Os Recados
que Eu recebi de Ulysses Lins ,
Waldemar Cordeiro e Walmar
Josessandro
Andrade*
Dia desses tive
conhecimento de que uma figura excitada
contara num ambiente de trabalho , num rompante de ironia e deboche, que
Ulysses Lins, Waldemar Cordeiro e Walmar haviam mandado um recado para este
escriba : Que deixasse -os em paz e
parasse de falar Tanto neles.
A bisonha e repentina mediunidade desta figura
não me deixou outra alternativa
senão fazer-lhe a revelação de que já
recebi psicografasdos outros e emelhores recados deles.O primeiro deu-me
a Receita
para escrever a monografia de conclusão de minha especialização em
literatura,
entitulada “Ulysses Lins : O Trov(o)ador do Moxotó", que foi aprovada
como
Contribuição muito rele vante e com elogiosos comentários pelo
Orientador de Pós-graduação da
UPE-Universidade de Pernambuco, Campus Caruaru, bem como em apresentação
que fiz na Academia Pernambucana de Letras, casa a que pertenceu
Ulysses. Dos outros dois , foi através de um projeto, O FLiS-
Festival Literário do Sertão, enfocando a obra dos mesmos, que podemos conquistar simplesmente o Prêmio Nacional Viva
a Leitura. Traz-me um orgulho danado o ridículo disparate da figura excitada. Tornar –me conhecido
por defender a obra e o nome de pessoas devotadas a poesia, a educação, a arte,
é realmente lisonjeador, ainda mais quando estes escritores ainda não desfrutam da glória que
merecem.. Bem diferente daqueles, que a exemplo da caricata figura, tecem loas
e afagos somente a quem tem dinheiro,poder ou prestígio, numa frenética e desmedida bajulação.
A Ulysses Lins devemos não só os seus livros de memórias que
salvaram nossa história e a do Sertão do esquecimento,nem tampouco somente a sua poesia reveladora de nossas raízes e
identidade cultural como povo, mas o nome de “Sertãnia”, escolhido por sugestão
dele , a idealização e a concretização
da Escola Olavo Bilac, centro irradiador
do conhecimento e da cultura na nossa terra e redondezas. A Waldemar Cordeiro, autodidata
que só possuía o curso primário, devemos
não só o lirismo da poesia e da música espetaculares que criou,porém a fundação da Escola Olavo
Bilac, cujo nome foi dado por ele, as aulas magistrais dadas cantando, as bases
iniciaiis de nossa educação como Diretor Municipal, além dos hinos oficiais de
Alagoa de Baixo e de Sertânia. Este reconhecimento o fez ser escolhido
Sertaniense do Milênio em enquete realizada pelo Blog Juca de Acilon. A Walmar
Belarmino, certamente devemos a notoriedade de ter colocado Sertânia na imprensa
do estado e do nordeste e no mapa da música e da poesia de Pernambuco e
Paraíba, tendo obtido premiações em
festivais e dividido parcerias em composições e gravações
com Alcimar Monteiro, Flávio José,
Maciel Melo ,Marinez e sua gente, Novinho da Paraíba e muitos outros.Sua
obra recebeu Referências de gente do quilate de Zé Ramalho e Alberto da
Cunha Melo só para ficar nesses aí.
Custa crer que ainda exista gente que se incomoda pelo fato
de alguém divulgar e difundir Ícones da nossa Cultura, incentivando a leitura e
o conhecimento, procurando educar a sensibilidade das pessoas. Custa crer que
estas mesma gente não se incomoda em babar e querer agradar a todo custo quem tem dinheiro , demonstrando assim o verdadeiro
valor do seu caráter.Tentando ridicularizar quem faz um trabalho humilde, mas
reconhecido nacionalmente, esta figura não consegue ir além da triste caricatura de palhaço , a vocação para um futuro dublê de bobo da corte, que nada
mais revela além do que pode ser : a inveja
doentia , talvez por conta de uma vida infeliz e cheia de frustrações ou quem sabe a soberba de
quem foi criado para se achar superior aos outros.
Tenho dedicado o melhor do meu esforço e de minhas energias
na esperança de um dia ver os poetas e escritores de Sertânia ocupando o lugar
que merecem no univeso poético e literário . Esta minha
generosidade para com meus irmãos vates
e escribas só me foi possível pelo amadurecimento proporcionado pela
leitura e
pela reflexão, como ser cheio de virtudes e defeitos, mas ávido em
aprender sempre, em saber que erro e reaprendo e posso repassar e
reaprender com os outros. Que faz-me entender também que a pequenez de espiírito
, de figuras como essa, a mediocridade
de seu pensamento, a sua estupidez insana são frutos da inocência da ignorância,
que irmana bárbaros e cegos a só enxergarem o banal. E a querer que todos se nivelem a eles.
*Josessandro Andrade é Poeta, Professor, Compositor,
Cordelista, Autor teatral e Roteirista.