Pela arte já! E sempre! (por Marcelino Freire)

Não estou do lado da Diretoria Regional do CIESP em São Carlos. Muito menos ao lado do Sindicato da Borracha. Da Construção Pesada. Do Descaroçamento de Algodão.
Não quero como companheiros ninguém do Pensamento Nacional das Bases Empresariais. Jamais me juntarei à Associação dos Fornecedores de Cana. À Indústria da Limpeza. De Automotores.
Xô as Esquadrias de Aço. O Sindicato da Joalheria. De Bijuteria e Lapidação de Gemas do Estado de São Paulo.
Nada entendo deste tipo de Gás. De Gasolina. Panificação.
Estou ao lado da arte. Eternamente. Ela que sempre pegou na minha mão. Nunca importou o tamanho da crise. Da dificuldade. Da falta de grana. Agradeço à riqueza que me dão Gero Camilo. Paula Cohen. Rubi. Ivam Cabral. Hugo Possolo. Divina Núbia. Divina Valéria. Cléo De Páris. E tantos outros.
Minha fonte (não de renda) sempre foi Jean Genet. Waly Salomão. Hilda Hilst. Cartola. Clementina. As letras de Chico Buarque. E não falo aqui, é claro, de Claudio Botelho.
Meus verdadeiros irmãos de cena estão na Praça Roosevelt. E estiveram todos, sexta passada, no Teatro Oficina. A coisa mais linda. E solidária. Aquele afeto cheio. Até o teto do espaço mais histórico e dionisíaco. Teimoso e resistente. Colorido e pulsante. Vibrante e democrático.
O que entende sobre isto a Indústria de Massas do Espírito Santo? As Fábricas de Vassouras e Cortinados? Ora essa. E a Associação Nacional para Difusão de Adubos? Desde quando estão preocupados com o que resta de nossa floresta?
Explico por que estou batendo nessa tecla.
Hoje nos jornais saiu publicado um rico anúncio chamado “Chega de Pagar o Pato”. Pelo Impeachment Já assinaram os Mineradores de Areia. Os Processadores de Vidro. Criadores de Suínos. Os Produtores de Cacau. De Cal e Calcários. Os Defensores do Agronegócio.
O Caralho! Longe dessa tropa!
Quero mais festejar a atriz Phedra D. Córdoba. Era de Phedra que eu falava lá em cima. E cuja foto você vê no alto desta página. Ela ao lado do incansável José Celso Martinez Corrêa. Em noite luminosa. As pessoas todas unidas para ajudar no tratamento de saúde de nossa artista maior. No maior amor. E respeito. Nosso peito, àquela noite, cheio de direitos. É isto que eu prezo. É disto que eu falo.
Dize-me com quem sais (às ruas) e eu te direi quem és.
Onde estiver desfilando Bolsonaro caio fora. Políticos homofóbicos. Religiosos e jornalistas retrógrados. Grupos em Defesa da Família e da Propriedade. Deste movimento eu não faço parte.
Eu quero hoje e sempre a liberdade. Lutamos por ela. E continuaremos lutando. Contra as indústrias reunidas.
E a favor da arte. Sempre. Eis o nosso patrimônio mais humano.

Sobre Marias, Dilmas, Genis. Por Micheliny Verunschk

Diz algo sobre o Brasil que Dona Maria I, rainha de Portugal, seja conhecida em sua pátria como a “Piedosa” e que aqui, do outro lado do oceano, seja lembrada pela alcunha determinada pelo sofrimento que carregou nas duas últimas décadas de sua vida: Maria, a Louca. Há algo de risível, de absurdo e grotesco numa rainha louca é o que parece dizer o apelido, é o que parece gritar o epíteto que se arrasta pelos séculos. Não, não há descanso para a pobre Maria Francisca de Bragança, porque ela ousou ter poder e mais que isso, ousou ser vítima da fragilidade humana. Evoco Dona Maria I porque ela foi chamada ao centro das zombarias mais uma vez, para servir de persona para a Presidenta Dilma Roussef numa das peças mais abjetas do péssimo jornalismo que assola esse país dividido e polarizado.
A recente capa da revista semanal Istoé expõe sem qualquer retoque o tom misógino, machista e violento exibido pela grande mídia brasileira sob o pretexto de oposição ao governo Dilma Roussef. Na capa, a imagem de uma mulher fora de si, olhos injetados, boca num esgar violento representa uma personagem conhecida, a mulher louca, possessa, vítima e algoz em sua própria histeria. Ora, o rótulo da mulher descontrolada é, ao longo dos séculos, um dos principais argumentos para destituir as conquistas femininas, para desmerecer e desqualificar seus triunfos. Para silenciar. Sob essa alegação, ao longo da história, mulheres foram enviadas a conventos, foram internadas compulsoriamente, foram amputadas em seus desejos, exigências e demandas. Existe mesmo um termo que abarca esse tipo específico de violência: gaslighting, forma de abuso psicológico no qual informações são manipuladas ou omitidas de modo a favorecer o abusador. Nessa forma de violência psicológica a vítima é desacreditada de tal modo que pareça ao olhos de terceiros, uma louca. Muitas vezes, em razão dessas artimanhas, a vítima chega até a duvidar de si mesma.
Retirado o verniz de uma falsa cordialidade, o machismo e misoginia vendidos cotidianamente nas bancas de revista e programas de TV não se envergonham de mostrar dentes e garras, tampouco de explorar a violência contra a mulher para vender o projeto golpista arregimentado pela direita brasileira. O acirramento das polaridades que tomaram conta do país em torno do mandato da Presidenta da República Dilma Roussef expõe de forma inequívoca o ódio e desrespeito generalizado contra a mulher. Todas as mulheres que já ouviram um “Você está louca” estão caricaturadas nas páginas da Istoé. Todas as mulheres silenciadas por um “Assim não dá pra falar com você” estão novamente violentadas pela páginas da revista. Não por acaso, a autoria da capa do semanário é de uma mulher. Ora, como perpetuar o preconceito e a violência senão aliciando pessoas com pouco entendimento de mundo? Sim, infelizmente a quantidade de jornalistas homens e mulheres padecendo de analfabetismo ético e político chega a ser assustadora.
Dilma Roussef, cujo nome é pronunciado em varandas nobres e gourmet país afora com xingamentos como “vaca”, “piranha”, “puta”, é a nova Geni do Brasil. Quem lembra de Geni aliás, aquela “rainha dos detentos, das loucas, dos lazarentos”? A hipocrisia vestida de brim e cheirando a cobre está aí, a descoberto. E é isso que ela diz sobre certo Brasil de gente de bem.

BANCO DO BRASIL

Banco do Brasil fará concurso para nível médio em 2016! Salário inicial de R$ 3.613,58!

O ano de 2016 prometer acabar ansiedade de quem aguarda o concurso para escriturário do Banco do Brasil (BB) no Rio de Janeiro, Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O BB, por sua vez, em vez da ansiedade enxerga o aumento das necessidades de pessoal. No entanto, para dotar os seus quadros com mais servidores nessas localidades, o banco precisa publicar esse edital, já que a validade da última seleção expirou em 26 de setembro. 
Outra previsão é para um segundo certame neste ano para São Paulo e também para outros estados brasileiros, são eles: Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Tocantins e no Distrito Federal. Há boatos que as vagas para essas localidades poderão ser disponibilizadas juntamente com o concurso que abre vagas para o Rio de Janeiro, no início do ano de 2016.
Mais um fator que estimula a abertura do concurso é o lucro líquido do terceiro trimestre deste ano, que chegou a R$ 3,1 bilhões. Além disso, segundo dados da empresa, foi registrado, nos nove primeiros meses de 2015, lucro líquido de R$ 11,8 bilhões, aumento de 43,5% em relação aos nove primeiros meses de 2014. Isso mostra que, além de o BB ser um bom local para trabalhar e crescer profissionalmente, não há motivos para que não ocorra o concurso. Além disso, para que a empresa mantenha o bom atendimento e, consequentemente, os lucros registrados, é necessário um quadro de pessoal completo, o que não tem sido observado pelos sindicalistas, após o Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI).
Com o PAI, foram registradas cerca de 5 mil aposentadorias em todo o país. O pior é que, ao menos no Rio, Amazonas (parte), Espírito Santo, Minas Gerais (parte), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (parte), a saída de funcionários não foi reposta, por conta de o concurso em vigor ter sido encerrado. Aliás, quanto mais o banco demorar para abrir a seleção, por mais tempo a situação permanecerá a mesma, pois após publicado o edital, ainda haverá um tempo considerado até os novos funcionários serem contratados. 
Para contratar, portanto, só com um novo concurso. Essa seleção será uma das boas oportunidades em 2016, principalmente para jovens que buscam o primeiro emprego. O cargo de escriturário exige o nível médio e tem remuneração de R$ 3.280. Esse rendimento, com o acordo após a greve dos bancários, passará em agosto para R$ 3.613,58. Os funcionários do banco ainda têm direito a participação nos lucros ou resultados, vale-transporte, auxílio-creche, auxílio a filho com deficiência, plano odontológico, assistência médica (planos de saúde), previdência privada e participação no Programa de Qualidade de Vida no Trabalho. O regime de contratação é o celetista.
Vários detalhes já estão definidos e o adiamento da seleção para 2016 ocorreu pois o BB optou por seguir a tendência do governo federal, que suspendeu os concursos. No ano que se aproxima, porém, o BB, segundo fontes, pretende voltar a fazer os concursos. O primeiro da lista é este, que será distinto das últimas seleções: terá vagas imediatas. O quantitativo ainda não foi informado, mas a Fundação Cesgranrio já foi confirmada como organizadora.
Os candidatos serão avaliados por meio de 70 questões objetivas e redação, mesma estrutura dos concursos abertos este ano em 15 estados e no Nordeste. As disciplinas são Atualidades do Mercado Financeiro, Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico-Matemático, Cultura Organizacional, Domínio Produtivo da Informática, Inglês, Atendimento, Técnicas de Vendas e Conhecimentos Bancários.
Detalhes:

CONCURSOS...

Metrô anuncia concurso com cerca de 700 vagas

Efetivo faz parte das medidas anunciadas no cronograma de segurança das 29 estações.


A Companhia Brasileira de Trens Urbanos apresentou ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6) um cronograma por meio do qual se compromete a adotar medidas que reforcem a segurança nas 29 estações e nos trens do Grande Recife. A exigência de prazos partiu da Justiça no mês passado, após uma ação civil pública do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro) requerendo danos morais coletivos pela exposição da categoria a situações de criminalidade. Entre as oito estratégias elencadas pela empresa está a realização de um concurso público para preencher cerca de 700 vagas, com edital previsto para outubro ou novembro deste ano, além da contratação de novos assistentes de segurança. A CBTU, contudo, condiciona o certame à liberação de recursos, que ainda serão pleiteados junto ao Governo Federal e que têm tempo de requisição indefinido.

A Fundação Carlos Chagas – FCC tornou público o edital n° 01/2016 de concurso público da Companhia Pernambucana de Gás  COPERGÁS, com a intenção de preencher 13 vagas de nível médio e superior.
Para concorrer a uma das vagas é necessário se inscrever pelo site: www.concursosfcc.com.br entre os dias 28 de março e 06 de maio de 2016. Será cobrado taxa de inscrição no valor de R$ 70,00 para cargos de nível médio e R$ 90,00 para cargos de nível superior.
As chances são para os cargos de Auxiliar Administrativo, Analista Tecnologia da Informação, Analista Administrador, Analista Contador, Analista Economista, Engenheiro Mecânico, Engenheiro Civil, Técnico Operacional – Segurança do Trabalho e Técnico Operacional – Mecânico.

Concurso Universidade Federal de Campina Grande – UFCG – PB
O concurso UFCG - PB visa o preenchimento de 125 vagas de nível fundamental, médio e superior. A oferta salarial varia entre R$ 1.739,04 e R$ 4.014,00.
Oferecendo oportunidades de emprego para candidatos dos níveis fundamental, médio e superior, a UFCG – Universidade Federal de Campina Grande, no Estado da Paraíba, lançou edital nº 02/2016 de concurso público.
Ao todo, estão disponíveis 125 vagas imediatas e permanentes. Os aprovados e convocados serão contratados sob Regime Jurídico Único, em função de salários que variam entre R$ 1.739,04 e R$ 4.014,00, em jornadas trabalhistas de 20 a 40 horas semanais.
Para participar da seleção é necessário se inscrever por meio da internet, pelo site: www.ufcg.edu.br, dentro do prazo compreendido entre 28 de março e 12 de abril de 2016.
A taxa de inscrição será no valor de:
  • R$ 40,00 para cargos de nível fundamental;
  • R$ 60,00 para cargos de nível médio;
  • R$ 75,00 para cargos de nível superior.
As vagas disponíveis são para os cargos de:
Ensino Fundamental e Médio completo – Classe C – Auxiliar de Enfermagem, Auxiliar em Administração, Assistente de Tecnologia da Informação e Mecânica de Montagem e Manutenção.

30ª SEMANA ESTUDANTIL