Paixão do Sertão Ano XV


Estamos tentando mais uma vez realizar-mos, pela décima quinta vez consecutiva a Paixão do Sertão, um dos maiores espetaculos de toda região contando com um elenco de mais de 100 pessoas, com a participação de estudantes, pessoas de comunidades de risco, adultos e muitos jovens. Por isso estamos precisando de apoio para a nossa Paixão de Cristo que ja faz parte do calendário cultural de nossa cidade. "Sua Paixão está aqui". Estaremos apresentando nos dias 27, 28 e 29 de março na quadra coberta da escola Olavo Bilac (EREMOB), À partir das 20:30, desde já contamos com seu importante e valioso apoio, estamos precisando de patrocinios, para uma eventual ajuda, as pessoas poderão depositar na seguinte conta abaixo:

Agência: 1146-0      C/C Nº 8.443-3
Banco do Brasil - Sertânia (PE)

Atenciosamente: Flávio Magalhães (Diretor Geral)

Em memória de José Neudson Pinto, *03/05/1953 + 05/03/2013

De nossa infância, lembro-me que Neudson era um menino bonito e
roliço, de pernas tão bem torneadas que o chamávamos de “coxa de
mulher”. Nossa irmã Nicea o batizou e continuou chamando-o pela vida
afora de Teteta. Ontem, me contaram que também o apelidaram de Borba
Gato, referência à estátua horrenda de Santo Amaro. Uma injustiça: ele
era mais alto do que eu e também mais encorpado, mas em nada lembrava
o bandeirante. Como meu pai, José Anchieta, ele era pacato, prudente e
lento, quase lerdo. Talvez influenciado por nosso tio Raimundo, irmão
de minha mãe, seu sonho sempre foi ser médico. Talvez só o Flamengo,
uma paixão de família e cuja bandeira o acompanhou no caixão, podia
competir com o interesse por sua profissão. Era cirurgião de abdome,
mas virava clínico geral nas férias. Enquanto seus seis irmãos, eu
inclusive, viajávamos para o exterior ou para o litoral no tempo
livre, ele voava para a Fazenda Rio do Peixe, onde nasci, e atendia
paciente e gratuitamente longas filas indianas de sertanejos pobres e
sem médicos por perto. Estas viagens preenchiam a lacuna da saudade
que ele sentia de nossa terra. Nunca se acostumou com João Pessoa,
onde cursou a faculdade, nem com São Paulo, onde fez residência e
operava. Sua conexão com o sertão de berço era permanente. Levava os
filhos Alexandre e Ana Carolina com ele e lhes ensinou a amar nossas
raízes a ponto de ficarem lá mesmo quando estavam aqui, lembrados nas
pegadas das patas de reses magras e sem valor comercial. Ana Carolina
vai levar suas cinzas para enterrar no quintal da casa onde só eu
nasci: ele e mais quatro nasceram em Uiraúna e Anchieta Filho, em
Campina Grande. Apesar de amar tanto a Medicina que levou o filho a
aprender o ofício na Faculdade da USP em Ribeirão Preto, ele desafiava
seus cânones fumando desbragadamente desde a adolescência. A nicotina
levou a vida de meu irmão no dia em que a morte de Hugo Chávez foi
anunciada. Por coincidência, o companheiro bolivariano morreu com a
idade dele: 58 anos. No caso de Neudson, a menos de dois meses de
completar 59 e 15 meses antes de chegar ao tempo de vida cumprido por
nosso pai. Lastimo sua ausência, lamento a falta que sentiremos do
humor irreverente, mas inocente dele, nas reuniões de família. Mas não
o condeno por ter preferido o tabagismo a mais um prazo de vida entre
nós. Quem sou eu para condená-lo se também me mato diariamente ao
ingerir açúcar com  taxas explosivas de glicemia similares às que
assassinaram nosso pai? Agora estamos compartilhando a saudade dele
com a viúva, Karen, e os órfãos. De certa forma, todos somos órfãos do
mais afetuoso e próximo de toda a prole dos primos Mundica e Anchieta.
Deus vele pelo conforto de sua alma e nos fortaleça para suportar sua
ausência.

NÓS em Conversações Analíticas

Jomard Muniz de Britto

Desejamos ser PESSOAS em busca de uma
outra verdade possível. Para nós outros.
Mas, se continuamos com medo de indagar
Dicionários de nomes e símbolos,
de que modo podemos encarar TEXTOS?
Além do prazer imediato das crônicas
e das psicanálises memorialistas?
Ainda assediados por situações-limite
dos requisitados fundos de cultura
com escassez onipresente. Para outros.
Palavras desafiam o bom senso e
devem contrariar nosso conformismo.
Pulsões desafinam o azul dos mares
e das marés febricitantes.
Pensamentos tentam escapar dos
chapados raciocínios. Por outros NÓS.
Desejos desejantes de coautorias.
Liberdade de expressão sem medo de
esbarrar nas interpenetrações.
Nossa Presidente nos alertou com frase
contundente: ..."é sempre preferível
o ruído da Imprensa livre ao silêncio
tumular das ditaduras".
Reinventando Pascal: o silêncio eterno
dos espaços infinitos NOS  apavora?
Porém, ai porém, nosso país sem paraíso
nos corrói em situações limítrofes.
Apagões imprevisíveis.
Crimes homofóbicos.
Condenações que ainda temem dizer
seu impróprio NOME.
Zumbi dos Palmares.
Misérias filosofantes entre cachoeiras
e outras calamidades silenciadas.
Por quem, deslealmente, ainda tememos
Luiz Costa Lima  em argumentos cerrados?
Jamais encenados e ou encerrados.
Guardar outro nome: Anco Márcio Tenório
Vieira discorrendo INTERCULTURALISMO.
Orixás de Maria Bethânia em defesa
da escola pública de qualidade.
Xangô de Geraldo Maia. HELIOITICICANDO.
Samba de Paulo Marcondes no AZOUGUE.
BALADAS LITERÁRIAS interpenetradas
por Marcelino Freire no inteiro ambiente.
Chega de relativismos desde que somos
RELACIONAIS em todas hibridizações.
Sincréticos, SEM sinCRETINISMOS.
Para nada salvar. Nem mesmo a alegria
do NÓS, noves, novenas, nonadas.
Mas há CONTROVÉRSIAS se agigantando
BIG JATO de XICO SÁ aos Beatles no Cariri.
CONVERSAÇÕES ANALÍTICAS em abismos.
Recife, nov/dez de 2012.
atentadospoeticos@yahoo.com.br

Grupo Teatral Risadinha em circulação...

Grupo Teatral Risadinha cumpre circulação com o espetáculo  AFUZARCA - UMA BRINCADEIRA DE RUA


CIDADE DE CATENDE

14/03/2013 Praça Ana Malta da Costa Azevedo ás 10.h BNB
                   Praça do cinquentenário Bairro Jardim Diamante ás 16.h FUNARTE
CIDADE DE PALMARES
15/03/2013 Tenda da Cidadania ás 10.h BNB
                    Praça Dr. Paulo Paranhos áss 16.h FUNARTE
CIDADE DE XEXÉU
16/03/2013 Praça Floriano Peixoto ás 10.h BNB
                                                        ás 16.h FUNARTE

FICHA TÉCNICA
TEXTO E ENCENAÇÃO: ALEXSANDRO SILVA

ELENCO: GERALDO COSMO
                GILVAN MOTA
                THAÍS SILVA

MÚSICOS: DAVISON WESCLEY
                  FLÁVIO SANTANA


PATROCÍNIO:
PROGRAMA DE CULTURA BANCO DO NORDESTE / BNDES EDIÇÃO - 2012

PRÊMIO FUNARTE - ARTE CÊNICA NA RUA - 2012
 
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