Micheliny Verunschk chega ao coração do inferno no seu segundo romance...
Por Fernanda Castello Branco
Depois do premiado Nossa Teresa –
Vida e Morte de uma Santa Suicida (2014),
ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, Micheliny Verunschk chega ao
seu segundo romance.
Aqui, no Coração do Inferno – a
primeira parte de uma trilogia sobre um garoto serial killer – será
lançado dia 28 de julho, às 19h, na Patuscada,
em São Paulo, pela Patuá, mesma editora do livro anterior. “Numa das versões
que descartei, havia a narração sob três perspectivas. A dele, já adulto,
contando sua formação de assassino; esta, da menina falando sobre ele, preso na
casa dela; e a de alguém próximo a ele, um familiar, contando a genealogia de
tudo, aquilo que antecedeu o menino”, diz Micheliny. “Eliminei essa versão sob
três perspectivas por considerar que cada narrador possui força suficiente para
contar a própria história.”
Foto: Ivson Miranda
Na entrevista a
seguir, a escritora pernambucana contou para o Fala com Arte quando os outros
dois livros da trilogia serão publicados, como é o seu processo criativo e qual
é a sua relação com a prosa e a poesia.
Na orelha do livro, Maria Valéria Rezende cita que
ele começou a ser escrito há anos. Como foi esse processo? Você o deixou
quieto, precisou fazer isso, o que aconteceu?
Comecei a escrever esse livro logo depois que dei o meu primeiro romance, Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida, por encerrado. O meu processo de escrita de prosa é um processo lento, porque retorno várias vezes ao que já foi escrito, tanto para cortar como para acrescentar coisas. É um trabalho em processo, ou work in progress, como preferem alguns. Mesmo na etapa de revisão, ainda penso no livro. Faço várias versões, descarto capítulos inteiros, acrescento outros, descarto até mesmo versões completas, já “prontas”. Isso acontece, acredito, porque procuro sempre a forma mais exata de contar a história. Porque o núcleo duro de cada romance, tenho em mente antes mesmo de escrever a primeira palavra – e o meu trabalho é apenas encontrar a melhor forma.
Comecei a escrever esse livro logo depois que dei o meu primeiro romance, Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida, por encerrado. O meu processo de escrita de prosa é um processo lento, porque retorno várias vezes ao que já foi escrito, tanto para cortar como para acrescentar coisas. É um trabalho em processo, ou work in progress, como preferem alguns. Mesmo na etapa de revisão, ainda penso no livro. Faço várias versões, descarto capítulos inteiros, acrescento outros, descarto até mesmo versões completas, já “prontas”. Isso acontece, acredito, porque procuro sempre a forma mais exata de contar a história. Porque o núcleo duro de cada romance, tenho em mente antes mesmo de escrever a primeira palavra – e o meu trabalho é apenas encontrar a melhor forma.
Qual é a história de Aqui, no Coração do
Inferno?
Aqui, no Coração do Inferno é a história de uma menina de 12 anos, no fim dos anos 1980, cujo pai é delegado de polícia de uma cidade do interior. Um dia esse homem leva um prisioneiro para casa, um prisioneiro especial, que ele não pode ou não quer deixar preso na cadeia. Enquanto espera a transferência desse prisioneiro – um garoto serial killer –, a menina narra a experiência de estar tão perto de um assassino e ainda revela suas próprias atividades clandestinas, como remexer nos arquivos e nas gavetas do pai. É uma história sobre crescer, sobre fatos recentes do nosso país e também sobre a naturalização do mal.
Aqui, no Coração do Inferno é a história de uma menina de 12 anos, no fim dos anos 1980, cujo pai é delegado de polícia de uma cidade do interior. Um dia esse homem leva um prisioneiro para casa, um prisioneiro especial, que ele não pode ou não quer deixar preso na cadeia. Enquanto espera a transferência desse prisioneiro – um garoto serial killer –, a menina narra a experiência de estar tão perto de um assassino e ainda revela suas próprias atividades clandestinas, como remexer nos arquivos e nas gavetas do pai. É uma história sobre crescer, sobre fatos recentes do nosso país e também sobre a naturalização do mal.
Conte um pouco como nascem as personagens: elas
antecedem a ideia da história ou vão se adaptando a ela?
Quando o núcleo duro da história surge, alguns personagens já aparecem com ela. Outros vão surgindo por necessidade da própria engrenagem da narrativa. No meu primeiro romance há uma população de personagens secundários que surgiram da necessidade de construção de um burburinho de mundo. Já nesse segundo romance há pouquíssimos personagens “incidentais”, digamos assim. Quase todos surgiram com a ideia inicial.
Quando o núcleo duro da história surge, alguns personagens já aparecem com ela. Outros vão surgindo por necessidade da própria engrenagem da narrativa. No meu primeiro romance há uma população de personagens secundários que surgiram da necessidade de construção de um burburinho de mundo. Já nesse segundo romance há pouquíssimos personagens “incidentais”, digamos assim. Quase todos surgiram com a ideia inicial.
Ainda sobre processo criativo, você tem uma rotina
definida de escrita quando está produzindo um livro? Se tem, como ela é?
Eu não tenho uma rotina definida. Minha rotina é o caos. Talvez fosse ótimo se conseguisse seguir um roteiro, mas, pela própria dinâmica de minha vida pessoal, não consigo. Faço muitas coisas simultaneamente. Porém, no caso da escrita de um romance, por causa daquele processo lento que mencionei, estou continuamente pensando nele, mesmo que não esteja escrevendo. E alterno períodos de escrita frenética com essas pausas, que para mim são muito ricas e necessárias.
Eu não tenho uma rotina definida. Minha rotina é o caos. Talvez fosse ótimo se conseguisse seguir um roteiro, mas, pela própria dinâmica de minha vida pessoal, não consigo. Faço muitas coisas simultaneamente. Porém, no caso da escrita de um romance, por causa daquele processo lento que mencionei, estou continuamente pensando nele, mesmo que não esteja escrevendo. E alterno períodos de escrita frenética com essas pausas, que para mim são muito ricas e necessárias.
Você estreou em romance, com Nossa Teresa –
Vida e Morte de uma Santa Suicida, já premiada. Isso a pressiona em relação
ao segundo romance?
Não necessariamente. Quando terminei Nossa Teresa, muito antes de qualquer indicação e premiação, já comecei a escrever o segundo romance. Tenho algumas histórias para contar.
Não necessariamente. Quando terminei Nossa Teresa, muito antes de qualquer indicação e premiação, já comecei a escrever o segundo romance. Tenho algumas histórias para contar.
E a questão da poesia versus a prosa? Você já
consegue definir bem como se sente em cada um desses “terrenos” literários? Em
qual deles você se sente mais confortável pisando?
Comecei a escrever prosa e poesia ainda na infância, mas, por algum motivo, dediquei-me por um bom tempo mais à poesia – penso que por ter sido mais fácil em algum momento transitar nesse território, que é o território da criança. Contar histórias exige outro engenho, e por longos anos a prosa não foi senão um ensaio, um exercício. Fui aprendendo a ganhar fôlego. A criar mundos mais expandidos. O meu amadurecimento na linguagem poética foi mais rápido, acho que porque não saí da infância: continuo olhando o mundo com o mesmo maravilhamento e espanto. Entretanto, ao encontrar o meu tom na escrita da prosa (e que é um tom cinematográfico), não consigo diferenciar uma postura mais confortável entre um e outro. São processos diferentes, com exigências próprias, às quais atendo ou procuro atender. Nenhum é fácil, mas ambos me ensinam suas prioridades e seus modos.
Comecei a escrever prosa e poesia ainda na infância, mas, por algum motivo, dediquei-me por um bom tempo mais à poesia – penso que por ter sido mais fácil em algum momento transitar nesse território, que é o território da criança. Contar histórias exige outro engenho, e por longos anos a prosa não foi senão um ensaio, um exercício. Fui aprendendo a ganhar fôlego. A criar mundos mais expandidos. O meu amadurecimento na linguagem poética foi mais rápido, acho que porque não saí da infância: continuo olhando o mundo com o mesmo maravilhamento e espanto. Entretanto, ao encontrar o meu tom na escrita da prosa (e que é um tom cinematográfico), não consigo diferenciar uma postura mais confortável entre um e outro. São processos diferentes, com exigências próprias, às quais atendo ou procuro atender. Nenhum é fácil, mas ambos me ensinam suas prioridades e seus modos.
Mesmo que ainda esteja com o novo livro chegando ao
mundo, já tem algum projeto para o próximo?
O romance Aqui, no Coração do Inferno é uma história que está contida numa narrativa ainda maior. Explico: o livro faz parte de uma trilogia que gira em torno desse garoto serial killer. Numa das versões que descartei, havia a narração sob três perspectivas. A dele, já adulto, contando sua formação de assassino; esta, da menina falando sobre ele, preso na casa dela; e a de alguém próximo a ele, um familiar, contando a genealogia de tudo, aquilo que antecedeu o menino. Eliminei essa versão sob três perspectivas por considerar que cada narrador possui força suficiente para contar a própria história. Então optei por publicar Aqui, no Coração do Inferno primeiro, mas estou trabalhando nos próximos, que devem ser publicados entre 2017 e 2019 e se chamam O Peso do Coração de um Homem e O Amor, Esse Obstáculo. De todo modo, esses são projetos que, embora ainda não estejam totalmente prontos, já estão finalizados. Melhor dizendo, já sei todos os rumos que essa grande narrativa terá. O que me interessa mesmo é o livro que virá depois – a história que está guardada, esperando, mas ainda não comecei.
O romance Aqui, no Coração do Inferno é uma história que está contida numa narrativa ainda maior. Explico: o livro faz parte de uma trilogia que gira em torno desse garoto serial killer. Numa das versões que descartei, havia a narração sob três perspectivas. A dele, já adulto, contando sua formação de assassino; esta, da menina falando sobre ele, preso na casa dela; e a de alguém próximo a ele, um familiar, contando a genealogia de tudo, aquilo que antecedeu o menino. Eliminei essa versão sob três perspectivas por considerar que cada narrador possui força suficiente para contar a própria história. Então optei por publicar Aqui, no Coração do Inferno primeiro, mas estou trabalhando nos próximos, que devem ser publicados entre 2017 e 2019 e se chamam O Peso do Coração de um Homem e O Amor, Esse Obstáculo. De todo modo, esses são projetos que, embora ainda não estejam totalmente prontos, já estão finalizados. Melhor dizendo, já sei todos os rumos que essa grande narrativa terá. O que me interessa mesmo é o livro que virá depois – a história que está guardada, esperando, mas ainda não comecei.
M O M E N T O S Sonetos e Poemas por Carlos Celso Uchôa Cavalcante
O MEU EU
Caminhei por estradas
muito extensas
A buscar a real
felicidade
Repeti tantos atos de
bondade
Liberdades eu tive tão
propensas
Os acasos me deram tão
imensas
Suas doses de
oportunidades.
Cri na Força Divina,
sobretudo
Exaltei o poder do
Salvador,
Li na Bíblia que Cristo
Redentor
Sobre nós derramou seu
conteúdo
O poder infinito do
amor.
Usufruí da vida as
alegrias
Carregando as tristezas
sobre mim
Hoje vejo no passar dos
meus dias
O florir de um imenso
jardim
A mostrar-se cheio de
fantasias.
Caminhando ainda
continuo
A procura do que não sei
ainda
Vida longa de trajetória
infinda
A vagar na imensidão
flutuo
Longe da água, no
vendaval, concluo
Coisas belas estou a procurar
As andanças me farão
encontrar
Na beleza que tanto
procurei
Tudo que até hoje não
achei
Em meus dias finais hei
de achar.
CURSINHO PREPARATÓRIO
A Prefeitura de
Sertânia, através da Secretaria de Educação, comunica que estão abertas as
inscrições para o cursinho preparatório para concursos. Aulas de Português,
Matemática, Raciocínio Lógico, Conhecimentos Gerais e Noções de Direito
Constitucional.
Professores competentes
e material gratuito.
As inscrições estão
sendo realizadas na Escola Municipal Isaura Xavier de 29 de junho a 07 de
julho, sempre das 19 as 21h.
Documentos necessários:
RG e CPF.
Início das aulas 03 de
agosto
Seja um vencedor!
Vagas limitadas
Tel. Para contato 87-
991013680/ 996823014.
Magaly Pires
Coordenadora do Cursinho
A CIGANA DE PARICONHAS E A PREMONIÇÃO
Existem pessoas que
querem dar foros de verdade a um caso que é contado como lenda. Diz-se que
Lampião, quando jovem, honesto e trabalhador, encontrou uma cigana bonita e
sorridente, na feira de Pariconhas. Virgolino deu-lhe a mão para ser lida. A
vidente começou a tremer lábios e pálpebras e fez terrível revelação: “tenha
cuidado com o número sete. Ele vai ser a sua perdição”. Até então, Virgolino
trabalhava como almocreve do coronel Delmiro Gouveia, que, por coincidência,
possuía nome e pré-nome com sete letras.
Querem mais
coincidência? Delmiro foi assassinado a tiros, no dia 10 de outubro de 1917.
Lampião morreu nas mesmas circunstâncias, na grota de Angicos, dedurado por um
coiteiro de nome Cândido, no dia 28 de julho de 1938. Angicos e Cândido são
nomes de sete letras. Vinte e oito, o dia da morte de lampião, é múltiplo de
sete. Julho é o sétimo mês do ano. Mil novecentos e trinta e oito tem quatro
algarismo que, somados, totalizam 21, múltiplo de sete. Também foi de 21 o
número de anos de diferença entre as mortes de Delmiro e Lampião.
Mossoró, uma cidade
de sete letras, foi invadida por Lampião às 17 horas da noite de 13 de junho de
l927. A cidade estava em festa, promovida pelo Humaytá, uma instituição
desportiva que possuía sete letras em sua denominação. Também tinha sete letras
o nome do coronel Rodolfo, prefeito de Mossoró, que organizou a resistência
contra o cangaceiro. Lampião, neste cerco, perdeu os cangaceiros Colchete e
Jararaca e ficou com cinco homens seriamente feridos. Teve sete baixas.
Se, supersticioso
como era, Lampião tivesse dado mais atenção às palavras da cigana de
Pariconhas, notaria que, na realidade, o número sete tinha muito a ver com a
sua vida. Lampião, capitão, cangaço, são exemplos de nomes que possuíam este
número de letras. Ele conheceu Maria Bonita no interior da Bahia, em Santa
Brígida. O nome da santa já não seria um aviso do destino? A metralhadora que
ceifou a vida do cangaceiro era da marca Hot-Kiss, outro nome de sete letras
funestas, ligado ao destino do cangaceiro.
Lampião entrou para
o cangaço aos 24 anos. Cerrou fileiras no bando de Sinhô Pereira (será que
Pereira não tem sete letras?), que abandonou a vida de bandoleiro e retirou-se
para Goiás. Corisco, um dos cangaceiros de maior confiança de Lampião, morreu
dois anos após o cerco de Angicos. Quantas letras tinha o nome de Corisco?
Abrahão era um libanês que vivia em Juazeiro, ajudando padre Cícero. Foi ele
quem, pela primeira vez, conseguiu a permissão de Lampião para fotografar o
bando, em 1935. Abrahão é o sétimo patriarca da Bíblia. O nome do fotógrafo de
Lampião também tinha sete letras.
Saiba mais – Antes
de invadir Mossoró, Lampião enviou um bilhete ao prefeito e não obteve
resposta. Mandou um segundo, nos seguintes termos: “Coronel Rodolpho, estando
eu aqui pretendo é dinhero. Já foi um aviso, aí para os sinhoris, se por acauso
rezolver mi mandar a importança qui aqui nos pedi. Eu envito de entrada ahí
porém não vindo esta importança, eu entrarei, até ahí penço qui adeus querer eu
entro e vai aver muito estrago, por isto si vir o dinhero eu não entro ahi, mas
resposte logo. Ass. Capm Lampião.
Rodolfo Fernandes
tinha 150 homens bem armados esperando Lampião. O recado veio. Dizia que a
cidade tinha o dinheiro. Lampião que fosse buscar. Um dos homens de Rodolfo era
o cabo Damião do Pilão, ex-cangaceiro, conhecedor profundo dos hábitos daqueles
que ameaçavam Mossoró. Depois de ver as balas esfacelar a cabeça de Colchete e
não poder evitar a prisão de Jararaca, Lampião ordenou a debandada. Jararaca,
que era ex-militar e se chamava João leite de Santana, foi colocado ferido
sobre uma mesa e submetido a um julgamento sumário. Os maiorais de Mossoró
decidiram que ele deveria morrer. Levado para o cemitério local acabou
enterrado vivo, após receber uma cutilada desferida por um soldado.
Festival para crianças abre temporada dos grandes eventos (Por Romildo Moreira)
Anualmente, o segundo semestre é repleto de festivais
de artes cênicas na capital pernambucana e o Festival de Teatro Para Crianças
do Recife, realizado pela Metron Produções, é quem dá a largada a esses
eventos. Na sequência, virão: a Mostra Brasileira de Dança, que acontecerá no
período de 29 de julho a 07 de agosto; o Festival Estudantil de Teatro e Dança,
em agosto; a 7ª Mostra de Circo do Recife, no mês de setembro; o 21º Festival
de Dança do Recife, em outubro e o 18º Festival Recife do Teatro Nacional, em
novembro. Em sua décima terceira
edição, o Festival de Teatro Para Crianças do Recife traz uma programação
plural em estilos de apresentações, totalizando 23 récitas, espalhadas por
espaços como o Teatro de Santa Isabel e o Teatro Luiz Mendonça, assim como no
mais novo teatro da região metropolitana, o Teatro Experimental Roberto Costa,
que estará funcionando no Paulista North Way Shopping. – Que bom dá a notícia
da abertura de um teatro e que já inaugura com uma programação de peso e local.
Parabéns ao artista empreendedor Roberto Costa e à coordenação do Festival pela
ocupação do espaço, contribuindo assim com a sua divulgação.
Driblando as dificuldades orçamentárias para o festival em 2016 acontecer, a
Metron Produções está contando com a parceria de todos os grupos e companhias
teatrais participantes da programação, e da mesma forma, da equipe de produção,
que não mede esforços para que esta XIII versão faça tanto sucesso quanto as
anteriores. Em mês de férias escolares das crianças, torna-se imprescindível
conferir os espetáculos conforme indicação a baixo.
Como de práxis, no XIII Festival de Teatro Para Crianças do Recife também
haverá homenagem a uma personalidade do teatro pernambucano. E desta feita o
eleito foi o ator e diretor Paulo de Pontes, merecidamente, que mesmo residindo
em São Paulo desde 2004, não fica ausente da ribalta recifense por muito tempo,
a exemplo da última versão do Janeiro de Grandes Espetáculos e exibe em seu
currículo, orgulhosamente, como costuma dizer, nos 32 anos de dedicação a este
universo artístico, mais de cem espetáculos, sendo a maior parte deles
destinados a crianças e jovens. Atualmente Paulo de Pontes integra o elenco
fixo do grupo paulista Os Fofos Encenam e a partir do dia 02 de julho estará em cartaz no Teatro João Caetano, na
capital paulista, com o espetáculo “O menino e as cerejas”, de Stella Tobar. Como já vimos dizendo neste espaço, da importância dos festivais para o
movimento das artes cênicas, aqui e em qualquer parte do território nacional,
tanto pela questão da circulação dos espetáculos quanto por possibilitar o
acesso ao público local de uma programação que não estaria em pauta na cidade
se não fosse o evento, acrescido ainda de trabalho e renda para atores,
diretores e técnicos de espetáculo, além de tudo isso, o Festival de Teatro
Para Crianças do Recife tem um quê a mais: é um dos poucos festivais
inteiramente dedicados ao público infanto-juvenil no Brasil. E isso significa
muito em questões como a renovação de público para o teatro e complemento
cultural na formação intelectual dessa plateia. – Nunca me canso de repetir a
seguinte frase: “Se a escola educa, o teatro instrui, e juntos, formam cidadãos
melhores e culturalmente mais preparados para a labuta na vida”. – É de jovens
bem preparados para a configuração do Brasil do amanhã, o
que mais necessitamos agora. Toda a programação do XIII
Festival de Teatro Para Crianças do Recife poderá ser conferida no site:
www.teatroparacrianca.com.br .
DICAS DE ESPETÁCULOS EM
CARTAZProgramação do XIII FTCR:
“A Revolta dos Brinquedos”, com a Circus Produções Artísticas.
Local: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu).
Dias: 02 e 03/07/2016, às 16h30.
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00 – Informações: 988590777
“O Pequeno
Príncipe”, com a Cia. do Riso (Foto acima).
Local: Teatro Experimental Roberto Costa (Paulista North Wae Shopping)
Dias: 02 e 03/07/2016, às 16h30.
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00.
Local: Teatro Experimental Roberto Costa (Paulista North Wae Shopping)
Dias: 02 e 03/07/2016, às 16h30.
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00.
PUBLICADO em 01/07/2016 POR Revista Algomais
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NA FESTA DE LOURO FORAM HOMENAGEADOS: MANOEL FILÓ E ROGACIANO LEITE E TIVE O PRAZER DE REVER MAIS UMA VEZ O NOSSO IRMÃO DE LUTA DE POES...







