Morre a escritora, atriz, roteirista e apresentadora Fernanda Young, aos 49 anos.Segundo informações do site 'G1', a autora da série 'Os normais' e colunista do jornal O Globo teve uma crise de asma seguida de parada cardíaca no sítio da família em Gonçalves (MG). Fernanda ensaiava uma peça que entraria em cartaz no mês que vem em São Paulo.
ABBEY ROAD: "UMA RUA PARA O UNIVERSO'
Abbey Road foi o
último disco, infelizmente, gravado por: Lennon, McCartney, Harrison e Starkey,
juntos em um estúdio, foi lançado na
Inglaterra no dia 26 de setembro de 1969 e nos Estados Unidos no dia 1º de
outubro de 1969, gravado em tempo recorde, depois disso os Beatles nunca mais
se encontrariam em um estúdio... não
irei falar aqui nesta simples matéria, das brigas internas, pelos negócios,
conflitos ou da influência e invasão de Yoko Ono sobre John ou da presença de Linda McCartney, isso é chover
no molhado, irei falar de um disco de
Rock como conceito de Arte. Foi assim com os discos anteriores a partir do
Rubber Soul, até este disco, começando pela icônica capa com os quatros
atravessando a rua onde ficavam os estúdios de gravações, a capa mais imitada
do mundo, como a banda Red Hot Chilly Peppers, os Simpsons entre outras. (Veja
Abbey Road ao vivo, é só entrar no linking crossing cam, foi instalada uma
câmera no local,www.abbeyroad.com/crossing).
Seria uma homenagem a um dos melhores transito do mundo?
Antes
uma pausa para dizer alguns acontecimentos históricos importantes, uma espécie
de linha de tempo, para destacar alguns acontecimentos, naquele agitadíssimo
ano de 1969, um deles o mais esperado
foi a chegada do Homem a Lua no dia 21 de julho o astronauta norte-americano
Neil Armstrong desceu do módulo lunar Eagle, da nave espacial Apollo 11 e pisou
na superfície da Lua, O IRA (Exército Republicano Irlandês) estourava uma
guerra “religiosa” entre protestantes e católicos; Stonewall Inn, um bairro de
Nova York de Greewich Village surgia o movimento pelos direitos dos homossexuais;
O Festival de Woodstock, na Literatura: Poesias Completas de João Cabral de
Melo Neto; O livro de Mario Puzzo “O Poderoso Chefão e “”Poemas” de Elisabeth
Bishop; Samuel Beckett dramaturgo e romancista irlandês ganhava o Nobel de
literatura no cinema estreia “O Dragão
da Maldade contra o Santo Guerreiro” de Glauber Rocha, sai a primeira edição do
Pasquim, jornal em tempos de chumbo, driblou a censura com uma crítica mordaz a
ditadura e o lançamento da opera rock “Tommy” do grupo inglês The Who e também as mortes de: Brian Jones, guitarrista do
Rolling Stones, Boris Karloff ator britânico, Cacilda Becker atriz brasileira,
o guerrilheiro Carlos Marighela, Ho Chi Minh, presidente do Vietnã do Norte,
Jack Kerouac, escritor norte americano, Judy Garland artista americana e o
ditador Costa e Silva, entrando em seu lugar um dos maiores ditadores e assassino o General Médici, nos esportes um
dos apoiadores deste regime foi infelizmente o Pelé, fazia o milésimo gol no
Maracanã contra o Vasco da Gama e o Palmeiras era campeão brasileiro, enfim um
final de década de grandes acontecimentos, isso é só para lembrar o que os quatro
cavaleiros respiravam, consumiam, assistiam, em uma década de maiores
transformações de todos os tempos.
O
Disco começa com Come Together, uma
canção que nasceu para a campanha de Timothy Leary o guru do LSD, para
governador na Califórnia, o tema da campanha era “Come together, join the party”,
(venha junto, entre para festa), que infelizmente não aconteceu a sua
candidatura foi feito uma manobra da ultra direita conservadora, (Não é só no Brasil que tem golpistas, nos
Estados Unidos, também) prenderam Timothy Leary e elegeram o conservador e ator
Ronald Reagan que seria também Presidente, com isso Lennon modificou a letra
apesar de um problema jurídico com a música,
Maurice Levy, tinha os direitos autorais de “You can’t catch me” música de um
dos ídolos de John o Chuck Berry, e o acusou de plagiar algumas frases além da melodia, foi
resolvido de uma maneira sem burocracia, John gravou duas canções de Chuck
Berry em seu disco, “Rock ‘n’ Roll”, a música tem uma marca do instrumental
baixo-bateria, uma linha de baixo jazzística de Paul, à moda de New Orleans,
muito sampleada por rappers americanos e numa das partes da letra mostra a
poética de Lennon (“One thing I can tell you is you got to be free” Uma coisa
que eu posso te dizer é que você precisa ser livre), por falar em rappers americanos
esse conformismo e temas de liberdade influenciou um dos precursores do rap Gil
Scott-Heron, como o rap “The Revolution will not be televised”( A Revolução não
pode ser televisionada) e vale a pena ouvir o tributo que fizeram para Lennon em 2001 com a
releitura de Graig David cantando “come together” vale a pena conferir e
Michael Jackson faz uma boa performance no filme Moonwalker em 1988.
A
Segunda música do disco é Something,
segundo Frank Sinatra a mais bela canção romântica do século e o Sinatra
conservador não gostava de Rock mas regravou com o seu estilo impecável, quando
cantava anunciava a canção como de Lennon-McCartney, mostrando assim o quanto
Harrison estava compondo tão bem quanto a dupla mais importante do Rock, a
letra começa com uma frase de James Taylor que gravava nos estúdios da Abbey :
“Something in the way she moves” e serviu de mote e inspiração para sua esposa na época Patti Boyd , canção
que foi regravada por grandes cantores do mundo inteiro só perdendo para
Yesterday, que é a canção mais regravada de todos os tempos. A Canção reúne,
com muita beleza, a incerteza lírica com uma melodia que desce sobre acordes
que a acompanham, tornando-a incrivelmente dissonante. Uma suprema afirmação de amor, da atração do
outro e da realidade daquela coisa que liga um ao outro no universo. E grandes
nomes da música regravaram, entre eles, Ray Charles, Smokey Robinson, James
Brown e Elvis Presley entre outros, além de receber o maior elogio de Lennon
que disse que era a melhor canção do disco.
A terceira canção é Maxwell Silver Hammer o martelo de prata de Maxwell, como diria no
excelente livro de Filosofia de Michael e Steven Bauer, está mais pra o martelo
de Zaratrusta de Nietzsche, mas vamos falar da música e do perfeccionismo de
Paul McCartney, o martelo de prata é Ringo tocando uma bigorna e tem Harrison
no sintetizador uma inovação moderna demais para época, com rimas fortes a
letra retrata um estudante de Medicina Maxwell Edison, para matar uma serie de
pessoas, uma das inclinações vanguardistas de Paul é a patafísica, palavra
inventada pelo teatrólogo francês do teatro do absurdo Alfred Jarry, definida
como “a ciência das soluções e das leis que regulam as exceções”, uma canção
Vaudeville com humor negro peculiar.
A quarta música é a belíssima “Oh! Darling” mais uma de Paul, que
passou uma semana, chegando mais cedo e ensaiando sua bela voz, tudo isso para
dar a impressão de ter passado vários dias cantando, mostrando sua paixão pela
música negra o blues, uma das mais belas declarações de amor, além da linha
excepcional do contrabaixo com o sintetizador de Harrison.
A quinta
canção é Octopu’s Garden de Ringo
Starr, um dos maiores bateristas do Rock de todos os tempos (sempre foi
injustiçado, coisas de canceriano) influenciou muito outros grandes bateristas
da História do Rock, que o digam: John Bonham
do (Led Zeppelin); Phil Collins (Genesis); Keith Moon (The Who); Neil Peart
(Rush); Bill Ward (Black Sabbath);Dave Grohl (Nirvana); Roger Taylor (Queen).
Octupu’s Garden o Jardim do Polvo é uma canção inspirada em umas férias de
Ringo no iate de Peter Sellers em 68 e na hora do almoço serviram polvo e Ringo
recusou não sabia como era o gosto do polvo e o capitão da embarcação, começou
a contar estórias de pescadores, e contou que o polvo ficava no fundo mar
recolhendo pedras e brilhantes para construir jardins e isso inspirou o nosso
querido Starkey a fazer uma canção alegre e segundo George e cósmica também.
A última canção é uma das mais longas dos Beatles, “(I want you) She so heavy”, uma declaração
de amor de John por Yoko e como eles viviam experimentando palavras, novas
linguagens, etc. surgiu essa letra minimalista, neoconcretista, a crítica achou
na época achou simplória, mas Lennon, queria apenas dizer que a desejava mas
ela era tão pesada e foi pesada mesmo, foi determinante para a ruptura do
grupo, mas a canção e belíssima, com John berrando a letra, num estilo meio
blues, de repente, termina abruptamente, finalizando assim o lado A do disco. O
Secos e Molhados, também termina assim com a bela canção “Primavera nos Dentes”.
No
outro lado do disco, vale a pena virar este disco a primeira canção é a
belíssima “Here comes the Sun” de
George Harrison, que estava compondo cada vez melhor, com tudo que estava
acontecendo a chegada de Allan Klein, que trouxe um período de terríveis brigas
internas, então George foi visitar seu amigo Eric Clapton em sua casa de campo
em Ewhurst em Surrey, pegou um dos violões de Eric, fez uma caminhada pelos
jardins, com o sol que estava começando
aparecer, sabemos como é o inverno na Inglaterra. “Foi uma libertação tão
grande poder simplesmente estar ao Sol”, muitos artistas regravaram, aqui no
Brasil. Lulu Santos fez uma boa versão, mas destaco a belíssima voz da grande
Nina Simone em sua singular interpretação. Carl Sagan quis que copias de “Here
comes the Sun” fossem para o espaço, junto com o programa Voyager, de 1977. “Os
Aliens teriam uma boa impressão dos seres humanos se achassem o disco”,
infelizmente a EMI não permitiu. George gostava muito de Formula 1 e foi um
grande amigo de Emerson Fitipaldi e quando ele sofreu um acidente ele fez uma
nova versão para o amigo, que honra.
Here
comes the Sun, em especial, convoca as sensações calorosas da vida quando
George conclama seu outro significativo os observar: “little Darling, the
smile’s retruning to their faces. Little Darling, it seems like years since it
is been here. Here comes the sun, here comes the sun and I say, it’s alright” (querida,
o sorriso está voltando aos seus rostos. Querida, parece que faz anos desde que
ele esteve aqui. Lá vem o Sol, e eu digo está tudo bem”). Observe que o elevado
sentido da vida é experenciado, não apenas pelos pensamentos e sentimentos
individuais, mas vendo-os claro nos rostos de outras pessoas, fortalecendo seu
senso compartilhado de pertencer. (Peggy J. Bowers).
A
segunda canção é Because de John, um
certo dia Yoko estava tocando em um piano a Sonata ao Luar para piano Nº14 Opus
27 de Beethoven e John pediu que a tocasse ao contrário, daí surgiu a inspiração da canção, uma letra fácil
onde as respostas são as perguntas e mostrava mais uma vez o ecletismo dos quatro
no uso de sintetizadores, cravo além da influência da música clássica, foi
assim no Sgt. Peppers com Bach e agora com Beethoven além dos sensacionais e impecáveis vocais dos três, Paul, John e
George o Ringo não participa dessa faixa. Além dos sintetizadores foi escolhido
o cravo como instrumento para transportar para o barroco, as três vozes de
Paul, George e John, sentados em semicírculo, cantando juntos em múltiplas
camadas, o que se tem é uma harmonia de nove partes, suas vozes multiplicadas
por três em diferentes melodias sobrepostas, soando como um canto gregoriano
até o final. Tetê Espíndola tem uma boa versão com sua interminável voz. A
canção é tocada durante os créditos finais do filme Beleza Americana em 1999
A terceira canção é You never give me your money a junção de três canções em uma e
começa com uma crítica a Allan Klein pelos desvios de dinheiros e que todos
queriam faturar em cima dos Beatles e onde estavam todos aqueles sentimentos
mágicos e todas as crianças vão para o paraíso, terminava assim a letra cheia
de acidez com o que acontecia com os negócios dos Beatles. Muitas metáforas
como sempre em suas canções, a letra varia, assim como a música, ora é jazz,
ora é rock progressivo.
A
quarta canção é Sun King de John, começa
com sons de grilos, uma canção onírica, surgiu em um sonho, mas o ponto de
partida foi uma canção do grupo Fleetwood Mac “Albatross”. O Rei Sol, foi
baseado no Rei Luís da França, que mais governou em toda Europa de 1643 a 1715,
é considerado a síntese do absolutismo é dele a celebre frase “O Estado sou eu”
e Nancy Mitford na época tinha escrito uma biografia com o nome de Sun King e
isto também o inspirou a canção, que ia se chamar de “Los Paranoias” os versos
finais são em italiano, português, espanhol. Nosso mais brasileiro e carioca
João Bosco tem uma versão fantástica, vale a pena ouvir...
A quinta
canção “Mean Mr. Mustard” também de
John, sua letra foi inspirada em uma matéria de jornal, sobre um cara pão duro
e segundo “Tony Bramwell” (amigo dos Beatles), foi também baseada em uma mulher
do saco, que perambulava em Knightsbridge do Hyde Park, ela carregava todos os
seus pertences em seu saco e a expressão, “dirty old man” pode ser uma alusão
ao personagem de Albert Steptoe em Step & Soe uma comédia da BBCTV a
expressão tornou um bordão no Reino Unido. O mesquinho Sr. Mostarda além de ser
pão duro, diz palavras obscenas. Tudo isso serviu de inspiração para a
elaboração da letra, mas como disse Scot Calef:
“De modo irônico, quanto mais
nos conformamos, adotando a visão que a sociedade de consumo tem a respeito da
boa vida, mais isolados e sozinhos nos tornamos, Mr. Mustard é um miserável
egoísta que tenta economizar papel, escondendo-o nos orifícios do corpo, para
que os outros não saibam que ele tem; só sai de casa para ver a rainha, um
símbolo do coletivo estatal e social pelo qual nada sente além de desprezo: ele
sempre vocifera obscenidades, na verdade ele é tão isolado, que se barbeia no
escuro, incapaz de ver até a si mesmo no espelho, embora um pão-duro excêntrico,
etc. A obscena vida de Mr. Mustard não é a única. Sociedade de consumo causam
um profundo efeito lamentável sobre a psique humana. Rosseau acredita que as
pessoas modernas foram corrompidas e que aquilo que consideramos “natureza humana”,
por exemplo, que os humanos são intrinsecamente egoístas, violentos ou
gananciosos, o capitalismo a ganancia, a alienação altera a nossa própria natureza.
”
Destaque para o baixo com fuzz usado por Paul,
não se usava desde “Think for youself”do álbum Rubber Soul.
A
sexta canção é a Polythene Pan, de
Lennon, que criava personagens e esta foi baseada em Pat Hodget, uma fã dos
tempos do Cavern Club, por causa do seu hábito de comer um polímero chamado
polietileno (semelhante ao plástico), era conhecido como Polithene Pat, mas
John a descreveu travestida de Kilt (a típica saia escocesa) e botas de cano
alto uma homenagem as prostitutas de Liverpool, além do sotaque, mas a garota
que John transformou em personagens era a namorada do poeta beat Royston Ellis,
o casal vivia fazendo sexo em sacos de plásticos e conversando com John o
inspirou a dar o nome da banda (beetle+beat = besouro + batida e o nome do
movimento literário dos anos 50.) Ellis era amigo de Jimmy Page um dos maiores
guitarristas de todos os tempos do Led Zeppelin.
A
sétima canção é “She came in through the
bathroom window” que começa sem interrupção de uma faixa por outra e começa
com um aviso, “ela entra pela janela do banheiro”, conta uma história do amor
de uma ladra por um policial, mas esta
canção se refere as fãs que faziam qualquer coisa por um souvenires e um dia
uma fã mais atrevida chamada Diane Ashley, escalou pela janela do banheiro,
abriu a porta e chamou todas a entrarem e pegarem o que puderem de Paul...esta
canção tem uma boa versão de Joe Cocker com o Mad Dogs and the English.
A
oitava canção é “Golden Slumbers” é
uma canção de ninar de Thomas Dekker, dramaturgo elisabetano e contemporâneo de
Shakespeare, foi publicado em The Pleasant Comedy of old Fortunatus em 1600.
Paul estava na casa de seu pai em Cheshire brincando ao piano, enquanto
folheava um livro de músicas que pertencia à sua meia irmã-Ruth, sem conseguir
ler a música, criou a sua própria melodia, sendo assim um dos precursores a
colocar melodia em poemas, aqui no Brasil temos belíssimos poemas musicados
entre eles: Rosa de Hiroshima de Vinicius de Morais, por Gerson Conrad e Não: Não
digas nada de Fernando Pessoa e Tercer Mundo de Júlio Cortázar, musicados por
João Ricardo todos de Secos &
Molhados, além de outros grandes artistas que já musicaram poemas.
A nona
canção é “Carry the weight,” (carregar
aquele peso), dias pesados demais nos últimos dias dos Beatles, problemas com
dinheiro, os negócios nebulosos de Allen Klein, as disputas internas, muita
desconfiança e ressentimentos, além das drogas pesadas, heroína, ácidos, etc.
John com Yoko pra cima e para baixo e aos cochichos com Allen Klein, George
ressentido por falta de espaços para as suas composições, Ringo bebendo muito,
George Martin muito politicamente correto, mas apesar de ser uma bela canção o
peso interno era enorme.
A
décima canção é “The End”, (O Fim)
uma letra curta com a influência de Shakespeare, no final da comédia terminavam
suas histórias com dois versos em rima, “Ally et seems well;and if it end so
meet/ the bitter past, more welcome in the sweet?” (Tudo parece bem, sendo o
fim doce/ Que importa que o começo amargo fosse?). A letra de Paul diz: “E no
fim, o amor que você ganha é igual ao amor que você faz”, além do solo de
bateria de Ringo, pela primeira vez, mais um pioneirismo dos Beatles e as
guitarras de John e George bem envenenadas. Vale a pena ouvir esse medley com a
inesquecível fã dos Beatles, que em todos os seus discos tinha uma canção,que
foi a Cássia Eller, (Golden Slumbers/Carry that weight/the end).
Depois de 18 segundos de intervalo a última
faixa, Her Majesty, que entrou por
descuido, pois esta música é a mais curta dos Beatles 23 segundos, uma canção
monarquista, irônica, Paul fez em homenagem a jovem Elisabeth, quando era
garoto tinha uma paixão por ela, esta canção tem o privilégio de ser a última
canção de um dos maiores discos da maior banda de rock de todos os tempos.
George Martin produziu e orquestrou o disco junto
com Geoff Emerick como engenheiro de som, Alan Parsons como assistente de som e
Tony Banks como operador de fitas. Alan Parson depois viria a produzir o Dark
side the moon da banda inglesa Pink Floyd. Martin considerava Abbey Road o
melhor disco que os Beatles fizeram. E não é por menos: ele é o mais bem-acabado
de todos e um dos mais cuidadosamente produzidos, foi marcado pelo uso de novos
recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o
sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock.
Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente. O
Moog pode ser notado claramente em músicas como "Here Comes the Sun",
"Maxwell's Silver Hammer" e "Because". Por seu trabalho em
Abbey Road, os engenheiros de som Geoff Emerick e Phillip McDonald ganharam o
Grammy.
JOSÉ FLÁVIO DE OLIVEIRA
MAGALHAES, natural de Sertânia é um
idealista em crise, professor com alma de aluno, aprendiz da vida, autodidata
da simplicidade, com a alma tatuada de cicatrizes acreditando nos sonhos,
escutando sempre os Beatles mesmo depois de um café com poemas...
Professor de Língua Estrangeira e Arte em uma escola pública
estadual em Sertânia-PE. (ETE-AFS). Mestre em Ciência da Educação e
Multidisciplinaridade pela GAMA FILHO, cuja dissertação; "Reflexão sobre o
uso da música dos Beatles como ferramenta de ensino e aprendizagem nas aulas de
Língua Inglesa. " Visitem meu blog Garganta Magalhaes.com
P.S. Tenho três livros publicados Anjo Urbano (1999); Contagem
Regressiva (2012); Hipnotizaram a Realidade (2018).
Referências Bibliográficas:
TURNER, Steve. The Beatles: A História por trás de todas as canções. São Paulo: Cosac Naify,2009;
Dossiê Super Interessante, Edição de Março de 2019, Editora Abril
BAUR, Michael e Steve. Os Beatles e a Filosofia. São Paulo: Madras,2007;
GOMES, Elaine. The Beatles
Letras e Canções, São Paulo: Lira Editora Ltda. 2010;
NOTA DE UTILIDADE PÚBLICA
AS AULAS DO CURSINHO COMEÇARAM, NÃO PERCAM ESSA GRANDE OPORTUNIDADE DE INGRESSAREM NO SERVIÇO PUBLICO E DE TEREM UM EMPREGO SEGURO...
Assinar:
Postagens (Atom)
-
NA FESTA DE LOURO FORAM HOMENAGEADOS: MANOEL FILÓ E ROGACIANO LEITE E TIVE O PRAZER DE REVER MAIS UMA VEZ O NOSSO IRMÃO DE LUTA DE POES...


