Errata!



A data de exibição da peça Senhora de Engenho entre a Cruz e a Torá foi transferida para o dia 01/12 as 19h.

Local: Pátio Externo da Casa Grande do Engenho Camaragibe, Av. Belmino Correia, s/n,Centro, Camaragibe-PE(o local é conhecido como o "Casarão de Maria Amazonas).

Entrada Gratuita.

Única apresentação.



Abraços.

Pedro Dias

TODOS EM DEFESA DA SECRETARIA DE CULTURA DE PERNAMBUCO!‏

É muito importante assinar minha petição: TODOS EM DEFESA DA SECRETARIA DE CULTURA DE PERNAMBUCO!

Toda pessoa que se junta a esta campanha aumenta nossa força de ação. Por favor, separe um minuto para compartilhar este link com todos que você conhece:

http://www.avaaz.org/po/petition/TODOS_EM_DEFESA_DA_SECRETARIA_DE_CULTURA_DE_PERNAMBUCO/?tBhAxbb

Vamos fazer a mudança juntos,

Clébio Marques


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Aqui está a petição para encaminhar para seus amigos:

TODOS EM DEFESA DA SECRETARIA DE CULTURA DE PERNAMBUCO

Pernambuco é o único Estado que não aderiu ao Sistema Nacional de Cultura. Além de manter intocável o formato antidemocrático do atual Conselho Estadual de Cultura, criado em 1967, em plena ditadura militar, onde o governador continua escolhendo todos os seus integrantes, agora Eduardo Campos pretende extinguir a Secretaria Estadual de Cultura, incorporando-a à Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Essa é a “nova política” do governador Eduardo Campos?
De novo essa proposta não tem nada. Na verdade, expressa a “velha política”, a velha concepção que entende a cultura como mero complemento, a ”cereja do bolo”, como dizia o ministro Gilberto Gil. É o oposto de uma visão contemporânea que vê a cultura como um dos pilares do desenvolvimento sustentável, juntamente com o econômico, o social e o ambiental. As políticas públicas de cultura, nos últimos dez anos, avançaram muito no Brasil e, infelizmente, Pernambuco com o governo Eduardo Campos foi ficando para trás e, agora, poderá retroceder definitivamente. 

Ter um órgão específico que pense a cultura nas suas dimensões simbólica, cidadã e econômica é imprescindível para uma gestão qualificada no campo cultural e uma exigência básica do Sistema Nacional de Cultura. A Meta 1 do Plano Nacional de Cultura é, até o ano de 2020, ter o Sistema Nacional de Cultura institucionalizado e implementado, com 100% das Unidades da Federação (UF) e 60% dos municípios com sistemas de cultura institucionalizados e implementados. A Meta 37 é ter 100% das Unidades da Federação (UF) e 20% dos municípios, sendo 100% das capitais e 100% dos municípios com mais de 500 mil habitantes, com secretarias de cultura exclusivas instaladas. Enquanto os demais Estados já chegaram lá ou estão a caminho, o nosso Pernambuco caminha celeremente na contramão.

Estamos às vésperas da 3ª Conferência Nacional de Cultura e isso é uma vergonha para um Estado com a importância cultural e a tradição política de Pernambuco. É um total desrespeito à 3ª Conferência Estadual de Cultura, realizada no último mês de setembro, na cidade de Gravatá, que exigiu a adesão imediata do Estado de Pernambuco ao Sistema Nacional de Cultura, mediante a implantação dos elementos previstos na legislação nacional, garantindo a democratização do Conselho Estadual de Cultura, com a representação dos segmentos culturais e das 12 RDs, assegurando a paridade (Estado e Sociedade) e a eleição dos representantes da sociedade civil pelos respectivos segmentos, conforme determina o SNC.
O governo Eduardo Campos faz exatamente o contrário: não adere ao SNC, mantém o Conselho intocável e propõe a extinção da Secretaria de Cultura. É demais.

COMPASSOS CIA DE DANÇAS

FEDAP 2013


I SARAU DE POESIA DO SERTÃO

CONVITE:

     Poetas, Escritores, Músicos, Seresteiros ,Declamadores ,artistas em geral é chegada a hora de participarem do I SARAU DE POESIA DO SERTÃO, nesta sexta-feira no auditório da Escola Isaura Xavier, na Estação Ferroviária, às 20:00 horas.(Org.: Flávio Magalhães, “Homenagem aos 25 Anos do Cabeça de Rato”   PARTICIPEM!!!

Grupo de teatro da ETE fez o maior sucesso com a obra adaptada de "O CORTIÇO" de Aluizio Azevedo, adaptada e dirigida por Flavio Magalhães.


3ª Mostra de Atividades Pedagogicas foi o maior sucesso... (Professor Lindomar Bento, Poeta Rômulo Campos e Flávio Magalhães)


Do Congresso Nacional vêm vozes em alvoroço denunciando a “judicialização” da política na democracia brasileira. Basta dar uma espiada no noticiário para perceber que a queixa tem razão de ser. A questão é saber se isso é bom, ou não, para a democracia. A princípio, não devia ser. Ao estilo americano do Estado Democrático de Direito, na definição de seus inventores, os chamados Pais Fundadores dos estados que se uniram para formar a jóia mais preciosa da coroa britânica e depois lhe deram um pontapé no traseiro, o segredo da estabilidade democrática é o equilíbrio doschecks and balances, controles e contrapesos. Do outro lado do Atlântico, um francês, também herdeiro das tradições de luta da Revolução que guilhotinou os reis, Montesquieu, teorizou sobre a autonomia e o equilíbrio entre os três Poderes da República ideal: um congresso de representantes da cidadania debatendo, votando e aprovando as normas de conduta; uma equipe, também escolhida pela sociedade, para executar a vontade do poulacho; e juízes togados que garantam a restrita execução de tais cânones. Legislativo, Executivo, Judiciário, cada um na sua. “Judicialização” da política significa no jargão parlamentar, juiz (o terceiro) metendo o bedelho na gestão do Estado, assunto do segundo, e, em vez de só julgar a legalidade das medidas, legislar, assunto do primeiro poder citado. A questão fundamental, contudo, não é a restrita obediência às regras, mas a garantia de que direitos de cidadãos serão preservados e seus deveres, cobrados. E isso ocorre quando o Judiciário não intervém?
Não se trata de adotar o velho brocado católico do “Roma locuta, causa finita” (o juiz bateu o martelo, fim de papo). Trata-se, isso sim, de garantir a paz, a ordem e a igualdade de direitos entre os cidadãos. Em 1988, os senhores congressistas se reuniram e ergueram os pilares do marco democrático da Constituição, dita cidadã pelo seu principal artífice, Ulysses Guimarães, presidente de tudo e avalista da transição da ditadura abrandada para a democracia escancarada. O documento definitivo, a chamada Carta Magna, deu aos funcionários públicos o direito de pararem de trabalhar para obter melhores salários e condições mais decentes de trabalho, em isonomia com os metalúrgicos das montadoras de automóveis e os estivadores do cais. Desde então, passou meia dúzia de presidentes pelo trono republicano, dois dos quais em mandatos longevos, e nenhum se aventurou a desagradar os amanuenses da máquina pública para reforçar esse direito com a enunciação de limites e obrigações. Tamanha ficou a bagunça que o Supremo Tribunal Federal (STF) teve de descer das colinas romanas do Planalto Central para evitar que o Zé Mané da esquina continuasse sendo achincalhado pelo barnabé do guichê, que não faz greves, mas goza de férias, de acordo com sensata definição do maior líder grevista da História e mais popular e hábil chefe de governo republicano, Luiz Inácio Lula da Silva. Será condenável esse tipo de “judicialização”? Duvidoso, não é mesmo? Mas, mesmo após o acórdão da Corte Suprema, nem o Executivo se dispôs a usar o poder de sua maioria acachapante nem o Congresso decidiu fazer valer a condição de que vive se arrogando de única representação popular autêntica e direta. A precária (apesar de suprema) decisão judiciária não foi até a tessitura destas linhas substituída pela necessária lei que regulamente o direito dando-lhe mais força.
Exemplo mais notório disso aí é o julgamento mais famoso e popularizado da história da mais alta instância do Judiciário – o chamado mensalão. Dentro da tradição do “herói da retirada”, flagrado por Hans Magnus Enzensberger e que ganhou o mundo no romance de Javier Cercas,Anatomia de um instante, o advogado e parlamentar Roberto Jefferson delatou a compra de apoio parlamentar com o emprego de dinheiro público ou de empresas contratadas pelo Estado. Apesar de denotar um dos mais graves defeitos do Judiciário, a lerdeza, pois o processo levou sete anos para ser levado a julgamento (já na metade do mandato da sucessora do presidente em cujo primeiro de dois mandatos o crime foi cometido), o processo se notabilizou pelo desmanche de uma das práticas mais nefandas de nossa democracia à brasileira: a prerrogativa que os políticos profissionais se arrogam de não fazerem parte do universo de cidadãos iguais perante a lei. Mandatários públicos do Executivo e do Judiciário (bem como dirigentes partidários) sempre partiram do pressuposto de que têm direito a delinqüir, embora, como agentes do Estado, o neguem aos sem-mandato. Deste ponto de vista, sem querer aqui expor nenhum parti pris, o julgamento fez história, pois esclareceu que o principal álibi dos acusados – o de que praticaram crime contábil, negado a empresários, mas a eles permitido – não tem sentido ou nexo nem pode merecer perdão. A condenação de altos dirigentes do partido no poder federal ao longo de dez anos confirmou a inviolabilidade de um dos direitos fundamentais da cidadania nas democracias dignas de tal denominação: a igualdade de todos perante a lei.
No entanto, a “judicialização” da política, de que o Judiciário tem sido acusado pelos políticos dos dois outros Poderes da República, mormente nesse caso, tem fragilidades evidentes. A indicação dos membros dos tribunais por executivos de governos, embora eleitos pelo povo, comprometem a necessária imparcialidade do poder que julga. E não há no horizonte soluções perfeitas para a resolução desse impasse.
De outro lado, a cristalização de falsos direitos, como a liberação da delinquência aos autores das leis que a definem continua representando um risco, não apenas ao equilíbrio e à independência dos poderes, mas principalmente à garantia do respeito aos direitos do cidadão. O divórcio entre Nação e Estado sabota o exercício da democracia fortalecendo uma espécie de “neofeudalismo”, no qual os representantes do povo e os escolhidos por este para exercerem o poder em seu nome e na defesa de seus interesses e direitos comportam-se como senhores de baraço e cutelo tratando a patuleia na planície dentro das limitações da vassalagem.
Difícil é o papel do Judiciário, minado internamente pelos próprios defeitos (privilégios de classe, corrupção e lerdeza, principalmente), de assegurar ao homem comum o status de cidadão, e não de súdito. No panorama atual das instituições brasileiras, contudo, o que tem assegurado o mínimo de poder real à sociedade não representada no Parlamento e desrespeitada pelo Executivo é, muito mais do que a harmonia tida como ideal, a permanente tensão entre os Poderes. Só esta permitirá que os “heróis da retirada”, na prática benigna da “ética da traição”, tragam a baila novos processos que provoquem rachaduras no poder monolítico do Leviatã estatal pela garantia dos direitos inalienáveis dos cidadãos, sejam estes contribuintes ou não.

José Nêumanne é articulista do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e da Rádio Jovem Pan

Abertura da IX Bienal Internacional do Livro, com o ex-integrante da Banda Moxotó, Natércio Araújo, Gera Camilo, ator global, escritor e músico e o poeta Flávio Magalhães.


 
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