domingo, 27 de novembro de 2016

PALMEIRAS ENEACAMPEÃO

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

AUTO DE NATAL DO SERTÃO ANO VI

AUTO DE NATAL DO SERTÃO SERÁ APESENTADO PELA SEXTA VEZ PELA CIA PRIMEIRO TRAÇO DIA 23 DE DEZEMBRO NO ALTO DO RIO BRANCO, ÀS 20 HORAS, TEXTO DE MARCO FREITAS DIRIGIDO E ADAPTADO POR FLÁVIO MAGALHÃES...

domingo, 20 de novembro de 2016

IV MOSTRA PEDAGÓGICA DA ETE

TEXTO: "QUE NEM QUE CESSE" DE: PAULO FERNANDO; ADAPTAÇÃO E DIREÇÃO: FLÁVIO MAGALHÃES...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

IN MEMORIAN

Leonard Cohen e o teto do abismo Data: 11 nov 2016 Por: Jotabê Medeiros Categorias: Beck, Belchior, Benjamin Folds, Gil Scott-Heron, Jack Kerouac, Jeff Buckley, Johnny Cash, Leonard Cohen, Lou Reed, Madeleine Peyroux, Moby, Nick Cave, Nina Simone, Pixies, R.E.M., Rodrigo Carneiro, Tom Waits, Walt Whitman, Win Butler Leonard Cohen, Tom Waits, Gil Scott-Heron, Lou Reed, Johnny Cash: algumas vozes, na música popular, soam diferentes de outras, como se não existissem para preencher um espaço na canção, mas para usar a canção como um espaço de sua autoridade, tornando-a um território sagrado. Não só pela guturalidade, pela aparição tonitruante, pelo grave cerimonial, mas pela própria presença física da voz. Dessas, a voz de Leonard Cohen tinha um terceiro condimento: ela parecia compreender e imantar-se de toda a ternura do mundo, mesmo quando era cáustica e inquisidora. Isso o tornou o poeta dos poetas, um ídolo para intérpretes de todos os quadrantes: quase todo mundo de relevo o gravou, de Jeff Buckley a Nina Simone, de Johnny Cash a R.E.M., de Nick Cave a Pixies, de Win Butler a Beck. Jeff Buckley, inclusive, provou em praça pública a tese da ressurreição do artista ao gravar “Hallellujah” (1984), de Cohen, que o celebrizou precocemente como uma voz trágica de sua geração. Leonard Cohen, a despeito de seus mais de 80 anos, seguia sustentando com grande leveza e presença de espírito o título de grande mestre da poesia cantada universal. Quase todo mundo relevante gravou alguma música sua ou sofreu sua influência. “Meu bom Deus, não. A escuridão repentinamente passou a ser ainda mais escura. Que homem belo, que alma linda”, disse Moby. Leonard Cohen foi alcoólatra e andou por diferentes drogas, com diversos resultados. Dedicou-se ao misticismo e a religiões díspares, com uma queda mais acentuada pelo zen-budismo. Nunca, em toda essa trajetória, alguém achará um Leonard Cohen de joelhos, na sarjeta. Parece que tinha um escudo defletor de misérias humanas. Lembrava-me um verso de Belchior: “Não quero contar vantagem, mas já passei fome com muita elegância”. Quando lançou seu primeiro disco, Songs of Leonard Cohen, em 1967, aos 33 anos, o poeta canadense já tinha sido amigo de Jack Kerouac, vivido como um boêmio na ilha grega de Hydra, visitado Cuba durante a invasão da baía dos Porcos e publicado dois romances e quatro livros de poesia festejados pela crítica. Ele passou a fazer música como quem pega uma estrada nova desconhecida, mas estranhamente íntima. Cohen publicaria poesia e prosa com o mesmo impacto com o qual fez música. Parecia que sempre tinha estado ali, mas iniciou já artista feito. Sua importância como literato era amplamente reconhecida, consagração que culminou com o prêmio Príncipe de Astúrias de Literatura na Espanha em 2011. Um pouco seguidor da tradição iniciada lá no século 19 com Walt Whitman, Leonard Cohen roçava o céu da boca das profundezas com sua poesia e sua interpretação. Isso desafiava cantores e cantoras de todos os quadrantes a tentar alcançar o teto do seu abismo. Madeleine Peyroux fez bonito com uma interpretação magistral de “Dance Me to the End of Love” (1984). Aqui em São Paulo, Rodrigo Carneiro ainda vara as noites nos oferecendo uma das grandes traduções de Leonard Cohen que é possível tatear. As novas gerações sempre souberam quem ele era. “Garotos, tirem um momento para ouvir ‘Going Home’, de Leonard Cohen, quando vocês puderem”, escreveu Benjamin Folds no dia da morte de Cohen. Às vezes, sob um manto de folk music, ele revigora uma tradição centenária. “Acho que rebusco algo. Não gosto de chamar isso de ideias. Acho que ideias são aquilo que se quer difundir. Ideias tendem a ser o lado direito das coisas: ecologia, vegetarianismo ou antiguerra. Tudo isso são ideias maravilhosas, mas eu gosto de trabalhar em uma canção até que esses slogans, tão maravilhosos quanto as ideias que querem promover, se dissolvam nas convicções profundas do coração. Nunca pretendi escrever uma canção didática. É só minha experiência. Tudo que ponho na canção é minha própria experiência”, disse. Todos os discos de Leonard Cohen estão pontuados por suas cicatrizes, que são muitas. Não havia a possibilidade de um disco ruim dele. Alguém disse que sua morte era “um anjo voltando para casa”. Não me ocorre definição mais precisa.

domingo, 16 de outubro de 2016

Os Tempos Estão Mudando (FORA TEMER)

Bob Dylan recebeu o Nobel de literatura “por ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção americana”. Muitos criticaram a Academia Sueca. É difícil avaliar um Nobel, mas vale a pena analisar os argumentos usados para criticar a escolha. São uma oportunidade única de entender ideias e preconceitos que permeiam a cultura contemporânea. 1) O primeiro argumento é que um Nobel de literatura não deveria ser concedido a um músico. Não se trata de um argumento a respeito da obra de Dylan, mas de um juízo a respeito do grupo daqueles a que o prêmio se destina. Ora, a literatura é uma arte ao alcance de qualquer um. Na conhecida definição do poeta Ezra Pound, “literatura é linguagem carregada de significado”. Dylan trabalhou a vida inteira com palavras e sons, matérias-primas da poesia. Sua obra vem sendo estudada há décadas pelas qualidades literárias. Ele foi indicado ao Nobel pela primeira vez em 1996. Sempre se considerou mais poeta que músico. O fato de também ser um músico popular de sucesso não pode ser um empecilho a que receba o prêmio. 2) O segundo argumento é que o prêmio abre um precedente. A Academia se preocupou em filiar Dylan a uma tradição que começa em cantores épicos como Homero, atravessa os trovadores medievais, como Arnaut Daniel, e chega ao cancioneiro popular em vários países. A versão séria desse argumento sustenta que poesia e música são artes que se separaram há centenas de anos e hoje habitam universos separados. Não faria sentido, portanto, escolher um cantor popular. Por que Dylan e não Leonard Cohen? Por que apenas agora a Academia acordou para os músicos? Que dizer do francês Georges Brassens, descendente ainda mais direto dos menestréis? De Jacques Brel? Noel Rosa ou Chico Buarque? Toda canção popular deverá agora ser considerada poesia? O problema com esse argumento é que erros do passado não devem impedir acertos no futuro. Todo letrista é também poeta. Nem todo letrista é bom poeta. Se a Academia deixou até hoje de considerar no prêmio bons poetas que atuam no universo do cancioneiro popular, o erro não está na escolha de Dylan. Esteve em aferrar-se até hoje a uma concepção limitada de poesia. Para o público a quem toda poesia se destina, tal divisão sempre foi artificial. 3) O terceiro argumento sustenta que, num momento em que cai o número de leitores de livros no mundo todo, seria papel da academia escolher alguém que ajudasse a ampliá-lo. Se era hora de conceder um Nobel a um americano, por que não Philip Roth ou Don DeLillo, romancistas de sucesso cuja obra pode exercer força sobre a quantidade de leitores? Roth e DeLillo são provavelmente dois dos maiores romancistas vivos, não há dúvida. A lista de “injustiçados” é longa – a começar pelos dois maiores escritores do século XX, James Joyce e Marcel Proust. Mas tal argumento padece de um problema básico: sempre haverá, numa escala subjetiva, este ou aquele nome que parecerá “merecer mais”. Só que não é papel do Nobel fazer Justiça a um panteão literário imaginário, muito menos estancar a queda no número de leitores. Trata-se apenas de um prêmio. É aposta segura que Roth e DeLillo não deixarão de ser lidos, assim como Dylan continuará a ser popular. Qualquer um seria uma escolha justificável, mas – como é da natureza das escolhas – apenas um poderia ganhar, para infelicidade daqueles que preferem outros. 4) O único argumento que poderia ser usado para criticar o prêmio está no mérito da obra de Dylan. Poesias dele são hoje objeto de intenso estudo nas universidades. Seus versos já foram comparados aos de John Keats e William Butler Yeats (em cuja poesia também “havia um grande elemento de canção”, nas palavras do comitê que lhe concedeu o Nobel em 1923). A poesia de Dylan tem aquilo que Pound qualificava como “significado concentrado ao último grau”? Ou é apenas uma coleção de chavões pastosos de protesto adolescente, como quase tudo o que toca no rádio? Essa é, no fundo, a discussão que interessa. Não tenho competência para avaliar a resposta. Acadêmicos como Gordon Ball ou Christopher Ricks, que sempre defenderam o Nobel para Dylan, afirmam que, sim, é poesia de qualidade. A justificativa parece estar nos versos do próprio Dylan: Venham senadores, congressistas Por favor escutem o chamado Não fiquem parados no vão da porta Não congestionem o corredor Pois aquele que se machuca Será aquele que nos impediu Há uma batalha lá fora E está rugindo E logo irá balançar suas janelas E fazer ruir suas paredes Pois os tempos estão mudando The Times They Are A-Changin'(By: BOB DYlan) #Gostei do velho Dylan ter ganho, mas eu gostaria muito que tivesse sido o nosso Chico Buarque de Holanda)

sábado, 15 de outubro de 2016

FELIZ DIA DOS PROFESSORES

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OUTUBRO PARA NADA ESQUECER

OUTUBRO para nada esquecer. Jomard Muniz de Britto, jmb Para sempre lembrar um dos filmes clássicos da modernidade, pelo nome revolucionário: EISENSTEIN. Não esquecer e não ser esquecido. Além da retórica de cumplicidades entre amantes da sétima arte. Nesse jogo de perde/ganha sejamos todos iguais-desiguais pela escritura de Rachel Rangel, R.R. Entre literaturas, panfletos e es qui Zo a ná li ses. Dentro e fora das idolatrias e con-su-mis-mos. Cultivando dúvidas permanentes. Revisitando abismos. Vavá Schön Paulino emergindo na beleza de Floresta dos Navios e dos cemitérios de João Cabral. Por nós e vozes replicantes. Crenças e desilusões entre AQUARIUS realimentando por Sonia Braga nossa HISTÓRIA DA ETERNIDADE. Tudo reinventado arte-em-processo. Fora os abnegados pelo PODER. Para não esquecer Paulo Freire contaminado pelas UNIVERcidades. Pelo sal de Salete van der Pöel na Paraibarroca surpreendente. INCERTEZAS dentro e fora das Bienais em demasia. Tudo pela montagem de atrações entre closes e planos gerais, cortes e transgressões de EISENSTEIN. Para lembrar telas e tragédias. Recife, 04 de outubro de 2016 atentadospoeticos@yahoo.com

domingo, 9 de outubro de 2016

O homem da paz e do bem foi chamado por Deus, neste domingo. José Ferreira Filho, Cazuza da Casa Sertânia, do dispensário, do Albergue ou simplesmente Cazuza, descansou em seu leito, na cidade de Sertânia. Durante sua vida, foi comerciante, religioso e Vicentino. Fez o bem a muita gente, trabalhou pelos pobres e crentes e colaborou com a Sociedade de São Vicente. Deixou seu exemplo de cidadão e pai de família. Meus pêsames aos primos Mena, Raimundo Ferreira, Ana Amélia, André Ferreiras e demais familiares. Que Deus conforte a todos e dê a alma de Cazuza O Descanso Eterno, A Luz Perpétua e O Resplendor. Paz e bem.

HAPPY BIRTHDAY JOHN

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

eu aqui pensando que 1. sim, tá tudo ruim, mas somos oposição; 2. o discurso que tudo é culpa do PT (e das esquerdas) logo se esvazia; 3. dias piores virão, mas sempre estivemos em luta. não é preciso ter medo do que já conhecemos; 4. a história é cíclica; 5. por pior que sejam, todos esses golpes são didáticos; nossa hora vai chegar novamente e faremos melhor; 6. é preciso educar as pessoas. com paciência, como remadores dentro da barca que vão chegar ao seu destino, mas remando de costas pra ele, pra usar uma imagem de Kierkegaard. remar é nosso trabalho agora . e sim, devemos educar esses nossos oponentes, o taxista, o pobre de direita etc etc; 7. somos os bárbaros. isso nos dá uma série de vantagens; 8. a vida não é filme e o centro não é a periferia, mas precisamos tecer teias. sejamos aranhas também. 9. temos sangue dos Caeté e Tupinambá nas veias, sabemos fazer um banquete; 10. tá na hora de a onça beber água. sejamos ela. assinado: Dona Onça Verunschk

domingo, 28 de agosto de 2016

FLÁVIO MAGALHÃES & JULIERME GALINDO

NO ENCERRAMENTO GRANDE SHOW DO CANDEEIRO ENCANTADO

GRANDE SHOW COM NOSSO AMIGO ZÉ LUIS E SEU CANDEEIRO ENCANTADO, ZÉ LUIS É CANTOR COMPOSITOR E MEMBRO DA SAPECAS,GRANDE SHOW DE ENCERRAMENTO.

COM AMIGOS DO MOVIMENTO CULTURAL DE MONTEIRO...



COM MAURICIO (O GALO),NALVA, AIRTON E MANINHA O GRANDE SEU MOURA GRANDE INCENTIVADOR DA CULTURA E JULIERME GALINDO DIRETOR DA TRUPE AZIMUTE, QUE ENCERROU COM O ESPETÁCULO: ARUÁ: O BOI ENCANTADO, ALEM DE: CIBELLY,KONDA PEDRINHO,ADRIANA MAGALHÃES...

ENTREGA DOS TROFÉUS na VI MOSTRA DE TEATRO E DANÇA DO CARIRI 2016



COM O AMIGO E CANTOR,POETA PEDRO SOARES...

REFLEXÕES DE UM PINTOR MALDITO...








IV AMOSTRA DE TEATRO E DANÇA DO CARIRI "RANIEL QUINTANS"




CENAS DA APRESENTAÇÃO "REFLEXÕES DE UM PINTOR MALDITO"
TEXTO DE ZITO JR. ENCENAÇÃO: SAVIANO SILVA.  PRODUÇÃO: LINDOMARCIO, MICHEL. AUGUSTINHO, VINICIUS, DIREÇÃO: FLÁVIO MAGALHÃES. REALIZAÇÃO:
CIA. PRIMEIRO TRAÇO.

domingo, 21 de agosto de 2016

VI MOSTRA DE TEATRO E DANÇA DO CARIRI RANIEL QUINTANS


MOSTRA DE ARTES GERALDO BARROS

Aberta temporada de Artes no SESC Arcoverde - Mostra de Artes Geraldo Barros,d e 22 de agosto à 2 de setembro, recheada de boas surpresas. Segunda 22 de agosto às 19h. Abertura das exposições: Geraldo Barros - Memória e Afetividades no foyer do Teatro Geraldo Barros, A Cidade e a Memória resultado visual do curso de Literatura ministrado por Thiago Henrique estará na Mini Galeria (segundo piso) e Infinito Olorun - Ilustrações de Marcelo Stuart. Venha conferir!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016


quarta-feira, 13 de julho de 2016



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Micheliny Verunschk chega ao coração do inferno no seu segundo romance...

Por Fernanda Castello Branco
Depois do premiado Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida (2014), ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, Micheliny Verunschk chega ao seu segundo romance.

Aqui, no Coração do Inferno – a primeira parte de uma trilogia sobre um garoto serial killer – será lançado dia 28 de julho, às 19h, na Patuscada, em São Paulo, pela Patuá, mesma editora do livro anterior. “Numa das versões que descartei, havia a narração sob três perspectivas. A dele, já adulto, contando sua formação de assassino; esta, da menina falando sobre ele, preso na casa dela; e a de alguém próximo a ele, um familiar, contando a genealogia de tudo, aquilo que antecedeu o menino”, diz Micheliny. “Eliminei essa versão sob três perspectivas por considerar que cada narrador possui força suficiente para contar a própria história.”
Foto: Ivson Miranda
Na entrevista a seguir, a escritora pernambucana contou para o Fala com Arte quando os outros dois livros da trilogia serão publicados, como é o seu processo criativo e qual é a sua relação com a prosa e a poesia.

Na orelha do livro, Maria Valéria Rezende cita que ele começou a ser escrito há anos. Como foi esse processo? Você o deixou quieto, precisou fazer isso, o que aconteceu?

Comecei a escrever esse livro logo depois que dei o meu primeiro romance, Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida, por encerrado. O meu processo de escrita de prosa é um processo lento, porque retorno várias vezes ao que já foi escrito, tanto para cortar como para acrescentar coisas. É um trabalho em processo, ou work in progress, como preferem alguns. Mesmo na etapa de revisão, ainda penso no livro. Faço várias versões, descarto capítulos inteiros, acrescento outros, descarto até mesmo versões completas, já “prontas”. Isso acontece, acredito, porque procuro sempre a forma mais exata de contar a história. Porque o núcleo duro de cada romance, tenho em mente antes mesmo de escrever a primeira palavra – e o meu trabalho é apenas encontrar a melhor forma.
Qual é a história de Aqui, no Coração do Inferno?

Aqui, no Coração do Inferno é a história de uma menina de 12 anos, no fim dos anos 1980, cujo pai é delegado de polícia de uma cidade do interior. Um dia esse homem leva um prisioneiro para casa, um prisioneiro especial, que ele não pode ou não quer deixar preso na cadeia. Enquanto espera a transferência desse prisioneiro – um garoto serial killer –, a menina narra a experiência de estar tão perto de um assassino e ainda revela suas próprias atividades clandestinas, como remexer nos arquivos e nas gavetas do pai. É uma história sobre crescer, sobre fatos recentes do nosso país e também sobre a naturalização do mal.
Conte um pouco como nascem as personagens: elas antecedem a ideia da história ou vão se adaptando a ela?

Quando o núcleo duro da história surge, alguns personagens já aparecem com ela. Outros vão surgindo por necessidade da própria engrenagem da narrativa. No meu primeiro romance há uma população de personagens secundários que surgiram da necessidade de construção de um burburinho de mundo. Já nesse segundo romance há pouquíssimos personagens “incidentais”, digamos assim. Quase todos surgiram com a ideia inicial.
Ainda sobre processo criativo, você tem uma rotina definida de escrita quando está produzindo um livro? Se tem, como ela é?

Eu não tenho uma rotina definida. Minha rotina é o caos. Talvez fosse ótimo se conseguisse seguir um roteiro, mas, pela própria dinâmica de minha vida pessoal, não consigo. Faço muitas coisas simultaneamente. Porém, no caso da escrita de um romance, por causa daquele processo lento que mencionei, estou continuamente pensando nele, mesmo que não esteja escrevendo. E alterno períodos de escrita frenética com essas pausas, que para mim são muito ricas e necessárias.
Você estreou em romance, com Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida, já premiada. Isso a pressiona em relação ao segundo romance?

Não necessariamente. Quando terminei Nossa Teresa, muito antes de qualquer indicação e premiação, já comecei a escrever o segundo romance. Tenho algumas histórias para contar.
E a questão da poesia versus a prosa? Você já consegue definir bem como se sente em cada um desses “terrenos” literários? Em qual deles você se sente mais confortável pisando?

Comecei a escrever prosa e poesia ainda na infância, mas, por algum motivo, dediquei-me por um bom tempo mais à poesia – penso que por ter sido mais fácil em algum momento transitar nesse território, que é o território da criança. Contar histórias exige outro engenho, e por longos anos a prosa não foi senão um ensaio, um exercício. Fui aprendendo a ganhar fôlego. A criar mundos mais expandidos. O meu amadurecimento na linguagem poética foi mais rápido, acho que porque não saí da infância: continuo olhando o mundo com o mesmo maravilhamento e espanto. Entretanto, ao encontrar o meu tom na escrita da prosa (e que é um tom cinematográfico), não consigo diferenciar uma postura mais confortável entre um e outro. São processos diferentes, com exigências próprias, às quais atendo ou procuro atender. Nenhum é fácil, mas ambos me ensinam suas prioridades e seus modos.
Mesmo que ainda esteja com o novo livro chegando ao mundo, já tem algum projeto para o próximo?

O romance Aqui, no Coração do Inferno é uma história que está contida numa narrativa ainda maior. Explico: o livro faz parte de uma trilogia que gira em torno desse garoto serial killer. Numa das versões que descartei, havia a narração sob três perspectivas. A dele, já adulto, contando sua formação de assassino; esta, da menina falando sobre ele, preso na casa dela; e a de alguém próximo a ele, um familiar, contando a genealogia de tudo, aquilo que antecedeu o menino. Eliminei essa versão sob três perspectivas por considerar que cada narrador possui força suficiente para contar a própria história. Então optei por publicar Aqui, no Coração do Inferno primeiro, mas estou trabalhando nos próximos, que devem ser publicados entre 2017 e 2019 e se chamam O Peso do Coração de um Homem e O Amor, Esse Obstáculo. De todo modo, esses são projetos que, embora ainda não estejam totalmente prontos, já estão finalizados. Melhor dizendo, já sei todos os rumos que essa grande narrativa terá. O que me interessa mesmo é o livro que virá depois – a história que está guardada, esperando, mas ainda não comecei.

sábado, 2 de julho de 2016

M O M E N T O S Sonetos e Poemas por Carlos Celso Uchôa Cavalcante

O MEU EU
Caminhei por estradas muito extensas
A buscar a real felicidade
Repeti tantos atos de bondade
Liberdades eu tive tão propensas
Os acasos me deram tão imensas
Suas doses de oportunidades.
Cri na Força Divina, sobretudo
Exaltei o poder do Salvador,
Li na Bíblia que Cristo Redentor
Sobre nós derramou seu conteúdo
O poder infinito do amor.
Usufruí da vida as alegrias
Carregando as tristezas sobre mim
Hoje vejo no passar dos meus dias
O florir de um imenso jardim
A mostrar-se cheio de fantasias.
Caminhando ainda continuo
A procura do que não sei ainda
Vida longa de trajetória infinda
A vagar na imensidão flutuo
Longe da água, no vendaval, concluo
Coisas  belas estou a procurar
As andanças me farão encontrar
Na beleza que tanto procurei
Tudo que até hoje não achei
Em meus dias finais hei de achar.

CURSINHO PREPARATÓRIO

A Prefeitura de Sertânia, através da Secretaria de Educação, comunica que estão abertas as inscrições para o cursinho preparatório para concursos. Aulas de Português, Matemática, Raciocínio Lógico, Conhecimentos Gerais e Noções de Direito Constitucional.
Professores competentes e material gratuito.
As inscrições estão sendo realizadas na Escola Municipal Isaura Xavier  de 29 de junho a 07 de julho, sempre das 19 as 21h.
Documentos necessários: RG e CPF.
Início das aulas 03 de agosto
 Seja um vencedor!
Vagas limitadas
Tel. Para contato 87- 991013680/ 996823014.
Magaly Pires
Coordenadora do Cursinho


A CIGANA DE PARICONHAS E A PREMONIÇÃO

Existem pessoas que querem dar foros de verdade a um caso que é contado como lenda. Diz-se que Lampião, quando jovem, honesto e trabalhador, encontrou uma cigana bonita e sorridente, na feira de Pariconhas. Virgolino deu-lhe a mão para ser lida. A vidente começou a tremer lábios e pálpebras e fez terrível revelação: “tenha cuidado com o número sete. Ele vai ser a sua perdição”. Até então, Virgolino trabalhava como almocreve do coronel Delmiro Gouveia, que, por coincidência, possuía nome e pré-nome com sete letras.
Querem mais coincidência? Delmiro foi assassinado a tiros, no dia 10 de outubro de 1917. Lampião morreu nas mesmas circunstâncias, na grota de Angicos, dedurado por um coiteiro de nome Cândido, no dia 28 de julho de 1938. Angicos e Cândido são nomes de sete letras. Vinte e oito, o dia da morte de lampião, é múltiplo de sete. Julho é o sétimo mês do ano. Mil novecentos e trinta e oito tem quatro algarismo que, somados, totalizam 21, múltiplo de sete. Também foi de 21 o número de anos de diferença entre as mortes de Delmiro e Lampião.
Mossoró, uma cidade de sete letras, foi invadida por Lampião às 17 horas da noite de 13 de junho de l927. A cidade estava em festa, promovida pelo Humaytá, uma instituição desportiva que possuía sete letras em sua denominação. Também tinha sete letras o nome do coronel Rodolfo, prefeito de Mossoró, que organizou a resistência contra o cangaceiro. Lampião, neste cerco, perdeu os cangaceiros Colchete e Jararaca e ficou com cinco homens seriamente feridos. Teve sete baixas.
Se, supersticioso como era, Lampião tivesse dado mais atenção às palavras da cigana de Pariconhas, notaria que, na realidade, o número sete tinha muito a ver com a sua vida. Lampião, capitão, cangaço, são exemplos de nomes que possuíam este número de letras. Ele conheceu Maria Bonita no interior da Bahia, em Santa Brígida. O nome da santa já não seria um aviso do destino? A metralhadora que ceifou a vida do cangaceiro era da marca Hot-Kiss, outro nome de sete letras funestas, ligado ao destino do cangaceiro.
Lampião entrou para o cangaço aos 24 anos. Cerrou fileiras no bando de Sinhô Pereira (será que Pereira não tem sete letras?), que abandonou a vida de bandoleiro e retirou-se para Goiás. Corisco, um dos cangaceiros de maior confiança de Lampião, morreu dois anos após o cerco de Angicos. Quantas letras tinha o nome de Corisco? Abrahão era um libanês que vivia em Juazeiro, ajudando padre Cícero. Foi ele quem, pela primeira vez, conseguiu a permissão de Lampião para fotografar o bando, em 1935. Abrahão é o sétimo patriarca da Bíblia. O nome do fotógrafo de Lampião também tinha sete letras.
Saiba mais – Antes de invadir Mossoró, Lampião enviou um bilhete ao prefeito e não obteve resposta. Mandou um segundo, nos seguintes termos: “Coronel Rodolpho, estando eu aqui pretendo é dinhero. Já foi um aviso, aí para os sinhoris, se por acauso rezolver mi mandar a importança qui aqui nos pedi. Eu envito de entrada ahí porém não vindo esta importança, eu entrarei, até ahí penço qui adeus querer eu entro e vai aver muito estrago, por isto si vir o dinhero eu não entro ahi, mas resposte logo. Ass. Capm Lampião.
Rodolfo Fernandes tinha 150 homens bem armados esperando Lampião. O recado veio. Dizia que a cidade tinha o dinheiro. Lampião que fosse buscar. Um dos homens de Rodolfo era o cabo Damião do Pilão, ex-cangaceiro, conhecedor profundo dos hábitos daqueles que ameaçavam Mossoró. Depois de ver as balas esfacelar a cabeça de Colchete e não poder evitar a prisão de Jararaca, Lampião ordenou a debandada. Jararaca, que era ex-militar e se chamava João leite de Santana, foi colocado ferido sobre uma mesa e submetido a um julgamento sumário. Os maiorais de Mossoró decidiram que ele deveria morrer. Levado para o cemitério local acabou enterrado vivo, após receber uma cutilada desferida por um soldado.

sexta-feira, 1 de julho de 2016


Festival para crianças abre temporada dos grandes eventos (Por Romildo Moreira)

Anualmente, o segundo semestre é repleto de festivais de artes cênicas na capital pernambucana e o Festival de Teatro Para Crianças do Recife, realizado pela Metron Produções, é quem dá a largada a esses eventos. Na sequência, virão: a Mostra Brasileira de Dança, que acontecerá no período de 29 de julho a 07 de agosto; o Festival Estudantil de Teatro e Dança, em agosto; a 7ª Mostra de Circo do Recife, no mês de setembro; o 21º Festival de Dança do Recife, em outubro e o 18º Festival Recife do Teatro Nacional, em novembro. Em sua décima terceira edição, o Festival de Teatro Para Crianças do Recife traz uma programação plural em estilos de apresentações, totalizando 23 récitas, espalhadas por espaços como o Teatro de Santa Isabel e o Teatro Luiz Mendonça, assim como no mais novo teatro da região metropolitana, o Teatro Experimental Roberto Costa, que estará funcionando no Paulista North Way Shopping. – Que bom dá a notícia da abertura de um teatro e que já inaugura com uma programação de peso e local. Parabéns ao artista empreendedor Roberto Costa e à coordenação do Festival pela ocupação do espaço, contribuindo assim com a sua divulgação.

Driblando as dificuldades orçamentárias para o festival em 2016 acontecer, a Metron Produções está contando com a parceria de todos os grupos e companhias teatrais participantes da programação, e da mesma forma, da equipe de produção, que não mede esforços para que esta XIII versão faça tanto sucesso quanto as anteriores. Em mês de férias escolares das crianças, torna-se imprescindível conferir os espetáculos conforme indicação a baixo.
Como de práxis, no XIII Festival de Teatro Para Crianças do Recife também haverá homenagem a uma personalidade do teatro pernambucano. E desta feita o eleito foi o ator e diretor Paulo de Pontes, merecidamente, que mesmo residindo em São Paulo desde 2004, não fica ausente da ribalta recifense por muito tempo, a exemplo da última versão do Janeiro de Grandes Espetáculos e exibe em seu currículo, orgulhosamente, como costuma dizer, nos 32 anos de dedicação a este universo artístico, mais de cem espetáculos, sendo a maior parte deles destinados a crianças e jovens. Atualmente Paulo de Pontes integra o elenco fixo do grupo paulista Os Fofos Encenam e a partir do dia 02 de julho estará em cartaz no Teatro João Caetano, na capital paulista, com o espetáculo “O menino e as cerejas”, de Stella Tobar. Como já vimos dizendo neste espaço, da importância dos festivais para o movimento das artes cênicas, aqui e em qualquer parte do território nacional, tanto pela questão da circulação dos espetáculos quanto por possibilitar o acesso ao público local de uma programação que não estaria em pauta na cidade se não fosse o evento, acrescido ainda de trabalho e renda para atores, diretores e técnicos de espetáculo, além de tudo isso, o Festival de Teatro Para Crianças do Recife tem um quê a mais: é um dos poucos festivais inteiramente dedicados ao público infanto-juvenil no Brasil. E isso significa muito em questões como a renovação de público para o teatro e complemento cultural na formação intelectual dessa plateia. – Nunca me canso de repetir a seguinte frase: “Se a escola educa, o teatro instrui, e juntos, formam cidadãos melhores e culturalmente mais preparados para a labuta na vida”. – É de jovens bem preparados para a configuração do Brasil do amanhã, o que mais necessitamos agora. Toda a programação do XIII Festival de Teatro Para Crianças do Recife poderá ser conferida no site: www.teatroparacrianca.com.br .
DICAS DE ESPETÁCULOS EM CARTAZ
Programação do XIII FTCR:
“A Revolta dos Brinquedos”, com a Circus Produções Artísticas.
Local: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu).
Dias: 02 e 03/07/2016, às 16h30.
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00 – Informações: 988590777

“O Pequeno Príncipe”, com a Cia. do Riso (Foto acima).
Local: Teatro Experimental Roberto Costa (Paulista North Wae Shopping)
Dias: 02 e 03/07/2016, às 16h30.
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00.

domingo, 26 de junho de 2016


FERIDAS OCULTADAS MAS NÃO INVISÍVEIS

Artista guatemalteca, em um único vídeo, discute os regimes totalitários, a destituição Indígena em seu país e o contexto de exploração da mulher.    Uma mulher está rodeada de terra. Seu tronco geométrico, desnudo. Estática, ela tampouco parece ter alguma coisa que vista sua mente.
A paisagem é de um verde vivo, como se a vida estivesse próxima – todavia, parece perdida na tentativa de viver.
Vê-se de um armazém de perguntas. Um trator entra em cena e revela uma mão possessiva e agigantada – cuja função é tomar, e tomar tudo.
A cena segue. O corpo da protagonista e seus olhos se configuram como coisa petrificada e morta, diante da indiferença sentida somente por aqueles que estão à mercê do sofrimento. Corpo e olhar, neste contexto, seguem à frente desse outro desconhecido, cujo domínio configura-se como sua única instância de ação.
É um pouco com esta dinâmica que o trabalho da guatemalteca Regina José Galindo se estrutura. Para tratar a desigualdade e as lutas enfrentadas por mulheres em todo o mundo, a artista utilizou relatos do genocídio e dos poucos destroços restantes de uma terra arrasada, o seu próprio país.
Segundo a autora, a população local não quer enxergar a real tragédia que enfrentou durante a enorme guerra civil (1960 – 1996), e a elite local é condescendente com o que ocorreu.
“A maioria da população está a favor da repressão, do assassinato, da brutalidade e da morte. A maioria dos guatemaltecos, com os três dedos que é capaz de enxergar à sua frente, aprovam o genocídio”.
Esquerda comunista
Regina explica que havia uma gigantesca - e infundada - articulação política e cultural para o extermínio ocorrido, partindo da justificativa da Guerra Fria e do apoio estadunidense – com um discurso de que era necessário lutar contra a “esquerda comunista” personificada nos índios daquele país.
“A oligarquia e as pessoas ricas da Guatemala se aproveitaram da conjuntura de guerra para seguirem atacando e ficarem com a maioria das terras dos povos indígenas”, ataca.
O massacre sistemático e deliberado dessas comunidades constituiu um dos maiores terrores das histórias do mundo e da Guatemala. Tropas de soldados do exército e guerrilheiros civis chegavam aos povoados indígenas e destruíam tudo o que podia ser útil para viver: animais, plantações, comida etc.



Há relatos de que os militares utilizavam uma retroescavadeira e faziam fossas comuns de grandes dimensões. Depois, enterravam vivos os pertencentes ao povo Maia da região. Este processo é o que configura a entrelinha artística de Tierra, trabalho da artista que serve como documento e denúncia a essas violações. Durante a Guerra Civil da Guatemala, o massacre de populações indígenas esteve latente e feito por ambos bandos envolvidos na peleja. Somente em 2013, ano em que Regina construiu o vídeo, o povo Ixid pode testemunhar sobre este capítulo doloroso de sua história, responsável pela morte de mais de 1,7 mil nativos. A conclusão do tribunal foi a de que Montt utilizara a fome e a destruição moral como armas militares. Os informes do processo apresentam violações absurdas como meninas apunhaladas pelo pescoço, pessoas amarradas a suas casas e queimadas por soldados, bebês com cabeças destruídas por baionetas.

O vídeo Tierra foi parte da exposição Las invencibles: el trabajo de la mujer nunca se acaba, exibida em Santiago do Chile pelo centro cultural Matucana 100 (m100.cl)
Arte e tragédia humana
O trabalho da performer e poeta é uma maneira praticamente sublime e paradoxal de lidar com este luto. Utilizando imagens esvaziadas, com uma dor nascida a partir do silêncio, ela esmiuça este drama humano que alguns sabem, mas poucos querem enxergar.
Com cores vivas e fortes, Regina José Galindo resgata elementos políticos e lamentáveis do contexto latino-americano. Rememora também toda a condição feminina frente à imposição cultural opressiva em toda a cultura latina, que exacerba a agressão e a servidão.
Mais do que retratar a violência histórica do continente e de seu país, a artista visual engorda a discussão dos abusos contidos nas relações de poder, fortemente vigentes em nosso universo contemporâneo – em especial nos países subdesenvolvidos.
Os erros do passado seguem como uma ferida que a humanidade não pode repetir no futuro e, ainda que de olhos tapados, precisa ver.
*
Texto disponível em espanhol em Nicotina & Cafeína

DÊNIS MATOS

se fumar é uma maneira discreta de ir queimando as desilusões perdidas, e o café é uma poção mágica para ler e entender o mundo, escrever com nicotina & ca

sábado, 18 de junho de 2016

FORA TEMER


segunda-feira, 13 de junho de 2016

II EDIÇÃO DP MONTROCK FESTIVAL...

II Edição do Mont Rock Festival, com Robson Araújo , Leão Azul e Geovan Morais...  Com o patrocínio do SEBRAE Monteiro e Auto Posto Amigão, e apoio da Bia+, UEPB e comerciantes da Praça Parque das Águas...Foi bom demais...rever grandes e eternos amigos...fotos de Asley Ravel...






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