George Orwell - pseudônimo
de Eric Arthur Blair - fez história - e talvez a tenha alterado - com o livro
de modo que estados de vigilância profeticamente preditos por ele são remetidos
ao termo 'orwelliano' em alusão ao Big Brother, o mesmo do programa televisivo
de moral decadente. Natural que o estado de vigilância por câmeras é apenas uma
fracção de sua predileção pois o voyeurismo governamental alcançou novas
proporções com os escândalos da NSA.
"O Progresso, no nosso
mundo, será o progresso da dor." George Orwell - 1984 - P.310
O clássico livro de 1949
apesar de datado a um então 1984 continua atual como nunca, ainda que as
previsões não tenha se concretizado. Não se concretizaram? As assustadora as
descrições do autor, parece que ele tenha roubado um manual dos tiranos ou seja
um profeta, pois confere mais acertos que a Mãe Dinah às inúmeras ditaduras
como da Coreia do norte atualmente, e mesmo o modus operandi de alguma seita ou
sociedade secreta de moral duvidosa.
"Sabemos que ninguém
toma o poder com o objetivo de abandona-lo. Poder não é um meio, mas um fim.
Não se estabelece uma ditadura para proteger uma revolução. faz-se a revolução
para instalar a ditadura." George Orwell - 1984 - Página 308
George Orwell - pseudônimo
de Eric Arthur Blair - fez história - e talvez a tenha alterado - com o livro
de modo que estados de vigilância profeticamente preditos por ele são remetidos
ao termo 'orwelliano' em alusão ao Big Brother, o mesmo do programa televisivo
de moral decadente. Natural que o estado de vigilância por câmeras é apenas uma
fracção de sua predileção pois o voyeurismo governamental alcançou novas
proporções com os escândalos da NSA e Echelon, por exemplo. Emails invadidos,
internet espionada nada é seguro pois comprovou-se ser uma vigilância não para
nossa segurança, mas para informação deles.
"No futuro não haverá
esposas ou amigos, e as crianças serão separadas das mães no momento do
nascimento, assim como se tira os ovos das galinhas. (...) O único riso será o
do triunfo sobre o inimigo derrotado. Não haverá arte, nem literatura, nem
ciência. (...) sempre a cada momento, haverá a excitação da vitória, a sensação
de pisotear o inimigo indefeso. (...) os inimigos da sociedade estarão sempre
ali para serem derrotados e humilhados o tempo todo." Página 312 - Smith
sob a tutela de O'Brien durante uma sessão de tortura
Nota-se uma destilação de um
extrato, suco da mais pura maldade personificada na sessão de tortura de
Winston Smith. Algo que beira a demência sistemática e inominável de tão cruel
e visceral. Visivelmente inspirou alguma coisa de Matrix. Parece o procedimento
monarca a transforma-lo numa borboleta com aspirações em 'V For Vedetta' o qual
a intensão é nada menos que remodelar o conceito de sanidade e realidade.
Compreensível porque esse livro seja tão importante.
Só a mente disciplinada
enxerga a verdade, Winston. Você acha que a realidade é uma coisa objetiva,
externa, algo que existe por conta própria. Também acredita que a natureza da
realidade é autoevidente. Quando se deixa levar pela ilusão de vê alguma coisa,
supõe que todos os outros veem o mesmo que você. Mas eu lhe garanto, Winston, a
realidade não é externa. A realidade existe na mente humana e em nenhum outro
lugar. Não na mente individual, que está sujeita a erros e que, de toda maneira
logo perece. A realidade existe apenas na mente do Partido, que é coletiva e
imortal. Tudo que o partido reconhece como verdade é a verdade. É impossível
ver a realidade se não for pelos olhos do Partido." P.292
Sobretudo a ideia não é
somente a falsificação orwelliana da realidade e da verdade o qual mesmo
pessoas são 'vaporizadas' - são tornadas em nada ao terem a vida deletada e
quaisquer registros ou outras delas -, mas a cristalização da hipocrisia
através do 'duplipensamento' em função da prática da contradição em detrimento
da ilusão. Não obstante, porque a abstinência da verdade definha a moral por
uma alienação completa e irreversível pela institucionalização do cinismo
hipócrita: faça a maldade e seja conhecido pela bondade quando a exemplo do
contrassenso da criação de um inimigo para massacra-lo e a prática da luta
contra o opressor por métodos opressores é a capitulação da moral.
De todas as criaturas
somente a figura genuinamente humana luta pela verdade, de modo que seu oposto
denota um afastamento de sua essência e cerne filosófica. A dissonância
cognitiva somente é permissiva - em alguns graus - como verdade a area da
mecânica quântica e conveniente apenas ao multiverso. Construindo os preceitos
até mesmo de numa nova língua que busque limitar o pensamento, a 'novafala',
Orwell conseguiu feitos até então possíveis apenas por um Tolkien. Com o livro,
uma espécie de exercício literário de um ensaio sob forma de ficção Orwell
teria provado que é possível aprender história antes dela acontecer, mas já
está acontecendo.
PUBLICADO EM LITERATURA POR GERSON AVILLEZ

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