(In Memorian de Luiz Carlos Monteiro)
O Poeta nunca morre
porque tem a impossibilidade
de plantar palavras,criar versos
nos infindáveis alpendres da saudades...
O Poeta nunca morre
dormes profundamente em letras
reluzentes dos sertões estrelados
com musas fragmentadas...
O Poeta nunca morre
sai pelos becos da insônia
nos desmontes das dores
na solidão de Neón...
O Poeta nunca morre
personifica a canção perfeita
nas vigilias das pedras
nas mágoas dos mangues...
O Poeta nunca morre
mesmo exposto ao caos
inspirado na fumaça
do solitário cigarro...
O Poeta nunca morre
quando versos brancos
dançam nas cores
das despedidas...
O Poeta nunca morre
na visão ininterrupta
dos teus óculos transfigurando
as falacias da vida...
O Poeta nunca morre.
(Flávio Magalhães)
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