Imagem inline 1ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DE SERTÂNIA

     20 ANOS
ENCONTRO DA AFASER

DIA 15/11/2014 A PARTIR DAS 13 HORAS

LANÇAMENTO DO CD DE CESAR AMARAL 

COM A PARTICIPAÇÃO DE CRISTINA AMARAL E ARTISTAS CONVIDADOS


VENHA E TRAGA SUA FAMÍLIA


LOCAL: ZEPPELIN COMEDOR IA
RUA JOÃO FERNANDES VIEIRA, 518, BOA VISTA, RECIFE
FONE: 32232569
(APÓS O HOSPITAL DE FRATURAS EM FRENTE A SUBWAY)

VELÓRIO POÉTICO: O QUE É ISTO?


 
Investigar tudo ou inventariar o nada.
Doa em quem doer, o PAPA pode ser POP
e Deus continua brasileirinho da Silva.
Para escapar das selvas e esquizo-análises.
País dividido. Promessas multiplicadas.
- “Não é tempo de mortos / é tempo de vida
e de vivos”.
- “Novembro é um alquimista / que faz
transformações quase impossíveis”.
O poeta-filósofo Daniel Lima nos arrebata.
Acreditar na palavração de Paulo Freire:
D I Á L O G O. Nosso educador em transe:
homenageado, negociado ou desconstruído?
Salve-se quem souber do verbo em processo
de permanente criticidade. PÓS-TUDO.
Diálogo para investigar TODOS:
do Príncipe da Sociologia aos precipícios,
dos familiares aos familionários,
das redes sociais às utopias socialistas.
Dos que fingem NADA SABER aos barrados
pela coragem da fazer autocrítica.
Gentileza gera Gentileza?
O RJ continua lindo!
Grosseria gera dialogismo?
De Brasília ao São Francisco.
Vidas Secas em São Bernardo.
Velório de contraDICÇÕES.
Continuar apostando na CREDIBILIDADE?
Novas classes média flutuando pelo TRANS
capitalismo das novelhas multidões.
Futebolísticas multidões.
Multicarnavalescos do planetário.
Multimídias evangélicas em neonconversões.
Multidões afro-brasileiras dos Orixás.
Indigentes multidões indígenas.
Onde foram (dis)parar as multidões
(ex)solitárias nas lutas e lutos dos
classiFICANTES? Velório da poeticidade.
Esquecer as cúpulas partidárias além do
bem e do mal das cópulas transgenéricas.
O filme SETE CORAÇÕES veio ultrapassar
os recalques nordestinados & outros diante
dos AXÉS, longe dos Pelourinhos.
Mas Naná Vasconcelos jamais perderá
o bonde nem o bode das historiografias.
JANELAS do cinema entre a inocência da
CASA GRANDE e o fulgor das
NOITES TRAIÇOEIRAS.
Velório para transcender e atualizar
o VAMPIRISMO de nossas brasilidades.
Recife, novembro de 2014.

SEM PRECONCEITO, SEM FANATISMO




Má Risa Raposo [pro bom entendedor, pingo é i] já tinha inventado um título profissional que não existe - "psicóloga cristã" (que seria como dizer "oftalmologista islâmico" ou "engenheiro umbandista") — e agora também inventou uma espécie de ministério ou secretaria de governo que não existe, lançando nas redes sociais o boato de que eu serei nomeado pela presidenta Dilma como "representante da juventude no governo federal".
A "psicóloga-cristã" leu — e não entendeu (certamente tem problemas cognitivos) — uma matéria do Terra que comentava minha participação num comício com Dilma e Lula em Itaquera. A matéria especulava sobre o impacto que meu apoio à reeleição da presidenta poderia ter entre os eleitores jovens (excetuando, claro, a juventude fanática e fundamentalista religiosa que compõe o rebanho de Má Raposo e MAL-AFAIA; esta, óbvio, não votaria em Dilma). Contudo, Má Risa Raposo, coitada, por não saber interpretar uma simples notícia, caiu em paranóia e deve ter pensado: "Agora Jean vai ser ministro da juventude! Meu Deus! O que será de nós?". A "psicóloga cristã", então, vomitou sua paranóia em português ruim no twitter e, depois disso, vários sites gospel ligados a MAL-AFAIA começaram a "noticiar" o meu suposto cargo no governo Dilma (uma espécie de tenebroso Ministério do Mal Absoluto, em seu entendimento) e até alguns veículos de imprensa supostamente sérios (ai, colegas jornalistas, não envergonhem nossa profissão, please!) reproduziram, sem checar, as falsas informações. É assim que um boato tosco acaba virando notícia.
Por isso, venho a público tranquilizar tanto a "psicóloga-cristã" Má Risa Raposo quanto seu rebanho de ovelhas jovens (rebanho que mostra o quão "cristão" é escrevendo insultos impublicáveis e ameaças terríveis contra mim em minhas redes sociais - um exemplo de gente, né?): não vou ser ministro de nada! Sou deputado federal, eleito com quase 145 mil votos, e tenho uma responsabilidade no parlamento. E o meu apoio à Dilma foi no contexto do segundo turno, mas não muda meu lugar na política, que é o da oposição à esquerda e republicana, na bancada do PSOL. É desde esse lugar que continuarei dialogando com a presidenta e com meus colegas deputados das diferentes bancadas sobre todos esses projetos em favor dos direitos humanos que assombram a Má Risa Raposo e lhe tiram o sono e a tintura-creme cafona dos cabelos. E se a "psicóloga cristã" pensasse, deveria se preocupar mesmo era com minha presença no parlamento; lá, sou mais eficaz na luta contra as trevas do obscurantismo que ela e seu rebanho representam. Mas ela não pensa, gente...

Para entender a vitória de Dilma Rousseff

27/10/2014
Nestas eleições presidenciais, os brasileiros e brasileiras se confrontaram com uma cena bíblica, testemunhada no salmo número um: tinha que escolher entre dois caminhos: um que representa o acerto e a felicidade possível e outro, o desacerto e infelicidade evitável.
Criaram-se todas as condições para uma tempestade perfeita com distorções e difamações, difundidas na grande imprensa e nas redes sociais, especialmente uma revista que ofendeu gravemente a ética jornalística, social e pesssoal publicando falsidades para prejudicar a candidata Dilma Rousseff. Atrás dela se albergam as elites mais atrasadas que se empenham antes em defender seus privilégios que universalizar os direitos pessoais e sociais.
Face a estas adversidades, a Presidenta Dilma ao ter passado pelas torturas nos porões dos órgãos de repressão da ditadura militar, fortaleceu sua identidade, cresceu em determinação e acumulou energias para enfrentar qualquer embate. Mostrou-se como é: uma mulher corajosa e valente. Ela transmite confiança, virtude fundamental para um político. Mostra inteireza e não tolera malfeitos. Isso gera no eleitor ou eleitora o sentimento de “sentir firmeza”.
Sua vitória se deve em grande parte à militância que saiu às ruas e organizou grandes manifestações. O povo mostrou que amadureceu na sua consciência política e soube, biblicamente, escolher o caminho que lhe parecia mais acertado votando em Dilma. Ela saiu vitoriosa com mais de 51% dos votos.
Ele já conhecia os dois caminhos. Um, ensaiado por oito anos, fez crescer economicamente o Brasil mas transferiu a maior parte dos benefícios aos já beneficiados à custa do arrocho salarial, do desemprego e da pobreza das grandes maiorias. Fazia políticas ricas para os ricos e pobres para os pobres. O Brasil fez-se um sócio menor e subalterno ao grande projeto global, hegemonizado pelos países opulentos e militaristas. Esse não era o projeto de um país soberano, ciente de suas riquezas humanas, culturais, ecológicas e digno de um povo que se orgulha de sua mestiçagem e que se enriquece com todas as diferenças.
O povo percorreu também o outro caminho, o do acerto e da felicidade posssível. Neste ele teve centralidade. Um de seus filhos, sobrevivente da grande tribulação, Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu com políticas públicas, voltadas aos humilhados e ofendidos de nossa história, que uma Argentina inteira fosse incluída na sociedade moderna. Dilma Rousseff levou avante, aprofundou e expandiu estas políticas com medidas democratizantes como o Pronatec, o Pro-Uni, as cotas nas universidades para os estudantes vindos da escola pública e não dos colégios particulares; as cotas para aqueles cujos avós vieram dos porões da escravidão assim como todos os programas sociais do Bolsa Família, o Luz para Todos, a Minha Casa, minha Vida, o Mais Médicos entre outros.
A questão de fundo de nosso país está sendo equacionada: garantir a todos mas principalmente aos pobres o acesso aos bens da vida, superar a espantosa desigualdade e criar mediante a educação oportunidades aos pequenos para que possam crescer, se desenvolver e se humanizar como cidadãos ativos.
Esse projeto despertou o senso de soberania do Brasil, projetou-o no cenário mundial como uma posição independente, cobrando uma nova ordem mundial, na qual a humanidade se descobrisse como humanidade, habitando a mesma Casa Comum.
O desafio para a Presidenta Dilma não é só consolidar o que já deu certo e corrigir defeitos mas inaugurar um novo ciclo de exercício do poder que signifique um salto de qualidade em todas as esferas da vida social. Pouco se conseguirá se não houver uma reforma política que elimine de vez as bases da corrupção e que permita um avanço da democracia representativa com a incorporação da democracia participativa, com conselhos, audiências públicas, com a consulta aos movimentos sociais e outras instituições da sociedade civil. É urgente uma reforma tributária para que tenha mais equidade e ajude a suplantar a abissal desigualdade social. Fundamentalmente a educação e a saúde estarão no centro das preocupações desse novo ciclo. Um povo ignorante e doente não pode dar nunca um salto rumo a um patamar mais alto de vida. A questão do saneamente básico, da mobilidade urbana (85% de população vive nas cidades) com transporte minimamente digno, a segurança e o combate à criminalidade são imperativos impostos pela sociedade e que a Presidenta se obrigará a atender.
Ela nos debates apresentou um leque signficativo de transformações a que se propôs. Pela seridade e sentido de eficácia que sempre mostrou, podemos confiar que acontecerão.
Há questões que mal foram acenadas nos debates: a importância da reforma agrária moderna que fixa o camponês no campo com todas as vantagens que a ciência propiciou. Importa ainda demarcar e homologar as terras indígenas, muitas ameaçadas pelo avanço do agro-negócio.
Por último e talvez o maior dos desafios nos vem do campo da ecologia. Severas ameaças pairam sobre o futuro da vida e de nossa civilização, seja pela máquina de morte já criada que pode eliminar por várias vezes toda a vida e as consequências desastrosas do aquecimento global. Se chegar o aquecimento abrupto, como inteiras sociedades científicas alertam, a vida que conhecemos talvez não possa subsistir e grande parte da humanidade será letalmente afetada. O Brasil por sua riqueza ecológica é fundamental para o equiíbrio do planeta crucificado. Um novo governo Dilma não poderá obviar esta questão que é de vida ou morte para a nossa espécie humana.
Que o Espírito de sabedoria e de cuidado oriente as decisões difíceis que a Presidenta Dilma Rousseff deverá tomar.

30ª SEMANA ESTUDANTIL