zé Ramalho, Elba
> Ramalho, Cátia de França e Amelinha. Da tribo familiar do próprio Rei
> do Baião faz parte Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha, filho adotivo
> de Lua.
>
> O CD triplo mostra que a “vida de viajante” do mulato inzoneiro do
> Araripe trilhou trajetórias inesperadas. Wanderléa, a “irmãzinha” de
> Roberto e Erasmo Carlos na Jovem Guarda, mostra com quantas guitarras
> se pode tocar não “um”, mas “o” Baião. Edy Lima, que nos anos 1960
> estreou num espetáculo de resgate da cultura popular sertaneja em
> dupla com Teca Calazans e, no decênio seguinte, fez sucesso em Paris
> com os Dzi Croquettes, contribui com o humor em que Lua também reinou.
> Fafá de Belém põe tacacá no semi-árido.
>
> A homenagem, que dificilmente será superada em importância, demonstra
> que o centenário de Gonzagão é apenas o primeiro de uma série. Filipe
> Catto, 5 a Seco, Forró in the Dark, Vanguart, Karina Buhr e outros
> membros da geração do MP4, deixam claro que o futuro é criança na obra
> dele. E, no registro de Roendo Unha (dos Luizes Gonzaga e Ramalho),
> Célia prova que a obra do mestre oferece às novas gerações iguarias
> musicais do mais refinado gosto.
>
> José Nêumanne é jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde.
>
> (Publicado no Caderno 2+Música do Estado de S. Paulo sábado 11 de
> agosto de 2012)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Seminário de lançamento da trilogia de Ulysses Lins de Albuquerque

Caros amigos,
é com grande alegria que nós sertaniensses recebemos a notícia que a CEPE (Companhia Editorial de Pernambuco) reeditou a trilogia de memórias sertanejas formada pelos livros “Um Sertanejo e o Sertão” (1957), “Moxotó Brabo” (1960) e “Três Ribeiras” (1971) de Ulysses Lins de Albuquerque, e com mais satisfação ainda envio o convite de lançamento da referida triologia e da obra inédita de Ulysses Lins "Memórias que guardei de Memórias", no dia 11/08 (sábado) no Mandacarú Club, a partir das 19:30 hs. conto com a presença de todos vocês  e com a divulgação. Participem e reenvie esse e-mail para seus contatos.
Um abraço, até sábado e viva a cultura do Moxotó.

João Henrique Lúcio de Souza
Associação Cultural de Sertânia - ACORDES

domingo, 5 de agosto de 2012

A FIGURA EXCITADA

Os Recados que Eu recebi de Ulysses Lins ,
               Waldemar Cordeiro e Walmar

                                                                              
Josessandro Andrade*



Dia  desses tive conhecimento de que uma figura excitada  contara num ambiente de trabalho , num rompante de ironia e deboche, que Ulysses Lins, Waldemar Cordeiro e Walmar haviam mandado um recado para este escriba : Que deixasse -os  em paz e parasse de falar Tanto neles.

 A bisonha  e repentina mediunidade desta  figura  não me deixou  outra alternativa senão fazer-lhe  a revelação de que já recebi psicografasdos outros e emelhores recados deles.O primeiro deu-me a Receita para escrever a monografia de conclusão de minha especialização em literatura, entitulada “Ulysses Lins : O Trov(o)ador do Moxotó", que foi aprovada como Contribuição muito rele vante e com elogiosos comentários pelo Orientador de Pós-graduação da UPE-Universidade de Pernambuco, Campus Caruaru, bem como em apresentação que fiz na Academia Pernambucana de Letras, casa a que pertenceu Ulysses. Dos outros  dois , foi através de um projeto, O FLiS- Festival Literário do Sertão, enfocando a obra dos mesmos, que podemos  conquistar simplesmente o Prêmio Nacional Viva a Leitura. Traz-me um orgulho danado o ridículo  disparate da figura excitada. Tornar –me conhecido por defender a obra e o nome de pessoas devotadas a poesia, a educação, a arte, é realmente lisonjeador, ainda mais quando  estes escritores ainda não desfrutam da glória que merecem.. Bem diferente daqueles, que a exemplo da caricata figura, tecem loas e afagos somente a quem tem dinheiro,poder ou prestígio, numa  frenética e desmedida  bajulação.

A Ulysses Lins devemos não só os seus livros de memórias que salvaram nossa história e a do Sertão do esquecimento,nem tampouco somente  a sua poesia reveladora de nossas raízes e identidade cultural como  povo, mas  o nome de “Sertãnia”, escolhido por sugestão dele , a idealização  e a concretização da Escola Olavo Bilac, centro  irradiador do conhecimento e da cultura na nossa terra  e redondezas. A Waldemar Cordeiro, autodidata que só possuía  o curso primário, devemos não só  o lirismo da  poesia e da música  espetaculares  que criou,porém a fundação da Escola Olavo Bilac, cujo nome foi dado por ele, as aulas magistrais dadas cantando, as bases iniciaiis de nossa educação como Diretor Municipal, além dos hinos oficiais de Alagoa de Baixo e de Sertânia. Este reconhecimento o fez ser escolhido Sertaniense do Milênio em enquete realizada pelo Blog Juca de Acilon. A Walmar Belarmino, certamente devemos a notoriedade de ter colocado Sertânia na imprensa do estado e do nordeste e no mapa da música e da poesia de Pernambuco e Paraíba, tendo obtido  premiações em festivais e dividido parcerias em composições  e gravações com Alcimar Monteiro, Flávio José, Maciel Melo ,Marinez e sua gente, Novinho da Paraíba e muitos outros.Sua obra recebeu Referências de gente do quilate de Zé Ramalho e Alberto da Cunha Melo só para ficar nesses aí.

Custa crer que ainda exista gente que se incomoda pelo fato de alguém divulgar e difundir Ícones da nossa Cultura, incentivando a leitura e o conhecimento, procurando educar a sensibilidade das pessoas. Custa crer que estas mesma gente não se incomoda em babar e querer  agradar a todo custo quem  tem dinheiro , demonstrando assim o verdadeiro valor do seu caráter.Tentando ridicularizar quem faz um trabalho humilde, mas reconhecido nacionalmente, esta figura não consegue ir além da triste  caricatura de palhaço , a vocação para  um futuro dublê de bobo da corte, que nada mais revela além do que pode ser : a inveja  doentia ,  talvez por conta de uma vida infeliz  e cheia de frustrações ou quem sabe a soberba de quem foi criado para se achar superior aos outros.

Tenho dedicado o melhor do meu esforço e de minhas energias na esperança de um dia ver os poetas e escritores de Sertânia ocupando o lugar que merecem no univeso poético e literário . Esta minha generosidade para com meus  irmãos vates e escribas só me foi possível pelo amadurecimento proporcionado pela leitura e pela reflexão, como ser cheio de virtudes e defeitos, mas ávido em aprender sempre, em saber que erro e reaprendo e posso repassar e reaprender com os outros.  Que faz-me entender também que a pequenez  de  espiírito  , de figuras como essa, a mediocridade de seu pensamento, a sua estupidez insana são frutos da inocência da ignorância, que irmana bárbaros e  cegos  a só  enxergarem o banal. E a  querer que todos se nivelem a eles.

*Josessandro Andrade é Poeta, Professor, Compositor, Cordelista, Autor teatral e Roteirista. 

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