O BOM FILHO A CASA VOLTA!



Grafite explica opção pelo Santa Cruz: “Clube que me revelou para o futebol”

O coração falou mais alto e mesmo com uma proposta maior para renovar com o Al-Sadd, clube do Catar pelo qual disputou a última temporada, o atacante Grafite optou por voltar ao Santa Cruz. Em entrevista ao site oficial do clube, o atacante falou sobre o início da carreira, o carinho que nutre pela Tricolor e fez projeções sobre este retorno à Cobra Coral. Aos 36 anos e depois de passar uma década atuando no futebol internacional, o jogador sentiu que era a hora de voltar. Ele será apresentado com uma grande festa no Arruda na tarde desta quarta-feira, às 15h30. O GloboEsporte.com/pe transmite tudo, em vídeo, a partir das 14h45. 

PREFEITURA DE SERTÂNIA OFERECE CURSINHO GRATUITO!

Sertânia oferece gratuitamente cursinho preparatório para concurso público

A partir da próxima segunda-feira (29) estarão abertas as inscrições para cursinho preparatório para concurso público oferecido gratuitamente pela Prefeitura de Sertânia, por meio da Secretaria de Educação. As pessoa interessadas devem procurar, até o dia oito de julho, a Escola Municipal Isaura Xavier, das 19h às 21h, munidas da Carteira de Identidade e CPF.

O cursinho oferece aulas de português, matemática, conhecimento gerais, direito constitucional e lógica, disciplinas básicas para a maioria dos concursos públicos. As aulas terão início no dia três de agosto e são ministradas de segunda a quinta-feira, no período da noite, na própria Escola Municipal Isaura Xavier. Mais de 280 estudantes são beneficiados e recebem gratuitamente da Prefeitura as apostilas com todo conteúdo das disciplinas.

"O cursinho é muito importante para quem quer se preparar para enfrentar um concurso público. O nosso tem duração de um ano, com um excelente conteúdo e professores altamente qualificados", disse a Coordenadora do Cursinho, professora Magaly Pires.

RAUL SANTOS SEIXAS VIVE...



Há exatos 70 anos nascia Raul Santos Seixas, o maluco beleza conhecido como o rei do rock brasileiro e um importante símbolo da contracultura. O cara que misturou rock, com música brasileira; que não teve medo de expor suas ideias nas músicas diante de uma forte ditadura militar; que fez a cabeça de pais na época e hoje faz a cabeça dos filhos; que passou por todas as religiões, filosofias, políticas e lutas; que preferiu ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo; que nos ensinou que a vida é muito curta pra ser um sujeito normal e fazer tudo igual; que motivou muita gente a tentar outra vez e ter fé em Deus e na vida; que viveu pela sua própria lei, da maneira que quis; que não se contentou com o sucesso, dinheiro e tudo que conquistou na vida, pois sabia que existia algo muito além disso; enfim... o início, o fim e o meio.
Flávio Magalhães

VIVA SÃO JOÃO !!!!


Pula a fogueira, João!

Resistindo a disputas entre a Igreja e os ritos pagãos, o fogo do santo se manteve aceso e hoje alimenta “a mais brasileira das festas”

Luciana Chianca
“Acende a fogueira, João nasceu!” Parece canto de festa junina, mas foi uma ordem dada por Isabel assim que deu à luz, naquele 24 de junho. Conta a tradição popular que o fogo foi a forma de comunicar o parto à sua prima, Maria, que estava em outro ponto do vale. Maria também estava grávida: seis meses depois, era a vez de Jesus vir ao mundo.
Além dos laços familiares, João tinha outras coisas em comum com o profeta que daria origem ao cristianismo. Como Maria, Isabel também engravidou contra todas as probabilidades. Não era virgem, mas dizia-se que estava estéril e tinha idade avançada quando concebeu o último filho. Ele se tornou um pregador e ficou conhecido por batizar os gentios nas águas do Rio Jordão. Mas quando o apontavam como o esperado Messias dos judeus, ele anunciava: “Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das sandálias; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. Referia-se ao primo. Para ganhar de vez o apelido de “Batista”, realizou um feito capaz de fazer inveja a qualquer outro santo: abençoou o próprio Jesus, testemunhando em seguida a descida do Espírito Santo em forma de pomba – era o início da meteórica missão do “filho de Deus”.
As qualidades de João Batista lhe garantiram lugar de honra entre os santos católicos. Equiparando-se a Jesus, ele é o único do qual se comemora o dia do nascimento, e não o da morte. A diferença de seis meses entre eles inspirou uma clara demarcação no calendário cristão: se dividirmos o ano ao meio, metade é para Jesus (de junho a dezembro) e a outra metade para São João (de dezembro a junho). Essa divisão tinha razão de ser. A Igreja vinha se esforçando desde o século XIV para doutrinar a população da Europa Ocidental, ainda muito afeita a rituais pré-cristãos, como os cultos solares e lunares associados à vida agrícola. Naquele continente, a diferença entre as estações é bem marcada por um contraponto: o solstício de verão – dia com maior duração da luminosidade do sol (21 de junho) –, e seis meses depois, o solstício de inverno – dia menos beneficiado pela luz solar (21 de dezembro). Entre os mais importantes cultos solares, registrava-se por toda a Europa a queima noturna de fogueiras no solstício de verão, para festejar a vitória da luz e do calor sobre a escuridão e o frio. A Igreja Católica adotou esses marcos cósmicos, atribuindo aos primos João e Jesus dois momentos de honra para seus nascimentos: o primeiro, perto do solstício de verão; o segundo, perto do solstício de inverno. Era uma maneira de dar novo significado às práticas pagãs relativas ao fogo.


       Mas a mudança não foi suficiente para superar o incômodo que as fogueiras populares provocavam entre os religiosos. Elas representavam a perdição, a destruição das obras do Criador. Sem falar que as festas do fogo eram consideradas excessivamente licenciosas, inclusive no sentido da liberação sexual. Eis uma tarefa difícil: como subjugar o fogo e seu simbolismo carnal? Primeiro vieram as tentativas de erradicação. Os fogos eram perseguidos localmente por monges e bispos obstinados em acabar com todos os ritos pré-cristãos. Somente no Concílio de Trento (1545-1563) a Igreja encontrou uma solução: as fogueiras de solstício passaram a ser admitidas como “fogos eclesiásticos”. Para isso, foram banidos todos os sentidos que a Igreja Católica chamava de “superstições”. A fogueira, agora, era sinônimo de purificação – qualidade que a transformou em símbolo das execuções da Inquisição. Os fogos atravessaram os séculos e cruzaram os oceanos sem se apagar. E se a população europeia não associava a festa do fogo e da luz ao santo Batista – visto como homem austero, comedor de mel e gafanhotos –, na nova colônia portuguesa a mensagem vingou rapidamente, ainda no século XVI, graças ao trabalho dos jesuítas. Prova disso está nos Tratados da Gente e da Terra do Brasil, escritos em 1584 por Fernão Cardim: “Três festas celebram estes índios com grande alegria, aplauso e gosto particular. A primeira é as fogueiras de São João, porque suas aldeias ardem em fogos, e para saltarem as fogueiras não os estorva a roupa, ainda que algumas vezes chamusquem o couro”.

       A fogueira, as luzes e os fogos de artifício impressionavam e despertavam a simpatia dos nossos nativos, ajudando na aproximação entre índios e religiosos. Frei Vicente do Salvador, em sua História do Brasil (1627), conta que os índios “só acodem com muita vontade nas festas em que há alguma cerimônia, porque são mui amigos de novidades, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”. Amigos de novidades e velhos amigos do fogo, como atestou o francês Jean de Léry, que conheceu os tupinambás no século XVI e acompanhou uma festa na aldeia em que usavam “uma vara de madeira (...) em cuja extremidade ardia um chumaço de petum [tabaco] e voltavam-na acesa para todos os lados soprando a fumaça contra os selvagens [nesse caso, os caraíbas]”.


Museu de Arte Naif

           Mas foi nas áreas urbanas que a festa de São João se tornou um acontecimento de sucesso, ligando os dois principais eixos da vida social: as ruas e as igrejas. Nos dias santificados, as cidades se iluminavam enquanto o chão das ruas era decorado e as janelas, enfeitadas com tecidos e potes de flores. As igrejas reuniam o público em encontros esporádicos para os quais todos acorriam, desejosos de ver e serem vistos, mas também para conversar, assistir às representações teatrais de cantos e danças. Por causa da herança de influências pagãs de sua ancestral portuguesa, a festa de São João era palco de tensões políticas e sociais. As adivinhações, os batismos e casamentos de fogueira desagradavam às autoridades. No final do século XVII, o arcebispo da Bahia editou uma versão local das decisões do Concílio de Trento na qual recomendava “aos padres e outras pessoas que cuidam das igrejas” que “elas sejam por ocasião destas noites bem iluminadas, e que eles sejam vigilantes para que no seu interior não haja motivo de escândalo”. Por precaução, as rezas, missas e vigílias de velórios foram suspensas à noite. Tudo passou a ser estritamente vigiado de modo a não permitir excessos. Mesmo assim, várias desobediências às ordens do clero e do rei eram registradas pelas autoridades. Os fogos de artifício e as fogueiras estavam proibidos desde 1641, em ordem que seria constantemente renovada, atravessando até mesmo o século XX. E constantemente desrespeitada.
Não se deve pensar que a Igreja ficava apenas nas ameaças. Em 1769, o Santo Ofício condenou uma mulher à morte por predizer casamentos olhando os contornos do desenho feito pela clara de um ovo quebrado dentro de um copo, em noite de São João. Em 1808, ao chegar ao Brasil, a Corte portuguesa trouxe consigo vários hábitos festivos, dando novo vigor às celebrações urbanas, inclusive as religiosas. Portugal tinha grande reputação pela beleza dos seus fogos de artifício. Também foram adaptadas músicas e danças de salão. A mais conhecida delas resiste até hoje como símbolo da festa: é a quadrilha junina.A princípio, esta dança não era exclusiva do mês de junho. Animava também nossos carnavais e era especialmente apreciada nos círculos sociais da monarquia. O próprio D. Pedro II a acompanhava com gosto nos bailes solenes. Quando os hábitos da realeza saíram de moda, no início do período republicano, a quadrilha deixou de ser vista nos centros urbanos. Mas continuou sendo dançada em localidades menos importantes. Só voltaria à cena nos anos 1950, com o crescimento da industrialização e das migrações em massa do interior para as grandes cidades. É quando ocorre um fenômeno curioso: no lugar dos elegantes nobres de outrora, os protagonistas da dança feita aos pares são agora os “matutos”, os caipiras.

            A figura do homem interiorano, com seus traços, suas roupas e seus trejeitos, assume lugar central na festa de São João, mas estereotipada pelo olhar urbano, seguindo uma tradição que vem desde o Jeca Tatu de Monteiro Lobato,  esboçada no livro Urupês (1918) e consolidada na propaganda do Biotônico Fontoura. Outros personagens reforçariam essa imagem, como o Jeca Tatu dos filmes de Mazzaropi e o Chico Bento, criado em 1961 e publicado em histórias em quadrinhos de Mauricio de Souza.
 Dotado de traços positivos como a ingenuidade e o bom coração, o homem do interior é considerado “mais puro” que o da capital. Ele representa a nostalgia e a idealização do passado dos migrantes que hoje vivem nas cidades. Mas a homenagem não chega a alterar sua posição na estrutura social: depois da festa, ninguém deseja assumir aquela caricatura. O matuto é apenas o “bufão” da cidade. E foi assim que o São João tornou-se “a mais brasileira das festas”, nas palavras de Roger Bastide (1898- 1974), famoso antropólogo francês que viveu em nosso país na primeira metade do século XX. Entre fogueiras, balões, danças, brincadeiras, música e muita comida, sempre sobra um espaço para o santo: lá está ele, representado em forma de menino, de cabelos encaracolados, carregando um cordeirinho nos braços. Inocente criança que dorme, e que a festa – licenciosa e profana, por mais que a Igreja tente impedir – quer despertar com seus fogos e rojões: “Acordai, João!”

Luciana Chianca é professora de Antropologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e autora do livro A festa do interior (Natal: EDUFRN, 2006).


A METAMORFOSE NO ESPELHO


Muitas vezes será difícil olharmos no espelho e nos reconhecer após mudanças tão drásticas, mas após determinadas mudanças poderemos nos olhar no espelho e realmente nos enxergar e não um reflexo do que esperam de nós. 
Por muito tempo, coloquei como objetivo de leitura o livro Metamorfose, de Kafka. E por muito tempo, também, fui adiando tal leitura até o dia em que, finalmente ,entrei no admirável mundo de Kafka (que me perdoe Huxley). A leitura, assim como sua escrita, foi num só fôlego. Levei menos de um dia para terminar e quando terminei só pensava numa coisa: por que demorei tanto para ler esse livro? E entendi o porquê dele estar nos meus objetivos de leitura.
Caso você tenha lido o livro também, talvez tenha uma visão diferenciada da qual eu tive. Caso não tenha lido, não se preocupe, nada do que ler aqui poderá, de alguma forma, estragar a sua leitura. Um dos meus lugares favoritos para observar as pessoas são os transportes públicos. Seja ônibus, metrô ou trem. Interessante pensar quem são aqueles seres, para onde estão indo e, principalmente, por que estão ali. Olhar para nós mesmos, muitas vezes, é mais complicado e indecifrável que analisar o outro. Ao analisar o outro, podemos utilizar de todo tipo de julgamento, não conhecemos seus receios, seus medos, seus sonhos. Mas, fazer isso com nós mesmos é como nos jogar em uma sala cheia de espelhos, temos a escolha de ficarmos de olhos abertos e enfrentar toda aquela realidade que nos cerca, ou fecharmos os olhos e nos imaginar da maneira que quisermos.
Como a personagem principal, em alguns momentos da vida, aceitamos viver uma realidade que não é exatamente aquela que desejamos para atingirmos um objetivo que, também, não é aquele que almejamos. Porém, é a realidade necessária para fazer felizes aquelas pessoas que nos fazem feliz. Como forma de incentivo, utilizamos do bom e velho "farei isso somente até (...)" – qualquer informação preencheria perfeitamente os parênteses deixados. A grande questão, entretanto, é entendermos o que realmente é uma meta de vida e o que é apenas ilusão. Porque aquilo que vive dentro de nós, o nosso verdadeiro eu, uma hora ou outra resolve aparecer, e nem sempre é possível controlar. E é nesses momentos que é possível descobrir quem realmente somos e quem realmente nos cerca. E podemos realmente nos surpreender com ambas as situações. Quando mudamos, todo o mundo que nos cerca muda junto conosco, e nem sempre positivamente.
Quantas vezes não nos deitamos e, ao abrirmos os olhos para um novo dia, nos deparamos com um "eu" totalmente modificado? Porém, aceitarmos isso é tão difícil quanto, ou talvez mais difícil, os outros nos aceitarem desta nossa "nova forma". Kafka nos mostra, de uma maneira muito perturbadora, como é mudar e como o mundo a nossa volta insiste em não aceitar tal mudança. Nos primeiros momentos, nós mesmos não conseguimos aceitar que mudamos, procuramos entender o que está acontecendo, como se essa nova condição realmente não nos pertencesse. Os primeiros pensamentos são aqueles voltados para o que as outras pessoas irão pensar sobre essa nova forma de ser, talvez não nos assustemos com aquilo que vemos no espelho, mas sim com o nosso reflexo nos olhos daqueles que nos julgarão.

O primeiro local que iremos sofrer tal julgamento será, sem sombra de dúvidas, no seio de nosso lar. Nossos entes queridos, aqueles os quais incontáveis vezes apoiamos. Mostram-nos uma face de completa ingratidão, não são capazes de qualquer tipo de empatia. Assim, também, será a reação no nosso círculo de trabalho, ainda que, como o nosso herói metamorfoseado, nunca tenha sido causa de qualquer alarde, ao sinal de uma atitude fora dos padrões esperados, um pré-julgamento ocorre imediatamente, juntamente com os seus efeitos colaterais. Por fim, até mesmo pessoas das quais você nunca teve contato começam a julgá-lo, e para piorar, julgam também aqueles que de alguma forma escolheram ficar ao seu lado nessa mudança. E nesses momentos, onde parece que uma sociedade inteira está contra você e contra aqueles que de alguma forma abraçaram sua causa, aqueles que por um momento pareciam estar ao seu lado começam a titubear e se questionar se realmente deveriam estar. Mesmo aquelas pessoas que nos sacrificamos tanto para fazê-las felizes, parecem esquecer tudo que se passou e analisam as mudanças negativamente. As pessoas que um dia você estendeu a mão para ajudar, às vezes, são as primeiras a empurrar você abismo abaixo. E outras que estiveram ao seu lado no começo de tudo parecem abraçar o medo de serem julgadas juntamente com você. Claro que todo esse pensamento não é uma regra geral e sem exceções.

 É apenas uma das formas que as coisas podem acontecer, é apenas a forma que Kafka captou a metamorfose e suas eventuais consequências. Entretanto, sendo essa ou outra forma, as metamorfoses são necessárias e cruciais. O mundo só pôde evoluir até hoje através das mudanças que os homens fizeram, e toda mudança acarretou em medos, preconceitos, repulsa, intolerância, ódio e injustiça. Tudo regado à infinita ignorância. Mas de tudo isso, não extraí somente aquilo que é ruim, ficou a lição de que é necessário mudar. E se nos permitirmos fazer a mudança que achamos necessária, antes que ela ocorra de uma maneira inesperada demais, podemos tirar maiores benefícios da nova realidade. Muitas vezes, será difícil olharmos no espelho e nos reconhecermos após mudanças tão drásticas, mas após determinadas mudanças poderemos nos olhar no espelho e, realmente, nos enxergar, e não um reflexo do que esperam de nós.

JESSICA CICCONE

Entre cinzas de uma cidade incansável, busco as respostas das perguntas não proferidas. Aceito propostas e acredito em promessas. Em uma viagem de pensamentos levo a mochila cheia de palavras..


A ALQUIMIA ENTRE BOB DYLAN E BEATLES

Prestes a completar 50 anos, o encontro entre Beatles e Bob Dylan ainda ecoa no mundo da música. De um lado o pop britânico, do outro o folk americano, e no meio disso tudo a maconha, o vinho, as composições, as melodias, as influências e músicas inesquecíveis.
Foi em 1964 que o encontro aconteceu. O local: um hotel em Nova York. Foi neste ambiente, um tanto quanto impessoal que os Beatles e Bob Dylan tiveram o primeiro contato. Músicos com estilos diferentes, uma banda pop com vontade de aprender e evoluir e um cantor intitulado folk, porém de alma livre e sem medo de se expressar. Uma mistura impensada porém com influências definitivas e certeiras. O encontro mítico, a primeira vez em que os Beatles fumaram maconha, o que temperou bastante a música dos Fab Four apontando caminhos fora da rota clichê de amor e balada adolescente que faziam até então.
A partir daí as referências apareceram. No disco Beatles For Sale, John Lennon declarou que tanto I´m a Loser quanto I Don´t Wanna to Spoil the Party tinham influência de Dylan pelo seu teor mais intimista. Nesse mesmo disco, Paul McCartney compôs I´ll Follow the Sun que nos remete a Don´t Think Twice, It´s All Right de Dylan pelo seu personagem “errante” semelhante aos da literatura beat da época. Bob Dylan por sua vez trocou seu violão por uma guitarra Fender, montou uma banda e saiu um pouco da linha acústica se aventurando pelos sintetizadores, mas não abandonou seu jeito peculiar com letras inteligentes e mensagens instigantes.
Um ano depois, em 65, ocorre a consolidação concreta desta troca musical extremamente rica. Help!, a música composta por John Lennon mais intimista até então (onde pede literalmente ajuda e assume suas inseguranças diante da fama repentina e estrondosa), alcança a primeira posição nas paradas de sucesso americana seguida por Like a Rolling Stone de Bob Dylan. Esta canção por sua vez é o ápice desta nova fase de Dylan, eletrizante e com letra provocadora consegue agradar diferentes públicos, desde o folk de protesto que ainda resistia aos novos rumos de sua carreira, até o pop que caiu nas graças de um artista obtuso.
Um encontro informal em um quarto de hotel regado a vinho barato e maconha nos rendeu umas das melhores trocas musicais que conhecemos até hoje. Onde o “folk” e o “pop” se cruzaram para formar uma nova vertente de rock com mistura de sagacidade, inteligência, um pouco de drogas e melodias inesquecíveis.





Toma banho de chapéu, não espera o papai noel, porém discute Carlos Gardel, entre outros, além de ser uma metamorfose ambulante. Então vá, faça o que tu queres! .


HAPPY BIRTHDAY SIR PAUL


IN MEMORIAN


A última vez em que estive com Fernando foi a menos de seis meses, em minha casa, no Rio. Ele chegou junto com outro grande amigo, Ronaldo Bastos, e foi uma noite como há muitos anos não acontecia. Passamos horas  lembrando de histórias, canções, amigos e, principalmente, a amizade que nos guiava em todos estes anos em que passamos juntos. Eu já sabia que Fernando estava com um problema de saúde, mas em nenhum momento falamos disso naquela noite. Não precisava. Fernando esteve ao meu lado nos acontecimentos mais importantes da minha vida. E isso já era o suficiente a ser lembrado.
Em meu último show, em Santos, no dia 5 de junho, uma jornalista pediu para eu contar uma história, qualquer uma. Não sei como, mas automaticamente comecei a falar do Fernando, e de quando eu estava em São Paulo, e fiz três músicas no mesmo dia: “Pai Grande”, “Morro Velho” e “Travessia”, esta última, a que levei para Fernando Brant fazer a letra em Belo Horizonte. O resto é história.
Sem ele, as coisas não teriam acontecido desta maneira. Nenhuma palavra do mundo é capaz de descrever o quanto eu sou agradecido por ele ter feito parte da minha existência.
Obrigado Amigo, muito obrigado;
Milton  Nascimento

(BH, 13\06\2015)

CAMINHADA DO FORRÓ ABRE O SÃO JOÃO DE ARCOVERDE‏.

                             NEGO DE ADÉLIA é o homenageado da Caminhada do Forró - 2015  
As festividades do São João de Arcoverde iniciam no próximo sábado, dia 20/06, e o primeiro evento deste concorrido período festivo será a Caminhada do Forró. O cortejo de sanfoneiros que percorre as principais ruas da cidade e encerra na feira é realizado pelo Coletivo Cultural de Arcoverde - COCAR pelo quinto ano consecutivo, sempre no sábado que antecede o Dia de São João.

Este ano o homenageado da Caminhada é o sanfoneiro Jonas Alexandre, o Nego de Adélia. O músico, falecido em 2014, era o único a tocar o fole de oito baixos na Região e foi integrante do Grupo de Reisado do Distrito de Caraíbas, lugar onde nasceu e se iniciou na vida artística. Nego era bastante atuante na vida cultural de Arcoverde e participou de todas as edições da Caminhada do Forró.

Mais de vinte sanfoneiros já confirmaram participação no evento, que contará também com a presença de outros grupos culturais da cidade, a exemplo da Trupe do Boi Cafuné e de uma quadrilha junina de pernas de pau. Pela primeira vez participarão da festa os alunos do curso de sanfona da Escola de Música Roberto Moraes da Casa Jonas Moraes.

A Caminhada do Forró a cada ano vem crescendo em número de pessoas e se estima que em 2015 mais de mil pessoas acompanharão o cortejo ao som da autêntica música regional, mantendo a tradição das festas juninas do interior do Nordeste, onde Arcoverde se destaca com um dos principais polos.

A concentração ocorre a partir das 10h no Boteco do Chapa (em frente ao Cine Rio Branco) e por volta do meio dia segue em direção ao Centro Comercial Regional de Arcoverde - CECORA, onde se localiza a feira. O local já está sendo preparado para receber os foliões juninos, com estrutura de palco, bares e com uma ornamentação especial. Ali também vai estar sendo realizada mais uma edição do Cultura Livre nas Feiras, projeto realizado pela Secretaria Estadual de Cultura/Fundarpe. 

Considerado um ponto alto do São João Arcoverdense, o evento é acessível a todos, pois não conta com cordão de isolamento, todavia, é vendida uma camisa que serve de lembrança da festa. A arte da camisa, como nos anos anteriores, foi especialmente produzida pelo artista plástico Sebastião Rodrigues.

A Caminhada integra a programação oficial do São João de Arcoverde e recebe apoio da Prefeitura Municipal, da Fundarpe e do comércio local.
foto: acervo do COCAR

-- 
Coletivo Cultural de Arcoverde - COCAR 
 
Em defesa dos valores culturais e históricos de Arcoverde e Região.
 

SABE POR QUE EU TE AMO?

O amor fica lá em cima, na última prateleira, onde ninguém quer pegar, ou você cresce para alcançar ou pede para outro pegar para ti. Sinto-me como se não precisasse me comprometer em ser feliz, descobri que felicidade programada é bobeira. Não há pressa. Tenho amor e ela, e isso basta.
 Você só acerta duas vezes na vida: quando escolhe amar e quando aceita o amor de alguém. Outro dia me disseram: “Depois que você começou a amar, nunca mais escreveu sobre amor”. Retruquei dizendo: “Desculpe, mas dizem que os românticos são sempre mal interpretados.”
Bom, pelo menos acho que amar é não ser compreendido pelo resto das pessoas. Não estou dizendo que os solteiros não tem o seu valor, mas eles normalmente não costumam dar créditos aos amantes, amados e amáveis. Confesso que até os entendo. A gente que ama tem mania de sentir privilegiado mesmo. Chegamos até a viver a vida como se fossemos mais contentes. "É fogo de palha”, alguns até nos acusam. No entanto, amar tem o risco de ser descreditado sempre. Eu só tive um grande amor de verdade na vida. Não é grande pelo tamanho, mas pelo que cochichamos nos ouvidos um do outro. Eu compartilho as pequenas palavras, e elas vão saindo aos poucos do trampolim da ponta da língua e caindo suavemente nos ouvidos dela. Você sabe como é isso?
Amar é experimentar muitas sensações. Não há intimidade maior que o silêncio. Somente quando faltam as palavras é que sentimos não precisar delas. Estar nesse ponto com alguém é a melhor sensação que alguém poderia experimentar. Não tem como negar que amar é a melhor droga que alguém deveria experimentar. Vicia, mas faz da gente alguém novo. Amar é se renovar a cada dia, ou seja, não viver o mesmo sempre. Tenho muita dificuldade em entender porque para alguns amor e sofrimento tem o mesmo gosto. Não enxergo amor onde existe condições, onde tem egoísmo, onde tem indiferença. Puxa, todo dia tem alguém dizendo isso, mas mesmo assim a gente não aprende. É claro que, às vezes, amar exige coisas como “Eu estava errado, me desculpe”. Renunciar é gostar demais para querer que sua vontade se sobressaia àquilo que os olhos do outro pede sem falar. Sei bem que alguns não sabem isso, mas é exatamente aí que ficaríamos impedidos de praticar essa virtude?
Sei que o rosto de alguns se contorcem ao ler isso, e suas cabeças pensativas dirão: “Ah, desisti. Amar é impossível!” Claro que é, mas é isso que faz valer a pena! É quase um milagre. É exatamente isso que nos salva dos momentos sem força. Amar é batalhar sem esperança. Amar é sujeitar um ao outro. Amar é não ver fim no começo. Amar é suspirar sem controle. Amar é doar, sempre. O amor é um adolescente insurreto que briga sem parar por não parar de pensar.
A deselegância do amor esbarra na prateleira das formalidades do mundo. Não tem hora certa. Não tem lugar apropriado. Ele simplesmente vem sem avisar. Alimenta-se sem que seja oferecido. Bate na porta na hora mais tranquilaO músculo do amor desfalece, mas não rompe. Ele, às vezes, cansa, mas logo se recupera. Descansar no amor gera vida, traz verdade, vitalidade, renovação. A vontade de praticá-lo é o analgésico para a dura realidade humana. O amor deve ser prioridade entre os que tem coração vivo.
O amor é inclassificável. Não tem como definir. Não leva nenhum nome consigo. Ele bate o olho e diz: "Parece que te conheço de algum lugar”, “Você não me é estranho, sabia?”. Não podemos ter amor rotulado. Não podemos colocar apelidos para ele. Ele tem que ser indefinível. Ele tem que ser sem endereço. Tem que ser livre. O amor fica lá em cima, na última prateleira, onde ninguém quer pegar, ou você cresce para alcançar ou pede para outro pegar pra ti. Sinto-me como se não precisasse me comprometer em ser feliz, descobri que felicidade programada é bobeira. Não há pressa. Tenho amor e ela, e isso basta. Eu amo até que não possa mais pensar nisso. O amor é uma verdade e isso não é novidade. O mundo não está preparado para ouvir isso. O mundo não está pronto para nisso insistir. Mas nós...nós vamos com tudo!

O MULTI ARTISTA JOSIMAR LIRA MATOS...

O Multi artista, nosso amigo, irmão das artes e da vida, Josimar Lira Matos,(Foto) filho do Poeta Expedito Matos, faz um trabalho excelente na terra dos Faraós da poesia, mais conhecida como São José do Egito. Josimar é um fotógrafo extremamente poético o seu olhar tem um clic diferenciado, além da sua criatividade e com isso temos verdadeiras maravilhas fotográficas, que eu chamo de “Oasis sertanejo” um Oasis Fotográfico de pura beleza poética. O seu excelente trabalho, veio o reconhecimento desse artista veio, do  Clube da Nikon que destacou sua foto, por do sol da capital da poesia, como capa de sua página. Parabéns amigo.

Flávio Magalhães
                                          (Foto destacada pelo Clube da Nikon)

Christopher Lee, lendário ator britânico, morre aos 93 anos.

Christopher Lee, lendário ator britânico, morre aos 93 anos.
Famoso por Drácula, ele também viveu Saruman em 'O sO lendário ator britânico Christopher Lee, famoso por interpretar Drácula e o maligno Saruman em "O senhor dos anéis" e em "O Hobbit", morreu no domingo (7), aos 93 anos,  informa nesta quinta-feira (11) o jornal "The Telegraph". De acordo com a publicação, ele estava internado havia três semanas em um hospital de Londres, na Inglaterra, para se tratar de insuficiência cardíaca e respiratória. O "Telegraph" diz ainda que a esposa de Lee optou por adiar o anúncio da morte porque queria, antes, avisar os familiares. Christopher Lee nasceu em Londres em 27 de maio de 1922. Seus primeiros trabalhos como ator são dos anos 1940, mas foi na década seguinte que ele se tornou uma estrela.
Do período, destacam-se "A maldição de Frankenstein" (1957), o seu Drácula em "O vampiro da noite" (1958) e "A múmia" (1959). Com a popular produtora britânica Hammer Film Productions, especializada em longas de terror, repetiu o papel de Drácula em filmes lançados nos anos 1960 e 1970. A imagem de vilão, contudo, parecia incomodá-lo. "Por favor, não me descrevam como uma 'lenda do horror'. Eu deixei isso para trás", afirmou em entrevista ao "Telegraph".
Outro papel marcante foi o do vilão Scaramanga em "007 contra o homem com a pistola de ouro" (1974). Curiosamente, Lee era primo de Ian Fleming, escritor que criou James BondNos últimos 15 anos, Christopher Lee foi apresentado a uma nova geração de fãs. Além de trabalhar em "O senhor dos anéis", apareceu em outra franquia que está entre as mais populares da história do cinema: "Guerra nas estrelas" ("Star wars", no original). Trabalhou ainda em filmes do cultuado cineasta americano Tim Burton, como "A lenda do cavaleiro sem cabeça" (1999), o remake de "A fantástica fábrica de chocolate" (2005), na pele do pai de Johnny Depp, e "Sombras da noite" (2012). Conhecido por sua voz muito marcante, Lee também dublou inúmeros filmes, inclusive de Tim Burton. Deu voz a personagens de "A noiva cadáver" (2005) e "Alice no país das maravilhas" (2010), em 2001, Christopher Lee foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico por seus serviços como ator. Em 2009, foi nomeado Cavaleiro por seus serviços como ator e filantropo. Em 2011, ao receber um prêmio pelo conjunto da obra no Bafta, considerado o Oscar britânico, declarou que jamais se aposentaria.
"Eu odeio ser um ídolo. Como dizia o querido [ator] Boris [Karloff], não vou pendurar as chuteiras até morrer", declarou na ocasião.
Christopher Lee também atuou da divisão de operações especiais da Grã-Bretanha na 2ª Guerra Mundial. "Eu fiz parte do Serviço Aéreo Especial [SAS, na sigla original], mas nós somos proibidos – seja no passado, no presente ou no futuro – de falar sobre quaisquer operações específicas. Vamos dizer apenas que eu estava nas Forças Especiais e deixar por isso mesmo", lembrou certa vez. Christopher Lee deixa a esposa, Birgit, conhecida como Gitte, com quem era casado desde 1961, e uma filha, Christina.

Fã de heavy metal; Ao longo da carreira, Christopher Lee explorou seu lado cantor e lançou discos, EPs e singles. Gostava muito de heavy metal.O mais recente trabalho foi o EP "Metal knight", lançado em 2014. "Associo o heavy metal à fantasia pelo tremendo poder que transmite", explicou em um comunicado na época do lançamento. "Metal knight" tinha quatro canções e três versões alternativas das mesmas. Duas delas eram originais do musical "O homem de La Mancha": "I, Don Quijote" e "The impossible dream".  "Don Quixote é o personagem de ficção mais heavy metal que conheço", explicou Lee. As outras faixas eram "The Toreador March", da ópera "Carmen", de George Bizet, e "My way", popularizada por Frank Sinatra. Em dezembro de 2013, Lee havia se tornado o intérprete mais idoso com uma canção nas paradas dos Estados Unidos. A música se chamava "Jingle hell", espécie de paródia da natalina "Jingle bells".Senhor dos anéis'.
                 Christopher Lee em cena de 'O Senhor dos anéis: A sociedade do anel' (Foto: Divulgação)
Christopher Lee: como Scaramanga em '007 contra o homem com a pistola de ouro' (1974), em 'A mansão da meia noite' (1983) e em 'Triage' (2009) (Foto: Divulgação/MGM).



SGT. PEPPERS LONELY HEART CLUB BAND



                              SGT. PEPPER’S : A MAIOR REVOLUÇÃO DA MÚSICA

por Flávio Magalhães*

Em 1967 no dia 1º de Junho, o maior grupo de rock de todos os tempos, os Beatles, lançava o "Sargeant Pepper's Lonely Hearts Club Band", surpreendendo o mundo com um trabalho que mudaria definitivamente o curso da música contemporânea. Ela nunca mais seria mesma. Depois desse disco, todos queriam fazer seus álbuns conceituais. O Sgt. Pepper's... foi tão impressionante que Brian Wilson dos Beach Boys, quando o ouviu pela primeira vez, pirou, parou de trabalhar em seu próprio álbum (“Smile”), achando que o disco quintessencial tinha sido feito. O disco já começa com a própria capa inovadora, uma das mais imitadas de todos os tempos. *Pela primeira vez as letras vinham impressas na contra-capa, além dos personagens Karl Marx, Marylin Monroe, Capitalismo +Comunismo=Globalização, Alester Crowly, o guru do heavy metal, Stockhausen, compositor de vanguarda alemão etc. Mostra as novas tendências da música, além de personagens que influenciaram suas vidas assim como: Jung,(seus arquétipos bem ao estilo Beatle), Lewis Carrol, Poe, Dylan, Joyce etc. A TV mostra o consumismo, e a forma da comunicação que se desenvolvia rapidamente, o nome da banda feita de cannabis mostra que eles estavam a favor da liberação. O ecletismo é um dos pontos fortes do grupo e do disco: canções hindus, folk, vaudeville, música clássica, eletrônica, rock psicodélico, progressivo, heavy, jazz-rock, a reação dialética do punk, music disco, o DJ, african beat,  reggae, rugidos de animais, sons que só os cachorros podiam ouvir, como disse Lennon e McCartney uma homenagem aos cães ingleses e do mundo inteiro, despertadores...orquestra com máscaras e muito simbolismos, inspiração em Bach, o Rock virou ARTE, reafirmando a aldeia global preconizada por McLuhan. As canções, a começarem pelo próprio título do disco, eram um protesto antipanfletário contra a guerra do Vietnã; as músicas falam em diversos temas: drogas, violência contra a mulher, dramas circenses, filosofia oriental, influenciando artistas do mundo inteiro. Dai todos começaram a fazerem seus trabalhos conceituais, entre eles: Stones, The Who, Dylan, Pink Floyd, Led Zeppelin, Frank Zappa, Velvet Underground, Smiths, Nirvana, Oasis, Radiohead, U2, Mutantes, Gil, Caetano, Raul Seixas, Zé Ramalho, Belchior, Secos & Molhados, Nação Zumbi, etc. Como disse nosso ex- Ministro da Cultura, Gilberto Gil: “O Tropicalismo é o Sgt. Peppers + Banda de Pífanos de Caruaru”. Enfim, influenciaram todos os movimentos de vanguarda do planeta, para sintetizar este álbum tão conceitual e cheio de vanguardas o crítico de cultura Kenneth Tynan, disse: "Um momento decisivo na história da civilização ocidental”.


*José Flávio de Oliveira Magalhães é sertaniense; atualmente trabalha como professor de Arte e Inglês na Escola Técnica Arlindo Ferreira dos Santos(ETE), rede pública de ensino, é poeta (autor do livro Anjo Urbano, Contagem Regressiva) e diretor do grupo teatral Primeiro Traço Teatro.


Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio SIMEC - SISMédio

Ao dia 19 de maio de 2015, a Escola Técnica Estadual Arlindo Ferreira dos Santos, Sertânia/PE, realizou um evento voltado para diversidade cultural existente na escola. A atividade foi uma ação do  SISMédio (Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ensino Médio) pelo Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio.
O momento contou com a participação dos professores-cursistas: Adelmo de Assis Bezerra, Eduardo Rodrigo Araújo Silva, Francisco Vicente de Sousa, Gilva Gomes Batista, José Flávio de Oliveira Magalhães, Luciana Maria Alexandre da Silva,  Marcos Antônio Lira de Freitas, Marizete de Fátima Queiroz, Rômulo César Cristino Campos, Rute Melo Pontes Lopes e Sheila Magda Ferreira de Holanda Egito. Do Orientador de Estudos Ferdiramar Farias Freitas Nosso Amado Mestre e Do gestor Julio César Barbosa de Albuquerque e demais professores da escola.
O evento teve início com uma breve explanação, por parte do Orientador de Estudos, sobre a ação do pacto na escola, ressaltando o compromisso dos professores- cursistas em participarem efetivamente dos encontros e realizarem um estudo eficaz.
Dando sequência, os estudantes fizeram várias apresentações musicais, de estilos diversos, do Rock ao Arrocha, da quadrilha às toadas de vaquejada, os aboios, do sertanejo a músicas evangélicas, entre outras. Essa diversidade, presentificada na escola, é a confirmação da heterogeneidade que permeia as salas de aula, os corredores da escola, no contexto atual, da sociedade brasileira. Ações, como essa, mostram que a escola está aberta para as juventudes, que constituem o cenário educacional do século XXI. A partir dessas práticas, a ETE Arlindo Ferreira dos Santos concretiza sua filosofia de que, educação de qualidade, faz-se, entre outras premissas, com respeito à diversidade, e, principalmente, com valorização e incentivo constante às diversas vozes que ecoam no dia-a-dia da escola.






 
Copyright ©2018 GArganTA MAGAlhães Todos os Direitos reservados | Designed by Robson Nascimento