Jomard Muniz de
Britto
Desejamos ser PESSOAS
em busca de uma
outra verdade
possível. Para nós outros.
Mas, se continuamos
com medo de indagar
Dicionários de nomes
e símbolos,
de que modo podemos
encarar TEXTOS?
Além do prazer
imediato das crônicas
e das psicanálises
memorialistas?
Ainda assediados por
situações-limite
dos requisitados
fundos de cultura
com escassez
onipresente. Para outros.
Palavras desafiam o
bom senso e
devem contrariar
nosso conformismo.
Pulsões desafinam o
azul dos mares
e das marés
febricitantes.
Pensamentos tentam
escapar dos
chapados raciocínios.
Por outros NÓS.
Desejos desejantes de
coautorias.
Liberdade de
expressão sem medo de
esbarrar nas
interpenetrações.
Nossa Presidente nos
alertou com frase
contundente:
..."é sempre preferível
o ruído da Imprensa
livre ao silêncio
tumular das
ditaduras".
Reinventando Pascal:
o silêncio eterno
dos espaços infinitos
NOS apavora?
Porém, ai porém,
nosso país sem paraíso
nos corrói em
situações limítrofes.
Apagões
imprevisíveis.
Crimes homofóbicos.
Condenações que ainda
temem dizer
seu impróprio NOME.
Zumbi dos Palmares.
Misérias filosofantes
entre cachoeiras
e outras calamidades
silenciadas.
Por quem,
deslealmente, ainda tememos
Luiz Costa Lima
em argumentos cerrados?
Jamais encenados e ou
encerrados.
Guardar outro nome:
Anco Márcio Tenório
Vieira discorrendo
INTERCULTURALISMO.
Orixás de Maria Bethânia
em defesa
da escola pública de
qualidade.
Xangô de Geraldo
Maia. HELIOITICICANDO.
Samba de Paulo
Marcondes no AZOUGUE.
BALADAS LITERÁRIAS
interpenetradas
por Marcelino Freire
no inteiro ambiente.
Chega de relativismos
desde que somos
RELACIONAIS em todas hibridizações.
Sincréticos, SEM
sinCRETINISMOS.
Para nada salvar. Nem
mesmo a alegria
do NÓS, noves,
novenas, nonadas.
Mas há CONTROVÉRSIAS
se agigantando
BIG JATO de XICO SÁ
aos Beatles no Cariri.
CONVERSAÇÕES
ANALÍTICAS em abismos.
Recife, nov/dez de
2012.
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